LZR Racer – Speedo
Por Luiz Paulo Montes
Os treinamentos intensos, aliados a uma boa alimentação e a um bom preparo físico parecem não ser os únicos segredos para a vitória no esporte. Atualmente, além de todos os elementos já citados, por incrível que pareça, a roupa adequada também faz parte da receita de um atleta vitorioso.
Os tecidos tecnológicos são resultados de pesquisas realizadas pela indústria têxtil, com o objetivo de disponibilizar material para o desenvolvimento de roupas apropriadas e vantajosas para os competidores.
Segundo o site da São Paulo Fashion Week, grandes marcas como a Nike, Adidas e Speedo tiveram idéias de materiais feitos de tecidos tecnológicos e se uniram também a centros de pesquisa e renomadas universidades, produzindo uniformes capazes de diminuir o desgaste físico dos esportistas, além de melhorar o desempenho deles nas competições.
Camiseta Dry Fit – Adidas
Por Wesley S. Paixão
Desde o início dos anos 80, o jeans vem tomando lugar como um dos itens mais requisitados no guarda roupa do povo brasileiro. E isto, independente da etnia, da condição social, do conhecimento cultural e da aquisição financeira, também pudera, o Brasil é o país que consome, aproximadamente, mais de 4 milhões de metros do tecido filho de Lewis Strauss, o que lhe confere a posição do segundo maior consumidor desse artigo, no planeta.
Com esse histórico, o jeans pode ser revitalizado para além das fronteiras da indumentária tradicional. E para isso se faz necessário à condição de aceitar e perceber um novo olhar, avaliando as condições de aplicabilidade técnica, viabilidade funcional e coerência financeira.
Cada vez mais estão disponíveis tecnologias em prol da indústria têxtil. A segmentação técnica e química vem permitindo o desenvolvimento de efeitos como os antimicrobianos, os tecidos antiácaros, todos os fluorcarbonetos (repelentes de água e óleo) e outros. São cada vez maiores as propriedades que os artigos de jeans e afins podem receber, no entanto, nos condicionamos a utilizá-lo apenas da forma tradicional, sem que seja explorada a riqueza destes recursos, cenário que precisa ser modificado com o passar dos tempos.
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O projecto europeu BIOTEX (versão traduzida aqui) traz um mundo de novas potencialidades aos têxteis inteligentes, através de bio-sensores em miniatura passíveis de serem incorporados numa estrutura têxtil e que conseguem analisar fluidos corporais.
Várias das sondas BIOTEX (ver Vestuário mais inteligente – Parte 1), incluindo o sensor de pH, utilizam mudanças de cor ou outras medidas ópticas. Por exemplo, à medida que o suor atravessa o sensor de pH, provoca uma alteração de cor num indicador. Esta mudança de cor é então detectada por um dispositivo espectrómetro portátil. A tecnologia do sensor imunológico funciona de forma semelhante. São tecidas fibras ópticas plásticas no tecido, para que a luz possa ser fornecida aos sensores ópticos, sendo a luz reflectida direccionada para o espectrómetro.
A sonda de oxigénio da BIOTEX mede os níveis de saturação do oxigénio no sangue em torno do tórax, utilizando uma técnica designada por oximetria reflectiva. Um aglomerado de fibras ópticas plásticas permite que uma grande área do tórax seja iluminada e melhora a recolha da luz vermelha e infravermelha reflectidas, utilizadas pelo sensor. A transformação do sinal também melhora a sensibilidade deste método. Continue
No futuro, roupas e aparelhos tecnológicos serão praticamente uma coisa só, com interação de um com o outro, segundo tendências apresentadas por empresas na Cebit. Juntando tudo, os trajes modernos devem ser um emaranhado de fios e tecidos que podem carregar a bateria de aparelhos, aquecer o corpo e ainda captar energia solar para fazer tudo funcionar.
A marca austríaca Urban Tool desfilou um colete que permite ao usuário controlar o iPod por meio de botões na roupa. É possível escolher o arquivo, ajustar o volume e iniciar ou parar a música.
Esta reportagem foi outra indicação da Mariana, que trabalha comigo na Lility.É uma matéria muito interessante da Revista Galileu e vale a pena conferir.
Leia também Roupas se somam ao mundo eletrônico e Será que tudo isso vai acontecer mesmo no futuro???? Parte 1.
À prova de quase tudo
Roupas com repelente, para espantar mosquitos e todo tipo de inseto; outras que não sujam; que impedem a ação dos raios ultravioleta e ainda um tênis que promete combater stress e celulite são algumas das novidades da indústria da moda.
A pergunta do título parece absurda e a resposta óbvia, mas não são.
A indústria da moda está desenvolvendo peças que, além de vestir, prometem desempenhar outras funções, como combater problemas estéticos, de saúde e até impedir que aquele suco acidentalmente derrubado na sua calça seja motivo de constrangimento durante o resto do dia.
(…) São calças, camisetas, camisas, lingeries e sapatos projetados para o consumidor comum, para serem usados no dia-a-dia (veja o quadro “Mil e uma utilidades”).
A técnica é simples: o tecido é mergulhado em um recipiente contendo o produto de acabamento, passa por um processo especial de secagem e fixação e ganha as características desejadas.
Para ler matéria completa clique aqui.
Como se faz um tecido tecnológico?
Conversando com a Mariana Avallone que trabalha comigo na Lility, ela falou de um trabalho sobre moda e tecnologia feito por um de seus colegas de classe, o Tadeu.
Achei tão interessante que vou colocar trechos da pesquisa deles aqui:
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Matéria retirada do site Chic da Gloria Kalil.
Leia também Para que serve uma roupa tecnológica? Como se faz um tecido tecnológico? e Roupas se somam ao mundo eletrônico.