Por Wesley S. Paixão
Com o propósito de promover o conceito de novas pesquisas e a promessa de atender um mercado sustentável, desenvolvi junto com alguns alunos uma nova aplicação de produtos voltados para a linha do Eco-Têxtil.
Trata-se de um processo de tingimento e customização de retalhos de bucho de boi, que mercadologicamente não possuem preço, nem aspecto apreciado por muitos designers no Brasil. Tal processo gera uma nova projeção de valorização para este artigo.
Basicamente o material sofre uma preparação semelhante aos couros tradicionais, onde após condicionamento de pH (potencial hidrogeniônico, que define se uma solução é ácida ou alcalina, ele é tinto de maneira artesanal com matéria de coloração de origem natural: açafrão, beterraba e folhagens em geral.
Produzida a partir de uma fonte renovável – o milho, a Ingeo continua a conquistar adeptos em todo o mundo. Desta vez foi a célebre dupla de criadores Marithé&François Girbaud que sucumbiu ao carácter ecológico da fibra produzida pela Natureworks, utilizando-a na sua colecção.
Marithé&François Girbaud é um nome de peso para a Ingeo, que pode lançar-se de vez na esfera da moda, sobretudo em França. Sensível às inovações têxteis tanto como à questão ambiental, a marca francesa incluiu na sua colecção Outono-Inverno 2008/09 duas saias produzidas com esta fibra, obtida a partir de uma fonte renovável – o milho. Curtas, rodadas e ornadas de flores recortadas a laser, estes modelos – um amarelo e outro azul-céu – não são contudo, para a dupla de criadores, uma extravagância.
O criador François Girbaud acredita que, nas próximas colecções, esta fibra poliláctida, com venda autorizada na Europa desde 2004, deverá estar ainda mais presente, adiantando o quanto apreciou a forma como “prende” a cor, mas sobretudo o seu carácter ecológico. Com efeito, mesmo que a química intervenha na produção do polímero, a matéria-prima – o milho –, utilizada em substituição do petróleo, provém, tal como já referido, de uma fonte renovável. Além disso, a produção da Ingeo requer de menos energia e o produto é biodegradável.
Leia matéria completa no site Portugal Têxtil.
Botões feitos em Portugal a partir de papel reciclado, sêmola de batata, milho, marfim-vegetal, algodão, restos de madeira, plantas e frutos têm sido procurados por estilistas e marcas de moda de todo o mundo.
Estes botões ecológicos biodegradáveis são fabricados no Louro, Famalicão (norte do país), pela Louropel, empresa portuguesa que detêm uma “tecnologia patenteada única no mundo” e é a maior fabricante mundial de botões.
“Os norte-americanos gostam muito dos nossos botões ecológicos. Compramos há quatro anos esta patente na Itália. É um processo de fabricação único”, disse o gerente geral da Louropel, Avelino Rego, em entrevista à Agência Lusa.
Leia matéria completa em Botões ecológicos lusos já são comuns na moda internacional.
Fonte: Agência Lusa
A Bahia é o segundo maior produtor brasileiro do algodão tradicional, sendo que, nessa produção se destaca a região oeste, com sua cultura de alta tecnologia, feita no cerrado e direcionada ao agronegócio.
Entretanto, há tempos atrás, o algodão já foi cultivado em todo o oeste baiano pelo pequeno agricultor, de economia familiar, e agora a EBDA (Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola) inicia um trabalho nesse sentido, mas visando à produção do algodão colorido, que poupa o planeta dos efluentes usados no tingimento e é 30% mais valorizado.
Muito procurado por países desenvolvidos, como o Japão, por ser ecológico e antialérgico, já que não usa tingimento, o ideal é que o algodão colorido seja produzido de forma orgânica, isto é, sem o uso de fertilizantes químicos ou agrotóxicos, o que é impossível na cultura em larga escala.
Leia matéria completa no Fashion Brasil.