Bubbles in the City - Dia dos Namorados / Parte 3
São Paulo é uma cidade muito doida. É difícil pensar em algum lugar pra ir que não esteja abarrotado de gente. Tudo aqui tem mais alguém além de você – isso quando não está lotado e tem fila. Cinema, shopping, supermercado, restaurante, bar, danceteria, padaria, banco, médico, cabeleireiro, farmácia, locadora de DVD. Em todo lugar, pelo menos mais uma ou duas almas vivas você certamente vai encontrar.
Mas é incrível como, nesse mar de gente e coisas pra se fazer, a gente ainda, vez ou outra, se vê absolutamente sozinho. Aí você vai me dizer: claro, a solidão está dentro de nós e pulsa na veia mesmo quando estamos rodeados por pessoas. Além do mais, solidão é algo típico de grandes metrópoles. Sim, verdade. Mas numa cidade repleta de tantas possibilidades – e pessoas – devia ser mais fácil estar – de verdade - com alguém, não? Sei lá, por pura matemática…
Uma vez ouvi uma terapeuta dizer que ela tava com o consultório tão cheio de pessoas querendo achar a “outra metade”, que ela até tava pensando em fazer um evento pra reunir os clientes. Quem sabe, assim, não ajudaria a formar alguns casais… (Se bem que, aí, ela ia ficar sem clientes!)
Uma de minhas grandes amigas está há tempos querendo namorar. Ela é tudo de ótimo: linda, inteligente, comunicativa, divertida, independente, bem sucedida. Mas por que não rola?
Bem, se eu tivesse a resposta, escreveria um livro, daria milhões de palestras e estaria milionária. Infelizmente, não é o caso.
Acho, no fundo, que essa coisa de estar apaixonada, de amar e ser correspondida só pode ser pura sorte. Vocês dois estavam no lugar certo, no momento apropriado. Foi tudo uma grande coincidência – se é que ela existe.
Então, acho que o jeito é mesmo esperar. Enquanto isso, seguir vivendo a vida. Fazer as coisas, ler os livros, ver os filmes, comer as comidas, sair com os amigos… Ser feliz com você mesmo em primeiro lugar.
Aí, quando você estiver bem desatento, desligado e sem a menor expectativa, um pequeno “milagre” vai acontecer. Uma grande coincidência – se é que ela existe. Algo, assim, como uma deslumbrante conjunção dos astros. Por pura sorte, destino ou porque estava escrito nas estrelas.
Algum dia, quando estiver bem desatento, desligado e sem a menor expectativa, aí sim. Você vai estar no lugar certo, no momento apropriado.
Leia também: Bubbles in the City - Dia dos Namorados – Parte 2 e Bubbles in the City - Dia dos Namorados / Parte 1.





Jun 7th, 2008 at 1:42 pm
Adorei!
E de fato, é assim mesmo. Não adianta procurar.
Mas se bem que hoje é tudo muito diferente. Pelo menos eu prefiro me apaixonar pelo meu trabalho. Meio robótico, mas até então, foi o melhor jeito que já achei.
Jun 7th, 2008 at 6:26 am
Puta-que-pariu!!!!! Essa foi ns veia!!!!! Sinceramente, fazia tempos que eu não lia algo tão “tudo a ver”.
Vcs são demais!
bjs,
Chris Menezes
http://www.produzindopenelope.blogspot.com
Jun 7th, 2008 at 1:52 am
cara, não sei como as coisas podem ser tão previsíveis e imprevisíveis ao mesmo tempo….
qnd estamos sozinhas e carentes o q mais ouvimos é um “relaaaxaaa, qnd vc menos esperar acontece” ….mas oq mais me intriga é o fato de qnd nós menos esperamos coincide com o momento q não mais precisamos de alguém…
Por mera coincidencia do destino, qnd estamos rodeados de amigos, ficamos confusos qnd chega no fim de semana e não sabemos com QUEM sair, vc esta se sentindo linda e maravilhosa bem consigo mesma mesmo SEM NINGUÉM……puff…esse alguém aparece, provavelmente no lugar menos esperado, nem supermercado citaria!!!
pq as coisas são assim???
as coisas acontecem qnd não ligamos pra ela…
é como aquele seu ex q vc passa meses tentando esquece-lo…qnd vc consegue esquecer o traste e provavelmente esta começando a gostar daquele gentleman…puff…ele reapareçe dizendo q quer voltar…..
a nossa lição é realmente curtir nossa compania…q qnd tiver q chegar nossa hr….vai chegar…qnd vc estiver sem chapinha, com sua roupa de ficar em casa, de chinelos…enfim…totalmente despreocupada se vc vai ou não encontrar alguém interessante.