Artigos publicados na Tag ‘História da Indumentária’

Esnobismo e Moda: o gosto pela marca e a busca pelo amor

Publicado em 05 Jun 2009 at 5:04pm

Muito se fala sobre a importância do corpo vestido na socialização dos indivíduos e das motivações psicológicas que impulsionam o consumo de trajes moda.

As ciências humanas têm debruçado seus estudos sobre a importância das aparências como um elemento sinalizador para a aglutinação de pessoas, em torno de objetivos comuns. Esta visão está muito bem elaborada, em pensamentos como os de Hume, Simmel, Mafesolli, Baudrillard.

Sou uma historiadora de Moda e Vestuário e tenho usado o viés da história das aparências para mostrar e, demonstrar a função da moda como geradora de riquezas, e de demanda de mão de obra que a cultura das aparências proporciona nas sociedades modernas. Tal condição gera produtos e uma necessidade psicológica que induz ao consumo de bens.

Filósofo contemporâneo Alain de Botton

Aqui, através do pensamento de Alain de Botton, jovem filósofo contemporâneo, quero apontar a importância da aparência do traje modalizado, como um sinalizador comum para a inserção das pessoas que ocupam posições importantes na sociedade.

A moda como sinalizador comum para a inserção das pessoas que ocupam posições importantes na sociedade

Botton fala daqueles que ocupam posições sociais importantes como “alguém” e os seus opostos, como “ninguém”. O que este autor traz de novo para um tema que já está tão visitado, é a associação dos conceitos de “alguém” ao da conquista de status e amor, e o de “ninguém” ao estado de solidão e da posse de baixa auto-estima.

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Os sapatos que fizeram história

Publicado em 12 Nov 2008 at 3:05pm

A história da moda permeia a história da humanidade. As vestimentas foram símbolo de poder, de distinção de civilizações. Elas foram ícones de pertencimento e diferenciação. A mesma importância se dá aos sapatos, que assim como as roupas, transcendem sua aplicação prática e hoje são objetos de desejo de todos nós.

Um dos “templos” de exposição dos mais incríveis sapatos da história é o Bata Shoe Museum, em Toronto, Canadá. Pouco divulgado, mas com uma mostra de tirar o fôlego, os sapatos são organizados de maneira a nos levar a fazer uma incrível viagem no tempo.

Existe uma exposição on-line com a linha do tempo e imagens dos magníficos exemplares de sapatos, cada um com sua história, além de uma parte dedicada aos sapatos de casamentos. Uma boa parte está on line! Confiram aqui.

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O que é design de moda? Parte 1/4

Publicado em 06 Oct 2008 at 5:34pm

Leia também O que é design de moda? Origem e Evolução – Parte 2/4.

Está entre as principais missões dos cursos de Design de Moda compreender o conceito de desenho industrial, seus padrões de aparência, sua transposição para a indústria do vestuário e as relações manifestadas estilisticamente no séc XIX, XX e XXI, através do fenômeno da moda e de seus códigos de elegância.

É preciso demonstrar o peso deste setor produtivo dentro da história econômica e social destes novos tempos modernos e, se colocar como dignos e merecedores dos créditos que contribuíram para projetar e construir o indivíduo contemporâneo. Para tanto, acreditamos que se faz necessário compreender o conceito de Estilismo e sua transposição para as matrizes formais que estabeleceram o projeto de indústria de massa nestes séculos.

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Os primeiros camarins da história e a criação da Cenografia

Publicado em 27 Aug 2008 at 6:12pm

Bosques Gregos

No início, em 600 antes de Cristo, os atores iam trocar de indumentária no próprio bosque além do palco, atrás das árvores. Fato que distraia a atenção do público. Decidiu-se então construir uma tenda que seria o primeiro camarim da história. Tenda em grego é ‘skene’. Mas a porta desta ‘skene’ sendo no centro dela continuava a roubar a atenção do público.

O público continuava a tentar ver o que acontecia dentro da tenda enquanto o ator se vestia. Alguém sugeriu algo lógico: virar a tenda ao contrário de tal forma que a porta da mesma ficasse na parte posterior, invisível, portanto. O público ganhou com isso a visão de uma parede lisa no fundo da ação dos atores.

Leia matéria completa no blog de Cyro del Nero.

Por Cyro del Nero

Os editoriais de moda mais elegantes do planeta

Publicado em 01 Aug 2008 at 4:13pm

Lanvin – vestido em cetim no tom flor de papoula

Como se fosse uma exploração ao universo do origami floral, o editorial da Stiletto Magazine intitulado “Meta mor Flore”, publicado no novo site do The Cool Hunter, o Fashionation, mostra uma série que o site chama de “instalações flutuantes” de moda, é um estudo das artes das pregas, babados, dos plissados, das aplicações, dos tecidos, das estruturas…

Além do maravilhoso desabrochar das flores que as imagens sugerem, essa série de fotos do fotógrafo Jan Welters explora as técnicas de manipulação de tecidos culminando em formas magníficas!

O cetim parece flutuar no ar, as pétalas são docemente criadas por Giorgio Armani Privé, a capa de tule transparente transforma-se em um ornamento de cabeça na peça de Anne Valerie Hash e Commes des Garçons completa todo o vestido com plissados miniaturas na cor fuchsia pink, confiram nas imagens abaixo.

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Curiosidades da Marca Lacoste

Publicado em 25 Jul 2008 at 6:41pm

O que seria a coisa mais difícil para uma marca se consolidar? Seria a injeção de capital para manter as máquinas de costuras furando repetidamente aquele pedaço de pano, que vai virar sensação da próxima estação ou as tecelagens a pino, produzindo centenas de quilômetros de novas estampas. Será que os funcionários recebendo bem e em dia, que por conseguinte, produziriam mais, ou ter todo organograma da empresa funcionando do jeito que deveria?

Talvez tudo isso junto, mas o primordial possa ser o nome da marca. Já se perguntaram como é que os nomes dos grandes estilistas e ou das grandes maisons de luxo como a Lacoste surgiram? No caso da Lacoste, diríamos que foi uma “rebatida” de sorte. Sim, pois a marca surgiu dentro das quadras de saibro.

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Clássicos da Moda – Polo Lacoste

Publicado em 25 Jul 2008 at 6:05pm

O tenista francês René Lacoste( 1905-1996), foi o principal responsável pela primeira vitória francesa na Taça Davis e colecionou títulos nos famosos torneios de Roland Garros, Wimbledon e Forrest Hills. Recebeu o apelido de “Le Crocodile” por causa da sua agressividade nas quadras.

Quando se aposentou em 1933, criou uma camisa de tênis branca, de mangas curtas, com gola e botões que iam até o pescoço e com o emblema de um crocodilo, que era usada juntamente com um blazer azul-marinho, também desenhado por ele. O uniforme inusitado apareceu pela primeira vez no Torneio Aberto dos Estados Unidos, tendo sucesso imediato entre os tenistas. Desde os anos 70, o crocodilo Lacoste estendeu-se a inúmeras peças, tanto no vestuário feminino como no masculino, além de acessórios ,calçados e perfumes.

http://www.lacoste.com/bra/main.html

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O Papa é Fashion – O Evangelho segundo Bento XVI

Publicado em 14 Jul 2008 at 11:45am

Albert Mehrabian, pesquisador da linguagem não verbal, diz que, quando nos comunicamos, apenas uma média de 7% da mensagem é transmitida de forma unicamente oral, isto é, pelas palavras que dizemos; 38% ficam por conta do tom, das inflexões da voz e outras variações sonoras e nada menos que 55% é percebido de forma inconsciente, e também transmitido dessa maneira, através de todo um conjunto de sinais, como as roupas, modelos e cores destas; das diferentes posturas corporais; dos sinais e gestos mais corriqueiros, que todos fazemos de forma inconsciente, em que as mais variadas expressões faciais e posições das mãos têm um peso absoluto. Basta pensarmos no poder de comunicação do sorriso!

A linguagem corporal é o fiel reflexo do estado emocional, pensamento, desejos mais secretos, enfim, de tudo em que consiste a pessoa. É por isso que a moda é tão poderosamente comunicadora, e com o que veste, muito mais do que com palavras, você está dizendo: eu sou assim e é desse modo que desejo ser tratado.

Fenômeno da comunicação nos últimos dois mil anos, o cristianismo, e em particular, a igreja católica, criou ícones que, de tão poderosos e onipresentes nos passam a sua mensagem sem nem sequer percebermos: você já pensou no sentido de elevação a Deus das torres das igrejas cortando os céus, com os sinos que pontuavam a vida das cidades, quando não havia outros meios de comunicação?! Chamando para a missa, as orações ou transmitindo avisos essenciais para as comunidades: incêndios, inundações, invasões… ou simplesmente o aviso de que morreu alguém?

A decoração magnífica, as pinturas, a arquitetura transcendental das catedrais, tudo é uma mensagem que transmite a idéia da existência e da grandeza de Deus. Até aquele deus em que não crê quem é ateu, foi plasmado dentro dessa imagem! Você já pensou que até para não crer em Deus, você decodifica a mensagem de como ele seria?!

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O Xadrez Tartã – Origem e História

Publicado em 10 Jul 2008 at 10:04am

D&G

O tecido xadrez (check) foi criado por proprietários de terras na escócia, durante o século XIX, como alternativa para o tartã, considerado inadequado ao uso diário ou ao trabalho. Durante o século XX, foi usado, a princípio, somente em ternos e casacos masculinos, mas logo tornou-se popular para as mulheres em costumes, mantôs, xales, saias, vestidos e na década de 60 também passou a ser usado em calças femininas.

Tartã é o nome de um tecido de lã de trama fechada, gramatura leve e possui padrões diferentes usados para identificar os clãs da Escócia. O tecido possui listras diferentes que se cruzam criando desenhos em xadrez de várias larguras. Na Idade Média era colorido com pigmentos naturais de amoras, morangos e framboesas.

Por volta de 1703, os clãs passaram a empregar a estampa xadrez, para distinguir as suas famílias. Cada uma delas criou o seu tartã para diferentes ocasiões – celebrações, caçar, trabalhar e até mesmo para namorar.

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Levi’s – História e principais acontecimentos da marca / Clássicos da moda

Publicado em 07 Jul 2008 at 8:39pm

Levi Strauss, nasceu na Baviera francesa e chegou aos Estados Unidos em junho de 1847, em plena era do ouro. Foi trabalhar para os seus irmãos mais velhos, vendendo tecidos e objetos domésticos em Kentucky. Dois anos depois, partiu para a Corrida do Ouro, na Califórnia. Começou a confeccionar calças para os mineiros com um tecido de lona marrom; usado pra fazer barracas e cobrir carroças; já que eles precisavam de tecidos bem resistentes.

Em 1850, contratou um alfaiate e transformou a sua lona em macacões, que foram vendidos rapidamente. Mais tarde abriu uma pequena confecção de calças em San Francisco. E quando Levi trocou a lona pelo “tecido de Nimes”, mais resistente e durável, tingiu-o com índigo que foi batizado pelos americanos de denim (corruptela da expressão – de Nimes), passaram a chamar a calça de Levi’s blue denim ou blue jeans.

Na década de 1860, o alfaiate Jacob Davis associou-se a Levi para patentear um modelo com rebites de cobre nos pontos de maior tensão, á fim de reforçar os bolsos que se rasgavam facilmente. O número 501 marcava o lote de tecido das primeiras calças jeans de que o mundo teve notícia. Por isso, o modelo foi chamado de Levi’s 501. Strauss morreu em 1902, mas a empresa continua sendo administrada pela família.

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Inspirações: Creta o oásis da beleza

Publicado em 02 Jul 2008 at 10:35am

Afresco do Palácio Cnossos

A civilização Minóica é uma das mais ricas e intrigantes da história do mundo Egeu, tem este nome devido ao lendário Rei Cretense, Minos. Desenvolveu-se aproximadamente entre os anos 1900 a.C. até 1450 a.C, na ilha de Creta, fazendo parte da história da Grécia Antiga.

Toda a sua arte e as principais realizações deste povo apareceram e desapareceram abruptamente, provavelmente por forças externas sobre as quais os historiadores pouco sabem. Paira o mistério… Não se pode falar em crescimento ou desenvolvimento da civilização Minóica, pois ela simplesmente acabou, deixando a história sem continuidade. É isso que intriga e aguça a curiosidade!

O que é muito interessante é que na estética da arte deste povo, existe um ar de contemporaneidade.

Sua expressão artística foi alegre, cheia de movimentos rítmicos e podemos até dizer, lúdica. A arte Cretense revelou uma concepção de beleza diferente: em lugar da estabilidade, da arte egípcia existe o ritmo, as ondas, ela é mais natural e suas formas têm balanço.

As cores fortes, como o vermelho, amarelo, azul e roxo foram suas paixões.


Afresco do Palácio de Cnossos

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O Terninho – Clássicos da Moda

Publicado em 01 Jul 2008 at 12:30pm

Ainda nos anos 1930, uma mulher de calças podia ser presa por se passar por travesti. Mesmo nos anos 1950, embora as calças-toureiro bem justas fossem populares como roupa informal, seu uso não era considerado aceitável no trabalho ou em ocasiões mais formais.

Em seu ótimo livro sobre o desenvolvimento da roupa moderna, Sex and Suits ( Sexo e as Roupas: a Evolução do Traje Moderno), Anne Hollander descreve a relação entre estilos de vestir masculino e feminino como essencialmente idealista: “As roupas masculinas e femininas ilustram como as pessoas desejam que sejam as relações entre os sexos”. Numa época em que os papéis dos sexos são impermeáveis, homens e mulheres se vestem de modo muito diferente. O cavalheiro vitoriano de sobrecasaca nunca seria confundido com sua mulher de cintura de vespa e sua saia em forma de sino.

Entretanto, cem anos depois, quando o movimento de liberação da mulher estava alcançando um nível de massa crítico, o estilo unissex estava no auge e costureiros como Pierre Cardin e André Courrèges criavam ternos tanto para ele quanto para ela. Rudi Gernreich, sempre um incentivador da moda envelope, deu um passo à frente ao fazer com que modelos masculinos e femininos vestidos identicamente raspassem as cabeças.

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O que é a História da Moda – Aparências Subversivas / Parte 2-2

Publicado em 27 Jun 2008 at 12:36pm

Aqui, proponho uma breve reflexão sobre o mercado de moda de vanguarda, como propulsor do fenômeno da moda e gerador de um grande número de pequenos negócios que movimentam o setor do streetwear e seus estilos subversivos de moda.

Leia também: O que é a História da Moda – Parte 1/2.

I – APARÊNCIAS SUBVERSIVAS

Estudar a Moda está na moda. Vivemos um período da história da humanidade que exalta a sociedade de consumo, a cultura do desperdício e a contínua rotação de produto, o que da origem à corrida para evidenciar indivíduos singulares e as comunidades que os constituem, ou seja, ser diferente junto com seus iguais.

Para Dorfles, num período histórico no qual privilégios de casta, de condição e de classe pareciam se atenuar, surge a necessidade de distinção entre os vários segmentos que compõem a sociedade e os indivíduos que dela participam. Para ele é espantoso que (1989): enquanto assistimos a consolidação de conquistas derivadas das contestações juvenis, cujo objetivo é eliminar e infringir privilégios e tabus burgueses, verificamos que estas novas formas de revolta são levadas a se deixar dominar pela moda,… isto porque a cultura dos objetos se edifica sobre este fenômeno e este, por sua vez, é parte da cultura das aparências.

Tal fato tem sido visível em hábitos, costumes e particularmente no vestuário como forma de virtualidade revolucionária. Esta expressão é usada por Bruno du Rosselle (1980) para definir a maior qualidade da moda como fenômeno, ou seja, o gosto pelo novo como atitude revolucionária, sendo, portanto, possível de ser entendida como uma linguagem de vanguarda.

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As férias estão chegando e nada como uma leitura agradável sobre o que mais nos agrada: MODA

Publicado em 26 Jun 2008 at 6:00pm

Dispa-me! O que a nossa roupa diz sobre nós, de Catherine Joubert e Sara Stern, é o novo livro da Editora Zahar.

Sobre a Moda, sobre a vida, sobre as coisas da moda e sobre as coisas da vida que a moda representa. Muito tenho procurado entender: os seus sentidos, signos e significados e estes são meus maiores motivos de especulação, nesta vida.

Muito da história dos panos, suas tramas e a vestes que delas derivam têm ocupado meu tempo livre. Penso sobre as roupas, quem as veste e o porquê das opções de seus usuários. Reflito sobre quem as faz, como e por quê? O processo de saírem de um desenho, virar desejo e a partir daí, objeto de desejo.

Vivo a me perguntar: quem deseja e quanto desejo aconchega corpos nus?

Em busca de tais respostas, li muito de Freud para entender os meandros de tanto desejo… Em quantos livros de Lacan, busquei o significado ético do desejo. Em Jung, busquei todos os signos mitológicos que as Vênus, as Minervas expressam tão bem, nas mídias de moda.

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Sobre as Leis Suntuárias na História

Publicado em 26 Jun 2008 at 2:24pm

Imagem do Blog Missixty

Leis Suntuárias

Na era medieval os Éditos Suntuários serviam para impedir as classes pobres de se vestirem como os nobres, visando monopolizar o poder e difilcultar, para não dizer impedir, a mobilidade entre as classes sociais e principalmente enfatizar uma hirerquia das condições.

Sobre as Leis Suntuárias na História

“A partir de 200 a.C, surgem as primeiras leis suntuárias, trazendo leis que regulamentavam a vida das pessoas, restringindo, por exemplo, o número de convidados que se poderia ter em um banquete, ou a quantidade de ouro que podiam possuir. Essas regras visavam, sobretudo proteger os interesses hierárquicos da pirâmide social, visto que essas leis só valiam para aqueles que podiam ameaçar as classes altas.

Também no Cristianismo, o luxo era considerado pecado, visto que os prazeres sensoriais levavam ao sexo.

Ainda no período da Idade Média, iniciada em 476 d.C, as leis suntuárias permaneciam, agora já espalhadas pela Europa, restringindo o uso de determinados objetos, com a clara intenção de preservar a alta hierarquia.” (Do blog Sara Bolseira)

Leia também Um Histórico da Moda.

A Camisa Branca – Clássicos da Moda

Publicado em 16 Jun 2008 at 2:26pm

A camisa branca é uma peça central do estilo americano, tanto quanto o blue jeans. Mulheres pelo mundo todo usam camisas brancas, é verdade, mas é o porte dessa peça que a torna tão essencialmente americana.

A camisa branca fala de uma energia de mangas arregaçadas, de uma atitude direta que não tem tempo para detalhes complicados nem frescuras que não sejam funcionais. Sua cor nada prática lhe dá um ar aristocrático, enquanto o fato de ser acessível e estar à mão a torna uma favorita do povo. Representa o melhor dos mundos para os consumidores de todas as faixas de renda – e o que pode ser mais americano do que isso?


Audrey Hapburn popularizou o uso da camisa branca.

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Mulheres Reais – Modas e Modos no Rio de Dom João VI

Publicado em 03 Jun 2008 at 8:28am


A exposição “Mulheres Reais – Modas e Modos no Rio de Dom João VI” revela, até o dia 6 de julho, a moda – a indumentária e seus usos, como uma importante manifestação cultural e social do Rio de Janeiro, quando a cidade era capital do império português. A mostra, inaugurada em 27 de maio, é tecida por uma narrativa lúdica do cotidiano do universo feminino. Os trajes e acessórios estão sendo expostos em 900m² cobertos com tecido no cenário privilegiado da Casa França-Brasil – primeira alfândega do Rio projetada por Grandjean de Montigny, integrante da Missão Artística Francesa acolhida por D. João VI, que promoveu profundas transformações culturais, políticas e econômicas na cidade do Rio de Janeiro e no país. “Mulheres Reais – Modas e Modos no Rio de Dom João VI” é uma ação cultural relevante inserida nas comemorações dos 200 anos da chegada da corte portuguesa, promovidas pela Prefeitura do Rio.

Trajes e acessórios autênticos do Museu Nacional do Traje de Lisboa, do Museo del Traje de Madrid e do Wien Museum – Mode Depot de Viena, e jóias de escravas do acervo do Museu Costa Pinto de Salvador integram o conteúdo museológico e representativo da exposição, ressaltando a nobreza e a dignidade de negras e brancas de dois séculos atrás, compondo, juntamente com os figurinos e recriações, um quadro que permite descobrir as mulheres reais, através de lentes que transcendem o estereótipo e a anedota, e captam a riqueza das mulheres da época. Continue

Tribos Urbanas – O Movimento Hippie (Parte 1/4)

Publicado em 13 May 2008 at 8:28am

Leia também: O Movimento Hippie e a Influência do LSD (Parte 2/4).

Movimento de juventude que nasceu na Califórnia, na América do Norte em 1966. Hip significa zombar e melancolia. Pacifista, pregava a filosofia do amor (filosofo significa amigo do saber). Jovens estudantes reuniram-se para expor ao ridículo a guerra do Vietnã. Foi um ato de zombaria que revelou o desencantamento de uma juventude sem ideal.

O traje desse movimento era composto de calças de jeans, pantalonas com boca de sino, e no lugar de camisas e blusas, ambos os sexos usavam batas indianas, como apego a culturas distantes deste mundo massificado e corrompido pela guerra e pela sociedade de consumo. A estética hippie é também conhecida como a estética da flor e do amor.

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AntennaWeb – Revista digital da IBModa

Publicado em 10 Jul 2007 at 12:05pm

Nesse site encontrei vários artigos interessantes sobre moda. Há reflexões sobre estilo, um pouco de história e conceitos acadêmicos:

Esta seção apresenta artigos relacionados à moda, e tem o objetivo de aprofundar e difundir os conhecimentos na área. É uma iniciativa do IBModa de contribuir com informação acadêmica na área de moda, publicando trabalhos realizados em seus cursos , em outras escolas ou ainda por pesquisadores independentes.

Alguns dos artigos:

O Fenomeno da Camiseta

Os Sapatos ao Longo da Existência Humana e sua Contemporaniedade

Supermercado de Estilos: A Moda Aberta

História da Roupa na Antiguidade

Publicado em 03 Apr 2007 at 7:58am

 

Leia também Breve História da Moda.

 Ancient Greek Fashion

Quem gosta ou trabalha com imagens de História da Moda e Trajes Históricos não pode deixar de entrar neste site, que é extremanmente rico em imagens sobre os povos da antiguidade, pricipalmente a Grécia Antiga. São ilustrações detalhadas do cotidiano greco-romano, da indumentária, dos acessórios, ornamentos e até tipos de cabelos .

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