Artigos publicados na Tag ‘Consolidação da Moda Brasileira’

Vide Bula‎ é vendida ao Grupo PW Brasil

Publicado em 24 Jun 2009 at 11:48am

A PW Brasil, grupo da área de vestuário e responsável pelas marcas Missbella e Haus, acaba de assumir a gestão da marca Vide Bula, especializada em jeans-wear e há mais de 20 anos no mercado.

O negócio foi fechado na última semana e representa um investimento de cerca de R$ 25 milhões (R$ 21 milhões pela venda e outros R$ 4 milhões a serem aplicados em marketing e expansão). De acordo com o diretor presidente da PW, Paulo Vieira, a empresa decidiu pelo investimento acreditando na tradição da Vide Bula na moda e no seu potencial de crescimento. Continue

Justiça decreta falência da Zoomp

Publicado em 10 Feb 2009 at 4:17pm

A Justiça decretou na segunda-feira (9) a falência da confecção Zoomp. A decisão é de uma juíza da 5ª Vara Cível da Comarca de Barueri, na Grande São Paulo, onde a empresa é sediada, como informa documento fixado na entrada da grife. A fábrica da confecção localizada na Avenida Tucunaré foi lacrada por oficiais de Justiça ainda na segunda. (…)

Os problemas financeiros na grife conhecida pela logomarca de um raio amarelo levaram ao cancelamento do desfile em junho do ano passado na São Paulo Fashion Week. Na época, a empresa divulgou uma nota informando que “em abril de 2008, a Zoomp S/A iniciou um profundo plano de reestruturação organizacional que tem por objetivo básico sanear financeiramente a empresa”.

No ano passado, algumas lojas da Zoomp que ocupavam pontos importantes foram fechadas, a exemplo dos shoppings Iguatemi e Morumbi, em São Paulo, e BH, na capital mineira.

A crise financeira foi agravada com a venda da marca para a holding I’M, em julho de 2006, com a promessa de injeção de meio bilhão de dólares e a formação de um novo conglomerado. As grifes Alexandre Herchcovitch e Fause Haten, que faziam parte do grupo, se desligaram.

Leia o artigo completo no Globo.com.

O advogado Roberto Rached Jorge disse nesta terça-feira (10) que irá recorrer da decisão que decretou a falência da confecção Zoomp. A fábrica da empresa em Barueri, na Grande São Paulo, foi lacrada pela Justiça. O recurso deve ser apresentado no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) até quarta-feira (11), segundo o advogado.

Leia mais em Advogado diz que vai recorrer de decisão que decretou falência da Zoomp

Rio Summer será a semana de moda praia do Rio

Publicado em 07 Aug 2008 at 10:32pm

“Entre os dias 5 a 8 de novembro, o Brasil deve subir alguns degraus na moda internacional. A data está reservada para o primeiro Rio Summer, evento organizado por Nizan Guanaes e que pretende reunir as melhores marcas de moda praia brasileiras no Rio de Janeiro. Para ser mais precisa, no Forte de Copacabana, no Hotel Fasano e no Copacabana Palace.

Não só a moda praia vai ser o carro chefe do evento, o lifestyle brasileiro é o chamariz para patrocinadores, imprensa nacional e internacional, celebridades de projeção mundial e, claro, muitos compradores de todas as partes do mundo interessados no “samba” brasileiro na hora de apresentar suas criações, aquele DNA que criou a Bossa Nova, a Tropicália e até a ginga do futebol – aquele mesmo apelo que faz com que o mundo se renda às tops brasileiras.” (Por Camila Tavares)

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Prêmio Eco Fashion Brasil: Costurando um Mundo melhor

Publicado em 07 Aug 2008 at 7:09pm

Bolsa retalho de papel

Estão abertas as inscrições para o concurso Eco Fashion Brasil, um concurso que traz a oportunidade de descobrir e de ser descoberto.

Ele proporciona novas maneiras de fazer moda conectada aos critérios, conceitos e práticas de sustentabilidade elaboradas por uma comissão de profissionais de alto nível.

A proposta é desenvolver o talento em prol da moda ecológica, a qual está ganhando cada vez mais espaço em tempos emergentes de preservação na natureza, equilíbrio social e econômico.

Looks em tecidos ecológicos.

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Coisas da moda: reflexões sobre o plágio e autoria

Publicado em 24 Jul 2008 at 3:48pm

A eterna busca pelo novo no universo da moda é algo que está além do que se vê nas passarelas e em grandes marcas. Buscar algo que transforme este mundo talvez seja o mote do discurso atual, pois é fato, que hoje em dia, a moda meio que se tornou um lugar comum no sentido negativo, mas não pejorativo, pois se percebe que por muitas vezes o exagero e o extravagante sejam os únicos métodos de se atingir tal feito, o de chamar a atenção.

Conceito? Autoria? Pode até ser, mas moda também é vestir-se. E cá venhamos, vestir-se bem e confortavelmente. Não adianta nada um grande estilista ser criativo e não podermos usar suas criações, por ‘N’ motivos, como volume, peso, espaço, diâmetro, cores, e que não prejudique o nosso bolso, por que não? Novamente, tais vestimentas conceituais passarão por crivos financeiros e serão reduzidos ao que seja comercial, sendo relidos em novas peças mais “wearables” ou usáveis. O mundo é ágil e ele exige que a pessoa seja mais ágil ainda.

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Ingenuidade e deslumbre marcam novos negócios da moda brasileira

Publicado em 20 Jun 2008 at 8:22am


Esqueça as pantalonas, as maxibolsas ou os babados. Para entender de moda brasileira agora é preciso saber o que é um fundo de investimento, uma gestora de marcas ou uma holding operacional.

A nova tendência é difícil de usar. Chegou com estardalhaço na temporada passada e se estende aos trancos e barrancos por esta nova edição do São Paulo Fashion Week.

A “novidade” já deu dor e cabeça para estilistas de renome como Alexandre Herchcovitch e Fause Haten, além da grife Zoomp, cooptados pela gestora de grifes Identidade Moda (I’M). Os dois primeiros se desligaram da nova empresa, e a Zoomp acabou de fora do SPFW — tudo por causa de problemas financeiros.

Enquanto Herchcovitch conseguiu desfazer o negócio, Fause Haten perdeu a grife que leva seu nome inteiro, relembrando o caso Marcelo Sommer, que vendeu sua grife Sommer ao grupo familiar AMC Têxtil em 2004 e acabou afastado por divergências de criação.

“Eles achavam que iam ganhar milhões, mas na verdade iam gastar milhões. Acho que foi ingenuidade”, disse a editora de moda Regina Guerreiro sobre os empresários e estilistas do caso I’M. (…)

Para Regina Guerreiro, a “tendência” precisa, para dar certo, de grupos muito fortes financeiramente para um investimento eficaz e de um produto mais caprichado.

“Não é apostando na moda que a gente está fazendo ainda que a gente vai conseguir exportar”, disse Regina, explicando que só beachwear e jeanswear brasileiros exportam de verdade.

“Acho que a moda brasileira deveria apostar mais em básicos, em uma ótima qualidade e acabamento, e deixar as pessoas personalizarem esses básicos”, disse. “Porque a moda vai pra isso. Todos os caminhos já foram percorridos. Mais um babado, menos um babado, não vai mudar o futuro de ninguém.” (…)

Leia o artigo completo no Estadão.

Identidade brasileira na moda – Anos 1910

Publicado em 13 Jan 2006 at 9:32am

Qual distância existe entre moda e identidade? Distâncias? Não, ao invés de distâncias existem pontes, reflexos, e a moda é como o espelho de Narciso onde a identidade aparece refletida.

Quando eu ainda estava na faculdade, fiz uma pesquisa de iniciação ciêntífica cujo tema era formação da identidade brasileira na moda. Foi uma experiência bastante enriquecedora, por isso colocarei aqui as partes mais interessantes…

Um breve histórico dos fatores que desembocaram em uma identidade brasileira expressa através do vestuário e da moda.

Até 1910 – Primeira parte

A identidade brasileira na moda encontra sua consolidação ao longo dos dois últimos séculos, haja visto o pouco que se pode falar a respeito da atividade cultural durante o Brasil colônia, onde a moda era originalmente européia.

As primeiras iniciativas de construção de uma indústria têxtil no Brasil foram frustradas com medidas contrárias impostas pela família real portuguesa:

“ o Brasil Colônia tentou fabricar seus tecidos elegantes, mas um famoso alvará de D. Maria I mandou destruir os teares do Brasil e, com eles, a indústria brasileira que nascia . Em nosso país, só se admitiam teares para a indústria das fazendas grossas de algodão , das que serviam para o uso e vestuário dos negros.Veja o que diz o historiador Luiz Edmundo:
‘São extintos, quebrados a martelo todos os teares do país no ano de 1781, sendo que se proíbe aos governadores o recebimento, em audiência, de pessoas vestindo roupas feitas com tecidos não fabricados ou exportados da metrópole, Ordem régia de 5 de julho de 1802. (…) Até os sapateiros não podem trabalhar em couro que não venha mandado da longínqua Metrópole, Carta-Régia de 20 de fevereiro de1690.’”( Joffily, 1999, p.12)

Em 1841, ocorre um fato importante na história da moda brasileira – quando na coroação de D. Pedro II, este leva em torno do pescoço uma murça de plumas de tucanos.

“ A só um tempo, era feito rei e cacique, rei como na Europa, de cetro e coroa, e cacique de penas como pelos imensos e insondados brasis.” (Schwarcz).

Fato simbólico para a construção de uma identidade brasileira, uma vez que implica na legitimação das “coisas da terra”, entretanto, os reflexos dessa legitimação demoram a acontecer no vestuário.

Inicialmente a influência da moda brasileira é totalmente européia, mais especificamente francesa – expressa em características da Belle Époque.

Até 1910 – Segunda parte

De acordo com o pesquisador José Carlos Durand, após o início do séc. XIX, já há uma produção incipiente de peças no Brasil, baseado na matéria-prima importada, embora não houvesse nenhuma adaptação ao clima tropical, conservando-se as características típicas européias. Por volta de 1830, os franceses abrem uma série de lojas no Rio de Janeiro, a Rua do Ouvidor, onde era elegante falar francês em vez de português, constituiu um importante centro, oferecendo às senhoras da elite tecidos, figurinos e mesmo toaletes completas vindos de Paris.

Entretanto, ainda não havia sequer a adaptação da roupa às características tropicais do Brasil. “Nas ruas do centro da cidade viam-se homens de fraque e polainas e mulheres também vestidas formalmente.” (Gontijo, 1972, p. 4)

Nesta primeira fase a moda no Brasil se faz por meio de livreiros franceses que importavam revistas de moda, ilustradas com litogravuras, trazendo instruções sobre cortes e medidas. Chegando, a partir de 1874, a haver uma edição brasileira da La Saison, chamada A Estação. (Edgard Luiz de Barros, 1993, p.21).

O século XX inicia-se com um período de progresso técnico, resultante da criação de novas fábricas surgidas principalmente da aplicação do dinheiro do café. Inicia-se a era da máquina e o desejo do progresso expresso na industrialização. Outros fatores importantes são a urbanização e a grande massa de imigrantes que contribuíram ainda mais para o crescimento do Brasil.
Neste período também a indústria têxtil renasce, como descreve a historiadora Silvana Gontijo:

“Durante a Primeira Guerra Mundial, os países europeus e EUA diminuíram muito sua exportações para o Brasil, dando oportunidade a que o setor têxtil tomasse grande impulso. Em 1919, nossa indústria já supria três quartos da demanda interna.”(Gontijo, 1972)

Leia Mais:

(Este é um trecho do relatório final da pesquisa Moda e Identidade Brasileira, feito por Denise Pitta de Almeida, 2003, Faculdade de Moda da UNIP.)

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