Nos últimos séculos, a sociedade moderna transformou pessoas em indivíduos, depois as colocou na condição de cidadãos e hoje, os diferenciam ou identificam como consumidores ou clientes. O ato de ter acesso ao mercado e ‘ir às compras’, de certa forma, se tornou mais democrático.
A pós-modernidade gerou uma sociedade de hiper consumo, gerou simulações, excessos e fragmentações, mas também gerou mesmices comerciais e modismos coletivos.
A comunicação publicitária insidiosa e sedutora tornava o ato individualizado da experiência de compra, em uma repetição do sempre igual. A moda cumpria seu papel de tornar uma coisa comum, e a condição comercial do industrialismo de escala gerava a ditadura do mesmo. Um rígido excesso de massificação.
Mas, na verdade, o que nos diferencia não é o ato livre da escolha. Ninguém pode garantir que um objeto ou roupa não seja reproduzido e copiado. A criatividade está na forma inovadora como usamos os produtos e os transformamos em objetos pessoais, únicos e originais.
Não precisamos fazer compras e escolhas para nos afirmarmos como diferença, temos que exercer nosso livre arbítrio e usar, refuncionalizar e resignificar os ambientes e momentos, objetos e coisas em nossas vidas.
A moda precisa retomar seu outro lado: permitir um jogo de aparências, apropriações e interferências pessoais, viver cenários e personagens e usos criativos e múltiplos.
A riqueza de se estudar a experiência do consumo está na forma que as pessoas usam, vestem e semantizam o que compram. Consumir não significa ir às compras com carrinhos e cartões de crédito na carteira. Significa um ato criativo de criar e se apossar de um sentido, uma experiência e criar uma história e uma intimidade particular com as coisas “possuídas”. Mesmo que tenhamos uma coisa única, ela pode ser ricamente transformada em uma imensidão e nos levar a diferentes direções e sentidos.
Articulando
Este vídeo foi feito em cima da monografia de Aline Ma na Universidade Estadual de Londrina.
Aline Ma (ou Martinez Santos) é formada em Design de Moda pela UEL (Universidade Estadual de Londrina). Especializanda em Gestão em Moda pelo SENAI, estuda texturização têxtil e moulage como suporte construtivo.
Vale muito a pena ver e escutar o que ela tem a dizer sobre a roupa e a condição humana, das novas propostas e inter relações sobre moda e consumo nos dias atuais.
Por Sérgio Lage
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Olá pessoal, que sucesso esse vídeo da Aline, ficou um sucesso!!!
sucesso p/ vc sergio e p/ aline tb!
Bjosss
Olá!
Tbm sou estudante de moda, estou no 3º ano, ano que vem tbm faço TCC.
Semestre passado no interdisciplinar fiz roupas que viravam acessórios.
Achei IN-CRI-VÉÉÉL!!! este trabalho! O mais imprecionante é como 1, única peça de roupa se trasnforma em inumeras possibilidades!