Não raro, eles oferecem um conforto que une a sofisticação à discrição, com as espaçosas bibliotecas de mangás e de DVDs, seus compartimentos dotados de uma poltrona confortável, separados por finas divisórias a meia-altura e seus distribuidores de bebidas, sanduíches ou xícaras de aletrias instantâneas. Os cibercafés que funcionam 24 horas por dia são os novos refúgios dos jovens japoneses.
Na sua maioria, eles estão aí para surfar na Web, enquanto os outros buscam ocupar o seu tempo livre, assistir à televisão ou ainda descansar em meio à penumbra de um lugar confortável, longe da barulheira das ruas dos bairros agitados. Alguns fizeram desses cafés a sua toca. Eles são os “refugiados da Internet”: jovens de 20 a 30 anos que vivem de bicos, passam de um ao outro e não ganham o suficiente para conseguir arcar com o preço de um alojamento ou de um quarto de hotel. Nos cibercafés, eles podem passar seis horas pelo preço de 1.500 ienes (cerca de R$ 24), ou até menos nos bairros periféricos. A maioria dos grandes estabelecimentos dispõe de uma centena de compartimentos. Continue
(BR Press) – Deu no suplemento de moda de primavera da revista Time: a nova tendência em estilo é a roupa e acessórios sem marca. No Japão, um fértil celeiro de cultura pós-moderna, a “no logo generation” já pode ser identificada. Não é o caso de apagar totalmente aquela imagem de hordas de japoneses atrás de suas Louis Vuitton na Galeries Lafayette, em Paris. “Marcas dizem cada vez mais sobre individualidade ao invés de logos”, diz Kenji Ikeda, 33 anos, designer de bolsas que deixou a Givenchy para criar sua própria marca – sem etiqueta, diga-se –, em ascensão desde 2003.
Do Flickr: Street fashion no Japão
“Ninguém precisa de grandes e brilhantes logos no que está usando para ser associado a luxo e status”, acredita Jason Lee Coates, diretor da H3O, empresa de relações públicas em moda sediada em Tóquio. Usar produtos sem marca – aparente, pelo menos – e de extrema qualidade, segundo os “papas” do movimento sem logo, é o verdadeiro sinal de bom gosto e, claro, poder aquisitivo.
A História da Imigração Japonesa no Brasil, a chegada no Kasato Maru, os primeiros imigrantes, a cultura japonesa no Brasil, as dificultades e as contribuições culturais para a formação da cultura brasileira
“No ano de 2008, vamos comemorar, aqui no Brasil, 100 anos da imigração japonesa. Foi em 18 de junho de 1908, que chegou ao porto de Santos o Kasato Maru, navio que trouxe 165 famílias de japoneses. A grande parte destes imigrantes era formada por camponeses de regiões pobres do norte e sul do Japão, que vieram trabalhar nas prósperas fazendas de café do oeste do estado de São Paulo.
No começo do século XX, o Brasil precisava de mão-de-obra estrangeira para as lavouras de café, enquanto o Japão, passava por um período de grande crescimento populacional. A economia nipônica não conseguia gerar os empregos necessários para toda população, então, para suprir as necessidades de ambos países, foi selado um acordo imigratório entre os governos brasileiro e japonês.
Nos primeiros dez anos da imigração, aproximadamente quinze mil japoneses chegaram ao Brasil. Este número aumentou muito com o início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Pesquisas indicam que de 1918 até 1940, aproximadamente 160 mil japoneses vieram morar em terras brasileiras.
A maioria dos imigrantes preferiam o estado de São Paulo, pois nesta região já estavam formados bairros e até mesmo colônias com um grande número de japoneses. Porém, algumas famílias espalharam-se para outros cantos do Brasil como, por exemplo, agricultura no norte do Paraná, produção de borracha na Amazônia, plantações de pimenta no Pará, entre outras.”
Visual kei (visual kei/bijuaru kei?, “linhagem visual” ou “estilo visual”), ou visual rock, é um movimento musical que surgiu no Japão na década de 1980.
Consiste na mistura de diversas vertentes musicais como rock, metal e até música clássica. Uma das peculiaridades desse movimento é a ênfase no visual de seus artistas, muitas vezes extravagante, outras vezes mais leve, mas quase sempre misturada com a androginia, e shows chamativos. No visual kei a música anda sempre ao lado da imagem e vice-versa. (Leia mais na Wikipedia – http://pt.wikipedia.org/wiki/Visual_kei). Continue
“Mais que uma mangá shoujo (quadrinhos para garotas), Paradise Kiss é um retrato do mundo mágico da moda – um universo que mescla arte e glamour, fielmente representado pelo traço elegante de Ai Yazawa.
Publicado originalmente na revista de moda japonesa Zipper, ParaKiss (como é chamado pelos fãs) foi um sucesso de vendas estrondoso no Japão – e também teve versões em francês, italiano, polonês, espanhol e inglês, entre outras, além de uma versão em animação. Dividido em cinco volumes, Paradise Kiss é a história de uma Cinderela moderna, um conto de fadas para garotas de todas as idades.”
Leia mais sobre o Paradise Kiss e veja mais imagens no site Moda Mundi:
O Eddie sempre diz que Tóquio foi uma de suas viagens mais marcantes, para ele, Tóquio é o futuro.
Na moda também percebo claramente a influência do Japão. Qual marca ou confecção não tem assinatura de pelo menos uma revista japonesa? Até mesmo o consagrado mundo da alta costura vai beber nessa fonte.
No site Made in Japan você fica conhecendo um pouco mais dessa realidade. Na categoria Tokyo Style há muitas matérias sobre a revolução do estilo próprio e a liberdade de não precisar seguir as últimas tendências.
A moda brasileira terá uma grande oportunidade de conquistar ainda mais espaço do outro lado mundo. No final deste mês, de 28 a 30 de agosto, a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) realiza o Brasil Fashion Now, em Tóquio, no Japão. Durante 3 dias, estilistas brasileiros apresentarão suas coleções a empresários japoneses com a expectativa de gerar negócios iniciais no valor de US$ 6 milhões.
Sempre à frente, a grife infantil inaugura loja em Milão no quadrilátero mais fashion da cidade.
Por Adriana Bechara
Que tal o Brasil lançando moda infantil na Itália? Foi por esse motivo que Giuliano Donini, diretor de marketing e herdeiro do Grupo Marisol, demorou tanto para conseguir abrir uma loja da Lilica Ripilica no quadrilátero mais fashion de Milão. Uma marca que pertence a um grupo tão poderoso (com 6.000 funcionários e faturamento anual de R$ 5 milhões), em vez de ser atraente, se torna quase uma ameaça aos produtos made in Italy. Passado o susto, os italianos aprovaram a grife infantil que tem as tonalidades mais alegres do pedaço. “Constatamos que as cores da Lilica são um diferencial no mercado daqui”, conta Giuliano, diante dos charmosos 65 metros quadrados decorados em rosa e lilás e distribuídos em dois andares assinados pelo arquiteto italiano Alfredo Farne.
Entre as sacadas do projeto estão painéis de metal que recebem aplicações adesivas – elas podem ser trocadas de acordo com as coleções e dão sempre um ar fresh à loja. Outro destaque é um caminho com piso de madeira que passa no meio do carpete rosa e conduz quem entra até o interior da loja e, depois, ao segundo andar. A filial milanesa faz parte da internacionalização da marca, um projeto ambicioso que pretende pôr a Lilica no mapa da moda infantil lá fora. A segunda loja própria da grife fica em Portugal. A terceira, seguindo o mesmo padrão, na Espanha.
Jovens de Tóquio vivem uma nova relação com as roupas
Só depois de uma visita a Tóquio fica evidente a idéia muito propagada de que a moda é um dos elementos culturais mais fortes da atualidade. Não tanto pelo imenso número de grifes e lojas que a capital japonesa possui, mas pela relação que boa parte dos habitantes dessa cidade de quase 35 milhões de pessoas estabelece com as roupas, sobretudo os mais jovens.
Em Tóquio, porém, é preciso rever o conceito dominante de moda. Lá, o ato de vestir se transformou num ato de criação -muito pessoal e elaborado. Assim, a moda como simples comprometimento com as tendências deixou de vigorar. O que se vê nas ruas é uma releitura individual e incessante dos estilos vigentes no momento. Continue
É possível vê-los no amplo bazar de produtos eletrônicos Akihabara (cidade eletrônica). Eles são do tipo bitolado, dedicam-se a construir seus próprios computadores pessoais e frequentam lojas que vendem mangás (gibis japoneses) ou brinquedos clássicos no centro de Tóquio, onde não é raro alguém desembolsar US$ 1.400 por uma versão da Rika-Chan (a Barbie japonesa) do começo dos anos 70.
No Japão, essa tribo bizarra de consumidores é chamada de otaku – um bitolado, ou “nerd”, que é fanático por quadrinhos, desenho animado ou é um colecionador obsessivo. São irredutíveis em suas preferências e representam uma subcultura de consumo surpreendentemente poderosa no Japão.
São meio esquisitos, mas, juntos, gastam cerca de US$ 3,5 bilhões por ano em DVDs de animação, mangás, brinquedos robóticos e quinquilharias tecnológica, entre outras coisas, segundo mostra um estudo recente feito pelo Nomura Research Institute. “O período que passam gastando dinheiro em áreas específicas é muito maior que o dos consumidores comuns”, diz Ken Kitabayashi, consultor do Nomura Research.
(Brian Bremner e Hiroko Tashiro, 24/08/2006)
Leia o artigo completo no Valor Online.
Fotos de Akihabara, Tokyo, tiradas por Fashion Bubbles em Junho 2006.
O que mais me impressionou nas ruas de Tóquio foi a diversidade da moda japonesa. Esquece aquela coisa chapinha-top/batinha-calça jeans que virou a moda brasileira, cada pessoa procura o seu estilo próprio.
Numa rodinha de quatro, cinco garotas, cada uma tem um estilo: uma de twin-set, tipo mini-executiva; a outra de colegial, com as meias pretas até o joelho; e outra meio punk… O repertório é imenso.
A fusão tradição-contemporaneidade realmente está presente em todos os lugares e elas adoram ser femininas: muito vestido, saia, estampas florais, laços, fitas e babados. O camuflado (que é tendência forte no masculino também – olha a foto do pai com duas meninas de rosa acima), aparece re-lido no feminino em tons de rosa e azul.
A silhueta anos 50 (new look), que a Prada tem explorado nos últimos dois anos, é absolutamente campeã, está em toda parte. A foto acima é a imagem que guardo da mulher chic japonesa: um vestido new look, em tons pastéis, com um rendinha aparecendo por baixo da barra. Ah, só faltou a Luis Vuitton no braço!
Não deixe de conferir as fotos das pessoas nas ruas!
Esta semana eu conheci a paz!
A paz de coração, aquela em que se fecha os olhos e um sentimento de bem estar nos invade, nenhum desejo, nenhum pedido, nenhuma busca….só o silêncio , o mais acalentador silêncio…..e a respiração que num ritmo lento nos faz degustar o mundo, através do sentimento de estar vivo.
Sigo e sempre segui meu coração, talvez essa seja uma escolha mais demorada para dar resultados no mundo material, tempo que creio ser mais rápido quando se seguem os caminhos traçados pela razão.
Não sei se escolhemos ou se a vida é que escolhe por nós, mas o certo é que nunca fui capaz de vencer o sofrimento de fazer qualquer coisa que seja, contra o que meu coração indica.
Eu nunca aprendi direito a lidar com o sofrimento ou com a dor, fujo deles e quando aparecem na minha vida, flutuo. É como se eu boiasse por cima de suas águas encontrando amparo nos mistérios do universo, me tornando espiritualista e tendo certeza da existência de Deus que para mim manifesta-se na força da vida.
Sei que sofro pelas escolhas que fiz e não é pouco, pois da minha idade a maioria das pessoas que conheço tem um carro, independência financeira e portanto, sua liberdade de ir e vir por aí, sem depender da generosidade alheia. Mas lembro que tenho e tive liberdade de coração e sentimento, e que minha alma segue livre sem nenhum apego, estando pronta para mergulhar de cabeça em todas as aventuras que a vida me presenteia. Sei também que no meu tempo, que não é o mesmo imposto pela velocidade dos tempos modernos, construirei meu império, pois, apesar da revolução tecnológica, as flores continuam desabrochando na mesma velocidade de antes.
Começar é sempre difícil, nunca sabemos ao certo por onde iniciar. Na minha cabeça é sempre um emaranhado de idéias e desejos. E é difícil dar forma a uma idéia. E mais difícil ainda é iniciar obedecendo todas as exigências dos padrões. Por isso os padrões que esperem…
Lility
Em dezembro de 2004, finalmente minha formatura em moda, depois de quatro anos de intensa dedicação. Trabalhando e estagiando durante o dia, estudando a noite e fazendo trabalhos da faculdade nos fins de semana. Nesse período passei por cinco empresas diferentes o que me deu uma boa experiência na área. Sempre com a ajuda da família e muito pouco dinheiro, mas com a formatura, finalmente eu poderia conseguir um emprego melhor.
Quem sabe a empresa em que eu trabalhava há quase dois anos não me contrataria… Não contratou, disse que estava passando por reestruturação e não poderia ter mais um estilista. Uma desilusão, uma vez que eu tinha dado tudo de mim….
Viajei de férias com a minha família para Bueno Aires. Lá, por enorme coincidência eu encontrei uma amiga da faculdade que se formou comigo. Ela tinha saído do emprego dela que foi um horror e não queria mais ter chefe, iria montar seu próprio negócio e estava procurando uma sócia. Perguntou se eu não queria montar com ela uma marca de biquíni.
A decisão
Montar uma marca era a possibilidade de um dia ficar rica, coisa que não aconteceria nas empresas de moda. Mas seria algo em longo prazo e eu teria que agüentar mais um ou dois anos de pouquíssimo dinheiro e ainda precisando de ajuda da família, o que quer dizer, adeus planos de comprar um carro, roupas, ter um plano de saúde, faxineira, etc. Eu tinha 27 anos e estava com a vida financeira totalmente desorganizada, sonhava com a estabilidade. Montar empresa era adiar bastante esse sonho.
Mas em compensação era a realização de outro sonho…já pensou, virar empresária, ser dona de uma marca!!!!!!Era bom de mais. E se não desse certo? Teria perdido mais um ou dois anos de vida e me pesava o sentimento de que minha juventude estava passando e eu não a estava vivendo como desejei.
A sócia era perfeita, talvez a única da faculdade com quem eu faria um projeto desses. Minha madrinha me deu o dinheiro inicial, agora só faltava vencer o medo.
E se não desse certo? E se desse??
Resolvi que era melhor arriscar, pois nesta altura da vida eu não tinha muito o que perder, tinha apenas que adiar. E por outro lado se eu não tentasse, ficaria sempre com aquilo na cabeça, pois tive a oportunidade e não a agarrei. Aceitei, em fevereiro de 2005.
Próximos passos
Fazer pesquisa de mercado para verificar o que realmente era interessante produzir naquele momento. Rodamos pela Oscar Freire em busca de algo que fosse uma oportunidade.
Biquíni o mercado já estava bastante saturado. Roupa precisaria de um capital bem maior que o que tínhamos. Acessórios não nos interessavam.
Até que fomos numa loja das mais famosas do bairro, que tinha acabado de abrir uma espécie de sex shop de luxo para mulheres. Tudo cheio de fetiche e glamour, nada vulgar, ficamos encantadas com aquilo, era algo parecido que queríamos fazer.
Fomos pesquisar o mercado de lingerie e descobrimos que estava em expansão, pois com o crescimento do poder aquisitivo das mulheres, elas também estavam mais independentes, poderosas e livres para descobrir o universo sensual.
Por onde começar
A experiência que eu tinha era do mercado de surfwear, eu não conhecia absolutamente nada de lingerie e minha sócia muito menos, pois ela também não era da área.
Precisávamos chegar num acordo do nome da marca, já que as duas tinham que gostar, optamos por Lility, oriundo de Lillith – personagem da mitologia judaica, mulher forte e gêniosa.
Agora precisávamos descobrir como se faz lingerie, achar oficinas, onde comprar matéria prima, como e onde fazer as etiquetas corretas.
Fazer pesquisa de tendência e desenhar os primeiros modelos, decidir quantas peças nessa primeira produção que era ainda meio teste; lembrar de guardar o capital de giro para poder fazer a próxima produção, em fim, tínhamos muito trabalho pela frente.