Artigos publicados na Tag ‘Empreendedorismo’

Evolução.com

Publicado em 17 Jun 2009 at 7:42pm

Vamos ver se você adivinha: um jovem estudante tem uma idéia ainda durante os anos de faculdade. Um professor vê na idéia viabilidade comercial e aconselha o garoto a patenteá-la, o que ele faz. O garoto sai da escola e monta sua pequena empresa “de garagem”. Em dois anos o negócio cresce e consegue investidores. E dali pra frente o crescimento é vertiginoso, transformando a empresa num negócio bilionário.

Steve Jobs com o MacIntosh? Bill Gates com o Windows? Os meninos do Google? Ou do Facebook? Pois deixe-me surpreender você: a história que contei é do estadunidense Clarence Spicer que inventou a tecnologia da junta universal que revolucionou os sistemas de transmissão de força dos automóveis e caminhões produzidos nos EUA. O ano? 1903… A pequena empresa fundada por Clarence transformou-se na gigante Dana, a multinacional na qual trabalhei por 26 anos.

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Foi Mal

Publicado em 05 Jun 2009 at 9:59pm

Uns documentos importantes desaparecem. Foram enviados para mim por motoboy. Chegaram à portaria da empresa no final da tarde e… Ninguém sabe, ninguém viu. O comprovante de recebimento está lá, assinado. E o dono da assinatura me procura para dizer que recebeu e colocou na caixa de entrada. Dali pra frente não se responsabiliza mais.

- Não fui eu.

Busco o responsável pela área de trânsito de documentos que, todo solícito, se propõe a procurar. Algumas horas depois ele telefona sugerindo que eu tire segunda via… Ninguém sabe, ninguém viu. E argumenta:

- Seu Luciano, não fui eu.

Protestei, indignado. E recebi a resposta definitiva:

 - Foi mal…

Então o piscineiro faz seu trabalho semanal lá em casa. E vai embora largando um registro aberto. Inunda a casa de máquinas. O motor vai pro brejo. Protestei, e a resposta foi imediata:

 - Não fui eu.

Diante da impossibilidade de sustentar inocência, a frase definitiva:

- Foi mal…

No estacionamento, o manobrista me entrega o carro com um lindo risco na lateral.

 - Já estava assim. Não fui eu.

Chamo o gerente, que dá a resposta definitiva:

 - Foi mal…

Eu pensei em dar aqui um exemplo de companhia aérea, mas nem precisa, né?

- Foi mal. Foi mal. Foi mal…

 Pois é. Essa é a grande encrenca da prestação de serviços. Você só sabe se o serviço é bom depois que recebe. Não dá pra ver antes, pra cheirar, experimentar, saber que peso tem, de que tamanho é…

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Gestão – Os Cagonautas

Publicado em 24 Apr 2009 at 5:41pm

Numa de minhas palestras, almocei com o diretor da empresa, o Pereira. Ficou o tempo todo me contando das dificuldades em conseguir que seus funcionários fossem mais eficientes. Reclamava que a turma não tinha senso de urgência nem de propriedade. Que tinha que ficar o tempo todo em cima para que as coisas acontecessem. Que o pessoal só trazia problemas. Que seus gerentes eram medrosos. Que estava a ponto de mandar a maioria embora e procurar gente mais competente.

Como eu conhecia a figura de longa data, não precisei pensar muito para encontrar o problema. O Pereira dirigia o negócio com mão de ferro. Quando entrava na sala as pessoas se encolhiam. Ninguém queria ser a vítima do dia, desmontada ao cometer um erro ou uma palavra mal colocada.

A única coisa que todos seus funcionários tinham em comum era…Medo. Medo do Pereira.
O Pereira era um cagonauta.

Cagonautas são os sujeitos que passam a vida rodeados de cagões. E os bons cagonautas, nunca enxergam seu papel na produção de cagões. Eles cumprem pelo menos quatro regras básicas para a criação de cagões: humilham os subordinados; punem quem traz más notícias; castigam quem falha na primeira tentativa e não dão espaço para a comunicação franca.

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Biblioteca: Amazônia 20º Andar – Empreendedorismo, Moda e Ecologia

Publicado em 27 Mar 2009 at 8:33pm

Por Ricardo Raineri

O livro de Guilherme Fiúza conta a história de dois empresários cariocas, Bia Saldanha e João Augusto Fortes, em uma aventura empresarial que vai do extremo sucesso ao fracasso quase que total.

A dupla se envolve com o ecologismo na passagem entre as décadas de oitenta e noventa, quando conhecem Chico Mendes no Rio de Janeiro, um mês antes de sua morte. As vidas de Bia e João unem-se em um projeto empresarial no eco mercado do Rio de Janeiro, mas eles realmente começam a alçar vôos mais altos quando ficam conhecendo o couro vegetal, que depois vira o Treetap.

Essa empreitada acabou levando os dois a cenários completamente antagônicos. Na Europa e nos Estados Unidos a dupla trabalha com empresas de grande porte do mundo da moda, fechando negócios de milhões de dólares. Já na Amazônia, local da linha de produção, Bia convive com todos os medos, dificuldades de locomoção, paixões e experiências espirituais que o contato direto e por longo tempo com os índios e a floresta pode gerar.

Saiba mais sobre o Couro Vegetal

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Epicentro – Idéias que valem a pena espalhar e uma dose de otimismo em temos de turbulência econômica

Publicado em 24 Mar 2009 at 7:26pm

Epicentro – Idéias que valem a pena espalhar

Falar de crise é fácil. Fazer alguma coisa para mudar a situação, isso sim faz a diferença e não é nada fácil!

Neste patamar das ações que trazem resultado foi o Epicentro, evento organizado pela BizRevolution em parceria com a IT Mídia.

Nos moldes do TED, movimento organizado na Califórnia desde 1984 com a intenção de propagar novas idéias, o Epicentro, veio para “ iniciar algo que seja fantástico, que reúna pessoas fantásticas, com idéias fantásticas”, define Fabio Seixas.

Neste primeiro encontro realizado no dia 19 de março, foram 16 palestrantes e mais de 1500 inscritos. O Evento foi transmitido ao vivo para todo Brasil, levando alternativas, soluções e questionamentos. O empreendedorismo e tecnologia foram pontos altos do evento.

Para mim o resultado foi:

- Energia frente ao pessimismo da crise
- Network
- Novas idéias – que geram novas idéias
- Empreendedorismo como arma em tempos bicudos
- E muita criatividade e foco nas soluções

Saiba mais sobre o Epicentro

“EPICENTRO é o ponto da superfície terrestre onde se registra a intensidade máxima de um movimento sísmico. A partir do EPICENTRO, as ondas de mudanças se espalham para outras regiões abalando todas as estruturas de diferentes maneiras.

A partir do dia 19 de Março, EPICENTRO ganhou um novo significado. EPICENTRO é o nome do evento criado pela BIZREVOLUTION em parceria com a IT Midia que irá reunir uma série de mentes brilhantes de diferentes segmentos de mercado para trocar idéias que valem a pena espalhar.

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Logística – Para empresas que trabalham com material em estoque

Publicado em 10 Jun 2008 at 10:43am

Como aumentar a lucratividade?

Nos nossos negócios uma das grandes dificuldades é a mão de obra, ainda mais sendo especializada. Encontrar bons funcionários – motivados, comprometidos e bem treinados – tem sido desde sempre motivo de queixas para qualquer empresário. Ao se contratar um novato quanto tempo se sentirá seguro até que ele possa se apresentar no balcão e fazer uma venda segura? Ainda não é este o assunto do título, mas a uma boa parte da solução disso pode estar na logística.

Uma das reclamações constantes por parte dos clientes é a demora no atendimento, alguns ironicamente dizem se sentir invisíveis. O balconista ocupado não diz “já te atendo” ou “um minutinho, por favor”, simplesmente some para o fundo da loja para separar pedidos e os clientes se amontoam no balcão, todos preocupados se serão atendidos na seqüência de chegada. E como saber em que seqüência se chegou? Basta isso para a ansiedade tomar conta e se tornar agressividade, pois sempre há um espertinho querendo tirar vantagem do caos e ser atendido na frente. É claro que você pode adotar soluções como senhas, ou auxiliares que separam os pedidos no estoque para manter os vendedores “colados” no balcão. Para isso a armazenagem pode ser, também, parte da solução desta questão. Calma! Já vou chegar lá.

Muitas empresas também sofrem com a falta de espaço e o espaço custa caro. Nas instalações das prateleiras os maiores custos estão nas bandejas (onde se apóiam os produtos), quantas vezes você tem bandejas de 40 centímetros de profundidade e armazena material pequeno deixando metade, ou mais, da bandeja ociosa? Em outros casos a altura de uma bandeja para outra é de 40 centímetros e o material armazenado é de 15 centímetros, ficando espaço vazio entre uma bandeja e outra.

Um cálculo simples:

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Tipos de consumidores e empresários sob a ótica do empreendedorismo (Parte 2)

Publicado em 15 May 2008 at 11:34am

Continuaremos a falar sobre os consumidores e empresários, mas sob a ótica do empreendedorismo.

No artigo anterior, comentamos sobre os tipos de clientes, mas do lado empreendedor é para pensar: porque será que eles entrariam em sua loja? Porque eles escolheriam o produto que você desenvolve? Você como consumidor já parou para pensar mais profundamente porque entra, lembra ou freqüenta determinado estabelecimento?

Aparentemente podemos ir a qualquer lugar. Mas entre um e outro supermercado você acaba desenvolvendo, por um em especial, uma preferência. E esta predileção pode partir de inúmeros quesitos: a proximidade, a disposição, o preço, a aparência, o serviço, o atendimento…

Outras vezes os lugares são escolhidos por serem opções práticas: apesar do preço ser um empecilho, você vai porque tem certeza que encontrará o que procura. Em outra situação, apesar de ser longe, você pode preferir determinado estabelecimento porque lá eles entregam o produto instalado. Tal local não tem estacionamento fácil, mas tem produtos com a sofisticação que procura…

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Os segredos das empresas que têm faturamentos espetaculares

Publicado em 24 Apr 2008 at 12:29pm

Para algumas empre­sas, a multiplicação de cifrões é coisa corriqueira, do dia-a-dia. Encontrando nichos de mercado inéditos, estrutu­rando finanças de maneira inteligente ou conquistando o consumidor de um jeito todo especial, elas, em mui­to pouco tempo, deixaram de ter problemas de caixa. Pelo contrário, a tentação de se deslumbrar com a far­tura de dinheiro virou um desafio constante.

São casos como ó do site Camiseteria.com. Fundado há pouco menos de três anos, com um capital inicial de R$ 6 mil, o empreendi­mento deve fechar o ano com faturamento de R$ 1,5 milhão. À empresa — que recebe sugestões de estam­pas de camisetas pela inter­net, promove votações online e fabrica aquelas com maior ibope — começou produzindo 200 unidades por mês. Hoje, já são duas mil, conta o sócio Fábio Sei­xas, que vem sendo sonda­do pelo Instituto Endeavor, que apoia iniciativas e empreendedoras e criativas.

— O melhor é que nem precisamos aumentar a equipe de maneira significa­tiva para dar conta dos pedidos. No iní­cio, eram três sócios e um funcionário. Atualmente, são dois sócios e cinco empregados — diz Seixas, acrescentando que a empresa equilibrou débitos e cré­ditos com três meses de vida.

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A moda na contemporaneidade e o desejo de desejar

Publicado em 09 Apr 2008 at 11:49am

Tenho observado que os interesses dos estilistas nem sempre estão em sintonia com os dos consumidores, mesmo os mais descolados, de vanguarda, modernos.

Os consumidores demonstram interesse particular na utilização de um produto, que além de satisfazer uma necessidade aparente também comunique de maneira não verbal sua condição emocional, afetiva, socio-econômica-polícica e estética.

Por exemplo, uma pessoa que veste determinada roupa (sapato, bolsa, jeans, vestido,) ou usa determinados objetos (caneta, celular, carro) comunica consciente e inconscientemente, mais do que “um estar na moda”, seu estado de espírito – alegre, deprê, poderosa ou submissa, boa condição financeira, políticamente correta, ou simplesmente se esta de bem com sua estatura, peso, tempo e espaço. Seu gozo pode ser marcado quando seu objetivo – conscienciente ou inconsciente – é alcançado, afetando o outro: na sedução, submissão, admiração ou mesmo inveja.

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Problema ou Solução?

Publicado em 13 Feb 2008 at 10:53am

 

A sociedade da Primo Vini Autopeças começou com a feliz coincidência de estar na hora e no lugar certos. A proposta de venda daquela loja só tinha validade naquela sexta-feira. A decisão foi imediata e na segunda-feira estava com o jaleco detrás do balcão.

A trajetória de sucesso desafiava o bom senso. Não conhecia o ramo de atividade, não tinha experiência com administração, nem com gestão de pessoas, não tinha capital de giro. Não conhecia quem poderia ser os potenciais clientes e nem imaginava como lidar com os primeiros fornecedores que se aventuravam junto comigo na empreitada.
Lendo isso eu deveria dizer não empreitada, e sim, emboscada.

Destaco nesta época, a figura de representantes que “lutavam” para me convencer de que eu precisava ter rolamentos, kits de embreagem e velas BP5HS… É claro que eu não declarava ao representante que eu não tinha idéia do que seria BP5HS ou 11749 com 710.  No fundo, no fundo, duvido que ele não soubesse.

Quando se tem tão pouco tempo de conhecimento, quanto de capital, o que faz a diferença é ter um objetivo claro. Soma-se a isso trabalhar muito e arduamente. Com esta fórmula quem está ao seu lado também se entusiasma e participa do seu desejo de vencer. Sejam eles os clientes, os colaboradores, a família, os amigos ou os fornecedores.

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Força Interior e Desmotivação

Publicado em 11 Oct 2007 at 11:57am

Há algo que está sempre presente, que não precisa ser invocado, que é pleno na sua existência. Alguns chamam de força interior, mas o que é esta “força”?

Será o entusiasmo, a motivação, o otimismo, a capacidade de gerir pessoas, de persuasão? Tudo isso existe, sem dúvida e são suas “armas” na luta contra algo que pode ser ainda mais notório (ainda que tentemos esconder até de nós mesmos), o que será?

Entre as pessoas que assinam o Fashion Bubbles estão comerciantes, lojistas, pessoas voltadas para a moda de uma forma comercial ou até mesmo como fonte de pesquisas para seus trabalhos e é especialmente para estes que estou escrevendo.

“Nos negócios, assim como na vida, os resultados são derivados exclusivamente de nossos atos e de nossa postura.”

Esta afirmação lhe parece correta? Então porque será que temos a enorme tendência de envolver “outros” como responsáveis pelos nossos infortúnios? Será que é só para nos eximir da culpa?

Não há quem escape, e volta e meia nós nos pegamos responsabilizando o governo pelo mau exemplo ou o tempo frio, a chuva, a poluição, a falta de dinheiro… Sempre há um culpado que não seja eu. As vezes vai lhe parecer um gesto inocente que só faz parte de um desabafo.

O ruim é começar a acreditar nestas desculpas que são, sem dúvida nenhuma, verdadeiras. Muitas vezes o desabafo começa a se tornar tão constante que passamos a acreditar que estas verdades são imutáveis e que já não depende  de nós para o negócio progredir.

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Iniciando um negócio

Publicado em 21 Jun 2007 at 1:44pm

Acabei de sair da faculdade e agora?Há quem tenha visão clara do que quer. Outros nem tanto. São muitas as opções e dentre elas há quem pense em ser dono do próprio negócio. Quando se pensa nisso geralmente se vislumbra um mar de vantagens como: não ter um horário rígido, não ter cobranças, estabelecer o próprio ganho, não ter que ouvir desaforos, estar numa posição de poder, etc. Tudo isso é verdadeiro?

Você começaria um negócio se pensasse: Vou trabalhar muito mais do que as quarenta e poucas horas semanais? Acredite, optando por esta escolha, você vai! Dormirá planejando e acordará cansado.

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Comportamento Empreendedor

Publicado em 17 May 2007 at 7:26am

A vida de duas “plaquinhas”

Por Vinícius Moura

Tudo começou com duas placas que se conheceram no jardim da infância. Naquela idade eram absolutamente iguais em seus tamanhos, formas e objetivos, possuíam também os mesmos conteúdos. Indicavam “Vá para aquele lado, o nome de uma rua, vende-se…” eram placas manuscritas, providas de nenhuma sofisticação e fixadas num mastro por pregos.

E como o tempo passa – inclusive para as placas…Em plena puberdade estas plaquinhas começaram a perceber que o ideal de uma placa era mesmo – até então – somente informar. Os antepassados das placas haviam vivido e informado por toda vida, era portanto, muito difícil sequer formular uma pergunta acerca do porquê de mudar esta realidade.

A vida devia seguir como sempre seguiu, mas um certo incômodo começou a transformar uma delas. E exatamente assim, movida por um desejo incomum de se tornar diferente, um incômodo que não a deixava em paz ela se tornou a primeira plaquinha empreededora da história. E se tornar diferente foi seu primeiro desafio.

Percebeu rapidamente que ser diferente é também atrair preconceitos e espalhar estranheza por onde quer que ela fosse. Mas decidida que era, compartilhou seu sonho com a amiga, esperava que ela talvez lhe tivesse alguma estratégia (ou incentivo) para seu plano. Não tinha. Ser o primeiro, ela também percebeu, é desbravar um caminho que ainda não existe. Apesar do entrave, não as impediu de serem amigas e de seguirem vida afora informando até que pelo menos uma idéia criativa surgisse. Continue

A Moda Empreendedora – 1

Publicado em 01 Feb 2007 at 5:01pm

Nas tardes de domingo o Blog filosofa. E foi numa dessas conversas que saiu o assunto:

Como é possível que algumas pessoas possam dificultar tanto nosso dia-a-dia e rotinas fáceis serem transformadas em verdadeiros desafios? Por exemplo, o caixa que te vê com um item na mão, você visivelmente apressado, dinheiro exato e trocado e ele faz questão de não tomar conhecimento e te deixa esperando enquanto o supervisor foi trocar notas por moedas ou passar o cartão de crédito de outro cliente no balcão. Ele pode te facilitar, mas prefere dizer “Aqui eu mando e você espere sua vez”.

Nas corporações a coisa também funciona assim, algumas pessoas enobrecem sua porção de poder mandando porque você não pode mandar, o chefe sabe porque você não pode saber, alguém poderoso têm todas as soluções porque você não pode atrever-se a pensar, e por aí vai… Alguém pode, simplesmente, porque você não pode. E isso não é por falta de méritos, por pouco conhecimento ou poucas habilidades. No caso das empresas, alguém acima tem o poder e é por isso que você não pode.

O mais interessante sobre este “poder” ou “pequeno poder” melhor dizendo, é que ele faz parte do cotidiano de todos nós e não há que não tenha sido vítima de um porteiro ou um policial. Mas, não há quem também não tenha feito alguém de vítima seja no trabalho, em casa ou no trânsito – acelerando para não permitir a ultrapassagem, mesmo você estando sem pressa alguma. Portanto, muitas vezes somos vítimas, mas não somos de forma alguma inocentes.

O poder é algo tão curioso que no filme “O Diabo Veste Prada”, nós como expectadores vamos “odiando” a poderosa Miranda, e vamos nos afeiçoando à dedicada, singela e competente assistente. No decorrer do filme vemos ela abandonar o namorado, os amigos, a vida simples, e, se for possível chamar de amigos, os amigos do trabalho. Mas, para nós expectadores educados a sermos sensibilizados apenas pelos fracos e oprimidos tomamos um choque, ao reparar que as escolhas que ela faz por mais singelas e bem intencionadas levam exatamente ao mesmo poder que ela repudiava. Esta é a armadilha nossa de cada dia.

A idéia do texto também não é passar a imagem de que a busca pelo poder é algo ruim. Longe disso. O poder, diferente da imagem depreciativa que muitas vezes passa, exerce grande influência sobre os associativistas e realizadores a alcançarem resultados muito melhores.

Mas o poder também pode se dividir em duas vertentes. O poder pela realização, que é a conquista do respeito, da autoridade e da posição social ou empresarial provindo dos resultados alcançados, de grandes desafios superados. O poder pelo brilho, que é conquistado porque é “filho do dono”, ou porque uma vez tendo chegado ao poder não se consegue mais viver sem ele, os objetivos que o fizeram chegar lá já foram esquecidos e agora é apenas a busca por mais poder sem nenhum bem comum. Um exemplo seria citar alguns de nossos políticos. Em muitos cursos de liderança, gestão de pessoas e vendas, somos submetidos a testes psicológicos que indicam como o sujeito é motivado e nem todo mundo é motivado pela mesma coisa: alguns são pela realização – bater metas é seu grande objetivo, outros são associativistas motivados pelas pessoas, pelo convívio no grupo e um terceiro grupo é motivado pelo poder, gosta de estar em posição de destaque. Concluo assim que o “pequeno poder” é vazio e muitas vezes destituído de autoridade e se baseia no desejo de poder pelo poder, enquanto o “verdadeiro poder” é um funil para poucos, uma mola propulsora do progresso e da evolução. Para o “pequeno poder” olhando de baixo, a oração é sempre a mesma: se algum dia estiver nesta posição… Já o verdadeiro poder é dividir o conhecimento, vislumbrar possibilidades inimagináveis, é fazer a equipe acreditar que todos podem, é multiplicar a riqueza porque há sempre um grande numero de pessoas direta e indiretamente ligadas aos processos da construção.

Por Vinicius Moura

Embalando a intimidade feminina.

Publicado em 07 May 2006 at 5:03pm

No mundo da moda, há sempre profissionais antenados que traduzem anseios mais íntimos através da arte de vestir-se. O universo feminino é de extrema complexidade e até o pai da psicanálise demonstrou dificuldade em entendê-lo. Portanto, nada melhor do que mulheres ousadas para trabalhar com o imaginário feminino.

O discurso pós-modermo impõe uma série de atributos à nova mulher, ou digamos, a mulher eternamente nova. Energia física, mental, intelectual e cultural são expressas pela mulher pós-moderna, que além de trabalhar arduamente e competir por seu espaço profissional, quer viver um grande amor dentre as diversas paixões e ainda gerar e educar filhos. Ufa!!!

É só olhar ao redor para perceber que na indústria do consumo tem muita gente preocupada em proporcionar à mulher saúde, formação e sofisticação através dos programas estéticos, culturais e das produções de moda – vestuário, jóias e acessórios.

E quem está preocupado com o que há de mais íntimo no universo feminino? Pensando assim, Denise Pitta e Marina Pitt associaram o imaginário feminino à indústria da moda embalando intimidade, romantismo, fetiche e sensualidade através de ousadas coleções de lingeries.


Marina Pitt e Denise Pitta no Coquetel Dia das Mães

Essas profissionais estão fazendo uma leitura do inconsciente feminino e resgatando a intimidade da mulher com seu próprio corpo e mente, que estão reprimidos pela ambição de carreira profissional e imediatismo estético das cirurgias plásticas.

As coleções de lingeries Lility, da Denise, e Khristhel, da Marina, trazem para a mulher produtos que não só embalam seu corpo com conforto e estilo, mas também comunicam o desejo sensual romântico. Isso é o que eu chamo de “body-language”!

A mulher moderna dispensa rótulos, sabe ser feminina e ousada também na sedução, e isso não a faz nem menos, nem mais, mas muito melhor.

Kako

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