Também deveria estar na moda lutar por um país melhor

Outro dia fui a um encontro realizado pela revista Textília para empresários da cadeia têxtil, onde se discutia os rumos do mercado e oportunidades no cenário mundial. Foi um evento marcante e uma grande experiência ouvir grandes empresários falando do seu negócio e mercado.

Todos ali falavam das dificuldades enfrentadas pela economia do país que ao contrário do que fala o Lula, está regredindo uma vez que o crescimento médio do país é muito menor do que o crescimento da população. Para perceber isso é muito simples, basta pegar o percentual de jovens que entram no mercado todos os anos e o quanto a economia cresceu neste mesmo período, nessa continha perceberemos a quantidade de gente que ficará sem emprego. Até a Argentina que estava numa crise danada cresceu mais que o Brasil!!!!!

Entretanto percebo que as pessoas sérias que poderiam estar fazendo sua parte, não tem colocado a boca no mundo, ou cansaram, ou desistiram, percebo que elas poderiam falar mais de política e ter comportamento mais ético no seu dia a dia e principalmente lutar ainda mais para que não sejamos corrompidos.

Voltando ao encontro, de repente vi todas aquelas pessoas falando de como sobreviver sem a reforma tributária, resignadas e preocupadas cada um com o seu. Mas a falta da reforma tributária é apenas um sintoma. De repente me perguntei , por que eles não discutiam o como se juntar e fazer pressão para que se mude a causa, como pressionar o governo e o povo para que se juntem a eles de forma a fazer pressão para que essa e todas as reformas aconteçam.

Não, não fazemos isso, parece que nos rendemos a corrupção e tudo que resta a fazer é sobreviver, é nos deixar corromper, para sobreviver, seja sonegando imposto , seja sendo “esperto” no nosso dia a dia, seja não exigindo a nota fiscal em nossas compras, pois além de injusto a quantidade de imposto, ainda sustentará a corrupção, etc.

Por pensar tudo isso e ver o quanto não tenho feito pelo meu país é que resolvi publicar esta matéria, aqui, num blog de moda, mas que é a ferramenta que eu tenho para tentar fazer alguma coisa, nem que sejam algumas palavras de questionamento, uma vez que é meu dever e dever de todos lutar por um país melhor de se viver!

O que me moveu a escrever estas palavras de indignação , foi a matéria do Ricardo Magalhães, do BizRevolution que fala exatamente o que penso:

Eu vou votar no Geraldo Alckimin para Presidente do Brasil nas próximas eleições. O Ali Babá teve a chance dele, eu vou dar o meu voto para outro. Comigo não tem essa de “rouba mas faz” ou “os meios justificam os fins” ou “a minha mãe era analfabeta e só eu sei o que é passar fome”, roubo ou complacência é RUA! Tolerância tem que ser ZERO! É o fim da picada a brasilândia (51%) aceitar alguém mais ou menos ladrão ou mais ou menos complacente e se contentar com isso. Que país é esse?

Eu vou votar no Alckimin, mas não como o Salvador da Pátria. Eu não espero muito e não quero ver muito. Eu não quero nem ouvir falar dele quando estiver por lá. Eu não quero populismo, não quero obras de caridade, não quero projetos de efeito (astronauta-palestrante de 30 milhões de dólares). Eu não quero presidente-salvador-da-pátria e nem garoto-propaganda de botox, esse não é o papel da liderança.

Quem deve resolver tudo somos nós, funcionários públicos, privados e liberais. O líder assina o cheque, faz perguntas inteligentes, o resto quem faz é Você e Eu!

O problema do Brasil não são os políticos, o problema do Brasil é o brasileiro. O brasileiro que compra drogras e alimenta o tráfico. O brasileiro que revende rádio roubado ou produto falsificado e alimenta o roubo. O brasileiro que não paga impostos e alimenta o fiscal da receita. O brasileiro preconceituoso prá caramba que insiste em conviver apenas com pessoas semelhantes a ele. O brasileiro que deixa de fazer negócios com empresas que trabalham direitinho, têm ISO9000, qualidade, nota fiscal, porque não quer aparecer para não ter que retribuir com o país. O brasileiro que manipula licitações públicas, compra prefeitos, vereadores, deputados, senadores e ministros para forjar negócios que nunca são entregues, ou mal e porcamente são executados.

O político brasileiro é tão corrupto quanto o povo.”

Publicação: 28 de setembro de 2006

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