A História do Perfume e a Moda – Parte 2/2

A História do Perfume e a Moda   Parte 2/2

Leia também A História do Perfume e a Moda – parte 1.

O casamento do perfume com a moda aconteceu por volta de 1920 e através desta união, estilistas famosos proporcionaram ás mulheres à possibilidade de com uma roupa e um bom perfume, levarem adiante o poder de afirmarem sua própria identidade ou simplesmente seduzir e conquistar. Exemplos desses estilistas não faltam: Valentino, Armani, Dolce e Gabbana, Dior, Yves Saint-Laurent, Kenzo, Emanuel Ungaro, Oscar de La Renta, Rochas, Lanvin, Chanel e o norte americano Calvin Klein.

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Com o advento da química orgânica começaram a surgir fragrâncias como as que conhecemos hoje, a exemplo da famosa, pioneira e histórica Psychè e La Damme Blanche, de Coty. Desde 1900, após a revolução da indústria da moda, que ditava tendências, e com a revolução da indústria química, alguns perfumes começaram a marcar épocas. Como foi o caso do Chanel número 5 (rosas, jasmim e aldeídos), que surgiu juntamente com o Arpergè de Lanvin e o Shalimar de Guerlain. A cada novo produto, a indústria se encarregava de vinculá-lo ao poder da sedução e ao “glamour”, tornando-os verdadeiros ícones de tais desejos femininos.

A idealização de perfumes em ateliês de “Haute Couture”, já era uma prática comum. E em 1921, finalmente chegou o golpe de gênio; o perfume apresentado por Ernest Beaux, um jovem perfumista ousado, incorporou aldeídos em grande quantidade que deram origem ao Chanel Cinco (conta-se que ele teria acrescentado acidentalmente, doze vezes mais a quantidade desejada). Os aldeídos já eram conhecidos há anos, porém a ousadia ficou por conta de Ernest, afinal um perfume feminino com aldeídos era visto como uma potência de odores.

A estilista Coco Chanel entusiasmou-se com o químico e pediu-lhe que guardasse a primeira fragrância que conseguisse realizar. O jovem apresentou-lhe várias, marcando os frascos com números seqüenciais correspondentes á ordem de fabricação. Chanel elegeu o frasco de número 5, porque era o seu número da sorte, seguindo a sua intuição decidiu apresentá-lo durante um desfile de moda no dia cinco de maio, quinto mês, do ano de 1921. Foi um sucesso estrondoso que se repetiu no ano seguinte, ainda com mais força com o perfume número 22 e, em 1970, com o número 19, que é o dia do nascimento de Chanel.

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Chanel Nº 5

Outros perfumes compostos apenas por combinações de flores, passaram a ser combinados com aldeídos e outras substâncias sintéticas e era possível fabricar milhares de exemplares de cada um.

A revolução de Chanel, também deve ser vista sob o aspecto da popularização do luxo, já que dessa maneira, á partir do número 5, qualquer pessoa podia perfumar-se e seduzir. Chanel continuou sua ascensão e tornou-se a estilista mais famosa do mundo. O design do frasco foi inspirado na obra de um pintor tão famoso e genial quanto Chanel; Pablo Picasso; que presenteou a estilista em 1920 com uma tela “O frasco de perfume”.

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Chanel

O “glamour” dos perfumes de haute couture continuou por várias décadas, até que em 1975 aparece o primeiro perfume prêt-à-porter, Chloé, num frasco de vidro jateado, inspirado nos anos 30. Até os dias atuais fragrâncias e frascos seguem acompanhando as revoluções da moda e do comportamento de homens e mulheres do mundo inteiro.

Fonte da Pesquisa: “O Fascinante Mundo dos Perfumes” – Editora PLANETA e “Brasilessencia” de Renata Ashcar.

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História dos Perfumes

Clique aqui e conheça a História dos Perfumes em ordem cronológica e década após década, para acompanhar como ocorreu a evolução da indústria de perfumaria e como e porque mudaram as preferências da humanidade com relação aos aromas.

As Fragrâncias

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Os produtos de perfumaria são classificados de acordo com a concentração de essências de suas fórmulas e, também, pela família olfativa a que pertencem essas essências. O verdadeiro Parfum tem aroma intenso, graças à alta concentração de essências, que podem chegar a representar até 30% de sua composição. São mais utilizados em países de clima frio, e têm um poderoso efeito de fixação que pode se prolongar por até 24 horas. Recomenda-se muito cuidado na aplicação, pois o exagero pode provocar náuseas e dores de cabeça.

A Eau de Parfum (EDP) também é muito intensa. Tem de 10 à 20% de concentração de essências e seu efeito de fixação chega a ultrapassar as 12 horas. Não deve-se ir além de pequenas quantidades nos seus melhores pontos de perfumação (atrás das orelhas, nuca, pulsos, etc.).

No caso da Eau de Toillete (EDT), as fragrâncias são mais discretas, bem adequadas a países tropicais. Sua concentração de essência varia dos 6 aos 12% e seus índices de fixação não passam das 8 horas em temperaturas mais altas. Também são conhecidos como Parfuns de Toillete.

A Eua de Cologne (EDC) apresenta fragrâncias bem suaves e com baixa concentração de essências, que vão de 5 a 8%, e sua fixação não é maior do que 5 horas. Também são tratados por Cologne ou Eau Fraicheur.

O termo Deo Colonia é utilizado apenas no Brasil. As Deo Colonias apresentam baixíssima concentração de essências, no máximo 5%, e sua taxa de fixação é mínima, de 2 a 4 horas. ( Veja essa e outras dicas sobre perfumes no site 1001 Cartas de Amor)

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Onde aplicar o perfume?

Ao aplicar-se o perfume sobre a pele, o calor do corpo evapora o álcool rapidamente deixando as substâncias aromáticas, que se dissipam gradualmente durante várias horas. Por isso, o perfume é aplicado nas partes mais quentes do corpo como pulso, nuca e atrás das orelhas. ( Dicas do blog Perfume Importa Mais)

Perfume dos Beatles

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Leia também A História do Perfume e a Moda – parte 1.

Por Leonize Maurílio

Publicação: 4 de agosto de 2008

AUTOR

Leonize Maurílio é formada em moda pela UNIP (Universidade Paulista) desde 2004, atua como compradora de confecção e desenvolve coleções como estilista free-lancer. E.mail: leonize_maurilio@yahoo.com.br

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