DFB 2016 – Primeiro dia de desfiles

DFB 2016   Primeiro dia de desfiles

Em tempos de globalização quem não sabe quem é também não sabe para onde vai! Tenho um carinho enorme pelo Dragão Fashion Week, justamente por destacar as raízes brasileiras, principalmente do Norte e Nordeste, estimulando a moda autoral e o universo das artesanias.

Cláudio Silveira, o idealizador do DFB, mantém na essência do evento a valorização da cultura local e nacional, o estímulo aos novos talentos, além de promover e dar visibilidade a marcas e criadores já consolidados.

A Moda costuma trazer o estigma da exclusividade, do eu sou você não é, entretanto o Dragão Fashion Week, traz uma visão muito mais inclusiva, o que é uma grande tendência. Cada vez mais iniciativas de inclusão e compartilhamento serão primordiais para uma sociedade mais justa e sustentável.

Estes princípios podem ser vistos em atitudes como o concurs

o de novos talentos, que tem como objetivo dar visibilidade ao trabalho autoral de alunos de instituições de ensino técnico e superior de todo o Brasil. Sob a orientação de um corpo docente, cada grupo desenvolve uma minicoleção que é apresentada em desfile coletivo durante o evento. Durante o evento acontece ainda uma enorme grade de cursos, seminários e outras iniciativas que estimulam, o empreendedorismo,  o profissionalismo do mercado, a disseminação da cultura e desenvolvimento de moda, com grandes nomes nacionais compartilhando seu conhecimento!

DFB 2016   Primeiro dia de desfiles

Agora vamos deixar de blá- bla-blá e vamos aos desfiles do primeiro dia.

Almerinda Maria

  • Almerinda Maria (@almerindamariabrand)Traz ao DFB a coleção “Luxo no Paraíso”, inspirada no filme “Bonequinha de Luxo” e mixando a estética da protagonista do longa estrelado por Audrey Hepburn com a ideia de mulher moderna e sofisticada que marca presença em diversos ambientes;

Regionalista forte, com tradição em trabalhar tecidos típicos do Ceará, como a renda renascença, Almerinda Maria traz a inovação a partir de tecidos nada contemporâneos.

Linho rústico, Renascença de Algodão, Labirinto em Organza, Georgette, Organza, entre outros, são os materiais utilizados nessa coleção, com 90% do desenvolvimento feito toda à mão, valorizando ainda mais o trabalho de suas rendeiras.

As peças da Almerinda são únicas e os preços variam de R$ 2,5 a R$ 25 mil. Já os  vestidos de noiva estão em outro patamar de preço.

Saiba mais sobre a marca, veja fotos e detalhes do desfiles no DFHouse.

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  • André Sampaio (@andresampaiobrand)O estilista constrói, a partir da inspiração da presença da luz no mar e pela manipulação de tecidos, diferentes resultados para o algodão, o linho e a organza plissados, pragueados e drapeados num exercício sobre claro e escuro.

André Sampaio foi a revelação do Concurso Moda Contemporânea 2014, realizado pelo Sinditêxtil. O desfile foi todo em preto e branco, inspirado nas banhistas do século XX. Os sapatos vermelhos vieram para complementar o estilo navy, também para dar uma quebrada no preto e branco predominante dos looks. A maioria das peças foi feita em linho e os jeans são Canatiba Denim.

Saiba mais sobre a marca, veja fotos e detalhes do desfiles no DFHouse.

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  • Jeferson Ribeiro (@jefersonribeirobrand): O estilista baiano evoca o ‘Khaos’ em coleção multiétnica que propõe um novo sexy e que tem como inspiração a escrita alegórica de Mário de Andrade, deformação geométrica do Expressivoismo Alemão e hibridismo cultural presente no encontro dos ameríndios, africanos e europeus.

O artista tem como um de suas características peças arquitetônicas, cheias de ousadia e sensualidade, apostando em decotes e transparências.

Saiba mais sobre a marca, veja fotos e detalhes do desfiles no DFHouse.

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  • Lindeberg Fernandes (@lindeberg): Reconhecido pelas criações inspiradas em lembranças afetivas e na cultura popular, tem o prestígio de participar pela 14ª vez do DFB.

Em seu momento mais contundente, reprocessando política, indignação, Napoleão Bonaparte, Lampião e skatistas em seu liquidificador lírico, Lindebergue Fernandes levanta questionamentos sérios e contemporâneos sobre o Brasil atual, diversidade e gênero.

O estilista mistura tecidos modernos como o neoprene, a técnicas regionais, como o crochê. O neoprene ganha também texturas, aparência desgastada, aplicação de bordados e pedrarias. Esse ano a aposta é o agender, alguns looks femininos serão desfilados por modelos homens, reforçando essa presença constante da discussão de gênero em suas coleções.  O patchwork em 100% algodão da coleção foi realizado pela professora Betina Gauche.

Saiba mais sobre a marca, veja fotos e detalhes do desfiles no DFHouse.

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 Fotos: ROBERTA BRAGA/SILVIA BORIELLO/RICARDO K.

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Publicação: 5 de maio de 2016

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AUTOR

Denise Pitta é digital Influencer e é editora do Fashion Bubbles. Estilista, formada em Moda e Artes Plásticas, atuou em diversas confecções e teve marca própria de lingeries, a Lility. Começou o blog em 2006 e está entre as primeiras blogueiras brasileiras da moda. Também desenvolve pesquisas sobre História e Identidade Brasileira na Moda e Psicologia Analítica. É apaixonada por filosofia, física quântica, psicanálise e política. Siga Denise no Instagram: @denisepitta e @fashionbubblesoficial

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