5º Festival Internacional do Documentário Musical acontece em São Paulo

5º Festival Internacional do Documentário Musical acontece em São Paulo

O IN-EDIT~BRASIL 2013 – 5o Festival Internacional do Documentário Musical acontece na cidade de São Paulo entre os dias 03 e 12 de maio, no MIS-SP, CineSESC, Cinemateca Brasileira, Matilha Cultural e Cine Olido.

** Seleção de 58 filmes nacionais e internacionais

** O vencedor do Oscar “Searching for Sugarman” abre o festival

** Homenagem ao diretor inglês Dick Fontaine

**de 03 a 12 de maio em São Paulo

Com Patrocínio da Riachuelo e da Petrobras, copatrocínio da Secretaria Municipal de Cultura – Prefeitura SP e apoio do ProAC, Secretaria de Cultura, Governo do Estado SP, o festival apresenta uma seleção de 58 filmes de diversos países como Cuba, Irlanda, EUA, Reino Unido, Espanha, Países Baixos, Islândia, Finlândia, Noruega, Dinamarca, Canadá, Rússia, Coréia do Sul, Suiça, Suécia, África do Sul, República Tcheca, Angola, Zimbabwe e Moçambique.

O In-Edit~Brasil continua dando grande visibilidade aos filmes nacionais no Panorama Brasileiro e também apostando forte nas criações internacionais que trazem novas visões do cinema e da música, no Panorama Mundial. Algumas sessões virão acompanhadas de shows e encontros com músicos e diretores para complementar o conteúdo.

Nessa edição, o festival presta uma homenagem ao inglês Dick Fontaine, diretor do departamento de Documentário na National Film and Television School. Com quase 50 anos de atividade como diretor e produtor, Dick Fontaine é um dos documentaristas mais prolíficos e respeitados em todo o mundo. Na programação: Art Blakey – The Jazz Messenger”,  “Betty Carter: New All The Time”, “Who’s Crazy – David, Charlie And Ornette”, ” Sound??”,  “Beat This! A Hip-Hop History, Bombin’ e “Sonny Rollins – Beyond The Notes”.

Na abertura, que será no dia 02/05, em sessão somente para convidados, o festival exibe o grande vencedor do Oscar 2013, “Searching for Sugarman”, de Malik Bendjelloul, filme inédito em São Paulo. No início da década de 1970, em Detroit, Jesus “Sixto” Rodriguez grava dois álbuns com uma mistura de poesia, política e folk com a atitude e a força do Rock. E então desaparece. Ninguém nunca mais soube dele. Uma história que conquistou o mundo! O festival faz mais duas sessões do filme durante a programação.

SERVIÇO:

 

IN-EDIT BRASIL 2013

São Paulo

Período: 03 a 12 de maio de 2013.

Salas:

MIS  (Entrada Grátis)

CineSESC  (R$ 8,00, R$ 4,00 e R$ 2,00)

Cinemateca Brasileira (R$ 8,00 e R$ 4,00)

Matilha Cultural  (Entrada Grátis)

Cine Olido * (R$ 1,00 e R$ 0,50)

5º Festival Internacional do Documentário Musical acontece em São Paulo

O Panorama Brasileiro, que está dividido em mostras (Competitiva, Mostra Brasil, Sessões Especiais e Curta Um Som), apresenta os documentários musicais mais relevantes da atualidade. Personagens e histórias de diferentes cantos que mostram na prática a famosa imensidão de diversidades que é o Brasil.

A Competição Nacional apresenta 4 filmes, que são: “Jards“, de Eryk Rocha, que mostra Jards Macalé em seu momento mais íntimo e visceral: a gravação de um álbum, feito em comemoração aos seus 70 anos; a música dos anos 80 representada pela dupla André Abujamra e Maurício Pereira em “Música Serve Para Isso: Uma Historia Dos Mulheres Negras”, de Bel Bechara e Sandro Serpa;  “A Batalha do Passinho”, do diretor Emílio Domingos, que entra na pista para dissecar os passos que criaram esse fenômeno;  e a história do gaiteiro que teve de superar uma doença que tirou parte de sua mobilidade aos 17 anos, em “Um Filme para Dirceu”, de Ana Johann.

Na Mostra Brasil, outros 7 títulos confirmam que o documentário musical brasileiro nunca para de inovar em sua linguagem. Os 80 anos de uma das maiores escolas de samba do país no filme “Vai-Vai: 80 Anos nas Ruas”, de Fernando Capuano; a turnê de Renato Borghetti pela Europa em “Renato Borghetti Quarteto – Europa”, de Rene Goya Filho; as histórias lendárias do Bar Liberdade, em Pelotas, no filme “O Liberdade“, de Rafael Andreazza e Cíntia Lainge; os paralelos entre o Brasil e Cuba parecem ser infinitos em “Pernamcubanos”, de  Nilton Pereira; os 20 anos do Punk brasileiro pela ótica da diretora Carolina Pfister, no filme “Viva Viva”,  a bateria da Escola de Samba Grêmio Recreativo Estação Primeira de Mangueira no filme “Coração do Samba”, de Thereza Jessouroun; músicos de Mogi das Cruzes e Sorocaba se juntam para criar um verdadeiro blitzkrieg sonoro e invadir a cena da música em “Guerrilha Gerador”, de Danilo Sevalli.

O Panorama Brasileiro ainda conta com 3 filmes nas Sessões Especiais. A banda Gangrena Gasosa, que inventou o Saravá-Metal na década de 90 e coleciona histórias como brigas com skinheads, punks feministas, atropelamentos por trem, integrantes com HIV e muito mais no filme “Desagradável”, de Fernando Rick; o cantor Renato Braz entra no estúdio acompanhado de dois gigantes da música instrumental brasileira, Nailor Proveta e Edson José Alves, para gravar uma homenagem a João Gilberto em “Ensaio Sobre o Silêncio”, filme de Zeca Ferreira; e uma homenagem a Paulo Moura em “Paulo Moura – Alma brasileira”, de Eduardo Escorel, que conta vida e obra de um saxofonista e clarinetista que imortalizou sua história no choro, no samba e no jazz brasileiro, completa a mostra.

As sessões que compõem o Curta Um Som mantêm sua tradição de revelar boas surpresas.

5º Festival Internacional do Documentário Musical acontece em São Paulo

No PANORAMA MUNDIAL, o IN-EDIT~BRASIL oferece uma grande diversidade de estilos musicais, linguagens cinematográficas e, acima de tudo, boas histórias. São mais de 30 títulos, selecionados nos festivais de cinema mais importantes do mundo.

O aclamado Jonathan Demme volta a filmar seu amigo Neil Young em  “Neil Young: Journeys” , no mítico Massey Hall, em Toronto;  o mais completo relato de uma das mais reconhecidas e festejadas bandas do Hip Hop: A Tribe Called Quest em “Beats, Rhymes and Life: The Travels of A Tribe Called Quest;  dez anos de história da banda Le Tigre em “Who Took the Bomp? Le Tigre: On Tour”; Ginger Baker, que foi um dos fundadores do Cream ao lado de Eric Clapton e Jack Bruce, em “Beware of Mr. Baker”; uma homenagem do diretor Julien Temple ao festival Glastonbury em “Glastopia”; depois de passar 30 anos em Viena, o Maestro Nader Mashayekhi volta a Teerã, sua cidade natal, para realizar um sonho: fundar una orquestra de música clássica ocidental no Irã. O registro está no documentário “Gozaran: Time Passing”;  a vida de James Murphy  na semana que antecede o concerto monumental de despedida do LCD Soundsystem no Madison Square Garden, em “Shut Up and Play the Hits”; a história do primeiro festival de documentários musicais do mundo: o In-Edit, em “Get What You Want”;  e muito mais!

Veja a programação completa abaixo.

 5º Festival Internacional do Documentário Musical acontece em São Paulo  

LISTA DE FILMES E SINOPSES

 

PANORAMA BRASILEIRO

 

Panorama Brasileiro: Competição Nacional

(4 Filmes)

 

A Batalha do Passinho, de Emílio Domingos (Brasil, 73′, 2013)

“Passinho Foda”. Você já viu esse filme no Youtube. E, se não viu, deveria. Gravado com uma câmera fotográfica digital por Beiçola e seus amigos em um churrasco no quintal da casa, o vídeo mostrava uma nova forma de dançar funk. Em menos de uma semana, tinha virado febre na internet. Até que atingiu 4 milhões de acessos. No documentário A Batalha do Passinho, o diretor Emílio Domingos entra na pista para dissecar os passos que criaram esse fenômeno. E descobre como a cultura ao redor do mundo funk se expandiu para além dos bailes, DJs e favelas.

 

Jards, de Eryk Rocha (Brasil, 93′, 2012)

Neste filme surpreendente e autêntico como o próprio protagonista, Eryk Rocha entra sem pedir licença para ver de perto o processo criativo de Jards Macalé. O resultado desta curiosidade é um documentário-poesia de grande intensidade.

As lentes capturam Jards Macalé em seu momento mais íntimo e visceral: a gravação de um álbum, feito em comemoração aos seus 70 anos.

Protagonistas: Jards Macalé

 

Música Serve Para Isso: Uma Historia Dos Mulheres Negras, de Bel Bechara e Sandro Serpa (Brasil, 92′, 2013)

Na metade da década de 1980, a cidade de São Paulo foi tomada de assalto – e com muito bom humor – pela terceira menor Big Band do mundo: Os Mulheres Negras. Suas armas: chapéus-coco de palha, sobretudos, uma guitarra, um sax e um milhão de ideias loucas. A dupla, formada por André Abujamra e Maurício Pereira, se conheceu em um curso de percussão africana. Tudo era tão improvável e inusitado que o grupo rompeu todos os moldes da cultura pop rock para dar vida a um dos projetos mais criativos que o Brasil já viu até hoje.

Protagonistas: André Abujamra e Maurício Pereira

 

Um Filme para Dirceu, de Ana Johann (Brasil, 80′, 2012)

Este documentário nos apresenta Dirceu Cieslinski, um gaiteiro de origem humilde. Um músico que teve de superar uma doença que tirou parte de sua mobilidade aos 17 anos de idade.

Protagonistas: Dirceu Cieslinski

 

Panorama Brasileiro: Mostra Brasil

(7 Filmes)

 

Coração do Samba, de Theresa Jessouroun (Brasil, 72′, 2012)

A bateria da Escola de Samba Grêmio Recreativo Estação Primeira de Mangueira é um dos patrimônios culturais mais importantes do Brasil. Ela reúne centenas de pessoas ligadas à musica não por profissão, mas por paixão mesmo.

Aqui, toda história é um enredo de valor histórico. Histórias com cadências de euforia, como as conquistas, o amor do público e os grandes sambas. E histórias em tempos agitados, como o presidente que foi assassinado e o carnaval em que a bateria foi esmagada pelas notas dos jurados.

Protagonistas: Elmo dos Santos e toda a bateria da Mangueira

 

Guerrilha Gerador, de Danilo Sevali (Brasil, 65′, 2013)

Em plena efervescência do movimento Ocuppy que sacudiu o mundo nos últimos anos, músicos de Mogi das Cruzes e Sorocaba se juntam para criar um verdadeiro blitzkrieg sonoro e invadir a cena da música. Este documentário retrata uma maneira original de questionar o espaço público, os esquemas do showbusiness e, principalmente, a relação comercial entre a arte e o público.

Protagonistas: bandas Hierofante Púrpura e INI

 

O Liberdade, de Rafael Andreazza e Cíntia Lainge (Brasil, 71′, 2011)

Inaugurado há 37 anos, o Bar Liberdade, no centro de Pelotas, traz desde o início uma característica marcante. “De dia é um restaurante popular, em frente às paradas de ônibus que chegam da zona rural. À noite dá lugar ao Grupo Avendano Júnior, que toca choros e sambas”, explica Rafael Andreazza.

Rafael dirigiu, junto com Cíntia Lainge, um filme que narra as histórias lendárias desse bar, dos músicos e de seus frequentadores. “O bar é um patrimônio de Pelotas, de seu caldeirão cultural”, afirma o diretor.

Protagonistas: Dilermando Lopes e frequentadores do Liberdade

 

Pernamcubanos, de Nilton Pereira (Brasil/Cuba, 76′,2012)

Mais que o clima. Mais que o suingue. Mais que a latinidade. Os paralelos entre o Brasil e Cuba parecem ser infinitos. Este é um documentário sobre as identidades culturais destes dois mundos, com ênfase na música e nas religiões de matriz africana em Cuba e Pernambuco, vistas pelos olhares de duas artistas. O filme registra o Festival del Caribe, realizado anualmente em Santiago de Cuba e cuja trigésima edição homenageou Pernambuco, que teve sua diversidade cultural representada por uma delegação de mais de 150 artistas.

Protagonistas: Bete de Oxum e Fatima Patterson

 

Renato Borghetti Quarteto – Europa, de Rene Goya Filho (Brasil, 96′, 2012)

Quando um gaúcho sai do Rio Grande, ele fica ainda mais gaúcho. Se é que isso é possível, diz Renato Borghetti. Para provar, ele embarca em uma turnê pela Europa em que apresenta sua gaita de 8 baixos que, de tão gaúcha, chega a ser universal.

Este documentário acompanha Renato Borghetti em uma jornada pelo velho continente em que ele apresenta a música de seu quarteto (que é formado com amigos do peito e não simples músicos) e mostra as pesquisas feitas sobre o instrumento que o acompanha em todos os cantos.

Protagonistas: Renato Borghetti

 

Vai-Vai: 80 Anos nas Ruas, de Fernando Capuano (Brasil, 100′, 2011)

Quem já sambou na terra da garoa sabe. A história da Vai-Vai se mistura com a história de São Paulo. E se converte em um dos pontos fundamentais para entender a maior cidade do Brasil. Como São Paulo, ela foi formada por italianos e negros, em uma harmonia que segue o ritmo dos tamborins. Este é um documentário sobre a Escola de Samba que faz seus ensaios na rua, em uma festa com a participação de todos. A Vai-Vai não tem quadra até hoje, e não quer. Ela já está no coração de todos dessa cidade.

Protagonistas: integrantes da Vai-Vai

 

Viva Viva, de Carolina Pfister (Brasil, 100′, 2012)

O espírito Punk é atemporal. Não importa em que época, ele se mantém atual, chamando jovens insatisfeitos com o mundo que os cerca.

Neste filme feito por Carolina Pfister, que tocava na TPM (Trabalhar Para Morrer), duas gerações de punks colocam frente a frente suas ideias, seus fanzines, suas revoltas e suas dificuldades. Viva Viva também é um retrato de São Paulo, o bruto berço do Punk brasileiro e dos jovens que tomaram esta bandeira para si, não importa em que ano.

Protagonistas: Elisa Gargiulo (Dominatrix), Ariel Invasor (Invasores de Cérebro, Restos de Nada) e Pedro Carvalho (Futuro).

 

Panorama Brasileiro: Sessões Especiais

(3 Filmes)

 

Desagradável, de Fernando Rick (Brasil, 120′, 2013)

A banda Gangrena Gasosa inventou o Saravá-Metal na década de 1990. Uma maneira de incluir a cultura brasileira no Heavy Metal? Uma busca de evoluir musicalmente? Um desafio na criação artística? Nada disso. A questão aqui é botar medo e lambuzar a plateia com elementos de macumba. Tudo isso com um único objetivo: ser desagradável. Com uma banda que foi criada para abrir um show dos Ratos de Porão, Zé Pelintra, Omolu, Exu Caveira, Exu Capa Preta, Exu Tranca Rua, Exu Mirim e Pombagira são os integrantes que pegaram seus personagens emprestados da Umbanda. Quanto mais estranhos e perturbadores para quem assiste, melhor. A banda coleciona histórias: brigas com skinheads, com punks feministas, atropelamentos por trem, integrantes com HIV… O que é real e o que é mito fabricado para aumentar ainda mais a infâmia do Gangrena? O diretor Fernando Rick já havia mostrado seu olhar sobre o Punk quando dirigiu Guidable, verdadeira história dos Ratos de Porão. Em Desagradável ele vai além. Saravá!

Protagonistas: Zé Pelintra, Omolu, Exu Caveira, Exu Capa Preta, Exu Tranca Rua, Exu Mirim e Pombagira.

 

Ensaio Sobre o Silêncio, de Zeca Ferreira (Brasil, 74′, 2013)

O cantor Renato Braz entra no estúdio acompanhado de dois gigantes da música brasileira, Nailor Proveta e Edson José Alves para a gravação de seu novo álbum. Fãs declarados de João Gilberto, eles fazem um tributo em que, mesmo sem ser mencionado, o pai da MPB está presente todo o tempo. Para nossa sorte, Zeca Ferreira capta esse momento e ilustra uma trilha sonora impecável.

Protagonistas: Renato Braz, Nailor Proveta e Edson José Alves

 

Paulo Moura – Alma brasileira, de Eduardo Escorel (Brasil, 86′, 2012)

Quando Eduardo Escorel iria começar a gravar um documentário sobre Paulo Moura, este adoeceu e foi para o hospital. Pouco depois, veio a falecer e deixou um vazio enorme para contar sua história. Um vazio que foi preenchido por uma miríade de momentos presentes em gravações de áudio e vídeo abrangendo 40 anos de história. É assim que é traçada a vida e obra de um saxofonista e clarinetista que imortalizou sua história no choro, no samba e no jazz brasileiro. Com este belo arquivo, Eduardo Escorel revela a alma de Paulo e nos devolve, nem que seja por um breve instante, a alegria de sua música. Uma homenagem justa, carinhosa e merecida ao artista que fez das parcerias em torno da música uma marca em sua vida.

 

Panorama Brasileiro: Curta um Som

(7 Filmes)

 

A Nossa Banda: Um Século De Música Na Praça, de Alexandre Macedo, Janaína Welle e João Correia Filho (Brasil, 17′, 2012)

Esta é a vida da banda de coreto de Leme, em São Paulo, e de seus ilustres componentes. Esta é uma história de gerações, em que cada personagem tem seu papel fundamental.

 

Batalha: A Guerra Do Vinil, de Rafael Terpins (Brasil, 15′, 2007)

Uma animação – isso mesmo – que narra a batalha das cabines entre a estrela DJ Black Jamantha e o novato DJ Air.

 

Boi Fantasma, de Rogério Nunes e José Silveira (Brasil, 15’30”, 2012)

Para contar o ato do Boi-Bumbá, este filme inovador combina com estilo próprio projeções e depoimentos em off para recriar histórias.

 

Crisálida, de Thiago Brito e Rafael Saar (Brasil, 19′, 2012)

A expressiva Tete Espindola convida o gênio Hermeto Pascoal para gravar uma faixa do seu disco. Juntos eles discutem, tocam e criam.

 

Dom Salvador – The Endless Soul, de Lilka Hara, Artur Ratton e David Feinberg (Brasil, 18′, 2013)

Um dos maiores músicos brasileiros de jazz e MPB relembra sua carreira, lembranças que se confundem com a história da música brasileira moderna.

 

Eu Sou O Coração Do Carnaval, de Gabriel de Paulo, Jairo Neto, Marcel Rocha e Ricardo Devecz (Brasil, 25′, 2013)

As lendas, tradições, alegrias e tragédias do carnaval de São Luiz do Paraitinga, uma das festas mais alegóricas e envolventes do Brasil.

 

O Sonho De Rodolpho, de Bárbara Umbra, Barbara Radwanska e Cristina Ceballos (Cuba, 8′, 2013)

Rodolpho é um cubano. Cego. E que tem uma deformação física muito grave no rosto. Ao mesmo tempo que assusta, ele comove por suas belas canções.

 

 5º Festival Internacional do Documentário Musical acontece em São Paulo

PANORAMA MUNDIAL

 

Panorama Mundial: Docs Internacionais

(29 Filmes)

 

A Film About Kids and Music. Sant Andreu Jazz Band, de Ramon Tort (Espanha, 101′, 2012)

Vencedor do In-Edit Barcelona, “A Film About Kids and Music” é um documentário sobre a Sant Andreu Jazz Band. A jovem orquestra, dirigida por Joan Chamorro, reúne meninos e meninas entre 6 e 18 anos em torno de um repertorio de jazz clássico que chega aos auditórios mais importantes do país. O filme é uma viagem do diretor da orquestra, que nos submerge em um método de ensino tão singular quanto os resultados que gera. Uma história que nos faz vibrar com a entrada em cena do talento destes jovens e emociona com todas as sensações que eles são capazes de despertar. Nesta viagem eles são acompanhados por Jesse Davis, Terell Stafford, Wycliffe Gordon e Ricard Gili, músicos admirados por todos os amantes do jazz e que alimentam o espírito musical de trajetórias tão precoces como a de Elsa, que aos 6 anos de idade toca trompete como poucos.

** Vencedor do In-Edit Barcelona 2012

 

Art Will Save The World. A Film About Luke Haines, de Niall McCann (Irlanda,70′,2012)

Luke Haines é um personagem com uma história a ser contada. Pelo menos é o que ele afirma. Haines, tido por alguns como o pai do Britpop, foi a alma das bandas The Auteurs, Baader Meinhof e Black Box Recorder. Ele tem até uma biografia. Uma biografia cheia de momentos engraçadíssimos. Uma biografia que é quase verdade.

Para trazer ao público essa saga, e de passagem cagar em cima de todos os aspectos da cultura pop, o diretor Niall McCann utiliza uma série de entrevistas com pessoas que, segundo Luke Haines, “fingem lhe conhecer” apesar de nunca terem convivido com ele. Este é um documentário certeiro em sua premissa de deixar as histórias falarem mais alto que os fatos, ao mesmo tempo em que toda e qualquer informação é questionada com muito humor. Quase non-sense, um filme que quebra com o papel imutável do narrador impessoal, atemporal e sempre imparcial.

Protagonistas: Luke Haines, Jarvis Cocker, David Peace, John Niven, Kieron Gillen, Stewart Home

 

Beats, Rhymes and Life: The Travels of A Tribe Called Quest, de Michael Rapaport (EUA, 93′, 2011)

Mais do que um documentário sobre Rap: tudo que esperamos em um documentário sobre uma banda. Este é o mais completo relato (sim, a história completa mesmo!) de uma das mais reconhecidas e festejadas bandas do Hip Hop: A Tribe Called Quest. E não é à toa. Estamos falando de uma banda cujos clássicos recontam a história do hip hop, a mais bem sucedida do coletivo Native Tongues, que pavimentou o caminho para o estilo. Esta é a vida de Q-Tip, Phife Dawg, Jarobi White e Ali Shaheed Muhammad, que começa na escola em 1985, acaba na porrada depois de serem premiados como a melhor banda de rap em 99 e continua em 2004 com uma reunião regada a abraços e hits. Goste você ou não de hip hop, este filme oferece algo que buscamos em qualquer documentário sobre uma banda: uma reflexão sobre a amizade, a fama, o talento e a autoestima. O diretor deste trabalho tão acurado é Michael Rapaport, comediante americano que parece ser a pessoa mais improvável para nos apresentar o rap. E foi com grata surpresa que a crítica recebeu mundialmente o sucesso deste documentário feito com o apuro de um historiador.

Protagonistas: Q-Tip, Phife Dawg, Jarobi White e Ali Shaheed Muhammad

 

Beware of Mr. Baker, de Jay Bulger (EUA, 91′, 2012)

Na história do Rock, Ginger Baker é unanimemente considerado um dos deuses da bateria. Formou em 66 o Cream com o genial Eric Clapton e o imparável Jack Bruce, considerada a primeira “superbanda” do gênero. Tocou com o lendário Fela Kuti, o pai do movimento Afrobeat, quando este iniciava seu envolvimento com a religião Yoruba. E pilotou com punhos de ferro a Ginger Baker’s Air Force, dentre outras muitas aventuras. Hoje aposentado na África do Sul, Mr. Baker revela neste filme que a única coisa que nunca abandonou foi seu eterno – e extremo – mau humor.

Neste retrato biográfico de um ídolo fora da estrada, o espectador descobre junto com o diretor flagras da decadência física que Mr. Baker se nega a mostrar ao mundo. O Diretor Jay Bulger, ex-top model e ex-pugislista, revela muito mais vocação para o segundo papel ao conseguir, com golpes certeiros, abrir a guarda do lendário músico para conhecê-lo e entrevistá-lo.

Protagonistas: Ginger Baker, Femi Kuti, Jack Bruce, Eric Clapton

 

Death Metal Angola, de Jeremy Xido (EUA e Angola, 83′, 2012)

Sonia Ferreira e Wilker Flores são um casal apaixonado por Death Metal. Isso não seria nenhuma novidade se eles não fossem donos de um orfanato em Angola, um país devastado por anos e anos de guerra civil. Eles decidem montar o 1º festival não de metal, mas de rock and roll da história de Angola. Um sonho que parecia quixotesco e impossível para todos que tomavam conhecimento. Mas aqui, o impossível acontece. Com o alcance das mídias sociais, também acreditaram neste sonho os nomes mais importantes do death metal hardcore, do trash metal e do melodic deathcore das mais diferentes províncias do país. E então começa um espetáculo inédito neste cenário improvável.

Protagonistas: Sonia Ferreira e Wilker Flores

 

Don’t Follow Me – I’m Lost, de Willian Miller (EUA, 90′, 2012)

Uma vida de Rock parece sempre algo repleto de festas e mulheres e nenhuma preocupação a não ser a música. Isso não poderia ser mais longe da verdade para Bobby Bare Jr. Este guitarrista conheceu a mulher de sua vida, se apaixonou, se casou e agora é pai. E aí começam todos os seus problemas. O premiado diretor Willian Miller também assina a produção e a direção de fotografia deste filme focado em um homem que construiu seu próprio caminho. Bobby Bare Jr. é filho de um astro do country. Ele só tinha 8 anos quando foi indicado ao Grammy por uma canção em parceria com seu pai. Mas ele decidiu seguir seu próprio caminho no mundo do Rock. E entre 98 e 2010 lançou 9 álbuns em sua carreira. E, por isso, nunca saiu da estrada.

Protagonistas: Bobby Bare Jr., Bobby Bare Sr., My Morning Jacket, Justin Townes Earle, Hayes Carll, David Vandervelde, Blue Giant, Duane Denison e Carey Kotsionis,

 

El Médico – The Cubaton Story, de Daniel Fridell (Cuba e Suécia, 83′, 2011)

Esta é a história do cubano Raynier Casamayor Griñán, médico de formação na avançadíssima escola de Cuba, mas cujo sonho é na verdade ser um autêntico astro do Reggaeton. Influenciado pelo produtor e cantor Michel Miglis, um sueco que sabe o poder da sensualidade, ele grava uma música. E seu clipe chega ao topo das paradas europeias. Porém para poder excursionar em turnê, ele precisa da autorização de sua família para mudar o registro de sua profissão e então conseguir o visto para sair da ilha. Só que sua mãe é firme em sua posição: “Meu filho é um médico.” El Médico é a combinação perfeita entre o cinema-verdade e seus enfoques com os enredos e dramas que são a alma das novelas que fazem a cultura latino-americana.

Protagonistas: Raynier Casamayor Griñan, Michel Miglis, Bertha Griñan Zalazar, Yudielis “Kookita” Curó Rojas, Rafael “Felo” Jorge Padilla Ceballos

 

From the Steppes to the City, de Tim Pearce, Sophie Lascelles, Marc Tiley (REino Unido, 97′, 2011)

Os músicos que compõem a Anda Union são da comunidade de 6 milhões de mongóis na China. Eles decidem procurar as raízes de sua música. O resultado é um tocante road movie com os membros da banda viajando 10.000 quilômetros durante 1 mês nas vastas estepes da Mongólia central. Apesar de seus sons ancestrais, a Anda Union acaba criando ambientes sonoros que, em alguns momentos, se parecem com o Blues, o Jazz e com nada do que já ouvimos antes.

Protagonistas: Nars, Chinggel, Saikhannahkaa, Biligbaatar, Otgonbayar, Urgen, Monkhajayaa, Hadanbaater e Tsetsegmaa

 

Get What You Want, de Josep Maria Salat e Roger Estrada (Espanha, 70′, 2012)

“Nós queremos que histórias existam e sejam feitas”, assume Luís Hidalgo, diretor artístico do In-Edit. Este é o espírito presente em tudo que você vê aqui. Este é um documentário feito especialmente para contar a história do primeiro festival de documentários musicais do mundo: o In-Edit. A nossa história. Uma história que começa a dar a volta ao mundo e que nos emocionou muito. Um evento que une as indústrias do cinema e da música gerando uma experiência sem igual para o público. E o público sabe. Aqui eles são mais do que simples espectadores: são colaboradores, criando o festival junto com os organizadores a cada sessão assistida.

Protagonistas: D.A. Pennebaker & Chris Hegedus, Albert Maysles, Murray Lerner, Don Letts, Matt O’Casey, Danny Krivit, Fermín Muguruza, Raimundo Amador, Jaime Urrutia, Ariel Rot, Carles Prats, Jordi Turtós, Víctor Morilla & Laura Llamas e DJ Kosmos.

 

Glastopia, de Julien Temple (Reino Unido, 76′, 2012)

Existem dois festivais de Glastonbury. Um que todo mundo conhece: com as maiores estrelas do Pop fazendo seus shows num palco abaixo de um pirâmide para uma plateia de centenas de milhares de pessoas letárgicas pelo frio. E existe o outro. Subindo a colina, Glastonbury se transforma em algo muito além desta visão inocente e industrializada. Aqui começa um novo território, uma república utópica e independente do mundo, vivendo sobre diferentes códigos sociais. Esta é a Glastonbury cujos protagonistas são anônimos e os sonhos coletivos. Para fazer este tributo ao cenário onde a música, as pessoas de diferentes tribos, a terra e as ideias confluem em uma cena onírica, Julien Temple mistura imagens de arquivo, filmes mudos e entrevistados inusitados. E assim nos revela a verdadeira essência deste paraíso perdido.

Protagonistas: Michael Eavis, U2, Coldplay, Stevie Wonder, Neil Young, Jarvis Cocker e Joe Rush

 

Gozaran: Time Passing, de Frank Scheffer (Países Baixos, 90′, 2012)

Depois de passar 30 anos em Viena, o Maestro Nader Mashayekhi volta a Teerã, sua cidade natal, para realizar um sonho: fundar una orquestra de música clássica ocidental no Irã. Em sua orquestra, estão até mesmo pessoas cuja paixão pela música era considerada proibida, como mulheres entre os instrumentistas de sopro. Um plano que é interrompido pelas autoridades, considerado perigoso por uns e valente por outros. “Eu vou fazer o impossível, possível. Nós vamos revolver os últimos 150 anos. Vamos fazer a cultura europeia vir até nós.”, proclama Mashayekhi. “Nós podemos desenvolver uma nova postura porque não herdamos inibições.”

Este é um filme cheio de poesia e que propõe uma nova visão para uma nova geração.

 

Grandma Lo-Fi: The Basement Tapes of Sigrídur Níelsdóttir, de Kristín Björk Kristjánsdóttir, Orri Jonsson e Ingibjörg Birgisdóttir (Islândia, 62′, 2011)

Dona de uma personalidade calma, carinhosa e espiritualmente elevada, esta é uma vovó com o verdadeiro espírito Do It Yourself. Aos 70 anos, a islandesa Sigrídur Níelsdóttir decidiu tocar piano. Conseguiu um Casio antigo e testou todos seus botões. Gostou tanto do resultado que começar gravar. Com a delicadeza e a paciência que caracterizam as vovós, ela foi a fundo no conceito “gravando no porão de casa” e produziu diversos CDs que foram se espalhando entre seus familiares, amigos e vizinhos. E agora essa história é contada em um documentário feito com o mesmo cuidado nos detalhes e a mesma atmosfera artesanal que se apresentam nos mais intrincados e belos crochês.Não faltam trechos de descobertas, conversas com insights sobre o mundo e animações vintage que traduzem o espírito da música desta senhora.

Protagonistas: Sigridur Nielsdottir, Gunnar Örn Tynes, Hildur I. Gudnadóttir, Kría Brekkam, Mr. Silla, Mugison, Övar Smárason, Sin Fang.

I Am Not a Rock Star, de Bobbi Jo Krals (Canadá, EUA, Rússia, Coreia do Sul, Suíça e Reino Unido, 85′, 2012)

Uma artista que que descobriu a fama e o reconhecimento antes mesmo de ter sua própria vida pessoal. Desde criança treinada para ser uma estrela da música erudita, Marika Bournaki decidiu, ao chegar à idade adulta, dar um basta no mundo de obrigações e pressões que o piano colocou em sua vida. Chega de viagens, ensaios, shows e entrevistas. O que Marika quer neste momento é estar com seus amigos, poder curtir uma tarde com seu namorado e levar uma vida comum. Neste filme, você acompanhará a vida desta personagem ao mesmo tempo tão inocente e sábia. De seus 12 anos, quando tinha aulas de piano em NY, até os 20 anos de idade, uma mulher formada. Um longo concerto repleto de notas crescentes de desencanto e ruptura. A diretora Bobbi Jo Hart acompanhou de perto durante todo este período a vida da pianista canadense. Sua proximidade, na primeira fila deste espetáculo cheio de emoção, permitiu uma visão única, rica e poética de uma infância vivida nos palcos.

Protagonistas: Marika Bournaki, Pierre Bournaki, David Aladashvili

 

Jason Beker: Not Dead Yet, de Jesse Vile (Reino Unido e EUA, 87′, 2012)

Nos anos 80, o nome de Jason Becker surgiu no cenário da música como um dos guitarristas mais promissores do Heavy Rock. Ele estudava virtuoses como Paganini quando, ao lado de Marty Friedman, conquistou o reconhecimento liderando o Cacophony, banda de Symphony Metal. Um gênio em ascensão, seu trabalho logo recebeu elogios nos cinco continentes. Porém, em 1990, na turnê em que acompanhava David Lee Roth, Jason percebeu que seu corpo não estava bem. Começava a se manifestar a doença de Lou Gehrig, também conhecida como ALS — esclerose lateral amiotrófica. Em suma: uma doença degenerativa, ainda sem cura e que deixa o paciente completamente imóvel. Isto deveria ser o fim dramático da carreira de uma das maiores revelações musicais dos últimos anos. Mas não foi.

Hoje, podendo mexer apenas os olhos para se comunicar, Jason não desistiu da música que ama e que é sua força vital. Vivendo com seus pais e da ajuda dos muitos amigos que arrecadam fundos para seus cuidados, ele continua seu processo criativo, compondo músicas usando os olhos e buscando mostrar que seu talento ainda vive em cada nota.

Protagonistas: Jason Becher, Ehren Becker e Gary Becker

 

Lawrence of Belgravia, de Paul Kelly (Reino Unido, 87′, 2011)

Seu nome é Lawrence. Nem do sobrenome “Hayward” se tem certeza se é real, mas ele nunca fez questão de ter um. Para este artista membro das bandas Demin e Felt, o simples nome “Lawrence” se tornaria imortalizado quando ele se tornasse um popstar. Mas não um popstar qualquer. Um misto de hedonismo e estilo esbanjador dos anos 80. Uma daquelas imagens do astro com jatinho privado e limusine em todos os momentos para evitar o contato com as pessoas no transporte público. Só que isto nunca aconteceu. Ele, no máximo, gozou de algum (bem pouco) sucesso em momentos pontuais de sua carreira. Hoje, com três décadas de fracassos comerciais, maus momentos, vícios, faturas e multas por pagar, ele não pensa em parar.Com sua nova banda, a Go-Kart Mozart, ele tem certeza absoluta que se tornará a primeira estrela do showbiz a cobrar aposentadoria e realizará todos seus sonhos.Este é um retrato cru de um artista talentoso e afogado em seu ego sob as lentes de Paul Kelly, diretor que já foi guitarrista e viveu o sonho do rock.

 

Mission to Lars, de Willian Spicer e James Moore (Reino Unido e EUA, 74′, 2012)

Quanto mais difícil de realizar é um sonho, mais heavy metal – em todos os sentidos, inclusive os melhores – será esta jornada.Esta é a história Tom Spicer, um jovem com um sério caso de autismo que trabalha numa recicladora de papel. Tom tem um sonho na vida. E esse sonho também não é nada simples: conhecer seu ídolo Lars Ulrich, baterista do Metallica.Esta história tem um “twist” quando sua irmã Kate Spicer e seu irmão Willian Spicer decidem que é mais que hora de realizar o sonho de Tom, por mais difícil que isso se prove. E mais: registrando tudo como um road movie dos mais legítimos.Como o estilo de música de seu ídolo, a saga de Tom se torna a cada compasso mais complexa, acelerada e contagiante enquanto acompanhamos nosso protagonista nada convencional enfrentando todas as dificuldades mentais e reais com seu Free Pass rumo ao encontro com Lars.

Protagonistas: Tom Spicer, Kate Spicer, Willian Spicer, Lars Ulrich.

 

Neil Young: Journeys, de Jonathan Demme (EUA, 87′, 2011)

O aclamado Jonathan Demme volta a filmar seu amigo Neil Young. “Neil Young: Journeys” fecha uma trilogia de documentários que inclui “Neil Young: Heart of Gold” e “Neil Young Trunk Show”.O destaque desta vez é o cenário: eles visitam a cidade em que o astro do folk passou sua infância, Omemee, em Ontario. Além disso, o espectador acompanha as duas noites do show solo do cantor no mítico Massey Hall em Toronto. O que vemos é um Neil Young que sabe mesclar a sabedoria e a experiência dos anos de estrada com uma surpreendente vitalidade e curiosidade musical mesmo estando já com seus 65 anos. Mesclados, show e imagens da road trip completam um retrato que retrocede no tempo e nos explica o que há por trás do homem que descobriu o segredo da juventude na música. Jonathan Demme, diretor de “O Silêncio dos Inocentes” e “Filadélfia”, também já mostrou seu talento no universo musical no aclamado “Stop Making Sense”, que acompanha um show dos Talking Heads.

 

Planet Rock: The Story of Hip Hop and the Crack Generation, de Richard Lowe e Martin Torgoff (EUA, 85′, 2011)

Uma combinação letal de potencialidades: o crack e a juventude negra americana. Na narrativa feita por Ice-T, Planet Rock começa como a maioria dos filmes sobre Hip Hop. Mas o filme rapidamente adentra a estrada das drogas. Primeiro vem a cocaína e, logo após, surge seu substituto barato. O mercado financeiro entra em crise, vem a recessão e está construído o cenário para o crack começar a destruir a comunidade negra. E é então que a mídia foca o assunto e Ronald Reagan começa sua cruzada contra o crack. Traduzindo: uma desculpa para a prisão em massa de negros, com penas diferentes para presos por cocaína (os brancos) e por crack (os negros). Os rappers que se tornaram a voz confiável nos guetos e os traficantes, renascidos como heróis da mobilidade social são os personagens dessa história: a perda da inocência do Hip Hop, a interação estética entre traficantes e rappers, as armas, o programa Cops e muito mais. Um panorama mostrado por nomes como Snoop Dogg, Cypress Hill, Erik B & Rakim, RZA, Raekwon – traficantes e rappers de nota retraçam a história que eles nunca gostariam de ter ouvido.

Protagonistas: Snoop Dogg, RZA, Raekwon, B-Real, Freeway Rick Ross, Ice-T

 

Punk in Africa, de Keith Jones e Deon Maas (África do Sul, República Tcheca, Zimbabwe e Moçambique, 82′, 2011)

De tempos em tempos, a história se repete. E nem sempre no mesmo continente. Assim podemos apresentar a história do movimento punk na África. Muitos elementos são familiares. A inspiração vinda de NY e Londres de 76 a 77. Os (hoje clássicos) hinos de Ramones, Sex Pistols, The Clash e outros grupos. A difícil aceitação na sociedade, tanto pelas roupas quanto pela música. As brigas, as drogas, as “traições”, as new-waves. Tudo isso, só que agora no lar do Apartheid. Em uma terra onde a segregação racial e a violência chegavam ao ponto de uma guerra racial, o decálogo Punk ganha um significado ainda mais potente e visceral. Com esta música inerentemente rebelde, pela primeira vez negros e brancos decidem que estão em igualdade de condições para criar. Este movimento se espalha como tudo que é típico da juventude por África do Sul, Moçambique, Namíbia e Quênia. Todos com e mesma vontade de acabar com a divisão por três cores e iniciar a revolução dos três acordes.

Protagonistas: Paulo Chibanga, Michael Fleck, Ivan Kadey, Ruben Rose, Warwick Sony e Lee Thomson

 

Reincarnated, de Andy Capper (EUA, 96′, 2012)

Você conhece Snoop Dogg: rapper, debochado, amante da maconha. Ele decide ir à Jamaica para gravar seu novo disco. Fã da erva e dos sons que vêm da ilha, ele se propõe a conhecer de perto a cultura Rastafári, os guetos e sua gente.

Essa não é uma viagem como as outras. Em um processo envolvendo tudo o que ele vê por lá e o que vive em sua vida pessoal, ele se transforma em um outro homem, que você não conhece. E este homem se chama Snoop Lion.

Aos 41 anos de idade, vemos um homem que quer começar um novo caminho, repleto de sentido, ao deixar outro, repleto de fama mas vazio de significados e experiências de importância espiritual.

Protagonistas: Snoop Dogg, Dr. Dre, Damian Marley, Stewart Copeland

 

Searching for Sugar Man, de Malik Bendjelloul (Suécia e Reino Unido, 86′, 2012)

O resgate de um artista esquecido. Embora muitos filmes se proponham a esta nobre e desafiante tarefa, poucos alcançam sucesso. E quase nenhum nas proporções épicas de Searching for Sugar Man. Tudo começa no início da década de 1970, em Detroit. Jesus “Sixto” Rodriguez grava dois álbuns de uma mistura da poesia e da política do folk com a atitude e a força do Rock. E então desaparece. Ninguém nunca mais soube dele. O que ninguém esperava nessa história é que, talvez por consequência de alguma batida de asas de uma borboleta, ele tivesse virado um astro na África do Sul. Suas músicas chegaram topo das paradas. O nome de Rodriguez é elevado ao patamar de lendas como Elvis, Beatles e Rolling Stones e comparado a Bob Dylan.

A milhares quilômetros de Detroit, seu desaparecimento é um mistério para todos. Lendas indo desde sua morte a histórias ainda mis escabrosas surgem. Entra então em cena Malik Bendjelloul, diretor decidido a caçar este personagem até o fim do mundo. O resultado desta busca rende o seu primeiro longa metragem. Essa história foi mostrada nos principais Festivais de música do mundo e acabou conquistando até o Oscar de Melhor Documentário em 2013.

Protagonistas: Jesus ‘Sixto’ Rodriguez, Stephen ‘Sugar’ Segerman, Dennis Coffey

 

Shut Up and Play the Hits, de Dylan Southern e Will Lovelace (Reino Unido, 108′, 2011)

Uma morte planejada. A última valsa de James Murphy, o mais improvável rockstar da história: maduro, calmo, culto, com o semblante de um crítico musical para alguma revista e dificilmente inclinado a fazer papel de bobo em nome de sucesso ou fama. “Eu já tinha uma vida antes disso tudo”. Neste filme, acompanhamos a vida de James na semana que antecede o concerto monumental de despedida do LCD Soundsystem no Madison Square Garden. Murphy fala, entre a enxurrada de hits da banda, sobre a vida na estrada (“Eu ganhei cabelos brancos em cada uma das vezes que fizemos turnês”), sobre o começo da banda (“Nós éramos como uma banda cover do LCD Soundsystem”), sobre ambições incompatíveis com a humildade (“Não nos sentíamos especiais, mas queríamos deixar nossa marca”) e também sobre composições, sobre as razões do fim da banda, sobre o excessos autoindulgentes e sobre o medo do sucesso massivo – e também de falharem. Os diretores Dylan Southern e Will Lovelace se conheceram na escola de cinema em Liverpool. Depois de se graduarem, eles entraram de cabeça no mundo dos videoclipes e da propaganda. O primeiro documentário da dupla é No Distance Left To Run, um filme sobre o Blur.

Protagonistas: James Murphy, Keith Wood, Pat Mahoney, Al Doyle e Nancy Whang

 

Sing Your Song. Harry Belafonte, de Susanne Rostock (EUA. 103′, 2012)

Harry Belafonte não é só mais um entre tantos nomes famosos de artistas americanos. Ele se eleva a uma categoria especial: a dos artistas que se consagraram por seu papel não nas telas, mas nas ruas, defendendo direitos humanos. Ele tinha o necessário para qualquer artista da época: beleza e talento musical. Mas Belafonte nunca se contentou em ser só uma carinha bonita. Esta é a história finalmente transformada em documentário de um dos mais militantes ativistas pelos direitos civis dos negros nos EUA. Harry Belafont soma participações ativas em quase todos os movimentos que lutaram contra o preconceito e a segregação racial no mundo. Estava ao lado de Martin Luther King nas ruas no Movimento dos Direitos Civis nos anos 60. Lutou contra o Apartheid na África. Foi ativo no movimento de combate à fome USA for Africa. Susanne Rostock foi a primeira pessoa que pode filmar este documento sobre a história de um homem que nunca se conformou em ser simplesmente famoso. Premiadíssima ao longo de sua carreira, ela mostra nesse documentário um olhar ainda mais apurado e sensível sobre um homem que se mistura aos movimentos pelos quais luta.

Protagonistas: Harry Belafonte, Sidney Poitier, Marge Champion

 

Sunset Strip, de Hans Fjellestad (EUA, 99′, 2012)

O personagem principal deste documentário não é uma pessoa, mas uma avenida. Com cerca de 100 anos de vida e mais de dois quilômetros de cenários de grandes histórias, a Sunset Strip, apelido carinhoso da famosa via Sunset Boulevard, é um protagonista e tanto.

Aqui nascem e se desenvolvem, desde seu surgimento, os sonhos de todos que chegam em West Hollywood, Califórnia, para construírem suas histórias de sucesso e fama. Nem sempre esse é o destino final alcançado, mas o que importa, como sabemos, é o percurso. Nas calçadas desta avenida tão singular você cruzará com os atores, diretores, produtores e os músicos mais importantes do século – Alice Cooper, Sofia Coppola, Billy Corgan, Johnny Depp, Perry Farrell, Paris Hilton, Steve Jones, Tommy Lee, Lemmy, Courtney Love, Duff McKeagan, Dave Navarro, Ozzy Osbourne, Slim Jim Phantom, Keanu Reeves, Slash, Sharon Stone, dentre outros – e ouvirá de suas bocas as histórias que aconteceram nos bares, prostíbulos, casas de shows e diversos cenários típicos. Venha para uma caminhada cruzando a cada esquinas com casos surpreendentes, engraçados e lendários.

Protagonistas: Johnny Depp, Keanu Reeves, Ozzy Osbourne, Slash, Mickey Rourke, Hugh Hefner, Sharon Stone, Alice Cooper, Dan Aykroyd, Courtney Love, Sofia Coppola, Billy Corgan, Peter Fonda, Tom Arnold, Paul Mooney, Tommy Lee, Richard Lewis, Kelly Osbourne, Jack Osbourn.

 

The Punk Syndrome, de Jukka Kärkkäinen e Jani-Petteri Passi (Finlândia, Noruega e Suécia, 85′,2012)

Esta história parece ficção e fica ainda mais envolvente por ser realidade. Dentro de um manicômio na Finlândia, quatro doentes mentais com diagnósticos nada simples (passando por autismo e síndrome de Down) decidem que são os parceiros ideais em um projeto: formar um banda de Punk Rock.Variando entre acordes de brigas, ensaios, discussões e muitos cafés, esta banda nada convencional é retratada em seu cotidiano de ir ao estúdio, compor as músicas, ensaiá-las e voltar para casa. Mais do que um filme sobre pessoas com necessidades especiais, este é um olhar apurado e surpreendentemente carinhoso sobre o “anormal”. Uma visão que dá origem a uma reflexão sobre os conceitos de respeito e justiça social. A possibilidade de ver, sob a ótica do cinema-verdade, relações tão profundas como reator desta música marcadamente de protesto e catarse é inigualável. Não à toa, o filme foi premiado internacionalmente não só pela crítica como pela escolha popular nos festivais europeus.

Protagonistas: Pertti Kurica, Kari Aalto, Sami Helle e Toni Välitalo

 

The Swell Season, de Nick August-Perna, Chris Dapkins e Carlo Mirabella-Davis (EUA, República Tcheca e Irlanda, 91′, 2011)

Com o filme “Once”, vencedor de dois Oscars, o mundo todo conheceu a história que aconteceu além das telas entre o irlandês Glen Hansard e a pianista tcheca Markéta Irglová. Um romance entre artistas de diferentes idades e nacionalidades mas apaixonados pela mesma arte: a música. Eles formam um duo, o Swell Season, e caem na estrada. Neste filme você acompanha o que vem a seguir. Sem a primavera da paixão que os uniu, eles continuam a encarar juntos a rotina incessante da estrada em nome de sua música. O espectador acompanha esse dia a dia em preto e branco, sendo testemunha da instabilidade do casal e a força para continuar perante as adversidades. Este filme é dirigido por Nick August-Perna, Chris Dapkins e Carlo Mirabella-Davis, três nomes importantes da última safra de talentos universitários descobertos nos festivais de NYC.

Protagonistas: Catherine Hansard, Glen Hansard, Markéta Irglová

 

Turning, de Charles Atlas (Dinamarca e EUA, 79′, 2012)

Em 2006, a banda Antony and the Johnsons se junta à lenda da videoarte Charles Atlas e treze transexuais para a criação de algo grande e transcendente. Esse é o nascimento do internacionalmente aclamado show “Turning”, que trazia o trabalho do álbum “I Am A Bird Now”. O processo de construção e revelação desta experiência que aborda os temas de identidade,  transformação e sensibilidade é revelado neste documentário. Esse é um filme em que se pode perceber todos os elementos que fizeram de Charles Atlas um dos nomes mais conceituados e unânimes das últimas décadas em diferentes cenários: teatro, museu, cinema e televisão. Diretor, cenógrafo, figurinista, diretor de iluminação – Charles passa por todos os papéis em sua história para se tornar hoje uma das referências históricas do videodance, que trabalha os movimentos como linguagem para as telas. Anthony, considerado um dos herdeiros vocais de Nina Simone, é acompanhado de seu trio piano, baixo e bateria para mostrar a história de 13 personagens no palco em um verdadeiro relato musical complementando uma narrativa com imagens.

Protagonistas: Antony, Johana Constantine, Catrina Delapena, Honey Dijon, Eliza Douglas, Connie Fleming, Joey Iacono, Stacey Mark, Nomi, Kembra Pfahlerr, Morisane Sunny Shiroma e Julia Yasuda.

 

Who Took the Bomp? Le Tigre: On Tour, de Kerthy Fix (EUA, 67′, 2010)

Estamos em 2004 em plena turnê do álbum “This Island” com a banda Le Tigre. Esta é a senha para viver uma história cheia de cenas improváveis e geniais junto à formação feminista Electro-Punk mais incendiária e politizada do planeta. Vulneráveis mas indomáveis, Kathleen Hanna, Johanna Fateman e JD Samson (o moço da banda) são o contrário da maioria dos protagonistas do universo das estrelas do Rock: seus interesses não estão em drogas e sexo mas em afirmar a liberdade, o combate inteligente à homofobia e um despertar sócio-político. Juntos, correm o mundo mudando mentes à base de aeróbica antifascista e deixando claro que não têm nenhum papel messiânico nisso. Kerthy Fix, a diretora, já tinha em seu histórico filmes com o mesmo potencial de fazer o espectador repensar seus conceitos como “Strange Powers”. Em “Who Took The Bomp?”, ela escrutiniza a fundo a personalidade dos três protagonistas, revelando pessoas brilhantes e em uma batalha diária e bem humorada, mas que também tem suas TPMs.

Protagonistas: Kathleen Hanna, Johanna Fateman e JD Samson

 

Zuloak, de Fermín Muguruza (Espanha, 99′, 2012)

“Se Andy Warhol moldou a Velvet Underground, eu também posso produzir minha própria banda” proclamou a multifacetada artista basca Arrate Rodríguez poucos anos atrás. Ela não estava falando da boca pra fora.Desde criança uma afixada por música, Arrate sempre teve o sonho de montar um projeto em que ela escolheria desde as músicas ao estilo da banda. Só não pisaria nos palcos. Nasce assim a Zuloak, uma banda unicamente formada por mulheres que se tornou um dos nomes de peso do Rock do País Basco. Neste projeto, ela criou tudo mesmo: a formação exclusivamente de mulheres, as composições, as gravações, tudo. E, foi além: ela filmou todos os seus movimentos. As coisas não devem ter ido muito bem. Cansada de tudo, Arrate deixa todos esses registros com sua irmã Eider que, sem saber muito o que fazer, entrega o material para o diretor Fermin Muguruza, junto com o vídeo de uma mensagem.

Protagonistas: Tania de Souza, Naiara Goikoetxea, Izaskun Muruaga, Arrate Rodríguez e Ainhoa Unzueta.

 

Panorama Mundial : Homenagem Dick Fontaine

(8 Filmes)

 

DICK FONTAINE

Com quase 50 anos de atividade como diretor, produtor e professor, Dick Fontaine é um dos documentaristas mais prolíficos e mais respeitados em atividade no mundo.

Seu interesse por documentar novas formas de expressão originou uma filmografia de alta voltagem estética e documental, que muitos consideram revolucionária.

 

Fontaine tem uma história que se mistura com a própria história da cultura Pop. Criou novas linguagens cinematográficas para o registro musical; foi o primeiro produtor a abrir espaço na TV para um grupo de novatos chamados The Beatles; introduziu o documentário direto para as massas; fomentou a popularização do Jazz na Europa; deu voz ao Hip Hop desde seus primórdios e hoje, como professor, ajuda a formar alguns dos mais promissores documentaristas da Grã Bretanha.

Nesta homenagem a Dick Fontaine, o IN-EDIT~BRASIL exibe alguns de seus trabalhos musicais mais representativos. Aqui estão seus intrépidos curtas-metragens dos anos 60, de gosto experimental; seus célebres retratos de grandes lendas do Jazz, como Betty Carter e Art Blakey; seu olhar sobre o nascimento da cultura Hip Hop na América; e seu novo longa-metragem sobre Sonny Rollins, um artista que, como ele, parece se alimentar de uma inquietação permanente.

 

PROGRAMA 1

Uma seleção de 3 curtas dos anos 60, um exercício de equilíbrio entre o registro, o ensaio e a experimentação estética.

 

WHO’S CRAZY – DAVID, CHARLIE AND ORNETTE

(1966, 27 min, PB)

Em 1966, Ornette Coleman vai a Paris para gravar a trilha original de um projeto do Living Theater, entitulado Who’s Crazy? Dick fontaine registra as 3 jornadas dessa performance antológica, reunindo também Charles Moffett na percussão e David Izenzon no baixo. O trio toca uma versão integral de Sadness, uma das mais memoráveis composições de’Ornette Coleman. Uma reflexão sobre a liberdade de expressão com 3 músicos de vanguarda.

 

SOUND??

(1967, 27 min, PB)

Uma viagem poética em companhia de John Cage e Rahsaan Roland Kirk, dois músicos que compartilham uma mesma visão sobre as possibilidades quase ilimitadas de sua arte. Kirk toca três saxofones ao mesmo tempo, enquanto Cage se dedica à preparação de uma obra musical para… bicicleta.

 

WHO’S SONNY ROLLINS

(1968, 29 min, Cor)

Retrato de Sonny Rollins, lenda do jazz, durante seu exílio voluntário fora dos palcos. Ele toca com estudantes do Harlem, no campo e sobre a ponte Williamsburg, acompanhando os trens que passam, com um senso de melodia expressivo e potente.

 

PROGRAMA 2

Dois retratos sobre grandes nomes do jazz norte-americano.

 

BETTY CARTER: NEW ALL THE TIME

(1994, 18 min, Cor)

A cantora Betty Carter, um dos fraseados mais originais do jazz, se revela uma professora carismática e generosa, estimulando jovens aprendizes a encontrar sua própria voz.

 

ART BLAKEY – THE JAZZ MESSENGER

(1987, 85 min, Cor)

Retrato do grande baterista Art Blakey, com Dizzy Gillespie, Wayne Shorter, os irmãos Marsalis e uma surpreendente nova geração de músicos e dançarinos. À testa de uma renomada escola de jazz, Art Blakey recruta jovens talentos para seu grupo Jazz Messengers.

 

PROGRAMA 3

Os célebres documentários sobre o florescer do hip-hop.

 

BEAT THIS! A HIP-HOP HISTORY

As origens do Hip-Hop em todas as suas vertentes.O Bronx nos anos 70, com os pioneiríssimos Kool DJ Herc, Afrika Bambaataa, Zulu Nation entre tantos outros. O VHS deste filme circulou tanto pelos lares ingleses que acabou contribuindo para a disseminação do Rap no Reino Unido.

 

BOMBIN’

Vindos do Bronx, os fundadores da cultura Hip-Hop espalham sua mensagem pelos guetos da Grã Bretanha. Um filme escrito e coproduzido com Pat Hartley e membros da comunidade Hip-Hop, entre eles o grafiteiro Brim Fuentes e o ícone do Drum n’bass Goldie, então conhecido apenas por seu trabalho na região de Birmingham e Wolverhampton.

 

PROGRAMA 4

 

SONNY ROLLINS – BEYOND THE NOTES

Em seu mais recente documentário, Dick Fontaine revisita o saxofonista Sonny Rollins, um dos maiores improvisadores do jazz. Com décadas de carreira e o nome inscrito entre os maiores instrumentistas contemporâneos, Sonny Rollins comemora seus 80 anos tocando com velhos amigos e jovens talentos, irmanados pela alegria de criar sons livremente.

 

AULA MAGNA

Dick Fontaine – que também é diretor do departamento de documentário na National Film and Television School (NFTS), em Beaconsfield, Inglaterra – fala a profissionais da área, estudantes de cinema e ao público em geral sobre sua trajetória de cinco décadas como documentarista e os desafios artísticos e profissionais na era da transmídia.

Inscrição gratuita pelo site: in-edit-brasil.com

 

 

SERVIÇO:

 

IN-EDIT BRASIL 2013

São Paulo

Período: 03 a 12 de maio de 2013.

Salas:

MIS  (Entrada Grátis)

CineSESC  (R$ 8,00, R$ 4,00 e R$ 2,00)

Cinemateca Brasileira (R$ 8,00 e R$ 4,00)

Matilha Cultural  (Entrada Grátis)

Cine Olido * (R$ 1,00 e R$ 0,50)

 

Os eventos da programação parelela (palestras e shows) têm acesso gratuito.

 

www.in-edit-brasil.com

Patrocínio Master: Riachuelo.

Patrocínio: Petrobras.

Copatrocínio: Secretaria Municipal de Cultura – Prefeitura SP.

Apoio: Deezer.

Apoio Institucional: ProAC. Secretaria de Cultura. Governo do Estado SP.

Parcerias: SESC, MIS, Cinemateca Brasileira, Matilha Cultural, Instituto Cervantes.

Apoio de Mídia: Folha SP, Eldorado FM, UOL, MTV.

Realização: In Brasil Produção Cultural, Vertigo Produções Artísticas.

 

* A realização do In-Edit Brasil 2013 no Cine Olido é fruto de uma parceria com SMC e tem o patrocínio exclusivo da Riachuelo.

 

Projeto realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Programa de Ação Cultural 2013.

 

 

 

Atendimento à Imprensa:

ATTi Comunicação e Ideias

Publicação: 23 de abril de 2013

AUTOR

Denise Pitta é digital Influencer e é editora do Fashion Bubbles. Estilista, formada em Moda e Artes Plásticas, atuou em diversas confecções e teve marca própria de lingeries, a Lility. Começou o blog em 2006 e está entre as primeiras blogueiras brasileiras da moda. Também desenvolve pesquisas sobre História e Identidade Brasileira na Moda e Psicologia Analítica. É apaixonada por filosofia, física quântica, psicanálise e política. Siga Denise no Instagram: @denisepitta e @fashionbubblesoficial

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