Prestes a comemorar 90 anos em 2009, a segunda revista mais importante da linhagem Vogue (França), está pedindo ajuda dos leitores(as) e colecionadores(as). Em sua edição de dezembro 2008, que tem Stéphanie de Monaco como cover girl, publicou um anúncio pedindo exemplares antigos da revista para recompor seu acervo.
Os mais cobiçados são os exemplares anteriores a 1975. Mas um número é considerado o maior tesouro – batizado ‘Liberation’, foi o 1º publicado em 1945, após a suspensão provocada pela 2a Guerra. Alguns exemplares antigos da revista podem valer centenas de dólares, diz Vince Aletti, crítico de fotografia da New Yorker e colecionador. A notícia é do New York Times.
Capa de Vogue Paris, Dezembro/08
Fonte: Blue Bus
Gisele Bündchen pelas lentes de Mark Selinger
“Outra exposição que está dando o que falar é amostra “Fashion”, em Berlim, e documenta o desenvolvimento da fotografia de moda, dando uma panorâmica das várias fases do gênero, desde seu princípio, nos anos 1920, até os dias de hoje.
Em cartaz até o dia 15 de novembro na galeria Camera Work, reúne mais de 250 trabalhos de 66 artistas, abrangendo desde os primeiros ensaios, passando pelas composições sofisticadas do americano Edward Steichen, os trabalhos experimentais de Man Ray, obras de ícones como o Helmut Newton e Peter Lindbergh, até os fantasiosos ensaios de Tim Walker.
Também não faltam retratos das beldades que ajudam a fazer a história da fotofrafia de moda, como Cindy Crawford, Gisele Bündchen e Claudia Schiffer”.
Imagem do livro Fabulous Frock
Um livro lançado esta semana em Londres, na Inglaterra, reúne fotos dos vestidos que fizeram a história da moda no último século, informou a BBC Brasil.
Fabulous Frocks (Vestidos Fabulosos, em tradução literal) é dividido em capítulos temáticos e revela os diferentes estilos relacionados à peça do vestuário feminino – dos modelos mais clássicos, como o preto básico de Coco Chanel, aos que mudaram os padrões da moda, como o trapézio.
O livro foi produzido pela escritora Sarah Gristwood e pela jornalista e estilista de moda Jane Eastoe e o enfoque foi a história e a contribuição de cada peça apresentada para a história da moda.
Foto da capa do livro – BBC
Trecho da sinopse traduzida
“A década de Coco Chanel deu às mulheres as calças e o look masculino, mas todos os sonhos de mulher ainda são vestir um glorioso e glamoroso vestido pelo menos uma vez, quer se trate de Hollywood sobre um tapete vermelho, ou apenas no seu dia de casamento. “Fabulous Frock” é um livro incendiário da imaginação fashionista”.
Leia a matéria completa no G1.
Por Edgard Almeida
Tim Walker, Hannelore Knuts, ‘What’s in Vogue?’ London 2005 (Italian Vogue)
É verão em Londres e as galerias de fotografia estão todas dando o máximo de si para a moda. A capital inglesa abre a exposição “Fashion in The Mirror: Self-Reflextion in Fashion Photography” até o dia 14 de setembro na cidade da cultura, onde fotógrafos de moda mostram a profissão com outro ângulo – a fotografia atrás da fotografia. Dentre eles estão Richard Avedon, Terence Donovan, Nick Knight, Helmut Newton, Juergen Teller, Mario Testino, Steven Klein e Jonathan de Villiers.
Norman Parkinson, no Queen, 1962
São fotos que datam desde a década de 1950 até os dias de hoje, em que 21 fotógrafos renomados, mostram os artifícios que usaram para produzir aquela foto publicada ora em campanhas publicitárias, ora em editoriais de revistas. A grande sacada dessa exposição é a de “destruir”, através desses “truques” usados, a perfeição da imagem que a fotografia de moda nos remete, revelando os segredos da indústria da moda, que diluíram as suas ilusões de glamour e questionaram o conceito de beleza perfeita, criando imagens que expõem a teatralidade deste mundo fascinante.
Jonathan de Villiers, para L’Officiel (Paris), 2003
Segundo Steven Klein, “existe um desejo inerente de vincular fotografia como forma de pintura. Minha referência é a pintura e eu sinto que não há conexão entre os dois. A sensação é a de que a câmara sempre esteve presa a um pecado, produzindo uma arte bastarda, que de alguma forma, temos sempre que ligar ao passado, a fim de dar-lhe credenciais. Eu não quero essas credenciais, não quero essa fotografia. Não tenho necessidade de pedir desculpas por fotografar. Meus arquivos existem apenas para razões comerciais, senão o meu trabalho seria descartável. E aí reside a contradição, porque eu sou uma pessoa privada e não um exibicionista. Eu sou uma pessoa que vive para o futuro e não para o passado. Estou em pé atrás de uma câmara, a fim de que eu possa estender-me na frente dela”.
Estas dicotomias, o comercial como meio de expressão de arte, e arte como meio de expressão comercial é que deixam intrigados todos os amantes de fotografia, principalmente os de fotografia de moda.
Lanvin – vestido em cetim no tom flor de papoula
Como se fosse uma exploração ao universo do origami floral, o editorial da Stiletto Magazine intitulado “Meta mor Flore”, publicado no novo site do The Cool Hunter, o Fashionation, mostra uma série que o site chama de “instalações flutuantes” de moda, é um estudo das artes das pregas, babados, dos plissados, das aplicações, dos tecidos, das estruturas…
Além do maravilhoso desabrochar das flores que as imagens sugerem, essa série de fotos do fotógrafo Jan Welters explora as técnicas de manipulação de tecidos culminando em formas magníficas!
O cetim parece flutuar no ar, as pétalas são docemente criadas por Giorgio Armani Privé, a capa de tule transparente transforma-se em um ornamento de cabeça na peça de Anne Valerie Hash e Commes des Garçons completa todo o vestido com plissados miniaturas na cor fuchsia pink, confiram nas imagens abaixo.
O conhecimento visual do mundo através de imagens se tornou moda através do advento da fotografia, que trouxe com ela as marcas de um mundo de imagens que imaginam o mundo, representando e transcodificando processos vivenciais em cenários e cenas, dando ênfase a idéias de um universo substituto. Flusser lembra que (2002:10) como toda imagem é também mágica, seu observador tende a projetar essa magia sobre seu mundo.
Estudar o que pertence à foto, ao sujeito, ao fotógrafo e ao espectador são os caminhos que se apresentam para os estudos teóricos hoje.
Para Barthes a fotografia pertence ao campo teórico da “historia dos olhares” e sua regra parte de dois elementos básicos.
O primeiro é a extensão de um campo familiar ao saber, à cultura do espectador. Este campo que remete sempre a uma informação clássica e gera um interesse geral cuja emoção passa pelo revezamento judicioso de uma cultura moral e política, produzindo um afeto de participação cultural nos gestos, cenários e figuras.
Quanto às imagens publicitárias, dividimos em dois grupos, as fotografias publicitárias que comentam sobre novos produtos, orientando sobre sua função, indicando onde e como usar, onde comprar, quanto pagar, informando os diferentes fabricantes e fornecedores no comércio de varejo, ou seja, quem fabrica, quem vende e quanto pode custar.
Chamo esse tipo de imagem, de publicidade pedagógica, lembrando que sua função enquanto imagem é parte integrante de estrutura da mídia impressa, que tanto informa quanto induz ao consumo. Sua informação diversificada está associada à diversidade do público leitor da revista, que é diverso na condição social, no poder de consumo e na possibilidade de aquisição dos diferentes produtos informados, devido ao descompasso entre a circulação da mídia e a distribuição das marcas anunciadas em todo o território nacional, e é construída também para oferecer variedade de combinação de produto acompanhada de variedade de preço.
Foto: Cláudio Cammarota
“Cada sociedade tem seu regime de verdade,
sua“política geral” da verdade:
Isto é,
os tipos de discursos que ela aceita e faz funcionar como verdadeiros;
os mecanismos e instâncias que possibilitam distinguir entre afirmações verdadeiras
e falsas,
o meio pelo qual cada valor é sancionado…”
Michel Foucault em Rabinow 1984:73
a) Fotografia e Mídia – Imagem e o Objeto do Desejo
Os estudos contemporâneos sobre imagens fotográficas deparam inicialmente com a enorme dificuldade em definir o que é a fotografia, de estabelecer a que classe de objetos pertence e, de distinguir dentro da comunidade das imagens, uma tipologia que a classifique através de seus dispositivos técnicos, forma de representação e diversidade de uso.
Desde o seu surgimento, a fotografia tem sido entendida primeiramente, como testemunho da verdade que, através de fragmentos visuais da realidade informa sobre as múltiplas atividades do homem e da sua ação sobre a natureza, e por tanto, é passível de ser base de análise de qualquer uma das ciências humanas.