Um Retrato do Comportamento Feminino3 comentários

Por Alessandra Gimenez
Publicado em 14 Apr 2008 at 4:26pm

No séc. XVIII, a partir da Revolução Industrial ocorrida na Inglaterra e da Revolução Francesa sob influência dos princípios iluministas, podemos assinalar a transição da Idade Moderna para Contemporânea. O advento da sociedade urbana, os princípios de igualdade e liberdade vão marcar profundamente as gerações futuras.

Dama de Verde, Arthur Timótheo da Costa 1908

Em 1908, Arthur Timótheo da Costa pintou um óleo sobre tela, que hoje pertence ao MASP, a Dama de Verde. Uma pequena pintura de uma jovem senhora, com grande chapéu, num aposento que parece ser uma sala residencial. Pela janela, atrás dela, penetra a luz do sol.

O interior sombrio lembra um fim de tarde que a pouca claridade não consegue mais alegrar, sua expressão é triste. A imobilidade da figura contrasta com o imenso chapéu só usado por quem está por sair. A pintura sugere que a luz, o movimento e a agitação estão na rua e penetram por entre as janelas e cortinas. É preciso sair! O papel da mulher em casa já não traz felicidade.

São sinais que introduzem no imaginário dos indivíduos
da época o que está por vir.

Obra de Beatriz Milhazes

Atualmente quem são as mulheres?

Quais seus valores e comportamentos?

O ingresso no mercado de trabalho, a aceitação do divórcio e o acesso à pílula anticoncepcional foram os três pilares da emancipação feminina da atualidade.

A empresa Rohde&Carvalho Diagnóstico e Pesquisa, com o apoio da Uffizi Consultoria em Comunicação eLojas Renner, realizou um levantamento sobre o comportamento feminino nas sete principais capitais brasileiras em 07/2007. O levantamento ouviu 2.120 mulheres residentes em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador e Recife. Deste total, 36% pertencem à Classe C, 35% à Classe B e 29% à Classe A. A metade do público pesquisado é casada ou tem namorado.

As principais características encontradas neste estudo foram:

• As mulheres brasileiras continuam dando preferência à família na hora da compra (59%), mas investem parte do dinheiro em compras para si (54%).

• Apesar de 76% das mulheres trabalharem fora, apenas 46% têm carteira assinada e 24% são autônomas ou profissionais liberais.

• Um grande número de mulheres é responsável por parte do orçamento familiar (73%). Estão envolvidas com o seu trabalho na maior parte do tempo (72%), e são independentes financeiramente (71%).

• Ainda assim, a maioria faz as tarefas domésticas (58%) e sentem prazer em fazer isso (43%). O levantamento indicou que apenas 11% das mulheres admitem não viver sem uma empregada doméstica.

• Há uma preferência pelo consumo de alimentos prontos ou congelados (68%) e com baixo teor de gordura (56%). Serviços como vídeo locadoras (66%) e entregas por telefone (47%) estão entre aqueles
que mais são usados pelo sexo feminino.

• Para as mulheres, ter família completa ainda é muito importante (89%), e reunir amigos e ir ao shopping (ambos com 69%) são os programas preferidos.

• As mulheres brasileiras preocupam-se com a saúde, sendo que os exames ginecológicos lideram as rotinas (84%), seguido do exame preventivo do câncer de mama (70%) e da alimentação de forma natural e saudável (65%).


Cia de dança Marcia Milhazes

• O levantamento despertou uma preocupação com relação às mulheres da Classe C, pois são elas que menos fazem exames ginecológicos periódicos.

• Para cuidar da aparência, a mulher brasileira recorre ao uso de cremes com freqüência (78%), vai ao salão de beleza (58%) e está satisfeita com seu corpo, apesar da presença em academia ainda ser baixa (15%).

• Na área tecnológica, o uso da Internet e do e-mail é expressiva (52%), sendo que as mulheres da classe C foram aquelas que apresentaram a menor incidência nestes itens (37%). O uso da rede mundial para pagar contas (14%) e fazer compras (18%), ainda é baixo, mas este mercado está em ascensão.

• A preocupação com o meio ambiente faz parte da rotina das mulheres brasileiras. Conforme os dados, o controle do consumo de água e de energia elétrica é uma preocupação para a grande maioria do sexo feminino (81%), usam produtos que não agridem o meio ambiente (72%), e separam o lixo para reciclagem (50%).


Obra de Beatriz Milhazes

O mais interessante desta pesquisa, é que se observarmos alguns dos valores importantes para as mulheres hoje, surgem temas como filhos e tarefas de casa, fazendo parte da rotina da mulher contemporânea com um significado prazeroso. Parece que existem valores persistindo ao passar do tempo! O segredo é equilibrar as nossas multi-tarefas e ainda ficarmos lindas, felizes e saudáveis! ;-)

Fontes:
Livro – COSTA, Cristina. A Imagem da mulher: um estudo de arte brasileira.
Rio de Janeiro: Senac Rio, 2002.
http://www.sortimentos.com/index.htm
http://www.rohdecarvalho.com.br


500 anos de mulheres na arte

Por Alessandra Janaudis Gimenez

(Alessandra Janaudis Gimenez é pós-graduada em Ciências do Consumo pela ESPM, atua na área têxtil há 7 anos com passagens pela Cia Hering, Vicunha e Rosset. Hoje faz parte do time de compras na Adar Milenium – importadora de tecidos para o mercado de moda. E-mail: alejanaudis@gmail.com .)

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3 comentários

  1. Haddammann

    Este texto foi inspirado depois do desabafo da atriz Carolina Ferraz:

    Toque de Recolher. A Prisão Civil de Adolescentes. O “Reino” do “Socialismo do Céu”. O Último Estrago de Submissão do Embuste Teo-Pulhítico. O Mundo nas Mãos Divinas de Uma Máfia de Canalhas.

    “E eu que tinha apenas 17 anos baixava minha cabeça pra tudo, … , era assim que eu via as coisas acontecer” (Nenhum de Nós) … Anos 80 … dias pré-Democracia.

    1958 … Com um barulho intenso de uma tempestade, um infante nasce sentindo o frêmito de um momento gigantesco de uma Nação.
    Alguém dissera uma vez acerca do ser humano: “Note o homem, ele é uma ‘antena’ sensibilíssima”.

    Um gurizin não tem nem oito anos de idade e aguça atenção sobre notícias de jornais; ele sente as freqüências confusas, e uma penumbra esquisita tomar o fulgor das cores de sua Pátria.
    De pé, na chuva, um homem observava um portento erigido com orgulho, esforço, e um peito destemido, mas amargava um misto de pavor e desgosto indescritível; ao invés de estar contente com seus feitos em prol da nação, sentia o gosto da infâmia, da ingratidão, da perseguição, por melhorar a sociedade civil em que prestava serviço; o maior estadista brasileiro de todos os tempos: Juscelino Kubistchek; chorava ao ver Brasília. O coração estraçalhado do gosto do exílio (porque serviu bem ao seu País) notou o tentáculo do terror pederasta que destruiu Roma, Grécia,…, e viu-o ali fincado com as garras enterradas na Cidade que orgulhara o Brasil entre as capitais do mundo.

    O Brasil não podia erguer-se daquela maneira, desafiando a submissão dos aterrorizadores das nações, sem o tutelamento dos manipuladores de cabeças, dos usurpadores de riquezas, sem o crachá e as marcas dos parasitas em cada tantinho da vida do brasileiro. O Exército tomou a frente antes que o Brasil virasse cópia da Índia e esterco ressequido na mão de cercadores divinos de gente.

    Levanta-se Sarney com o fardo de uma tarefa imensa. Pego de surpresa, mas com tutano e escrúpulo civil, abre a Lei Rouanet, livra o País de censura, equipara o dinheiro nacional ao dólar; fala sem sofismas, sem mentira, o que era “rentabilidade”, instrui o povo, prepara o País para um futuro promissor.
    Mas de novo a penumbra espreita a vivacidade dos Anos 80.

    No afã de criatividade e ousadia e vigor democrático do mundo, parando tanques, quebrando muralhas, espocando luzes e músicas, os cidadãos sentem o brilho da sapiência humana e vislumbram o despontar de uma civilidade inebriante. Mas o espesso e negro resto dos tuteladores da liberdade civil se amancomuna em um conluio medonho, nocivo, temulento, e dissemina o vírus da discórdia, disfarçado de “paz”, “caridade”, “segurança”, e, “família”.
    O esgôto da dissimulação infiltra-se na Política, e paulatinamente transforma a autonomia representativa da Nação em dependurados cargos de capachos sacralizados, e prepara fantoches depredadores, forjados como plágios dos autênticos construtores da soberania civil do povo brasileiro. A violência irrompe desenfreada. Homens de valor caem, um por um, outros contêm suas vozes, ante à manipulação insana da turba de anencéfalos armados de divinos e encarnados intuitos. Uma gente “do bem” com cacoetes e torcimentos de bocas encosta na Educação, contaminando aceleradamente os Conceitos, cerceando os frutos dos Sociólogos, usurpando a Psicologia, comendo a Economia; cresce como um tumor encostando no lóbulo réptil das cabeças das pessoas, deformando a sonância e o esmêro da identidade da expressão brasileira num esquisito formato dependurador de vantagens com o endosso nojento de uma língua peguenta e o esgoto do curral divino.

    Superior Tribunal Federal: passado à prova por incessante processo de injuriação e descrédito público dá a todos os brasileiros a oportunidade de ver o espúrio modo dos “cotistas” da teo-pulhítica manchar o trabalho da Justiça no País. O lado negro da covardia, no molde repetido de como se cercava os escravos com a própria raça, provoca o achincalhe estapafúrdio da alta magistratura do País ante a face lívida da Nação. A Justiça tem seu dia de repúdio próprio por ter sido condescendente com o símbolo do Terror postado atrás das cadeiras dos Tribunais; e não ter ajudado as Forças Armadas a não se adularem com os astutos e “capacitados” mercadores e seguidores da astúcia divina.

    A Sociedade pena sob imensa e covarde submissão. A mentira deslavada tornou-se praxe, tornou-se “regulamento” do “se dar bem”. Quer andar na rua sem ser molestado? Pague. Quer telefonar pra alguém em confidente declaração? Esqueça. Quer correr livre nos gramados? Ele foi remanejado pros saltitos “bonitinhos” dos cachorros (Temos que estar distraídos a todo custo). A corrupção teocrática enriquece soberbamente os canalhas mais “capacitados” pela falta de qualquer escrúpulo. De esmolas obrigatórias à roubo descarado de propriedades, e dinheiro civil dado à força pra insufladores de guerras e terrorismos, os nababos drenam sem pena a riqueza dos que produzem; é o parasitismo teo-pulhítico que dizimou sem dó até a última umidez do osso os povos antes de nós.

    Somos jovens, somos adultos, somos seres humanos para ver. Temos, por Natureza, a História para ver, e a consciência para refletir, e o brio civil para resistir.

    “Pra quê estudar? Não é isso que me faz prosperar”. É isso que se ensina como lição nacional. “Pra quê crasear a forma léxica? Isso não faz bem à minha preguiça psicológica; não tô nem aí pra performance inigualável de nossa Língua!”. Aquela marca usurpadora da bandeira e dos símbolos da pátria brasileira borrada nos documentos da União Federativa do Brasil e no casco daquele navio dará tudo que a desonestidade conseguir vender à quem for “esperto”.

    “Eu tô bem; ‘na paz’; meu filho tem a polícia, o (de)governo, e as igrejas, pra educá-lo; às 10:30h ele estará aqui bonitinho na barra de minha paternidade tutelada. Ora bolas! Desde Ur, na Antiguidade, já devíamos ter metido uma corda no pescoço dessa garotada rebelde; com tanto clube divino por aí, o que eles mais querem? As músicas já decoramos com a ‘essência celestial’; já redublamos as séries de TV; já montamos a ‘vitrine da fofoca’; já açulamos o interesse vulgar com nossa mídia obsessiva”; o que mais esses desalmados querem? Que liberdade que nada, isso é coisa que dá e passa”.

    1ª. Declaração do Desenlace.
    Haddammann Veron Sinn-Klyss
    segunda-feira, 27 de abril de 2009

  2. Juan das Neves Soares

    Muito bonito este artigo mas as mulheres brasileiras ainda acredito que são menos corajosas que as argentinas…

  3. Neide

    ACHEI O ARTIGO MUITO INTERESSANTE MAS GOSTARIA DE SABER QUEM SÃO ESSAS MULHERES QUE SENTEM PRAZER NOS AFAZERES DOMÉSTICOS (43%)!!!

    TALVEZ UM OUTRO ARTIGO NOS DIGA QUERM SÃO ESSAS MULHERES E ONDE ELAS ESTÃO…

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