Quase todos já ouviram falar dos cool hunters, mas talvez mais estrategicamente importantes que os trendspotters são os mavens – os conhecedores – um grupo bem informado e influente de consumidores que na escala da formação e reprodução de opinião, ocupam uma posição privilegiada intermediação e motivação de grupos maiores e na replicação de novas idéias e produtos.
Os mavens são indivíduos (consumidores) que ocupam uma posição de liderança, de destaque e influência sobre outros. Em geral são líderes ou especialistas, que são ouvidos ou procurados pelos seus pares e ajudam a formar a opinião dentro dos seus grupos. Os geeks pelo seu conhecimento, expertise e pela sua posição estratégica como identificadores e experimentadores de novos produtos e tecnologias têm o poder de gerar credibilidade e influenciar os padrões de compra e consumo de milhares de consumidores. Nem todo geek é um maven, porque para influenciar uma grande base de consumidores, é necessário ter visibilidade e poder de influência dentro de um grupo.
Os mavens são intermediários simbólicos que ocupam posição estratégica tanto nas mídias de massa como em mídias menos abrangentes, mas mais especializadas e dirigidas. O importante para um maven é seu poder de influência junto aos seus públicos. Ele é uma mídia pessoal e precisa medir sua força, calculando o alcance, a freqüência e impacto que possui sobre sua audiência.
Começo hoje a escrever aqui no Fashion Bubbles e vou iniciar falando daquilo que mais sei e gosto: comportamento do consumidor.
Mudanças sociais, tecnológicas e comportamentais criam novos tipos de personalidade, mas principalmente novos hábitos, atitudes e novos tipos e perfis pessoais. Nas últimas décadas vimos surgir novos grupos de comportamento e novas tribos de afinidade. Em torno dos novos interesses, práticas e valores nascem novos estilos de vida e perfis psicográficos.
Convivemos diariamente com estas mudanças. Elas são cada vez mais constantes, múltiplas, instáveis e aceleradas. As escolhas e experimentações alargam nosso campo de ação e o peso da tradição ou do costume já não nos impede de circular em frêmito pelos múltiplos corredores dos supermercados de estilos.
Novos grupos de indivíduos e consumidores surgem e ganham força no cenário atual. Ron Rentzel em seu recente livro Karma Queens, Geek Gods & Innerpreneurs, nos relata um pouco do universo de práticas e valores de nove tipos estratégicos de consumidores.
O que caracteriza os novos consumidores é sua capacidade de se conectar com outros a partir de certos elementos e valores comuns. Os segmentos se formam a partir de interesses ou práticas compartilhadas, objetos ou marcas comuns. Chamo estes pontos de conexão de pontos C (pontos de conexão). Eles podem ser um valor ou idéia, uma prática ou interesse, um meeting point ou lugar, um produto ou marca. Eles demarcam intersecções, unem pessoas de perfis sócio-econômicos e demográficos muitas vezes bem diferentes entre si. Os pontos C são as fronteiras de encontro, interação e identificação entre indivíduos e grupos na vida contemporânea.