Tribos Urbanas – O Movimento Hippie no Brasil: História, arte e política – Parte 4/4

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Era a época da Bossa Nova, Jovem Guarda e Tropicália quando os estudantes cariocas programaram mais uma passeata na noite de 28 de março de 1968. A polícia militar interveio e o estudante Edson Luís foi morto no Calabouço, no centro do Rio de Janeiro, que era um restaurante popular mantido pelo governo para atender estudantes.

O velório aconteceu à noite na Assembléia Legislativa e mais de 50 mil pessoas compareceram ao enterro. Durante a cerimônia o povo gritava slogans em oposição ao governo e à violência. Foram três dias de luto no Rio de Janeiro acompanhados de uma greve nacional dos estudantes e paralisação do teatro. Edson Luís simbolizou e fortaleceu a causa estudantil.

A atmosfera de protesto contagiou o país inteiro e começava a ferver ainda mais o movimento dos estudantes. A guerrilha era a forma básica de luta em todo o terceiro mundo e o exemplo de Cuba inspirava intelectuais em toda a América Latina.

Jovens entusiasmados, predominantemente de classe média, lançaram-se em lutas guerrilheiras. O sonho era o fim da ditadura e a implantação de um regime marxista no Brasil.

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Glauber Rocha. Fotos: Mar de Cultura e Colunas

Lançando um novo jeito de fazer cinema, Glauber Rocha dizia que onde houvesse um cineasta disposto a filmar a verdade e enfrentar os padrões hipócritas e policialescos da censura intelectual, haveria um germe do cinema novo.

Onde houvesse um cineasta disposto a enfrentar o comercialismo, a exploração e a pornografia e o tecnicismo, germinaria o cinema novo. Onde houvesse um cineasta de qualquer idade ou de qualquer procedência, pronto a por seu cinema e sua profissão a serviço das causas importantes de seu tempo, ali haveria um germe do cinema novo.

O ator Zé Celso Martinez Corrêa, contemporâneo de Glauber, dizia que os jovens não queriam compactuar com a cultura dominante e queriam um teatro de choque. Por conta disso era preciso criar não apenas um ou dois, mas vários vietnãs culturais. Sendo assim, criou junto ao teatro de Arena a estética do oprimido e ganhou singularidade o Teatro Oficina como busca de uma expressão nova para o jovem.

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Foto: Revista Maneira

O movimento tropicalista nasceu de uma obra do artista plástico Hélio Oiticica que propunha um happening. Construiu no morro da mangueira um caminho com o chão coberto de pedrinhas e água. No final do túnel, uma televisão mostrava o contraste entre o primitivo e o civilizado. A obra chamava Seja Marginal, Seja Herói e Cosmococa. O espectador tinha uma participação corporal, tátil, visual e semântica.

Leia matéria completa no blog da Queila Ferraz.

Caetano Veloso canta “Alegria Alegria” – 1975

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Leia artigo sobre a Tropicália no blog Spiner, imagem do blog Palma Louca e Virtuália

Caetano Veloso- Anunciação

Caetano Veloso- Tropicalia

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Imagem do blog Virtuália e do blog La Cumbuca

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Foto: Revista Musical

Jovem Guarda

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Imagem via Rádio USP

Leia a matéria completa no blog de Queila Ferraz.

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Publicação: 11 de outubro de 2010

AUTOR

Queila Ferraz, Coordenadora Geral do Curso de Design de Moda da UNIP, foi professora da Universidade Anhembi Morumbi e dos cursos de pós-graduação de Moda do Senac. É historiadora de moda, especialista em processos tecnológicos para confecção e consultora de implantação para modelos industriais para a área de vestuário.

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