A “NOVA ORDEM” DE OSKAR

Depois de reinventar a moda praia, o dono da Osklen tenta reeditar o feito com a grife de calçados New Order

Foto: Frederic Jean

É comum ver consultores de moda elogiando as criações de Oskar Metsavath, estilista e dono da grife de roupas Osklen, com um arsenal de adjetivos. “O desfile teve um quê de sofisticação”, diz uma das entendidas. “A Osklen a-rra-sou!”, descreve uma revista especializada. “Ele deu um ar de luxo despojado à roupa do dia-a-dia”, conta uma das principais consultoras do mundinho fashion.

Sobram deferências até no Japão. A revista nipônica Pen definiu-o como um romântico. Para quem começou a carreira no universo do dedal e da tesoura vendendo jaquetas de neve para os amigos do Rio de Janeiro e hoje comanda uma rede de 39 lojas com presença em Lisboa, Genebra e Milão, Metsavath tece modéstia. “Tenho orgulho da Osklen”, diz ele. “Mas, como empreendedor, me sinto mais recompensado pelo trabalho que realizei na New Order”, diz ele, referindo-se à grife de sapatos que em português significa Nova Ordem e que ele abriu em sociedade com as empresárias Valéria Lima e Juliana Suassuna. Criada em 2002, apenas com R$ 20 mil e a estrutura da própria Osklen, ela deve fechar o ano com 23 lojas espalhadas pelo Brasil e um faturamento estimado de R$ 15 milhões. “São 13 novas lojas só em 2006”, explica Valéria Lima, uma das sócias. Oskar, ambicioso, vai além. “Em cinco anos teremos 200 lojas”, diz.

Inovação e simplicidade: a grife vende desde uma edição exclusiva do tênis New Balance até sandálias feitas em couro de peixe

A expansão se deve, principalmente, ao seu modelo de negócio e ao prestígio de Oskar nas passarelas. Todas as lojas são franqueadas. Aos sócios, cabe a criação, o conceito e o desenvolvimento dos produtos. O ganho é traduzido em royalties estimados em 15%. A fama do estilista, que faz questão de frisar que não coordena a criação dos sapatos, também é crucial. O primeiro franqueado, por exemplo, quis abrir a loja quando soube que a New Order sairia do papel. “Eu disse para ele que ainda não tinha nada”, conta Oskar. “Ele retrucou afirmando que isso não era problema, que acreditava no projeto e que tudo o que eu fazia dava certo.” Exagero? “O Oskar tem muito crédito”, diz Luciane Robic, diretora do Instituto Brasileiro de Moda. “Ele sabe explorar o talento que tem.” Soube também criar uma “Nova Ordem” na moda brasileira.

Expansão:a rede que vende bolsas artesanais terá 23 lojas até o fim de 2006 e quer ter 200 em cinco anos

A Nova Ordem Mundial foi um termo cunhado para definir o mundo após a queda da cortina de ferro que separava o capitalismo americano do socialismo soviético. No mundo de Oskar, contudo, a expressão serve para mostrar que nada é impossível. “Não há regras”, diz Oskar, um apaixonado por esportes radicais como o surf e o skate. “Vendemos desde sapatos artesanais até tecnológicos.” Os produtos, acreditam os entendidos, seguem a mesma linha despojada de suas criações. “A New Order é a cara da Osklen, só que no mundo dos acessórios”, diz a consultora Emanuela Carvalho. É um estilo classificado como o da moda praia de vanguarda, no qual as roupas, sapatos e bolsas podem ser usados tanto nas areias como nas ruas. Um novo tipo de comportamento que põe fim às regras de etiqueta impostas aos consumidores.

Matéria retirada do site Mercado Competitivo.

Publicação: 4 de outubro de 2006

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