Arte/UseFashion
“O momento em que o estado de Santa Catarina se encontra tem gerado comoção entre os brasileiros. Os desastres ocasionados por quase um mês de chuvas ininterruptas resulta em enchentes e desabamentos e, além de atingir a população, afeta as indústrias da região. Preocupadas com a segurança dos catarinenses, bem como com as instalações das fábricas, as marcas vêm encabeçando campanhas para a arrecadação de donativos.
A “Rede de Solidariedade Têxtil” é um dos exemplos. Liderada pelo Sintex (Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário) e com apoio da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), busca auxiliar as vítimas das cheias no Vale do Itajaí, arrecadando doações entre as empresas têxteis. Segundo o presidente do Sindicato, Ulrich Kuhn, a expectativa é de que na primeira semana de dezembro, haja uma normalização na produção, pois até agora muitos funcionários não conseguem chegar ao trabalho.
Com a Hering está acontecendo isso. A companhia tem duas unidades em Blumenau e em ambas tiveram perdas. Na matriz do bairro Bom Retiro, um galpão foi destruído, e na unidade Itororó, mais conhecida como Omino, no bairro da Velha, estoques foram perdidos. Segundo a assessoria de comunicação da empresa, que está doando 13 mil peças de roupas adultas e infantis para a “Rede de Solidariedade Têxtil”, também muitos funcionários estão ilhados ou perderam tudo. Eles informaram que franqueados de todo o Brasil estão fazendo doações em dinheiro para amenizar a situação dos funcionários da Hering.
Bolsa retalho de papel
Estão abertas as inscrições para o concurso Eco Fashion Brasil, um concurso que traz a oportunidade de descobrir e de ser descoberto.
Ele proporciona novas maneiras de fazer moda conectada aos critérios, conceitos e práticas de sustentabilidade elaboradas por uma comissão de profissionais de alto nível.
A proposta é desenvolver o talento em prol da moda ecológica, a qual está ganhando cada vez mais espaço em tempos emergentes de preservação na natureza, equilíbrio social e econômico.
Looks em tecidos ecológicos.
Imagens: “ecobags” banco de imagens grátis freefoto.com
Preservar o meio ambiente é atitude imprescindível para garantir um planeta saudável e rico em recursos naturais para o futuro. Somos parte da natureza e cuidar dela é tarefa de cada um, atitude que é semente para o comportamento coletivo.
Seguindo as tendências socioambientais, empresas de moda estão buscando alternativas na elaboração de seus produtos, como materias orgânicos, recicláveis, além de despertar a consciência das pessoas em seus lugares de trabalho e de lazer, para a responsabilidade de cada um para com o meio em que vive.
Esta ação social reduz a agreção do homem ao meio ambiente. Não é de hoje que lemos nos jornais e vemos nos noticiários assuntos que abordam o aquecimento global, o desmatamento de reservas florestais, o degelo das calotas polares no Ártico, El Niño, La Ninã, etc.
Um meio encontrado por uma cooperativa no sul do Brasil é a criação de sacolas ecológicas em detrimento das plásticas.
Nos últimos 16 anos, a quantidade de informação produzida sobre o meio ambiente desde a ECO-92 no Rio de Janeiro (Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento – CNUMAD), se tornou algo indispensável nos veículos de comunicação de massa. O seu objetivo principal era buscar meios de conciliar o desenvolvimento sócio-econômico com a conservação e proteção dos ecossistemas da Terra.
Nunca se falou tanto em responsabilidade sócio ambiental como se fala nos dias atuais. Afinal, somos nós os responsáveis por informar a sociedade das coisas que acontecem no mundo e que, indiscutivelmente, afetam a todos nós.
Vemos que os editoriais dos telejornais, matérias de revistas, programa de TV e de Rádio estão abrindo um leque de informações sobre o meio ambiente e as conseqüências da intervenção do Homem no meio em que vive.