A moda de Michael Jackson nos anos 80 sendo revisitada em 2009
Este estudo é uma reflexão sobre o que nos fala Baudrillard a respeito da relação existente entre moda e cultura, quando diz que a moda é sempre retrô, porque nela tudo o que se vive nada mais é do que herança cultural. Ao afirmar isso, pretende-se aqui levar o leitor a compreender o conceito de retrô, como Giulio Carlo Argan nos mostra, através do Estilo Revivalista ou Revival, como os estilos que manifestam a presença da memória, da história e da cultura nas áreas da criatividade humana.
Este texto pretende entender o Revival, através da moda, como um fenômeno no qual o olhar do criador transpassa o tempo refletido pela moda no cotidiano, vendo tal fenômeno como uma produção humana interpretada pela informação histórica, que vê o cobrir do corpo e o calçar dos pés não apenas como uma imposição climatológica e moral, mas como imposição histórica e cultural.
As deusas gregas são eterna fonte de inspiração para a Moda
No Revival, os períodos históricos vividos são eternamente lembrados, ou melhor, “passados a limpo”, quando o passado é reinventado, é fonte de inspiração, é enquadrado e olhado pela moda nos dias de hoje.
Muito se fala sobre a importância do corpo vestido na socialização dos indivíduos e das motivações psicológicas que impulsionam o consumo de trajes moda.
As ciências humanas têm debruçado seus estudos sobre a importância das aparências como um elemento sinalizador para a aglutinação de pessoas, em torno de objetivos comuns. Esta visão está muito bem elaborada, em pensamentos como os de Hume, Simmel, Mafesolli, Baudrillard.
Sou uma historiadora de Moda e Vestuário e tenho usado o viés da história das aparências para mostrar e, demonstrar a função da moda como geradora de riquezas, e de demanda de mão de obra que a cultura das aparências proporciona nas sociedades modernas. Tal condição gera produtos e uma necessidade psicológica que induz ao consumo de bens.
Filósofo contemporâneo Alain de Botton
Aqui, através do pensamento de Alain de Botton, jovem filósofo contemporâneo, quero apontar a importância da aparência do traje modalizado, como um sinalizador comum para a inserção das pessoas que ocupam posições importantes na sociedade.
A moda como sinalizador comum para a inserção das pessoas que ocupam posições importantes na sociedade
Botton fala daqueles que ocupam posições sociais importantes como “alguém” e os seus opostos, como “ninguém”. O que este autor traz de novo para um tema que já está tão visitado, é a associação dos conceitos de “alguém” ao da conquista de status e amor, e o de “ninguém” ao estado de solidão e da posse de baixa auto-estima.
Por Ângela Rodrigues
Como professora universitária e, sobretudo, como amante da reflexão, assumi no semestre passado desafios intelectuais bastante interessantes. Um deles foi orientar alguns trabalhos de final de curso de Moda que me permitiram acima de tudo reorientar minhas próprias idéias.
Através do universo da moda pude constatar mais de perto desafios instigantes no que diz respeito à decodificação da semântica de uma idéia materializada em um objeto que possa ser inserido num contexto valorativo. Ou seja, atribuir um valor – bonito, feio, kitscht , vanguarda – a quaisquer produções estéticas constitui hoje tarefa difícil, senão impossível. No caso específico da moda, isso se deve não só à pluralidade de referências visuais a que estamos expostos como também a uma variedade de discursos subjacentes a produções totalmente independentes das tendências apontadas pelo mercado e das propostas das passarelas.
Talvez isso explique o quase predomínio de avaliações totalmente desprovidas de interpretações. O resultado é, como não poderia ser diferente, contaminado por subjetividades que, quando respaldadas, tendem a virar referências, parâmetros. Sempre foi assim. A grande vantagem é que hoje, não se convence muito facilmente nem mesmo os desprovidos de criticidade e autonomia. Penso que avaliar algo, a partir de interpretações fundamentadas nas mais diversas fontes, é crucial para que possamos fazer justiça aos criadores. Contudo quanto mais se lê, se vê, se analisa quanto mais se elimina quaisquer ruídos que afetem nossa percepção do objeto mais nos damos conta da dificuldade de avaliá-lo objetivamente. Certamente em função dessa dificuldade, a compreensão da realidade em que criador e criatura estão inseridos, parece muito mais producente, especialmente para os designers de moda. Independentemente de divergências valorativas a compreensão de uma produção simbólica que desvela algo de um momento, de uma época, de uma fase, de uma sociedade já o torna, a priori, interessante digna de ser apreciada.
No que concerne à moda em particular, penso que hoje tem sido muito recorrente nos grandes eventos nacionais e internacionais avaliações do que se vê nas passarelas desprovidas de dados que nos permitam refletir sobre sua pertinência. Mesmo assinadas por especialistas penso que afirmações que se limitam a avaliar algo como arrojado ou mero déjá vu, é pouco, muito pouco.
Foi motivada por essas e muitas outras inquietações, que aceitei orientar a pesquisa da produtora de moda Marcela Versiani interessada em analisar o kitscht na moda atual, acreditando que sob a minha orientação, conseguiria explicar o conceito e avaliar algumas produções objetivamente. Claro que não conseguiria fazer isso, ainda mais sob a minha orientação.
Leia também O surgimento das CYBER GIRLS – A realidade inorgânica ao seu alcance – Parte 1/4.
Por Goretti Pedroso
A mulher virtual já vinha sendo estudada no decorrer dos tempos. Antes da web ela já povoava o inconsciente dos aficionados pelos cartoons, pelas histórias em quadrinhos e pelo cinema.
Em 1926, Fritz Lang, cineasta representante do movimento expressionista alemão lança Metrópolis, filme de ficção científica que aborda a questão da mulher dentro deste novo contexto do expressionismo alemão.
Ela interage com a película projetando-se na figura de Maria, a protagonista do filme, heroína destemida que exige justiça social em uma sociedade caótica, opressora e claustrofóbica. Esta figura se contrapõe a de sua rival, uma robô construída a sua imagem e semelhança, que quer, ao contrário de Maria, destruir a cidade dos trabalhadores, para que no futuro as máquinas das indústrias sejam operadas somente por máquinas como ela.
Metrópolis – é a primeira vez na história do cinema que aparece uma mulher-robô
A história do jornalismo conta que as revistas dedicadas ao público feminino nasceram “sob o signo da literatura”. Nos primeiros tempos de folhetins, quase todas eram gazetas literárias que prescreviam a moda, e entre a moda e literatura, duas faíscas para a fantasia, a imprensa feminina brasileira desfilava.
“Muitas vezes nascidos por causa da moda em vestuário, os veículos femininos impregnaram-se da febre do novo, que é fundamental no sistema da moda e que passou a contaminar todos os outros conteúdos publicitários a seu lado. A moda impulsiona a imprensa feminina e é por ela impulsionada”, diz Dulcília Buitoni no livreto referência Imprensa Feminina (Ática, 1986). Se a revista feminina do século passado priorizou a literatura, o tricô jornalístico de moda contemporâneo mescla o viés do jornalista, a literatura e todas as partículas sócio-culturais em torno do universo da moda.
Entretanto, a espécie “jornalismo de moda” é ainda considerada jovem, pois só recentemente foram criados prêmios, cursos de especialização e seminários de moda – apesar da maturidade na trajetória das bíblias Vogue, Harper’s Bazaar e Elle; é, ainda, recente a especialidade das revistas exclusivas de moda. Presentemente, a moda pode ser reportada em editorial, crônica, entrevista, matérias-perfis ou de desfiles, resenhas de livros e exposições, edições especiais, cadernos culturais. O texto de moda na imprensa contemporânea incorpora novas facetas, apesar de que, “convencionalmente, é um relato sobre roupas e acessórios, e que também mistura em suas páginas conteúdos e editorias com material publicitário. Raramente os textos de moda fazem jus à sua afiliação com ‘jornalismo’”, critica Buitoni.
Webbie Tookay, da agência Elite, faz desfiles virtuais e se tornou garota-propaganda da Nokia
Leia também: O surgimento das CYBER GIRLS – Onde tudo começou e a mulher real – Parte 2/4.
Do Ciborgue ao Virtual / Parte 4-4
Por Goretti Pedroso
Palavras Chaves: mulher virtual, franksteinização feminina
Este trabalho tem o objetivo de falar sobre o surgimento das CYBER GIRLS, assim como dissertar sobre as novas teorias em relação ao feminino, trazendo à tona a origem da virtualização da mulher nos meios de comunicação, pois não é de hoje que o mundo virtual tenta imitar o real com personagens que simulam um ser humano.
Prepare-se para esta realidade, pois uma dessas garotas pode ser sua!
Máquina de fiar, que acelerou a fabricação de tecidos no início da Revolução Industrial – Imagem do site iG Educação.
A manufatura das roupas, nas sociedades industriais do século XIX, desenvolveu-se de duas maneiras diferentes. Havia uma procura de costureiras por encomenda, de costuras delicadas e sob medida, que só podiam ser feitas à mão, e ao mesmo tempo, começava a produção em massa do vestuário industrializado padronizado, tanto nos modelos como nas medidas.
O aparecimento das fábricas de roupas reforçou a divisão entre as empresas que usavam maquinário e recrutavam mão de obra semiqualificada, e os velhos artesãos. No comércio tradicional dos alfaiates, cada peça de roupa era feita separadamente por um só trabalhador; isto era conhecido como método da peça única.
Os alfaiates haviam estado entre os primeiros artesãos independentes e tinham estabelecido as suas corporações nas cidades medievais. Eram organizações de patrões, que trabalhavam normalmente com as suas famílias, um ou dois trabalhadores experientes, contratados por dia, e alguns aprendizes.
O crescimento urbano do século XIX trouxe o aumento da quantidade de indivíduos vivendo em um pequeno espaço, ocasionando transformações profundas entre eles.
O deslocamento para o trabalho em bondes, metrôs e ônibus gerou desafios em termos de organização e apresentação das informações: como sinalizar a geografia da cidade, com seus novos bairros e ruas; como ordenar a convivência e o fluxo de transeuntes para minimizar a insegurança provocada pelo confronto com estranhos e com diferenças culturais e de classes sociais?
Uma grande questão deste contexto foi como comunicar para um público anônimo os préstimos de um produto desconhecido, já que na cidade, com as economias das sobras dos salários, aumentava o número de pessoas capazes de consumir e, segundo Rafael Cardoso (2004)):
Entre as mercadorias cujo consumo mais se expandiu no século 19 estão os impressos de todas as espécies, pois a difusão da alfabetização propiciou nos centros urbanos um verdadeiro boom do público leitor. O anseio de ocupar os momentos de folga deu origem a outra invenção da era moderna: o conceito de lazer popular que desenvolveu-se cem estreita aliança com a abertura de uma infra estrutura cívica composta por museus, teatros, locais de exposição , parque e jardins.
Em todo o mundo ocidental, a segunda metade do século XIX foi um período de crescimento das elites urbanas e portanto, de ampliação das atividades culturais de toda espécie, incluindo a produção e veiculação de imagens que anunciavam novos produtos e ensinavam sobre seus usos culturais.
ORIGEM E EVOLUÇÃO
Leia também O que é design de moda? Parte 1/4.
A origem da palavra design está no latim designare, verbo que abrange o sentido de designar e de desenhar e portanto, já contém na sua origem o aspecto abstrato de conceber/projetar/atribuir e o concreto de registrar/configurar/formar, tratando assim de uma atividade que gera projeto, esboços e modelos.
Historicamente o marco fundamental que caracteriza a função e a existência do design se deu com a passagem de um tipo de fabricação em que o mesmo indivíduo concebe e executa o artefato, para um outro tipo de processo em que existe uma separação entre projetar e fabricar. Tal separação inicialmente não deu importância se o processo fabril ocorria por meios manuais ou mecânicos e, tão pouco relevava a questão da padronização e reprodução em série.
Leia também O que é design de moda? Origem e Evolução – Parte 2/4.
Está entre as principais missões dos cursos de Design de Moda compreender o conceito de desenho industrial, seus padrões de aparência, sua transposição para a indústria do vestuário e as relações manifestadas estilisticamente no séc XIX, XX e XXI, através do fenômeno da moda e de seus códigos de elegância.
É preciso demonstrar o peso deste setor produtivo dentro da história econômica e social destes novos tempos modernos e, se colocar como dignos e merecedores dos créditos que contribuíram para projetar e construir o indivíduo contemporâneo. Para tanto, acreditamos que se faz necessário compreender o conceito de Estilismo e sua transposição para as matrizes formais que estabeleceram o projeto de indústria de massa nestes séculos.
Tenho certeza que muitos de nós já pensamos que criatividade é um dom de grandes artistas, que criar algo novo está nas mãos de poucos felizardos, de pessoas especiais diferentes do ser humano comum. Porém, para minha surpresa descobri um livro, indicado na Pós da Santa Marcelina, chamado Criatividade e Processos de Criação de Fayga Ostrower, nele a autora diz que criar e viver se interligam, que criatividade é um potencial inerente ao ser humano.
Que ótimo! Então, somos todos criativos por natureza? !
O segredo, na minha interpretação das palavras de Fayga, está em estarmos atentos ao que acontece ao nosso redor e ao mesmo tempo nos conhecermos internamente. Segundo Fayga, os processos criativos são uma interligação dos dois níveis da existência humana: o nível individual e o nível cultural. É realmente muito interessante pararmos para pensar que a inspiração para a criação de algo novo está ao nosso redor, todos os dias em qualquer lugar e também dentro de nossos pensamentos e associações naturais de nossa mente.
Só no pós-guerra, particularmente em 1949 surgiria o prêt-à-porter para libertar as confecções de sua “má imagem”, associada ao dia-a-dia e não ao prestigiado traje de gala. Prêt-à-porter criado pelo estilista francês J. C. Weill se traduz por “pronto para vestir” na língua portuguesa e deriva da fórmula americana do ready to wear.
Moda Prèt-à-porter divulgada em revistas
Ao vir ao mundo na moda e conquistar domínios citadinos, o prêt-à-porter abalou a arquitetura da soberana “moda de cem anos” e transformou a lógica da produção industrial de moda. Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), um novo estado de demanda de mercado se ampliou a todos os estratos da sociedade e conduziria à “ democratização última dos gostos da moda trazida pelos ideais individualistas, pela multiplicação das revistas femininas e pelo cinema, mas também pela vontade de viver no presente estimulada pela nova cultura hedonista de massa cultura do bem-estar, do lazer e da felicidade imediata. A era do prêt-à-porter coincide com a emergência de uma sociedade cada vez mais voltada para o presente euforizada pelo novo e pelo consumo”, nas palavras de Gilles Lipovetsky.
Ilustração de Laura Laine
A última moda é esperada e bem vinda com o entusiasmo de calendários especializados e a catálise proporcionada pelas novas tecnologias. Enquanto um sistema, a moda e suas mudanças orquestram os ditames estéticos do que é belo, apartando o que deveria ser esquecido no armário. Assim, a última moda desfila sempre diante de nossos olhos. Os atos de se vestir e se adornar, sobretudo ao estar na rua, denotam o desejo de se pôr uma etiqueta social no corpo, um sinal contra o anonimato e de declarar que se “é alguém”. Esse “mascarar” do corpo revela que o vestuário adquire, além do valor prático e higiênico, um valor estético, agregando valores que transcendem os do mero prazer, de mero luxo.
E se é nos domínios da moda que se situa mais nitidamente a linha de partilha entre as pessoas sensatas – ou “in” – e as desviantes das sociedades – demodés ou simplesmente “out” – da época, é porque a moda não é um disfarce, mas uma etiqueta distintiva da identidade. Nesta lógica, a moda testemunha o poder do ser humano para mudar e inventar os mil modos de exibir sua personalidade e seu corpo.
Um corpo exposto passa a requerer estudo partindo da idéia de corporeidade do sociólogo francês Michel Maffesoli, de acordo com a qual os corpos são social e culturalmente construídos para serem vistos por outrem – na publicidade, na moda, na mídia e todas as esferas da sociedade – isto é, o corpo é “teatralizado” para ser exibido em espetáculo, engendrando comunicação. Nesse mise en scène, é o padrão identitário valorizado que vai permitir ao indivíduo um optimum de status social.
O site The Cool Hunter dedicou uma matéria ao ilustrador Gary Fernandez, segundo o site, o artista está aparecendo diversas vezes na mídia, o que vale então um olhar mais próximo de seu trabalho. Gary Fernandez é notícia na mídia internacional, principalmente pelos seus trabalhos comerciais para grandes marcas como Coca Cola, Camel e Nokia.
Ele é espanhol e hoje mora em Vancouver – Canadá. Trabalha como freelancer e tem trabalhos publicados em diversas revistas. O The Cool Hunter fala de influência Dadaísta e Surrealista, principalmente das obras de Salvador Dalí nos trabalhos do artista.
Melissa é a celebração e a democratização do design.
A marca brasileira que atua no mercado há quase três décadas, é reconhecida em todo o mundo pelo seu trabalho inovador com o plástico, buscando e recriando tendência.
Nos últimos anos, a Melissa convidou grandes nomes, nacionais e internacionais, para desenvolver seus produtos. Entre os parceiros da marca estão o designer egípcio Karim Rashid, os irmãos Campana e os stylists britânicos J. Maskrey e Judy Blame. Em 2008, duas mulheres extraordinárias se juntam à lista. A estilista britânica Vivienne Westwood e a arquiteta iraquiana Zaha Hadid.
Para o verão 2009 a Melissa lança sua nova coleção – a Melissa Secret Gardens. O Oriente dita os rumos da coleção que vem com uma cartela de cores marcantes como o amarelo, rosa, verde e violeta. Laços e palmilhas estampadas fazem parte dos detalhes que compõem modelos ousados, românticos, ora com ares retro e ora vanguarda.
Modelo de calçado em miniatura de Zaha Hadid
Leia matéria completa no Moda Revenda
Lanvin – vestido em cetim no tom flor de papoula
Como se fosse uma exploração ao universo do origami floral, o editorial da Stiletto Magazine intitulado “Meta mor Flore”, publicado no novo site do The Cool Hunter, o Fashionation, mostra uma série que o site chama de “instalações flutuantes” de moda, é um estudo das artes das pregas, babados, dos plissados, das aplicações, dos tecidos, das estruturas…
Além do maravilhoso desabrochar das flores que as imagens sugerem, essa série de fotos do fotógrafo Jan Welters explora as técnicas de manipulação de tecidos culminando em formas magníficas!
O cetim parece flutuar no ar, as pétalas são docemente criadas por Giorgio Armani Privé, a capa de tule transparente transforma-se em um ornamento de cabeça na peça de Anne Valerie Hash e Commes des Garçons completa todo o vestido com plissados miniaturas na cor fuchsia pink, confiram nas imagens abaixo.
A eterna busca pelo novo no universo da moda é algo que está além do que se vê nas passarelas e em grandes marcas. Buscar algo que transforme este mundo talvez seja o mote do discurso atual, pois é fato, que hoje em dia, a moda meio que se tornou um lugar comum no sentido negativo, mas não pejorativo, pois se percebe que por muitas vezes o exagero e o extravagante sejam os únicos métodos de se atingir tal feito, o de chamar a atenção.
Conceito? Autoria? Pode até ser, mas moda também é vestir-se. E cá venhamos, vestir-se bem e confortavelmente. Não adianta nada um grande estilista ser criativo e não podermos usar suas criações, por ‘N’ motivos, como volume, peso, espaço, diâmetro, cores, e que não prejudique o nosso bolso, por que não? Novamente, tais vestimentas conceituais passarão por crivos financeiros e serão reduzidos ao que seja comercial, sendo relidos em novas peças mais “wearables” ou usáveis. O mundo é ágil e ele exige que a pessoa seja mais ágil ainda.
Algumas pessoas quando assistem a desfiles de moda não entendem como um estilista pôde criar algo tão “ridículo”… Será que alguém vai sair pelas ruas usando “aquilo” ?! Calma minha gente, não é bem assim que funciona.
Os desfiles geralmente são conceituais. As tendências apresentadas nas passarelas – cabelos, maquiagens, calçados, acessórios e roupas – não devem ser seguidas a risca. Se você for às lojas, certamente encontrará peças comerciais que são feitas para serem usadas.
Mas… se você vir algo muito interessante e tiver coragem pra encarar, qual o problema, não é? Vai que “aquilo” combinou com o seu style. Nesse caso, só me cabe desejar boa sorte!
Os Desfiles Conceituais tem sua origem na Arte Conceitual que considera a idéia, isto é, o conceito por trás de uma obra artística, como sendo superior ao próprio resultado final. A aceitação desse conceito é tão importante que o resultado final dessa obra, algumas vezes, poderá até ser dispensado.
As roupas não são apenas vestimentas que protegem o corpo ou adereços e adornos que nos embeleza. As roupas, como todos os objetos usados no cotidiano pelos homens, são partes da nossa existência diária, traduzem estados de espírito e identidades pessoais.
Elas preenchem o mundo de sentido e significado e nos ajudam a construir diversas narrativas e expressões sobre nós mesmos: sobre quem somos ou como queremos ser vistos, a nos diferenciar ou criar identificações, a ocupar posições ou oposições dentro do grupo.
A roupa nos constrói e tem um poder sobre nós. Ela é um elemento forte da nossa cultura material. Ela nos ajuda a construir universos de sentido e significação, representações e símbolos visuais sobre aspectos de nosso self e de nossa identidade pessoal e social. Nas nossas relações com o mundo, com os outros homens e com os objetos que nos cercam construímos nossa cultura e quem somos.
Considerados frequentemente como verdadeiros espectáculos destinados a seduzir compradores e imprensa em breves minutos, os desfiles de moda exigem, todavia uma organização sem falhas que mobiliza dezenas de pessoas durante largas semanas.
Hoje em dia já não existe lugar para a improvisação, começa por explicar Olivier Massart, director da La Mode en Images (LMI), uma empresa de produção que organiza a maior parte dos 90 desfiles que se realizam durante a semana de moda de pronto-a-vestir em Paris.
Ainda que muitas marcas e criadores recorram a agências de produção para coordenar e colocar em cena as suas colecções, a verdade é que a organização de um desfile tem muito que se lhe diga, bem mais do que os quinze minutos aos quais o público tem direito. Isto porque, a preparação pode «ir de uma semana a três meses», sublinha Massart. «Às vezes a preparação começa exactamente no final do último desfile e prolonga-se até ao dia de apresentação do póximo, para que não falhe nenhum pormenor», afirma Alexandre de Betak, director da agência de produção Bureau Betak.