Clubes de Vinhos… Seriam eles uma boa ideia? Valem a pena?

Clubes de Vinhos... Seriam eles uma boa ideia? Valem a pena?Para comemorar o dia do enólogo, que tal um especial sobre Clube de Vinhos? Veja dicas e os melhores clubes do Brasil!

O Vinho que bebi essa semana… São dois! Clubes de vinhos… Seriam eles uma boa ideia? E, por fim, valem a pena? A resposta nunca pode ser um categórico sim, nem um categórico não. Portanto, depende… Mas, eu logo me explico!

Clubes de Vinho estão pipocando por todas as lojas e sites especializados e parecem ser uma nova moda no mercado. Eles funcionam assim: você escolhe a quantidade de garrafas que quer receber em casa todos os meses.

As seleções sempre começam por duas garrafas. A partir daí você especifica um pouco suas predileções: tintos, espumantes, etc. Pronto! Por um preço fixo mensal, as garrafas chegam até a sua porta, sem maiores esforços. Nem custa muito caro, se querem saber.

As seleções mais básicas custam algo entre R$ 50,00 e R$ 60,00 por mês, por duas garrafas. E, os vinhos em geral,  custariam bem mais do que isso… A seleção degustada por mim, em valores de mercado, custariam algo como R$ 75,00. Como conseguem? Você pode estar perguntando… Ao comprar um lote enorme de um determinado produtor, o custo por garrafa cai consideravelmente. E, neste caso, eles conseguem repassar aos seus afiliados, ainda com alguma margem. Afinal, estão nesta também para ter lucro!

E ainda assim Charles, sua resposta é este sonoro “depende”? Sim… Vamos às personagens e aos porquês!

  • Vinho 1: Senorio de Ayud – Cabernet Sauvignon & Syrah – 2013
  • Vinho 2: Root 1 – Cabernet Sauvignon – 2007

 O vinho número 1 é um espanhol. Da região da Catalunha. Uma região tradicional em vinhos, é verdade, especialmente com uvas Tempranillo. Este aqui era um blend. Seria aprovado?

Clubes de Vinhos... Seriam eles uma boa ideia? Valem a pena?

O vinho número 2 é um chileno. A uva Cabernet é muito comum na região. Mas, não existe charme maior do que experimentar sempre a variação Carmenere. Explico: a uva Carmenere é originária da França. Sua origem remonta à região de Bordeaux. Uma praga em 1867 destruiu grande parte das plantações das vinícolas da região e esta uva foi dada como perdida e extinta, até que foi re-descoberta no Chile! Fantástico, não?

Clubes de Vinhos... Seriam eles uma boa ideia? Valem a pena?

Comecei pelo Vinho 1, o espanhol. Era um vinho de teor alcoólico alto: 14,5%! A graduação alcoólica de um vinho varia de 12,5% a 15,5% e este, portanto, já entraria na última faixa de classificação.

No mundo todo, produtores de vinho têm sido pressionados a aumentar a graduação alcoólica de seus vinhos para dar ênfase ao corpo do vinho. Isso ajuda a disfarçar pequenos defeitos ou notas que poderiam ser percebidos se a graduação fosse menor. Seja como for, intencionalmente ou não, notava-se que era um vinho intenso.

Carregado, é bem verdade, mas fácil de harmonizar e tomar o que me surpreendeu porque esperava que ele fosse ser mais “pesado” por conta do álcool.

Vamos ao vinho número 2. O chileno. Assim como comum era sua uva, comum era seu sabor. Tinha muito mais aroma e sabor do que seu predecessor espanhol, justamente por conter um teor alcoólico menor, de 13,5%. Muito mais fácil de tomar e agradável. Se tivesse que escolher apenas um, nesta seleção, apesar de ser “comum”, certamente seria este.

No final das contas, vale a pena ter assinatura de um Clubes de Vinhos?

O segredo dos Clubes de Vinhos é este: nenhum dos dois vinhos era ruim. Simplesmente não poderiam ser. Mas, então, por que diabos eu não deveria assinar?

Porque ao mesmo tempo em que você não tem nenhuma surpresa desagradável, nada também é tão surpreendente a ponto de lhe fazer desejar uma segunda garrafa deste mesmo rótulo!

Clubes de vinhos podem ser uma excelente porta de entrada para o mundo dos vinhos. Além dos vinhos não decepcionarem, as entregas em domicílio facilitam a vida e ajudam, à medida em que trazem informações sobre os rótulos do mês, a educar o seu consumidor.

Eu acho que a curva de aprendizado poderia acontecer de forma ainda mais rápida se corrêssemos mais riscos, por nós mesmo! Em última instância, talvez, clubes de vinhos devessem trazer na assinatura: Risco baixo, recompensa igualmente baixa… Ou algo na linha dos hotéis de negócios: “The best surprise is no surprise”. Nah! Isso seria franqueza demais…

Mas, como toda regra tem exceção, pode ser e deve de fato haver, um clube de vinho que ofereça algo diferenciado. Mais exclusivo talvez. Afinal, em vinho vale a máxima que aprendi com um amigo francês: Quantidade ou Qualidade. As duas coisas juntas não existem…

Leia também: Campo Viepo de Gran Reserva  Rioja – O vinho que bebi esta semana… 

Confira alguns clubes de vinhos 

Destacamos o Wine que está entre os maiores. Para quem quer conhecer exemplares das mais clássicas regiões produtoras do mundo, as seleções do ClubeW Classic trazem vinhos de grande qualidade e personalidade, fichas técnicas e harmonizações bem completas. Oferece curadoria, modalidade de 2, 4 ou 6 garrafas divididos em One, Classic e Premium, ou seja, 9 modalidades de planos e valores que vão de R$ 50,00 á R$ 660,00.

Você é ou já assinou algum Clube de Vinho? O que achou? Vale a experiência?

Por Charles Schweitzer

(Charles Schweitzer é Marido Pleno, Pai Sênior (gêmeas e mais um) e nasceu em 1977, ano de estreia de StarWars. Executivo de Marketing de uma multinacional francesa, está no mercado há mais de 15 anos, sempre ligado à Inteligência de Mercado e a Inovação. Já foi triatleta, mas hoje, leva o esporte mais como um hábito de saúde. Vive todas as experiências que pode, inclusive já pilotou um F1.)

Clubes de Vinhos... Seriam eles uma boa ideia? Valem a pena?

Publicação: 22 de outubro de 2015

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