Reflexões – O amor imaturo e o personagem Felix da novela Amor a Vida

Reflexões   O amor imaturo e o personagem Felix da novela Amor a Vida

O drama do personagem Felix na novela “Amor a Vida” da Rede Globo, traz a tona questões profundas da natureza humana e da família revelando conflitos dolorosos de amor e rejeição, mas que são essenciais no processo de amadurecimento e individuação do ser humano. E que na verdade fazem parte da vida de todos nós.

No caso do personagem acrescenta-se ainda a rejeição paterna devido ao homossexualismo, o que intensificaria ainda mais a sensação de desamor. Para ajudar a entender o drama do Felix, um ótimo artigo do site Novo Equilíbrio sobre o Círculo Vicioso do Amor Imaturo:

“A criança anseia por um amor exclusivo, que não é humanamente possível. O amor que ela quer é egoísta, e não quer dividir com os outros irmãos ou irmãs ou mesmo com um dos pais. (…) Assim, o primeiro conflito surge de dois desejos opostos. Por um lado, a criança deseja o amor de ambos os pais exclusivamente, por outro lado, ela sofre se os pais não se amam. Uma vez que a capacidade de amor de qualquer pai ou mãe é imperfeita, a criança não compreende que apesar da imperfeição a maioria dos pais é ainda assim plenamente capaz de amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Todavia, a criança se sente rejeitada e excluída se o pai ou a mãe também amam outras pessoas.


Essa frustração faz com que a criança sinta-se rejeitada, o que, por sua vez, causa ódio, ressentimento, hostilidade e agressão. Essa é a segunda parte do círculo vicioso. A necessidade de amor incondicional que não  pode ser satisfeita, gera ódio e hostilidade em relação às mesmas pessoas a quem mais se ama. De modo geral esse é o segundo conflito do ser humano em crescimento. Se a criança odiasse alguém a quem ela não amasse, ou se ela amasse à sua própria maneira e não desejasse amor em retorno, tão conflito não poderia surgir.

O fato de existir ódio pela própria pessoa que se ama muito, cria um um importante conflito na psique humana. É óbvio que a criança sente-se envergonhada dessas emoções negativas e portanto coloca esse conflito no inconsciente, onde ele se torna um nó para o futuro. O ódio causa culpa, porque a criança é ensinada desde cedo que é feio, que é errado e é pecado odiar. O que dirar então odiar os pais, a quem se deve amar e honrar acima de tudo.

(…) Ao se sentir culpado, inconcientemente a criança diz: ” Eu mereço ser castigado”. A criança por sua vez por er seu instinto de preservação, sente medo de ser castigado e assim inicia-se uma outra reação na qual, sempre que você está feliz e sente prazer, apesar de ser um anseio natural do ser humano, você sente que não merece. A culpa por odiar aqueles a que mais ama convence a criança de que não é merecedora de nada que seja bom, alegre e prazeroso. Portanto, a criança evita inconscientemente a felicidade, criando situações e padrões que parecem destruir o que é mais desejado na vida.”

Leia esse artigo completo e outros igualmente interessantes no site Novo Equilíbrio.

Publicação: 19 de novembro de 2013

AUTOR

Denise Pitta é digital Influencer e é editora do Fashion Bubbles. Estilista, formada em Moda e Artes Plásticas, atuou em diversas confecções e teve marca própria de lingeries, a Lility. Começou o blog em 2006 e está entre as primeiras blogueiras brasileiras da moda. Também desenvolve pesquisas sobre História e Identidade Brasileira na Moda e Psicologia Analítica. É apaixonada por filosofia, física quântica, psicanálise e política. Siga Denise no Instagram: @denisepitta e @fashionbubblesoficial

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