Prada
A Grécia continua a nos inspirar muito. Na literatura, filosofia, arte, mitologia, jogos olímpicos e no culto ao corpo. Na moda, estamos vivendo um momento de consolidação da tecnologia, criação e diversidade de estilos. Há sempre um movimento e um contra-movimento que impulsionam as novas tendências.
Temos sido testemunhas que as passarelas, vitrines, revistas de moda, lugares glamorosos e calçadas dos centros fashion de todo o mundo apresentam um mix de estilos, cores, formas que confundem a todos que querem identificar a nova ordem na moda. Cores escuras, branco e preto de um lado e cores cítricas de outro; listrado, xadrez, bolas e figuras geométricas; laços, babados, drapeados e rendas; da cintura anos 50 (new look) até as cores e estilos dos anos 80. Ao me deparar com todas estas informações, nas coleções das principais marcas apresentadas em NY, concluí que vivemos um resumo da pujança da moda. Sinto como se tivéssemos no auge, no momento máximo de investimento financeiro, tecnológico, de estilo e criatividade.
Prada
Neste momento, uma grande solução é voltar para as origens da cultural ocidental e se inspirar não mais nos humanos, mas nos deuses. A estilista francesa Madame Grès (1903 – 1993) teve sempre sua inspiração nas deusas gregas e sua produção da década de 50 poderia se confundir com algumas peças encontradas no contemporâneo. A Prada, que sempre mostrou sua superioridade através da originalidade nas coleções, como se estivesse na contramão das tendências, apostou nas inspirações das deusas gregas e foi seguida por outros grandes estilistas apresentados na matéria da Leo que fala sobre a homenagem ao clássico.
Madame Grès (1903 – 1993)
O carro de Thespis, cheio de máscaras, é uma convenção lendária confirmada pela existência de mármores atenienses onde se lê seu nome. E há notícia de que nas suas primeiras apresentações dos concursos dramáticos, onde compunha e cantava ditirambos, ele disfarçou seu rosto com um pó, provavelmente um talco proveniente de chumbo ou gesso, depois pendurou flores nos cabelos e mais tarde passou a usar máscaras de linho que ele criava.
Choirilos, o ator, foi quem agregou algo às máscaras que impressionou o público – não sabemos o que – e Phrinicus criou as máscaras femininas. Após essas alterações, o poeta trágico Ésquilo, usou as primeiras máscaras coloridas e outras aterrorizantes.
A majestade do edifício teatral grego, as obras monumentais que nos restaram dos poetas trágicos, o sofrimento expresso na “máscara de Agamemnom” do Museu do Pirreu, a ferocidade das máscaras da Comédia, as ilustrações gloriosas do Teatro nos vasos durante alguns séculos, são o retrato que ficou de tudo isso que chamamos Teatro Grego.
Leia artigo completo no blog do Cyro del Nero.
Velarium
Uma das grandes transformações nos edifícios teatrais herdados da Grécia foi criada pelos romanos que resolveram cobrir os teatros com um velarium, para defender o público do sol e da chuva. E convocaram a Marinha, porque somente marinheiros – nos mares ou na terra – conheciam técnicas de cobrir grandes espaços com tecidos e dominar vento e água.
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O Prof. Cyro del Nero vai participar do Fórum Arte Contemporânea e suas Interfaces com o tema História da Antiguidade: 50 Anos de visitas a Grécia.
O fórum se dará nos dias 15, 22 e 29 de Outubro de 2008 das 9h00 às 12h00 na sala Sala 22 – Departamento de Relações Públicas, Turismo e Propaganda – CRP, no campus da ECA USP – Escola de Comunicações e Artes.
Maiores informações no Blog do Cyro del Nero.
Não podemos imaginar como era isso, mas os gregos não conseguiam ler sem dizer as palavras. Só liam em voz alta. A escrita era para ser compartilhada. E os autores liam suas obras para o público. Historiadores faziam isso nos degraus dos templos. Ir ouvir era um programa ateniense.
A palavra escrita não tinha marcas de pontuação regular e não havia títulos. Havia o que se chamou de escrita do arado andando da esquerda para a direita e voltando da direita para a esquerda. Muitas vezes não havia espaço entre as palavras.
As cópias de textos eram raras e inacessíveis. Não havendo livrarias, a circulação de textos não era pública, mas pessoal. Os gregos preferiam falar e ouvir. Sua arquitetura pública era a de um povo que gostava de conversar: em grandes teatros ao ar livre ou espaços cobertos para a música.
Ou ainda, espaços com uma fileira de colunas estruturais, as, onde os filósofos apoiados nas colunas liam e discutiam. Quem filosofava nas stoas era chamado de estóico. Para cada grego que lia uma tragédia havia milhares que a haviam assistido no teatro, colaborado ou atuado nela porque os jogos dramáticos envolviam grande parte da população de Atenas.
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Leia também Breve História da Moda.
Quem gosta ou trabalha com imagens de História da Moda e Trajes Históricos não pode deixar de entrar neste site, que é extremanmente rico em imagens sobre os povos da antiguidade, pricipalmente a Grécia Antiga. São ilustrações detalhadas do cotidiano greco-romano, da indumentária, dos acessórios, ornamentos e até tipos de cabelos .