A História do Jeans – A essência do denim (Parte 4/4)

A História do Jeans   A essência do denim (Parte 4/4)

O jeans pode ser absolutamente tudo. Mais assexuado, impossível. No entanto, apesar de ser unissex, também é bastante sensual quando fica colado ao corpo. Usando um jeans, a mulher pode mostra muito mais o corpo do que quando se usa um vestido ou minissaia. O jeans tem a capacidade de manifestar o erotismo das formas em ambos os sexos.

O jeans tem a magia de ser ultrafuncional, mas também pode se transformar numa verdadeira prisão se for apertado demais. Já foi objeto de todos os exageros e chegou até a ser vulgar por conta de tacheamentos, recortes e bordados.

Embora sendo o oposto do chique, o jeans já chegou a ter grifes e não apenas marcas. Levi’s e Lee Cooper são marcas, mas um jeans Ralph Lauren, Hermés e Saint Laurent, Diesel, D&G, passa a ter uma grife e se torna um objeto de consumo mais decorativo e funcional.

Mas o que poderá substituir o jeans depois que ele passar? A partir do momento em que ele se torna um “código do chique”, o funcional perde sua autenticidade e se degenera de alguma forma.

A História do Jeans   A essência do denim (Parte 4/4)

A progressão já se interrompeu e as empresas do “jeans serve para tudo” estão indo à falência. Entretanto, o jeans sempre volta às suas origens, à sua forma original criado por Levi em 1853, sem mudar absolutamente nada. É por isso que é possível afirmar que o jeans está vivo e mantêm sua autenticidade.

A autenticidade vinculada à perenidade e a garantia de um artigo básico, é bem mostrada no novo espírito empresarial de Girbaud (1980).

“Nossos jeans já não nascem do desenho da moda, e sim dos projetos. Isto deixa claro o trabalho que consiste em elaborar um projeto, com uma equipe técnica de criação. Essa roupa não pertence mais à indústria ‘leve’ e efêmera; já está mais próxima dos projetos da indústria ‘pesada’.”

Continue lendo no blog de Queila Ferraz.

Leia também:

A História do Jeans – A trajetória inicial (Parte 1/4)

A História do Jeans – A evolução no mercado (Parte 2/4)

A História do Jeans – Evolução de fits e lavagens (Parte 3/4)

Publicação: 27 de agosto de 2010

AUTOR

Queila Ferraz, Coordenadora Geral do Curso de Design de Moda da UNIP, foi professora da Universidade Anhembi Morumbi e dos cursos de pós-graduação de Moda do Senac. É historiadora de moda, especialista em processos tecnológicos para confecção e consultora de implantação para modelos industriais para a área de vestuário.

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