Em Pequim o Brasil faturou três medalinhas de ouro, a Austrália 14, a Alemanha 16. Eu acredito que 25 medalhas de ouro é um número totalmente possível para um país de esportistas como o nosso. Totalmente possível, se você levar em conta que as favelas do Brasil estão cheias de jovens sem qualquer perspectiva de vida, e que poderiam facilmente se engajar de corpo e alma em programas esportivos. Sem falar de todos os outros bem nascidos, que igualmente tem potencial para fazer qualquer coisa.
O Brasil terminou Pequim 2008 atrás do Quênia, de Belarus (que país é esse????), Jamaica, Romênia e Etiópia, é mole? Etiópia!!!!!! Os caras não tem nem comida na Etiópia e conseguem ganhar mais medalhas que um país cheio de laranja, soja e milho.
Um dos pontos altos da cerimônia de abertura das Olímpiadas 2008, na China, foi quando uma garotinha de 9 anos, Lin Miaoke, cantou e emocionou com sua voz angelical.
Pois bem, na verdade a fofa não cantou nadinha, só dublou!!
A verdadeira dona da voz, Yang Pei Yi, de 7 anos (foto abaixo), não foi considerada bonita o suficiente pelos organizadores da festa para representar a China perante milhões de telespectadores mundo afora. Continue
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Quatro horas após o início da festividade, às 13 horas no Brasil, chegou o ponto mais alto da abertura das Olimpíadas de Pequim: o acendimento da pira olímpica: um atleta saiu correndo com a tocha, acendendo a tocha de outro, que repetiu o gesto, sendo vários os atletas a percorrerem, assim, o palco do estádio Ninho de Pássaro, até chegar a uma pequena plataforma, sendo então a tocha conduzida por uma mulher, que subiu os degraus e acendeu a tocha de outro atleta, que já a esperava.
Ele então levantou vôo (foi içado) até uma projeção do pergaminho, que ia se desenrolando e que ele dava a impressão de percorrer, em vôo, mas movimentando os pés como se corresse no ar.
Na abertura das Olimpíadas da Grécia, há quatro anos, todas as apresentações artísticas nos pareciam universais, ao contrário da maravilhosa cultura chinesa, que está sendo mostrada, de forma exclusiva, magistralmente, agora, nesse momento em que se iniciarão as presentes Olimpíadas.
Tudo que foi visto há quatro anos na Grécia parecia familiar a quem tem o conhecimento, mesmo pouco, da nossa cultura ocidental, que foi profundamente influenciada pelos gregos, na filosofia, artes plásticas, artes cênicas, mitologia e, desse modo, tem um cunho universal para o homem do Ocidente. A Medicina, a Geografia, a Matemática, o senso estético e de beleza, inclusive o que se considera o ideal da beleza física humana – aí estão a Vênus de Milo, a Vitória de Samotrácia e tantas estátuas gregas masculinas que subsistem em nosso inconsciente coletivo como o símbolo do belo, da perfeição das formas físicas humanas.
Mas agora, não: a cultura, os mitos, o ideal de beleza são os do outro lado do mundo – que, como bem diz o nome “Cidade Proibida”, estiveram como que ocultos, velados, proibidos aos nossos olhos ocidentais. É uma outra faceta do humano que se desenrola ante nossos olhos maravilhados, como se desenrolou nas telas da televisão de todo o mundo o pergaminho há poucos minutos apresentado pelos chineses, representando a invenção do papel e da impressão de caracteres.
Agora, homens se transformam em luzes ambulantes; há pouco, fadinhas da cultura chinesa sobrevoaram a cena, no estádio em que é apresentada ao mundo a tradição chinesa. Nada há que conheçamos aqui no Ocidente, nada toca as nossas lembranças ou inconsciente coletivo e isso é maravilhoso: é a outra face do humano, o seu rosto oriental, que se abre, como um pergaminho, onde, no cenário que a abertura das Olimpíadas nos apresenta, bailarinos evocam a invenção da aquarela, pintando, enquanto dançam, um quadro típico chinês; crianças, depois, também pintam em aquarela e esse imenso pergaminho desenrolado no palco da abertura dos jogos, talvez seja o único elemento comum à nossa cultura originada na Grécia, só que representa o papel.