Indústrias têxteis e vítimas de Santa Catarina precisam de ajuda; veja a relação de postos

Indústrias têxteis e vítimas de Santa Catarina precisam de ajuda; veja a relação de postos

Arte/UseFashion

“O momento em que o estado de Santa Catarina se encontra tem gerado comoção entre os brasileiros. Os desastres ocasionados por quase um mês de chuvas ininterruptas resulta em enchentes e desabamentos e, além de atingir a população, afeta as indústrias da região. Preocupadas com a segurança dos catarinenses, bem como com as instalações das fábricas, as marcas vêm encabeçando campanhas para a arrecadação de donativos.

A “Rede de Solidariedade Têxtil” é um dos exemplos. Liderada pelo Sintex (Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário) e com apoio da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), busca auxiliar as vítimas das cheias no Vale do Itajaí, arrecadando doações entre as empresas têxteis. Segundo o presidente do Sindicato, Ulrich Kuhn, a expectativa é de que na primeira semana de dezembro, haja uma normalização na produção, pois até agora muitos funcionários não conseguem chegar ao trabalho.

Com a Hering está acontecendo isso. A companhia tem duas unidades em Blumenau e em ambas tiveram perdas. Na matriz do bairro Bom Retiro, um galpão foi destruído, e na unidade Itororó, mais conhecida como Omino, no bairro da Velha, estoques foram perdidos. Segundo a assessoria de comunicação da empresa, que está doando 13 mil peças de roupas adultas e infantis para a “Rede de Solidariedade Têxtil”, também muitos funcionários estão ilhados ou perderam tudo. Eles informaram que franqueados de todo o Brasil estão fazendo doações em dinheiro para amenizar a situação dos funcionários da Hering.

A Dudalina, confecção de vestuário masculino com unidades em cidades que foram duramente atingidas pela chuva, como Blumenau, Brusque e Luis Alves, foi umas das primeiras marcas a se mobilizar solicitando doações de empresários, associações e amigos.

A empresa também é uma das mais atingidas pelas chuvas, e ainda está em estado de alerta, já que a sede de Blumenau é cercada por morros, região que corre riscos de desabamentos. “Em Luiz Alves, a fábrica está 100% desativada, a intensa chuva comprometeu o abastecimento de energia elétrica e nosso gerador foi cedido ao hospital. Em Terra Boa, as operações estão em 100% e Brusque 50%”, afirma o departamento de marketing.

Ainda segundo o marketing, cestas básicas, água, roupas de cama e banho, fraldas para crianças e idosos e roupas chegam ao escritório de São Paulo e na unidade de Blumenau diariamente. Os donativos estão sendo distribuídos às famílias destas cidades.

No caso da Malvee, a mobilização foi interna, já que um dos rios que transbordou em Jaraguá do Sul passa pela fábrica que tem sede na região. “Máquinas de tinturaria foram afetadas pela água, mas já passaram por manutenção e no final de semana passado os funcionários se mobilizaram para ajudar no que fosse preciso”, declarou a assessoria de imprensa.

Também existem os casos das empresas que não foram afetadas, mas estão contribuindo. A New Colour Etiquetas, que tem sua única unidade na região alta do Morro dos Conventos, está fazendo uma campanha interna, entre os funcionários, além de parceiros e fornecedores. Ao final de cada semana, tudo que está sendo recebido, está sendo encaminhado para a Defesa Civil do estado. Segundo a marca, as entregas das etiquetas para a temporada de inverno 2009 atrasarão no máximo um dia, já que a logística fará caminhos alternativos. Já o recebimento de matéria-prima de outras cidades e estados está parada.

A Haco, também importante indústria de etiquetas, situada ao norte de Blumenau, não teve estragos estruturais na sua sede, mas trabalhou dia 26 de novembro, com 85% dos seus funcionários e no dia seguinte, esteve contando com apenas 50 %. Segundo Johnny Gaulke, gerente de marketing, a unidade de Blumenau, juntamente com as filiais em Criciúma, São Paulo e Fortaleza estão trabalhando em conjunto para ajudar seus colaboradores e demais pessoas das regiões atingidas. A empresa disponibilizou até um site com informações: www.haco.com.br/sosblumenau

Como contribuir

* Rede de Solidariedade Têxtil
Projeto Pró-Família da Prefeitura Municipal de Blumenau (SC)
Rua Itapiranga, 368
Bairro Velha
Cep: 89036-230
Dados para emissão da N.F./Doação (para trânsito das doações):
Razão Social: PMB – Calamidade Pública
CNPJ: 83.108.357/0001-15

* Fundo Estadual da Defesa Civil
CNPJ – 04.426.883/0001-57
Contas para depósito:
-Banco do Brasil – Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7
-Besc – Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0
-BRADESCO S/A – 237 Agência 0348-4, Conta Corrente 160.000-1

* Dudalina São Paulo
Rua Tomás Carvalhal, 595
Bairro Paraíso
São Paulo (SP)
Telefones: (11) 7205 4694, (11) 3887 7379 e (11) 3884 0087

* Dudalina Blumenau
BR 470, Km 50, 7109
Bairro Fortaleza
Telefone: (47) 3331 9001″

Por Aline Ebert e Lisie Venegas / UseFashion
Foto: Arte Usefashion

S.O.S Santa Catarina

A Defesa Civil de Santa Catarina pede doações para auxiliar as vítimas das chuvas que atingem a região. Há mortos e desaparecidos, e mais de 1,5 milhão de pessoas foram afetadas. As vítimas precisam de água potável, médicos voluntários, dinheiro, roupas, alimentos não-perecíveis, artigos de higiene pessoal, colchões e cobertores.

Além dos bancos do Bradesco, Besc e Banco do Brasil que já receberam mais de R$ 1,4 milhões em doações, agora a Caixa Econômica Federal também está recebendo as doações, enquanto o Itaú também prometeu disponibilizar uma conta. Por enquanto, as contas para doações são:

– Caixa Econômica Federal – Agência 1877, operação 006, Conta Corrente 80.000-8;
– Banco do Brasil – Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7;
– Besc – Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0;
– Banrisul – Agência 0131, Conta Corrente 06.852725.0.5
– Nome: FUNDO ENCHENTE 2008 SC
– Bradesco Agência 0348-4, Conta Corrente 160.000-1
Em nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ – 04.426.883/0001-57

A Defesa Civil alerta que não envia mensagens eletrônicas com pedidos de auxílio.

Postos de doações

O posto da PRF (Polícia Rodoviária Federal) de Biguaçu, na região da Grande Florianópolis, está recebendo doações de alimentos não-perecíveis para as vítimas da enchente. A mercadoria arrecadada será entregue à Defesa Civil Estadual.

As secretarias regionais da região do Alto Vale do Itajaí (Blumenau, Brusque, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville e Timbó) também montaram bases de arrecadação e distribuição. As pessoas interessadas em doar materiais devem ir nos seguintes locais:

– Colégio Victor Hering
Rua Antônio Cândido Figueiredo, 399, Bairro Vila Nova –Blumenau;

– Fenarreco
Rodovia SC-486, próximo à Havan, centro –Brusque;

– Parque da Marejada
Av. Victor Konder, s/n, Bairro Fazenda –Itajaí;

– Arena Multiuso Jaraguá
Rua Gustavo Hagedorn, s/n, Centro –Jaraguá do Sul;

– Colégio Osvaldo Aranha
Rua Lindóia, Bairro Glória –Joinville;

-Depósito da Secretaria Regional
Rua Nereu Ramos, 913, Centro –Timbó.

Doação de Sangue

A Secretaria de Estado da Saúde também alerta para a necessidade de doações de sangue. A secretaria divulgou a relação de locais onde é possível realizar doações de sangue. O horário de atendimento nos postos é das 7h30 às 18h30.

– Hemoesc Florianópolis
Rua: Othon Gama D’eça, 756, centro –Florianópolis. Contato: (48) 3251-9711

– Hemocentro Regional de Chapecó
Rua São Leopoldo, 391, Quadra 1309, bairro Esplanada –Chapecó. Contato: (49) 3329-0550

– Hemocentro Regional de Joaçaba
Avenida 15 de Novembro, 23, centro –Joaçaba. Contato: (49) 3522-2811

– Hemocentro Regional de Lages
Rua Felipe Schmidt, 33 –Lages.

– Centro Hemoterápico de Blumenau
Rua Marechal Floriano Peixoto, 300, anexo ao hospital Santa Isabel, no centro de Blumenau.

Para doar, é necessário, entre outros itens, ter entre 18 e 65 anos, estar em boas condições de saúde e evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação.

São Paulo

A Cruz Vermelha Brasileira e a Comdec (Coordenadoria Municipal da Defesa Civil-SP) anunciaram a criação de postos para arrecadar doações para as vítimas das chuvas que atingem Santa Catarina.

A arrecadação vai funcionar 24 horas na sede da Comdec –na rua Afonso Pena, 130, no bairro Bom Retiro–, e na sede da Cruz Vermelha Brasileira –na avenida Moreira Guimarães, 699, no bairro Saúde. As defesas civis das subprefeituras receberão doações em horário comercial.

Os postos vão receber doações de roupas, calçados, cobertores, fraldas, água potável, material de higiene, alimentos não perecíveis, entre outros. Entre ontem e hoje, a Cruz Vermelha Brasileira recebeu mais de dez toneladas de doações, que serão levadas à Defesa Civil de Santa Catarina.

Além da sede da Cruz Vermelha Brasileira, é possível fazer doações nos seguintes postos da entidade (horário comercial):

– Colégio Santo Ivo
Rua Paço da Pátria, 1705, Alto da Lapa

– Iolanda e Marcelo
Avenida Henrique Franco, 135

– Limoeiro – São Miguel Paulista pelo fone: 2025-7369

– ACM – Associação Cristã de Moços
Avenida das Flores, 453 – Jd. das Flores –Osasco

– Restaurante Mostarda
Av. Luis Carlos Berrini, 483, Brooklin Novo

– Escola Oriental de Massagem e Acupuntura
Avenida Diederichsen, 1000, Jabaquara próximo ao metro Conceição

– Felicita Beauty
Rua Dr. Cesário Mota Jr, 383, Vila Buarque
Consolação

– Supermercado Papini,
Avenida Professor Papini, 232, Cidade Dutra

– Condomíno Jd. Office Tower
Alameda Joaquim Eugênio de Lima, 881, Jardins

A Força Sindical Nacional também está recebendo doações. Eles pedem às aos sindicatos e federações que colaborem com alimentos não perecíveis, roupas, água potável, artigos de higiene e calçados. A Força montou um posto de arrecadação em sua sede em São Paulo, na rua Galvão Bueno, 782, na Liberdade.

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) também receberá doações de alimentos não perecíveis, roupas e cobertores nas estações de trem de maior movimento em São Paulo: Luz, Brás, Barra Funda, Osasco, Santo Amaro, Santo André.

As doações começaram a partir das 15h de sexta-feira (28). A empresa se responsabilizará pelo transporte das doações, que serão entregues à Defesa Civil de Santa Catarina. As doações podem ser depositadas nas caixas instaladas nas estações ou entregues a um agente operacional.

Água Potável

A Polícia Militar de São Paulo também está recebendo doações. A prioridade, segundo a assessoria da PM, é para a arrecadação de água potável. Para doar, basta procurar um Batalhão da Polícia Militar mais próximo de sua casa. A relação completa está no site da Polícia Militar.

Também é possível realizar doações no Depósito do Fundo Social da Solidariedade em São Paulo, na avenida Marechal Mário Guedes, 301, Jaguaré (das 9h às 16h).

Roupas

O campus da Univali (Universidade do Vale do Itajaí) de Balneário Camboriú (SC) está confeccionando roupas de cama e camisetas para as vítimas das chuvas na região. A universidade precisa de voluntários para ajudar na confecção das roupas, além de doações de matéria prima como malha, tecidos, elástico e embalagens plásticas.

A Univali observa ainda que os voluntários não precisam saber costurar. Eles podem ajudar no corte, etiquetagem e embalagem das peças. O laboratório de Modelagem e Vestuário fica localizado no bloco 9 do Campus Balneário Camboriú –na quinta avenida, s/n, bairro dos Municípios– e vai funcionar das 8h30 às 20h. Mais informações pelos fones (47) 3261-2351 ou (47) 3261-1292 ou (47) 3261-1358.

Outros Estados

A Cruz Vermelha Brasileira também está recebendo doações para as vítimas das chuvas de Santa Catarina em outros Estados. O endereço das outras filiais estão no site da entidade.

Recomendações da Defesa Civil

A Sedec (Secretaria Nacional de Defesa Civil), vinculada ao Ministério da Integração Nacional, divulgou nesta quinta-feira uma lista de orientações para os interessados em ajudar. Segundo o órgão, a idéia é evitar problemas gerados pela “doação desorganizada” como a não correspondência das doações com as necessidades reais dos atingidos.

Veja as recomendações:

-Antes de efetuar doações procure informações de necessidades levantadas pela Defesa Civil do seu Estado ou município, ou em quartéis de Bombeiros ou Polícia Militar, por exemplo;

-Atentar para a qualidade do material doado;

-Estabelecer uma comunicação eficaz entre o doador e autoridade de Defesa Civil local onde ocorreu o desastre;

-Consultar as autoridades que estão gerenciando a situação para averiguar a real necessidade de doação de gêneros e da quantidade, antes de iniciar qualquer campanha de arrecadação.

Fonte: Folha de S. Paulo / da Redação

Publicação: 2 de dezembro de 2008

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