Dados de alarmar! Jovens brasileiros reconhecem o machismo, mas ainda concordam com os padrões conservadores

Dados de alarmar! Jovens brasileiros reconhecem o machismo, mas ainda concordam com os padrões conservadores

Recebi esta pesquisa que contém dados de alarmar. Resolvi publicar não apenas pelos dados, mas porque este assunto precisa vir a tona com mais profundidade e reflexões a respeito precisão ser tratadas com consciência para que possam ocorrer transformações na sociedade.

Eu mesmo tenho medo de sair na rua quando estou mais bonita e arrumada ou mesmo de chamar atenção de forma um pouco mais sensual, uma vez que as “cantadas” estão cada vez mais agressivas e os limites estão sendo forçados e já fiz parte destas estatísticas em diversas situações.

A análise dos números a seguir suscitam sérios questionamentos:

– Quais as raízes de todo este abuso?

– Esses homens foram criados e educados por outras mulheres…

– Como mudar esse paradigma de abuso e machismo?

– Como levar consciência para eles demonstrando seu comportamento abusivo e para elas, para que lutem e não se submetam ao abuso?

– Como deixar de educar homens, e, as próprias mulheres de forma machista?

Estas são apenas algumas em uma lista interminável de reflexões. Mas com a intensidade que estes aspectos estão vindo a tona, significa uma mudança em curso e quanto mais discutida e maior a consciência que tomarmos dos aspectos machistas da sociedade, mais perto estaremos de uma transformação palpável, e, não apenas por parte do homem, mas também da mulher.

Para ilustrar o artigo as capas da revista Elle que em dezembro de 2015 se transformou em um verdadeiro manifesto feminino.

Segundo dados do Instituto Avon em parceria com o Data Popular,  52 milhões de brasileiros confirmam que possuem algum conhecido, parente ou amigo que já foi violento com a parceira. No entanto, apenas 9,4 milhões de homens admitem que já tiveram tal atitude.

Dados de alarmar! Jovens brasileiros reconhecem o machismo, mas ainda concordam com os padrões conservadores

Apesar de 96% dos jovens brasileiros reconhecerem que existe machismo no Brasil, a maior parte ainda aprova valores machistas e reprova comportamentos não conservadores da mulher. É o que revela a pesquisa Violência contra as mulheres: os jovens estão ligados?, divulgada pelo Instituto Avon e pelo Data Popular em 2014.

A pesquisa mostra que para 51% dos entrevistados, a mulher deve ter a primeira relação sexual com um namorado sério; 41% concordam que a mulher deve ficar com poucos homens; para 38% a mulher que tem relações sexuais com muitos homens não é para namorar e 25% afirmam que se uma mulher usa decote e saia curta, é porque está se oferecendo para os homens.

Para o diretor-executivo do Instituto Avon, Lírio Cipriani, a mudança de percepção é fundamental para mudar o cenário da violência contra a mulher no país. “É alarmante saber que grande parte das mulheres brasileiras já foram ou serão, de alguma forma, assediadas ou desrespeitadas. Este cenário precisa mudar e, para tanto, é preciso promover uma mudança cultural sobre o papel de cada um no enfrentamento a violência com a mulher e sensibilizar a população para importância da convivência pacífica e respeitosa entre homens e mulheres”, disse.

O estudo também mostra que cerca de 79% das jovens brasileiras já foram assediadas, receberam cantadas ofensivas, violentas e desrespeitosas ou foram abordadas de maneira agressiva em festas ou em locais públicos. Além disso, 44% das entrevistadas já foram assediadas ou tiveram o corpo tocado por um homem sem consentimento em festas. Além disso, 30% alegaram já terem sido beijadas à força.

Quase metade (45%) das mulheres entrevistadas tiveram que tomar alguma atitude mais severa para evitar o assédio do ex após o término de um relacionamento: 26% bloquearam o endereço de e-mail do ex-parceiro e 25% pararam de ir a locais que frequentavam com regularidade. Além disso, 37% das mulheres já tiveram relações sexuais sem camisinha por insistência do parceiro.

Outra pesquisa do Instituto Avon em parceria com o Data Popular (Percepções dos homens sobre a violência doméstica contra a mulher – 2013), mostra que 56% dos homens admitem ter cometido alguma atitude caracterizada como violência, como xingamentos, empurrões, ameaças, agressões físicas, humilhação, obrigar a fazer sexo sem vontade ou ameaças com armas.

Além disso, a pesquisa aponta que cerca de 52 milhões de brasileiros confirmam que possuem algum conhecido, parente ou amigo que já foi violento com a parceira. No entanto, apenas 9,4 milhões de homens dizem que já tiveram tal atitude. “Estes números revelam que alguns comportamentos ainda não são vistos como violentos. A pesquisa também mostra que, dentre os homens que cometeram agressão, a minoria cometeu uma dessas atitudes apenas uma vez”, explica Mafoane Odara, coordenadora de projetos do Instituto Avon.

O estudo Percepções dos homens sobre a violência doméstica contra a mulher também mostra que:

  • 85% acham inaceitável que suas parceiras fiquem alcoolizadas;
  • 69% não concordam que elas saiam com amigos sem sua companhia;
  • 46% consideram inaceitável que suas companheiras usem roupas justas e decotadas;
  • 89% dos homens consideram inaceitável a mulher não manter a casa em ordem;
  • 4% dos homens declararam que ao menos uma parceira (atual ou ex) já procurou a Delegacia da Mulher ou a polícia para denunciá-lo;
  • 29% deles apontam que “o homem só bate porque a mulher provoca”;
  • Para 23% dos homens, “tem mulher que só para de falar se levar um tapa”;
  • Para 12%, “se a mulher trair o marido, ele tem razão em bater nela”;
  • 67% dos autores de violência presenciaram discussão entre os pais na infância, enquanto entre os não-agressores este número cai para 47%;
  • 81% dos homens agressores apanhou de algum adulto quando criança.

Segundo o estudo Violência contra a mulher no ambiente universitário, divulgado pelo Instituto Avon no ano passado, mais de 700 mil mulheres devem ser vítimas de assédio ou violência dentro das faculdades apenas este ano. A pesquisa mostra que 7% das universitárias afirmam que foram drogadas sem seu conhecimento e 7% já foram forçadas a ter uma relação sexual nas dependências da instituição ou em festas acadêmicas. Significa que 200 mil mulheres vão estar expostas a esta situação este ano.

Dados de alarmar! Jovens brasileiros reconhecem o machismo, mas ainda concordam com os padrões conservadores

Violência contra a mulher no Brasil

A taxa de homicídios contra mulheres no país aumentou 8,8% entre 2003 e 2013, segundo o estudo Mapa da Violência 2015 – Homicídios de Mulheres, produzido pela Flacso. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, um caso de estupro é notificado no Brasil a cada 11 minutos. Como menos de um terço dos estupros são registrados, é possível que eles ocorram a cada minuto no país. De acordo com o Ministério da Saúde, o abuso sexual é o segundo maior tipo de violência praticada no Brasil. Segundo o levantamento, 70% das pessoas estupradas são crianças e adolescentes de até 17 anos (cerca de 350 mil pessoas ao ano).

*Várias formas de violência

Assédio sexual – Comentários com apelos sexuais indesejados / Cantada ofensiva / Abordagem agressiva

Coerção – Ingestão forçada de bebida alcoólica e / ou drogas / Ser drogada sem conhecimento / Ser forçada a participar em atividades degradantes (como leilões e desfiles)

Violência sexual – Estupro / Tentativa de abuso enquanto sob efeito de álcool / Ser tocada sem consentimento / Ser forçada a beijar

Violência física – Sofrer agressão física

Desqualificação intelectual – Desqualificação ou piadas ofensivas, ambos por ser mulher

Agressão moral / psicológica – Humilhação por ser mulher / Ofensa / Xingada por rejeitar investida / Músicas ofensivas sobre mulheres / Imagens repassadas sem autorização / Rankings (beleza, sexuais e outros) sem autorização

 Dados de alarmar! Jovens brasileiros reconhecem o machismo, mas ainda concordam com os padrões conservadores

Sobre as ações de responsabilidade social da Avon

A Avon é uma empresa global líder em ações sociais com foco em causas que interessam especialmente à mulher. As ações sociais da empresa são coordenadas pela Avon Foundation For Women, maior entidade focada em causas voltadas para a mulher ligada a uma corporação. Até 2015, foram doados mais de US$ 1 bilhão em mais de 50 países para as causas que mais afetam a mulher. A ação de responsabilidade social da empresa está concentrada na disseminação de informações, na conscientização, no apoio a pesquisas sobre o câncer de mama e na ampliação do atendimento a mulheres com esta doença, por meio da campanha Avon Breast Cancer Crusade (no Brasil, Avon contra o câncer de mama) e nos esforços para reduzir a violência contra a mulher, por meio da campanha Speak Out Against Domestic Violence (no Brasil, Fale sem Medo – não à violência doméstica). A Avon também atua de forma efetiva na prestação de auxílio em caso de desastres naturais e emergenciais em várias partes do mundo. Os folhetos de produtos Avon trazem itens criados especialmente para arrecadar fundos para as causas. Além disso, a empresa promove eventos com participação de milhares de pessoas em várias partes do mundo para gerar fundos e promover a conscientização da sociedade, e distribui materiais informativos divulgados pelos mais de 6 milhões de revendedores de produtos Avon em todo o mundo. No Brasil, as ações sociais relacionadas ao combate ao câncer de mama e à violência doméstica são coordenadas pelo Instituto Avon, que celebra uma década de ações voltadas para a mulher. Desde 2003, a organização já doou mais de R$ 81 milhões em 235 projetos e ações relacionados a essas causas no Brasil. Siga o Instituto Avon:  www.facebook.com/institutoavon

Via FSB Comunicação

 

Publicação: 30 de maio de 2016

AUTOR

Denise Pitta é digital Influencer e é editora do Fashion Bubbles. Estilista, formada em Moda e Artes Plásticas, atuou em diversas confecções e teve marca própria de lingeries, a Lility. Começou o blog em 2006 e está entre as primeiras blogueiras brasileiras da moda. Também desenvolve pesquisas sobre História e Identidade Brasileira na Moda e Psicologia Analítica. É apaixonada por filosofia, física quântica, psicanálise e política. Siga Denise no Instagram: @denisepitta e @fashionbubblesoficial

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