David Douek, diretor da OTEC, abordará em palestra no dia 27 de maio, às 19 h, na CASA COR 2009, como construir ou reformar de forma sustentável.
Construir, reformar ou morar são ações que podem ser feitas de uma forma mais sustentável? A palestra de David Douek, diretor da OTEC – empresa voltada para consultoria na área de sustentabilidade para edificações – vai responder a essa questão, alvo da atenção de profissionais da arquitetura e do público, no dia 27 de maio próximo, das 19 h às 20 h, na Casa Cor 2009.
Com o tema ‘Viver Sustentável’, Douek falará sobre os cuidados que podem ser tomados para construir, reformar ou morar de forma mais sustentável. A abordagem vai considerar aspectos como critérios de projeto, materiais a serem escolhidos, e procedimentos do cotidiano que, além de serem ambientalmente responsáveis, promovem a economia de recursos e, conseqüentemente, financeira.
‘Viver Sustentável’ será a primeira palestra sobre sustentabilidade na Casa Cor 2009, organizada em parceria com a empresa Conversa Sustentável.
Por David Douek
Redação AEC Web.
Sem receitas prévias ou fórmulas infalíveis, a construção sustentável exige a soma de conhecimentos das várias equipes que participam do projeto, incluindo aí o proprietário do empreendimento. São muitas as sutilezas e as reflexões para se chegar a um edifício de baixo impacto ambiental, com custo viável. Essa é a mensagem do consultor David Douek, diretor da OTEC – Otimização Energética para a Construção, nesta entrevista ao AECweb – um verdadeiro passo a passo da sustentabilidade na construção civil.
AECweb – Independente de certificação, é possível tornar um edifício mais sustentável com baixo investimento?
Douek – Durante o desenvolvimento do projeto arquitetônico, poderão ser incorporadas inúmeras estratégias de sustentabilidade, desde a mudança de orientação do edifício até a instalação de um complexo sistema de automação predial. Mas, a concepção inicial do projeto será um fator determinante no impacto dos custos relativos às questões de sustentabilidade. Na prática, isto significa que, se o projeto for concebido já com os conceitos de sustentabilidade pelas equipes envolvidas, a tendência é de solucionar as questões a um custo mais baixo do que, eventualmente, incorporar uma solução numa fase já avançada de trabalho.
AECweb – Essa premissa vale para tudo num projeto sustentável?
Douek – Essa matemática funciona particularmente bem quando as equipes de trabalho buscam soluções passivas para o conforto térmico e lumínico. Já no caso da implantação de estratégias, como a instalação de estações de tratamento de efluentes, recomenda-se analisar, não somente o investimento inicial, mas também o retorno do investimento referente à redução de consumo de água potável, para se ter uma correta avaliação do real custo da instalação no médio e longo prazo.
Por David Douek
Quando expostos numa vitrine, um jeans, uma camiseta, um vestido ou um terno podem atrair nosso olhar e eventualmente, ser o primeiro passo para direcionar a decisão de uma compra, seja ela impulsiva ou por necessidade. A decisão de compra pode incluir diversos fatores como tamanho, cor, textura, aparência, status e outros fatores ligados à condição final da peça de roupa.
A informação que não aparece na etiqueta e sobre a qual, normalmente não pensamos muito é a quantidade e a qualidade dos procedimentos necessários para que a roupa estivesse ali, pendurada na arara.
Por qual processo a fibra, o fio, o tecido, o corte, a costura, o tingimento, o acessório, o zíper, o botão e a embalagem da roupa passaram para que pudéssemos vesti-la? Quais foram os impactos ambientais que a escolha do processo gerou?
Nas respostas a essas perguntas, encontram-se inúmeras oportunidades de redução do impacto ambiental encontradas ao longo do processo produtivo, os quais podem ir muito além da opção por algodão orgânico, bambu, ou poliéster reciclado.
Com objetivos claros de redução de consumo de energia, de redução de consumo de água potável, de redução ou eliminação do uso de combustíveis fósseis, seja durante a fabricação, seja durante o transporte dos bens produzidos, de melhoria da qualidade de ar ou de redução de emissão de gases de efeito estufa, podemos traçar estratégias que atenderão aos anseios de um mundo sustentável, o qual garantirá recursos e tecnologia capazes de se manterem por várias gerações vindouras.
São muitas as estratégias de ação. Algumas poderíamos considerar como diretas, quando associadas ao processo produtivo, propriamente dito. Outras, as indiretas seriam incluídas na infra-estrutura de apoio, como a escolha do edifício ocupado pela empresa.
Por Wesley S. Paixão
Com o propósito de promover o conceito de novas pesquisas e a promessa de atender um mercado sustentável, desenvolvi junto com alguns alunos uma nova aplicação de produtos voltados para a linha do Eco-Têxtil.
Trata-se de um processo de tingimento e customização de retalhos de bucho de boi, que mercadologicamente não possuem preço, nem aspecto apreciado por muitos designers no Brasil. Tal processo gera uma nova projeção de valorização para este artigo.
Basicamente o material sofre uma preparação semelhante aos couros tradicionais, onde após condicionamento de pH (potencial hidrogeniônico, que define se uma solução é ácida ou alcalina, ele é tinto de maneira artesanal com matéria de coloração de origem natural: açafrão, beterraba e folhagens em geral.
Slow fashion é o conceito que define que a moda terá uma velocidade menor, com peças perenes, ou que pelo menos persistam mais de uma estação. É o movimento que defende peças duráveis, de qualidade para serem guardadas e não descartadas.
O The Guardian já falou sobre o assunto em agosto do ano passado,na reportagem com o título : ‘Slow fashion is a must-have … and not just for this season’.
O Globo.com também já se pronunciou, em janeiro deste ano ‘A era do consumo frívolo acabou’.
O que mais chama atenção, é que não se trata de tendência e sim de um movimento que já é realidade, hoje os consumidores pensam mais na hora de gastar. A crise tão falada, certamente contribui. A quantia investida no consumo passa a ter importância e por consequência o produto será melhor avaliado pelo consumidor.
Produzida a partir de uma fonte renovável – o milho, a Ingeo continua a conquistar adeptos em todo o mundo. Desta vez foi a célebre dupla de criadores Marithé&François Girbaud que sucumbiu ao carácter ecológico da fibra produzida pela Natureworks, utilizando-a na sua colecção.
Marithé&François Girbaud é um nome de peso para a Ingeo, que pode lançar-se de vez na esfera da moda, sobretudo em França. Sensível às inovações têxteis tanto como à questão ambiental, a marca francesa incluiu na sua colecção Outono-Inverno 2008/09 duas saias produzidas com esta fibra, obtida a partir de uma fonte renovável – o milho. Curtas, rodadas e ornadas de flores recortadas a laser, estes modelos – um amarelo e outro azul-céu – não são contudo, para a dupla de criadores, uma extravagância.
O criador François Girbaud acredita que, nas próximas colecções, esta fibra poliláctida, com venda autorizada na Europa desde 2004, deverá estar ainda mais presente, adiantando o quanto apreciou a forma como “prende” a cor, mas sobretudo o seu carácter ecológico. Com efeito, mesmo que a química intervenha na produção do polímero, a matéria-prima – o milho –, utilizada em substituição do petróleo, provém, tal como já referido, de uma fonte renovável. Além disso, a produção da Ingeo requer de menos energia e o produto é biodegradável.
Leia matéria completa no site Portugal Têxtil.
O Edgard escreveu sobre a quinta edição da Esthetica, a feira de “moda ética” que acontece após a Semana de Moda em Londres.
Em Paris também acontece um evento bem parecido, que durante quatro dias reúne 100 estilistas de todo mundo, o evento é dedicado para apresentar roupas de atrativo comercial porém éticas, isso quer dizer, produzidas de forma sustentável*.
Entre as marcas existem algumas já bem conhecidas, como Moly Kulte do Canadá e Izzy Lane da Inglaterra. O Brasil também invade o evento com diversas marcas, como Eliza Gabriel, Raiz da Terra, a Pau-Brasil, entre outras.
Em sua quinta edição, a Esthetica, a feira de “moda ética” que acompanha a Semana de Moda de Londres, tenta ignorar o clima geral de pessimismo econômico causado pela crise nos mercados financeiros mundiais. A Esthetica, que até agora só é realizada em Londres, deverá passar a ser organizada também em outras semanas de moda.
Os fabricantes apostam na tendência, apontada pela mídia especializada, de que com a crise econômica os consumidores estão preferindo comprar peças mais caras e bem produzidas, que duram mais, ao invés de adquirir roupas baratas, produzidas em condições duvidosas, com vida curta e que, por isso, acabam não sendo um bom negócio nem para o bolso nem para a consciência.
“As pessoas querem comprar um vestido legal, não necessariamente só porque é ético, mas porque é bonito”, disse. “As marcas consideradas éticas estão começando a derrubar os estereótipos e a atender essa demanda.”
A empresa Amazon Life acompanhou esse pulo de qualidade nos materiais brasileiros que usa para produzir bolsas e acessórios, como borracha, lona de cânhamo, lona de caminhão e até uniformes reciclados do Exército brasileiro.
“Há alguns anos, os acessórios feitos de lona de caminhão reciclada, por exemplo, tinham uma consistência muito grosseira, que incomodava os consumidores”, diz Lígia Feichas, da empresa brasileira Suriana, que representa a Amazon Life.
“Os produtos feitos de forma ética e sustentável ainda são mais caros, e para o consumidor brasileiro muitas vezes o preço é crucial”, diz Lígia, lembrando que o ponto de venda que a Amazon Life tinha no Rio de Janeiro era freqüentado principalmente por turistas.
Leia o artigo completo na BBCBrasil.
Bolsa retalho de papel
Estão abertas as inscrições para o concurso Eco Fashion Brasil, um concurso que traz a oportunidade de descobrir e de ser descoberto.
Ele proporciona novas maneiras de fazer moda conectada aos critérios, conceitos e práticas de sustentabilidade elaboradas por uma comissão de profissionais de alto nível.
A proposta é desenvolver o talento em prol da moda ecológica, a qual está ganhando cada vez mais espaço em tempos emergentes de preservação na natureza, equilíbrio social e econômico.
Looks em tecidos ecológicos.
Imagens: “ecobags” banco de imagens grátis freefoto.com
Preservar o meio ambiente é atitude imprescindível para garantir um planeta saudável e rico em recursos naturais para o futuro. Somos parte da natureza e cuidar dela é tarefa de cada um, atitude que é semente para o comportamento coletivo.
Seguindo as tendências socioambientais, empresas de moda estão buscando alternativas na elaboração de seus produtos, como materias orgânicos, recicláveis, além de despertar a consciência das pessoas em seus lugares de trabalho e de lazer, para a responsabilidade de cada um para com o meio em que vive.
Esta ação social reduz a agreção do homem ao meio ambiente. Não é de hoje que lemos nos jornais e vemos nos noticiários assuntos que abordam o aquecimento global, o desmatamento de reservas florestais, o degelo das calotas polares no Ártico, El Niño, La Ninã, etc.
Um meio encontrado por uma cooperativa no sul do Brasil é a criação de sacolas ecológicas em detrimento das plásticas.
Nos últimos 16 anos, a quantidade de informação produzida sobre o meio ambiente desde a ECO-92 no Rio de Janeiro (Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento – CNUMAD), se tornou algo indispensável nos veículos de comunicação de massa. O seu objetivo principal era buscar meios de conciliar o desenvolvimento sócio-econômico com a conservação e proteção dos ecossistemas da Terra.
Nunca se falou tanto em responsabilidade sócio ambiental como se fala nos dias atuais. Afinal, somos nós os responsáveis por informar a sociedade das coisas que acontecem no mundo e que, indiscutivelmente, afetam a todos nós.
Vemos que os editoriais dos telejornais, matérias de revistas, programa de TV e de Rádio estão abrindo um leque de informações sobre o meio ambiente e as conseqüências da intervenção do Homem no meio em que vive.
Serão debatidos os seguintes temas:
Local : Fecomercio – Bela Vista, São Paulo – S.P
Por Alessandra Gimenez