Artigos publicados na Tag ‘História da Publicidade’

História da Propaganda – A Publicidade também chegou com Dom João

Publicado em 05 Mar 2008 at 10:16am

A vinda da família real, há 200 anos, lança o Brasil no capitalismo - e dá início a um dos mais vibrantes mercados publicitários do planeta

A chegada da família real portuguesa ao Rio de Janeiro, em março de 1808, é um marco sob vários aspectos. Foi a senha para a abertura dos portos brasileiros ao comércio exterior, para a implantação do primeiro banco da colônia e para a instalação das primeiras instituições de ensino de nível superior. Com dom João, o Brasil nascia como país. E como mercado.

Em meio à onda de novidades que desembarcaram com os nobres lusitanos, do florescimento do comércio à intensificação da vida em sociedade, eis que surge a publicidade. Os anúncios de produtos e serviços passaram a existir formalmente no Brasil com o primeiro jornal escrito e impresso no país, a Gazeta do Rio de Janeiro, editado pela Imprensa Régia a partir de setembro de 1808.

A data exata do nascimento é motivo de divergência entre estudiosos do assunto. Um grupo defende o dia 10 de setembro, quando circulou a primeira edição do jornal, com um anúncio de dois livros publicados pela própria Imprensa Régia. Como se tratava de uma comunicação feita pelos editores do jornal, a maioria dos estudiosos despreza esse anúncio e aponta outro como precursor, publicado uma semana depois. Em um singelo texto de quatro linhas encimadas pela palavra “Annuncio”, Anna Joaquina da Silva oferecia “uma morada de casas de sobrado com frente para Santa Rita”. À parte a polêmica, o fato é que, com a Gazeta, o país passou a ter seu primeiro veículo para a divulgação de mensagens publicitárias — o Correio Braziliense, publicado em Londres desde março de 1808 e tido oficialmente como o primeiro jornal brasileiro, não publicava anúncios. “Até a Gazeta, a única forma de publicidade que existia no Brasil eram cartazes rudimentares escritos a mão e os pregões dos comerciantes nas ruas”, diz José Roberto Whitaker Penteado, um dos autores do livro Propaganda no Brasil — Evolução Histórica, editado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

COM SEU MODESTO ANUNCIO no estilo dos classificados, o país entrava timidamente em um universo que já fervilhava em outros países. Na Inglaterra, os primeiros anúncios foram publicados nos jornais em 1650. Nessa época, um diário de Londres tinha em média seis anúncios. Cem anos depois, em 1750, já eram mais de 50 por edição.

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Mídia Impressa – a Imagem Texto da Revista de Moda / Parte 1

Publicado em 26 Nov 2007 at 11:45pm

O traje elegante, como fenômeno popular de massa e como atividade de lazer de direito próprio, foi influenciado pelas outras atividades de lazer da idade da máquina: o esporte, a música, o cinema e a televisão, que produziram novas maneiras de vestir.O jornalismo, a publicidade e a fotografia agiram como eixos da comunicação de massas, que ligou a moda à consciência popular.
Elisabeth Wilson, Enfeitada de Sonhos,(1989:202)

Moda e Urbanidade

Moda é o fenômeno pelo qual se manifesta a presença do novo na cultura. A palavra moda vem de moderno, aquilo que nunca foi visto antes. Esse novo tem dois caminhos, o novo que confirma o presente como nova ordem social, e o novo que repudia essa ordem, propondo novos cenários de vida, com um universo de imagens capaz de orientar e encaminhar os diferentes modos sociais de ser e estar.

A moda nasceu dentro de uma cultura urbana, tendo como função original diferenciar o homem do burgo de seu antecessor, o senhor do castelo. Portanto, na sua base, estão a condição burguesa e a demarcadora de diferenciação social. Por isso, carrega desde seu início, o discurso da transformação, que se faz sempre por meio de sinais de pertencimento e repúdio.

Ela é uma das linguagens do corpo, mas nunca houve nela uma fala universal. É feita de dialetos e, como as línguas neolatinas, tem um tronco comum, porém permite diferentes confluências grupais. Uma confluência não exclui a outra, enquanto margem do mesmo rio. Por essa razão, quando se fala em moda, deve-se falar no plural. As modas são sempre culturais e comportamentais e, com diferentes aparências, representam o espírito do mesmo tempo.

Os sinais que confirmam a ordem social presente apontam para o apropriação e a perpetuação da tradição: são as modas dos patrícios, os donos do território, os habitantes que se sentem seguros dentro de um determinado contexto social e cultural.

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Ilustrações de catálogos antigos de chapéus

Publicado em 09 Nov 2007 at 12:19pm

O blog  História da Publicidade e Anúncios Antigos encontrou o Hatshapers, um  ótimo site com ilustrações dos chapéus de antigamente:

“Trata-se de uma coleção de ilustrações de catálogos antigos de chapéus. É um verdadeiro passeio pela história da moda do século passado. No tempo em que se usava chapéus…”

1826 – Chapéu do Período Romântico

Saiba mais sobre o Traje Romântico no site Fashion-Era e veja um desenho aqui.

Anos 20

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História da Publicidade e Anúncios Antigos

Publicado em 02 Oct 2007 at 1:52pm

Olha que interessante  “o blog sobre  a história da publicidade e anúncios antigos, anúncios publicitários, peças e criação publicitária e websites que abordam esses temas.”

Além de belas ilustrções de antigamente, você encontrará dicas e links de galérias com enorme acervos. Sem contar que através da história da publicidade também podemos acompanhar a história da moda, da cultura e do consumo.

Como nesse post sobre catálogos antigos de chapéu:

“Trata-se de uma coleção de ilustrações de catálogos antigos de chapéus. É um verdadeiro passeio pela história da moda do século passado. No tempo em que se usava chapéus…” Em HAT SHAPERS.

Imagens fotográficas: História da Cultura – Parte 4

Publicado em 19 Sep 2007 at 12:56pm

Com a possibilidade de simulação analógica do real através da construção de imagens que remetem a temas facilmente reconhecíveis por um simples olhar, desenvolve-se uma estética particular de representação multiplicada do mundo pela fotografia, que no início do século XX, já havia cumprido seu papel revolucionário em termos de disseminação maciça de imagens, que segundo Kossoy devem ser entendidas como (2003:136): realidades fragmentarias, selecionadas segundo a visão do mundo de seus autores e editores. Registros de realidades parciais, não raro deformantes em relação ao contexto mais amplo, e que em função disto estabeleceram conceitos e preconceitos no imaginário coletivo.

Diz ainda que para se estudar a estética fotográfica contemporânea (2003: 137) bastaria apenas mencionar, dentre o abrangente leque de aplicações da fotografia no mundo atual, a produção profissional e comercial incessantemente exercida e absorvida pelos meios de comunicação e informação, que, a partir do momento em que a fotografia permitiu sua reprodução na página impressa dos jornais, das revistas e das inúmeras publicações ilustradas, passaram a transmitir as imagens encomendadas dos fatos da história cotidiana do século XX, proporcionando o nascimento do fotojornalismo, porém, não raro, moldando – em função da manipulação das imagens/textos – a opinião pública segundo interesse e ideologias determinados, o mesmo ocorrendo com a exploração da imagem fotográfica fixa quando veiculada pelo cinema e pelos noticiários de TV.
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