O Xadrez Tartã – Origem e História8 comentários

Por Leonize Maurilio
Publicado em 10 Jul 2008 at 10:04am

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D&G

O tecido xadrez (check) foi criado por proprietários de terras na escócia, durante o século XIX, como alternativa para o tartã, considerado inadequado ao uso diário ou ao trabalho. Durante o século XX, foi usado, a princípio, somente em ternos e casacos masculinos, mas logo tornou-se popular para as mulheres em costumes, mantôs, xales, saias, vestidos e na década de 60 também passou a ser usado em calças femininas.

Tartã é o nome de um tecido de lã de trama fechada, gramatura leve e possui padrões diferentes usados para identificar os clãs da Escócia. O tecido possui listras diferentes que se cruzam criando desenhos em xadrez de várias larguras. Na Idade Média era colorido com pigmentos naturais de amoras, morangos e framboesas.

Por volta de 1703, os clãs passaram a empregar a estampa xadrez, para distinguir as suas famílias. Cada uma delas criou o seu tartã para diferentes ocasiões – celebrações, caçar, trabalhar e até mesmo para namorar.

Frequentemente a rainha Vitória fazia visitas a sua propriedade em Balmoral, na Escócia, e isso incentivou a moda de roupas de tartã, já que o uso era apropriado para datas comemorativas. Após a Segunda Guerra Mundial os kilts e saias de tartã tornaram-se populares.

Foi Madeimosele Coco Chanel que trouxe para o guarda roupa feminino, roupas elegantes e confortáveis no padrão tartã. Na década de 70, com o surgimento dos punks o xadrez foi usado como detalhes e tinha a intenção de ironizar e romper com os ícones culturais, exigindo mudanças sociais e comportamentais. Nos anos 80 vários estilistas famosos lançaram calças nessa padronagem, entre eles a inglesa Vivienne Eastwood .

Esse padrão está presente no inverno 2008, estará no Verão 2009, mais comum na versão P/B ( preto e branco) e continuará com força total para o Inverno 2009.

O xadrez tartã mostra a que veio e tomou conta de vários desfiles internacionais, em meio a várias padronagens e tecidos, tais como: principe de galles, risca de giz, veludos, tweeds, lãs feltradas e escovadas, couros, rendas, bouclês,etc.

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Balmain / Just Cavalli

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D&G

Imagens do site – elle.com

Por Leonize Maurílio

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8 comentários

  1. Marcela

    “Na década de 40, frequentemente a rainha Vitória fazia visitas a sua propriedade em Balmoral, na Escócia”.

    A Rainha Vitória morreu em 1901.

  2. Erika Cristina

    Tem uma certa duvida em escolher tecidos xadrez.Pois sou morena e algum tecidos me da a aparêcia de ser mais morena.Então eu gostaria de sua ajuda:Qual tom combinaria mais comigo?

  3. Camila

    Errata: Charme*

  4. Camila

    Xadrez tem seu carme.. ams tem que cuidar a modelagem e o corpo :D
    :*

  5. Bom,fazer o que? Quando vria maoda ,os estilistas alternativos tem que se virar, pra não criar o “recriado”,adoro xadrezes,sempre utiliziei nas minhas coleções e em todas as estações !Acho alegre.Parabens pelo arigo está otimo.

  6. opa! tava demorando pra chegar na febre do xadrez. =)
    é uma padronagem que muda totalmente a cara da roupa, até confunde os olhos, como aquelas brincadeirinhas de ilusão de ótica. Adoro artigos como esse, me despertam curiosidade sobre o uso histórico do que está em evidência, saber cada detalhe. D&G nunca fez muito meu tipo, mas arrasou nessas fotos!

    ; )

  7. Vinicius Moura Vinícius

    Quer dizer que o Dino da Silva Sauro usa tartã?
    Legal.

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