A Bahia é o segundo maior produtor brasileiro do algodão tradicional, sendo que, nessa produção se destaca a região oeste, com sua cultura de alta tecnologia, feita no cerrado e direcionada ao agronegócio.
Entretanto, há tempos atrás, o algodão já foi cultivado em todo o oeste baiano pelo pequeno agricultor, de economia familiar, e agora a EBDA (Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola) inicia um trabalho nesse sentido, mas visando à produção do algodão colorido, que poupa o planeta dos efluentes usados no tingimento e é 30% mais valorizado.
Muito procurado por países desenvolvidos, como o Japão, por ser ecológico e antialérgico, já que não usa tingimento, o ideal é que o algodão colorido seja produzido de forma orgânica, isto é, sem o uso de fertilizantes químicos ou agrotóxicos, o que é impossível na cultura em larga escala.
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Oi,Vinicius: a maior parte do algodão realmente é branquinha e precisa de ser tingida para ter outras cores. Mas existem linhagens coloridas, como as que você viu nas fotos, que só nos últimos anos estão sendo valorizadas, devido à preocupação com a ecologia, pois não necessitam de tingimento, o que poupa o planeta dos efluentes que qualquer tintura deixa. Por isso o algodão colorido está sendo muito valorizado em países adiantados e estão sendo feitos estudos e melhoramentos genéticos sobre ele pela EMBRAPA Algodão, da Paraíba. Como viu, o interesse já extrapolou para outros estados e no caso aqui do oeste baiano tem tudo para dar certo. Aliás, o algodão colorido vem dando certo já há 2.500 anos, aí estão (estiveram) os incas e outros povos que o utilizavam e não me deixam mentir.
O algodão “normal” vem branquinho; esse é o colorido.
Pensei que já viesse branquinho.