Por Ricardo Raineri
O livro de Guilherme Fiúza conta a história de dois empresários cariocas, Bia Saldanha e João Augusto Fortes, em uma aventura empresarial que vai do extremo sucesso ao fracasso quase que total.
A dupla se envolve com o ecologismo na passagem entre as décadas de oitenta e noventa, quando conhecem Chico Mendes no Rio de Janeiro, um mês antes de sua morte. As vidas de Bia e João unem-se em um projeto empresarial no eco mercado do Rio de Janeiro, mas eles realmente começam a alçar vôos mais altos quando ficam conhecendo o couro vegetal, que depois vira o Treetap.
Essa empreitada acabou levando os dois a cenários completamente antagônicos. Na Europa e nos Estados Unidos a dupla trabalha com empresas de grande porte do mundo da moda, fechando negócios de milhões de dólares. Já na Amazônia, local da linha de produção, Bia convive com todos os medos, dificuldades de locomoção, paixões e experiências espirituais que o contato direto e por longo tempo com os índios e a floresta pode gerar.
Saiba mais sobre o Couro Vegetal
A Editora Estação das Letras e Cores, responsável pela publicação da revista dObras e de vários títulos ligados à moda e ao design, está lançando “Consumo de moda – a relação pessoa-objeto”. O livro é resultado da investigação científica da consultora Ana Paula Celso de Miranda, que se debruçou sobre as relações entre as mulheres brasileiras e as marcas de moda durante seu doutorado em Administração de Empresas na Universidade de São Paulo.
Ana Paula entrevistou centenas de mulheres de distintas classes sociais e, mediante análises qualitativas e quantitativas, apresenta um cenário inédito para os estudos de consumo focados no fenômeno da adoção de moda. Para tanto, a pesquisadora realizou estudos na prestigiosa Manchester Metropolitan University, na Inglaterra, instituição que é referência para os negócios da moda no mercado internacional. Diretora da Modus Marketing e Semiótica, que atende clientes como Ronaldo Fraga, Plaza Shopping e Santana Textiles, a especialista tem uma larga trajetória ligada à investigação do consumo de moda, incluindo pesquisas publicadas em países como Estados Unidos, Chile e Venezuela. Atualmente, é também professora do mestrado em Administração das Faculdades Boa Viagem, em Recife, e coordenadora do MBA em Negócios da Moda na mesma instituição. “Consumo de moda – a relação pessoa-objeto” é seu terceiro livro.
Imagem do livro Fabulous Frock
Um livro lançado esta semana em Londres, na Inglaterra, reúne fotos dos vestidos que fizeram a história da moda no último século, informou a BBC Brasil.
Fabulous Frocks (Vestidos Fabulosos, em tradução literal) é dividido em capítulos temáticos e revela os diferentes estilos relacionados à peça do vestuário feminino – dos modelos mais clássicos, como o preto básico de Coco Chanel, aos que mudaram os padrões da moda, como o trapézio.
O livro foi produzido pela escritora Sarah Gristwood e pela jornalista e estilista de moda Jane Eastoe e o enfoque foi a história e a contribuição de cada peça apresentada para a história da moda.
Foto da capa do livro – BBC
Trecho da sinopse traduzida
“A década de Coco Chanel deu às mulheres as calças e o look masculino, mas todos os sonhos de mulher ainda são vestir um glorioso e glamoroso vestido pelo menos uma vez, quer se trate de Hollywood sobre um tapete vermelho, ou apenas no seu dia de casamento. “Fabulous Frock” é um livro incendiário da imaginação fashionista”.
Leia a matéria completa no G1.
Por Edgard Almeida
Três listras, dois irmãos, uma briga. No início da década de 1920, os irmãos Adi e Rudolf Dassler inovaram ao criar uma fábrica de calçados destinados exclusivamente à prática de esportes.
As dificuldades e traições mútuas vividas durante a Segunda Guerra na Alemanha acirraram a briga pelo controle da sociedade e levaram a uma separação drástica: nasciam a Adidas e a Puma, e o mundo dos esportes nunca mais seria o mesmo.
Invasão de Campo revela negociações escusas, casos surpreendentes (muitos dos quais apresentados pela primeira vez) e exemplos de lealdade e superação, bem como de tino empresarial. Expõe os bastidores de uma rede que envolve grandes jogadas de marketing, concorrentes de peso como Nike e Reebok, tramas políticas, cifras multibilionárias, inovações técnicas e celebridades internacionais – no processo de globalização do esporte. Uma leitura surpreendente, capaz de tirar o fôlego até dos melhores atletas.
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Essas foram algumas notícias do universo da moda nesta semana:
Zara é a Nº 1 (Leia na íntegra)
Já é oficial. A Inditex, detentora da cadeia Zara, ultrapassou a sua rival americana Gap no primeiro lugar mundial do varejo de moda. Após a ultrapassagem da H&M no ranking europeu, esta nova conquista demonstra a excelente adaptação que Pablo Isla teve ao leme do gigante galego.
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Os 50 nova-iorquinos mais influentes na Moda (Leia na íntegra)
O jornal Daily News elaborou um original ranking onde cataloga os 50 habitantes da cidade que nunca dorme com maior influência no mundo da moda. No topo da lista está a incontornável Anna Wintour.
A história do make-up e dos cabelos é contada em História da Maquiagem, da Cosmética e do Penteado – em Busca da Perfeição, da Ana Carlota Régis Vita. O livro é também é tipo meio uma história da beleza e da vaidade humana. Ainda que não dê pra falar que existia um “conceito de beleza” na pré-história, já havia uma centelha de vaidade quando os caçadores mais bravos usavam colares pra se diferenciar do restante da tribo.
A autora recupera os ancestrais mais antigos dos batons, blushes, esmaltes, perfumes, demaquilantes e hidratantes. E também mostra que produtos como a hena e o kohl, usados até hoje, já eram truques de beleza na Antiguidade.
No livro, a idéia sexista de que “vaidade é coisa de mulher” cai por terra. Nos primórdios da humanidade, os homens se enfeitavam e se maquiavam tanto quanto elas. Ou seja, o metrossexual que gerou tanto buzz no começo dessa década, não estava fazendo nada mais do que voltar às origens.
Leia a resenha completa no Update or Die.
Afresco do Palácio Cnossos
A civilização Minóica é uma das mais ricas e intrigantes da história do mundo Egeu, tem este nome devido ao lendário Rei Cretense, Minos. Desenvolveu-se aproximadamente entre os anos 1900 a.C. até 1450 a.C, na ilha de Creta, fazendo parte da história da Grécia Antiga.
Toda a sua arte e as principais realizações deste povo apareceram e desapareceram abruptamente, provavelmente por forças externas sobre as quais os historiadores pouco sabem. Paira o mistério… Não se pode falar em crescimento ou desenvolvimento da civilização Minóica, pois ela simplesmente acabou, deixando a história sem continuidade. É isso que intriga e aguça a curiosidade!
O que é muito interessante é que na estética da arte deste povo, existe um ar de contemporaneidade.
Sua expressão artística foi alegre, cheia de movimentos rítmicos e podemos até dizer, lúdica. A arte Cretense revelou uma concepção de beleza diferente: em lugar da estabilidade, da arte egípcia existe o ritmo, as ondas, ela é mais natural e suas formas têm balanço.
As cores fortes, como o vermelho, amarelo, azul e roxo foram suas paixões.
Ainda nos anos 1930, uma mulher de calças podia ser presa por se passar por travesti. Mesmo nos anos 1950, embora as calças-toureiro bem justas fossem populares como roupa informal, seu uso não era considerado aceitável no trabalho ou em ocasiões mais formais.
Em seu ótimo livro sobre o desenvolvimento da roupa moderna, Sex and Suits ( Sexo e as Roupas: a Evolução do Traje Moderno), Anne Hollander descreve a relação entre estilos de vestir masculino e feminino como essencialmente idealista: “As roupas masculinas e femininas ilustram como as pessoas desejam que sejam as relações entre os sexos”. Numa época em que os papéis dos sexos são impermeáveis, homens e mulheres se vestem de modo muito diferente. O cavalheiro vitoriano de sobrecasaca nunca seria confundido com sua mulher de cintura de vespa e sua saia em forma de sino.
Entretanto, cem anos depois, quando o movimento de liberação da mulher estava alcançando um nível de massa crítico, o estilo unissex estava no auge e costureiros como Pierre Cardin e André Courrèges criavam ternos tanto para ele quanto para ela. Rudi Gernreich, sempre um incentivador da moda envelope, deu um passo à frente ao fazer com que modelos masculinos e femininos vestidos identicamente raspassem as cabeças.
Dispa-me! O que a nossa roupa diz sobre nós, de Catherine Joubert e Sara Stern, é o novo livro da Editora Zahar.
Sobre a Moda, sobre a vida, sobre as coisas da moda e sobre as coisas da vida que a moda representa. Muito tenho procurado entender: os seus sentidos, signos e significados e estes são meus maiores motivos de especulação, nesta vida.
Muito da história dos panos, suas tramas e a vestes que delas derivam têm ocupado meu tempo livre. Penso sobre as roupas, quem as veste e o porquê das opções de seus usuários. Reflito sobre quem as faz, como e por quê? O processo de saírem de um desenho, virar desejo e a partir daí, objeto de desejo.
Vivo a me perguntar: quem deseja e quanto desejo aconchega corpos nus?
Em busca de tais respostas, li muito de Freud para entender os meandros de tanto desejo… Em quantos livros de Lacan, busquei o significado ético do desejo. Em Jung, busquei todos os signos mitológicos que as Vênus, as Minervas expressam tão bem, nas mídias de moda.
O pretinho básico é um conceito atraente, que tem arrastado gerações de mulheres para essa peça do guarda-roupa feminino. Todo mundo quando ouve essa expressão sabe do que se trata: um vestido que é simples o suficiente para aparecer sem esforço, mas elegante o bastante para que a mulher que o usa fique marcada como uma pessoa de bom gosto.
Com essa ambigüidade ele se torna uma das peças mais atraentes e indispensáveis para o público feminino. Ora sedutor ou sóbrio, ora ousado ou modesto, chique ou jovial, é uma das grandes armas em qualquer guarda-roupa.
É tentador atribuir o primeiro pretinho a Chanel, uma vez que ele representa tudo o que a estilista simboliza: modernidade, linhas praticamente aerodinâmicas e uma sensualidade tranqüila e confiante que nem mesmo os vários acessórios poderiam lhe conferir.
O preto é uma cor carregada de simbolismo – expressões como “coração negro”, “magia negra” e “chantagem” sugerem conotações obscuras. O preto é a cor do pecado e do sobrenatural. Mas é também a cor do ascetismo, usada pelos piedosos e pelos eruditos: padres, freiras, estudiosos, eremitas e advogados, todos eles, tradicionalmente, protegem-se enfarruscados em suas profundezas.
Se o corpo é a imagem da sociedade, que sociedade está representada nos corpos dos brasileiros?
Organizadora Mirian Goldenberg, O Corpo Como Capital reúne o trabalho de oito antropólogos que analisam a especificidade da construção social do corpo na cultura brasileira. Os autores realizaram entrevistas e observação participante em locais estratégicos para refletir sobre o corpo: a praia de Ipanema, academias de musculação, casas de swing, estúdios de tatuagem, academias de dança de salão e escolas municipais. Os temas escolhidos são fascinantes:
O Dicionário de Termos de Moda reúne mais de 2.000 palavras usadas na imprensa especializada e na indústria da moda. Você encontrará os significados em inglês-português e português-inglês.
Este glossário é indispensável para quem já sabe e para quem quer aprender mais sobre os termos do mundo fashion. Os verbetes são divididos entre partes de roupas, detalhes das peças, manipulação de tecidos, termos de costura, acessórios, sapatos, roupas básicas, roupas de praia, roupa íntima entre outros. É uma ótima referência para estudantes de moda e profissionais da área.
Na história das aparências os museus de moda ocupam grande importância, pois, o que ali está depositado e exposto serve para demonstrar o parâmetro de elegância como termômetro da relação do indivíduo com sua cultura num determinado tempo e lugar. Qualquer acervo de museu de moda guarda a memória de cada tempo como demonstração da arte de viver de um período ou de um povo, quando não, as duas coisas ao mesmo tempo e da exibição de poder como marca de distinção social.
Segundo Daniel Roche (2007:19) em seu tradicional texto sobre a cultura das aparências, os trajes de moda expostos nos museus de moda servem para exibição de poder como marca de distinção social, mostrando valores ilusórios nos quais a extravagância, a loucura e o valor mercantil zombam das maneiras ordinárias e dos hábitos plebeus e vulgares.