Artigos publicados na Tag ‘Teoria do Consumo’

A Arquitetura das Marcas de Luxo

Publicado em 01 Jul 2009 at 6:21pm

FENDI – Do grupo LVMH

A marca não é o que vemos na superfície do produto, embalagens ou rótulos. A marca não está visível na atmosfera das lojas ou nos atributos do produtos da empresa. A marca é muito mais o que está dentro e transcende a própria estrutura tangível e física dos produtos. Ela é percebida e sentida nos diversos pontos de contato construídos estrategicamente para que possamos vivenciá-las.

Os produtos e marcas de excelência precisam carregar uma aura de autenticidade maior que quaisquer outros. Precisam ter ligação com uma tradição e um lugar de origem e estabelecerem uma ligação com uma época específica, precisam irradiar confiabilidade, serem exclusivas e originais no design e na fabricação e entusiasmarem e gerarem uma experiência única de emoção pessoal, como afirma David Lewis.

BMW X4 em busca da experiência única

Muitas marcas do mercado premium ou de luxe são marcas produto, como no caso das champagnes ou então marcas corporativas como é o caso da LVMH, mas a grande maioria das marcas da indústria do luxo hoje, são as marcas guarda-chuvas (‘umbrella brands’): marcas que servem para todas as linhas ou todos os produtos de uma ou mais linhas, ou mesmo mais de uma marca guarda-chuva, com posicionamentos diferentes e para públicos distintos.

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O Sucesso da Marca Louis Vuitton Sob a Ótica de Hanlon

Publicado em 27 May 2009 at 9:25pm

O mundo mudou. O acesso a informação globalizou o mercado. 

Manter uma marca em destaque nesta aldeia global, cada vez mais conectada, requerer muita genialidade das áreas de marketing.

Patrick Hanlon, experiente profissional da área, que já trabalhou com inúmeras marcas de sucesso como Pepsi e IBM, desenvolveu um estudo em seu livro Primal Branding – O Segredo das Marcas desejadas, focando sete itens formadores do código primordial como o grande segredo das marcas desejadas.

Estes sete fatores, apresentados por Hanlon, consistem em posicionamentos de mercado que as marcas devem atingir para cativar seus consumidores e tornar-se objeto de desejo.

Analisando estes sete itens formadores do código primordial na Louis Vuitton, objetiva-se desvendar alguns mistérios desta marca e justificar sua hegemonia nos dias atuais.

A Louis Vuitton foi criada no século XIX e é considerada uma das mais famosas marcas no segmento de malas e bolsas. Ela passou por vários processos de inovação, mantendo em suas origens e no seu poderoso logotipo LV os pilares de sucesso mundial.

Como transformar um objeto tão singelo como uma sacola de viagem num objeto de desejo e fascinação?

A Louis Vuitton sabe.

Um pouco da história da Louis Vuitton

Segundo Hanlon (2007, p. 18), uma marca, para atingir a excelência, deve traduzir um código primordial, composto de sete fatores. São eles: a história da criação, a crença, os ícones, os rituais, os pagãos, as palavras sagradas e o líder. Vamos discorrer sobre a marca Louis Vuitton, identificando sob a ótica de Hanlon, os fatores que compõe este código de sucesso. No que concerne ao primeiro deles, a história da criação, talvez a Louis Vuitton seja um dos melhores exemplos: alia a precisão e o cuidado artesanal, aprimorado durante quase dois séculos à fantasia primordial quase mítica de ter sido criado para atender as necessidades da realeza.

Em 1854, foi fundada a Maison Louis Vuitton, no coração da capital francesa. Seu fundador, Luis Vuitton, habilidoso, filho de pai carpinteiro, esmerou-se em construir baús e bagagens, que na época eram indispensáveis para as viagens das famílias mais ricas. As habilidades de Louis chegaram aos ouvidos de Napoleão III, último Imperador e primeiro Presidente da República da França, que o nomeou como maleiro oficial da imperatriz Eugénie. Seus produtos eram diferenciados e totalmente artesanais, os quais despertavam inveja e inspiravam imitadores. Criou um formato de baú diferenciado que facilitava o empilhamento tanto em navios como em trens. Este foi o primeiro produto manufaturado a levar uma assinatura externa, “marque L. Vuitton.

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Resignificando o consumo

Publicado em 02 Dec 2008 at 12:36pm

Nos últimos séculos, a sociedade moderna transformou pessoas em indivíduos, depois as colocou na condição de cidadãos e hoje, os diferenciam ou identificam como consumidores ou clientes. O ato de ter acesso ao mercado e ‘ir às compras’, de certa forma, se tornou mais democrático.

A pós-modernidade gerou uma sociedade de hiper consumo, gerou simulações, excessos e fragmentações, mas também gerou mesmices comerciais e modismos coletivos.

A comunicação publicitária insidiosa e sedutora tornava o ato individualizado da experiência de compra, em uma repetição do sempre igual. A moda cumpria seu papel de tornar uma coisa comum, e a condição comercial do industrialismo de escala gerava a ditadura do mesmo. Um rígido excesso de massificação.

Mas, na verdade, o que nos diferencia não é o ato livre da escolha. Ninguém pode garantir que um objeto ou roupa não seja reproduzido e copiado. A criatividade está na forma inovadora como usamos os produtos e os transformamos em objetos pessoais, únicos e originais.

Não precisamos fazer compras e escolhas para nos afirmarmos como diferença, temos que exercer nosso livre arbítrio e usar, refuncionalizar e resignificar os ambientes e momentos, objetos e coisas em nossas vidas. Continue

Comunicação: Conteúdos Relevantes e Criação de Valor

Publicado em 17 Nov 2008 at 1:04pm

Entre os diversos objetivos do chamado “mix” de comunicação, a criação, reforço ou mudança de atitudes e padrões comportamentais precisa ser estrategicamente elaborado. Hoje a comunicação precisa desenvolver conteúdos relevantes e criar histórias e valores que preencham de sentido a vida dos consumidores.

O mix de comunicação é a ferramenta ideal para construção de uma percepção favorável e aceitação de novos estilos de vida hábitos de consumo. Ela pode conscientizar as mulheres a serem mais independentes, incentivar homens a cuidar mais da aparência, motivar jovens a aderir a uma nova tendência, criar atitudes e valores favoráveis a temas, até então, polêmicos e de difícil compreensão, sensibilizar as pessoas a cuidar com responsabilidade do meio ambiente.

Comunicação muda atitudes e atitudes transformam comportamentos. Todo mundo hoje sabe da importância de uma vida saudável, muitos consumidores passaram a modificar seus hábitos de higiene, acreditar em novas filosofias e estilos de vida.

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Transformando Atitudes e Comportamentos de Consumo

Publicado em 23 Oct 2008 at 3:47pm

A moda utiliza dos meios de comunicação (editoriais e campanhas) para gerar consumo

A intervenção da comunicação no desenvolvimento da opinião pública e no comportamento social é um fato do cotidiano atual. Mas mudar atitudes ainda parece ser um desafio dispendioso e infrutífero para muitos profissionais de publicidade e marketing, que diversas vezes naufragam sem atingir suas metas, traídos pelas tradições e costumes arraigados, que nem as mais criativas e caras estratégias de comunicação conseguem superar.

Atitudes são avaliações próprias duradouras – favoráveis ou desfavoráveis –, sentimentos e opiniões em relação a algum objeto ou informação. Por serem desenvolvidas ao longo do tempo, através das experiências individuais e contatos de grupo, seriam altamente resistentes a mudanças.

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Varejo: O cliente, centro de nossas atenções

Publicado em 10 Oct 2008 at 1:28pm

O centro da preocupação de toda empresa, hoje, é o compromisso com a satisfação do seu cliente. Todos os profissionais e colaboradores de uma marca têm como foco a geração de valor para seus consumidores. É crucial compreender a importância de atender bem e satisfazer as necessidades e, sempre que possível, superar as expectativas de nossos clientes. Firmamos um compromisso com cada cliente, garantindo qualidade superior no atendimento que oferecemos aos nossos consumidores. Mas isso só não basta: precisamos oferecer um serviço de excelência. Nossa liderança em vendas será resultado de nossa paixão, empenho e profissionalismo. Os promotores são um dos principais elos de relacionamento com os clientes. Eles são os porta-vozes da empresa, os promotores da marca, os profissionais de contato e interação constante com aquilo que temos de mais precioso: nosso cliente.

Para melhor atender as expectativas e necessidades dos consumidores no ponto de venda – os shoppers – precisamos conhecê-los um pouco mais; saber quem são e como gostam de ser tratados, como se comportam no ponto de venda, como se informam, avaliam as ofertas e como tomam suas decisões de compra. Para entender as engrenagens do comportamento humano é importante recorrermos a psicologia e as ciências sociais. Elas têm muito que nos ensinar sobre o comportamento dos consumidores.

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O que é design de moda? Parte 1/4

Publicado em 06 Oct 2008 at 5:34pm

Leia também O que é design de moda? Origem e Evolução – Parte 2/4.

Está entre as principais missões dos cursos de Design de Moda compreender o conceito de desenho industrial, seus padrões de aparência, sua transposição para a indústria do vestuário e as relações manifestadas estilisticamente no séc XIX, XX e XXI, através do fenômeno da moda e de seus códigos de elegância.

É preciso demonstrar o peso deste setor produtivo dentro da história econômica e social destes novos tempos modernos e, se colocar como dignos e merecedores dos créditos que contribuíram para projetar e construir o indivíduo contemporâneo. Para tanto, acreditamos que se faz necessário compreender o conceito de Estilismo e sua transposição para as matrizes formais que estabeleceram o projeto de indústria de massa nestes séculos.

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Todo Poder aos Consumidores Pró-Ativos

Publicado em 25 Sep 2008 at 5:00pm

Nunca falamos tanto de planejamento. Nem mesmo discutimos tanto as demandas dos consumidores. Indiscutivelmente, nunca fomos tão bem informados e exigentes nas nossas expectativas. As necessidades e aspirações dos consumidores modernos mudam constantemente e seus desejos são reativados a todo instante.

Hoje as empresas sabem disso e não dormem mais no ponto. Sabem que seu sucesso depende de noites de vigília, muito foco em pesquisa e projetos inovadores. Sabem que a inteligência de marketing é fundamental para novas proposições e sabem que a ousadia e a vontade de inovar é o espírito da mola concorrencial.

Observar e monitorar a experiência de consumo se tornou essencial. Eles são estratégicos, pois eles são as fontes de inteligência viva do marketing. Antes, as empresas se colocavam como criadoras de valor. Seu papel, hoje, é mais específico; elas entregam valor em forma de conveniência. Os consumidores tomaram as rédeas da criação e design de produtos.

Atualmente se usa novos conceitos para entender e catalogar estes consumidores: trendsetters, cool hunters, early adopters, tryalist transumers, consumidores 2.0, excursionistas camaleônicos, mavens e uma infinidade de termos por vir.

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O Simbolismo das Marcas

Publicado em 15 Sep 2008 at 3:01pm

Já sabemos que as marcas são responsáveis, hoje, por demarcar coisas e pessoas. A própria origem do conceito está relacionada a esta antiga prática de marcar objetos, animais ou pessoas com sinais de ferro quente datada do início do século XVI. Apenas no final do século XIX que este conceito ganha uma nova definição dentro do universo da economia.

Com a industrialização, muitos produtos já deixavam as fábricas com uma logomarca que servia para atestar procedência e diferenciar os novos produtos dos que já eram referências da população. As embalagens com nome rapidamente se tornavam conhecidas e o “nome fantasia” ilustrava a nova identidade dos produtos.

Pouco a pouco, a cultura material de objetos se viu confrontada por uma nova e poderosa cultura imaterial das marcas. Os antigos valores funcionais do produto cediam espaço para valores cada vez mais intangíveis e abstratos. Os produtos não perdiam sua natureza utilitária e concreta, mas eram inflados de valores estéticos, emocionais, simbólicos e auto-expressivos. Novos valores imateriais eram agregados ao estofo e superfície dos bens industriais. A estetização da mercadoria ganhava terreno e os produtos revestidos de um projeto de marca tornavam-se lúdicos e estilizados, sendo condutores de prazeres, sentimentos, experiências, histórias, valores e comportamentos.

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Transumers e Multivíduos: O Consumo de Auto-Imagem na Pós-modernidade

Publicado em 02 Sep 2008 at 3:23pm

Cada vez mais os significados do consumo, dentro do imaginário contemporâneo, são inflacionados e se tornam mais complexos. O consumo passou a ocupar um lugar central no mundo em que vivemos e em nossas vidas pessoais. Ele estrutura valores e idéias, constrói identidades, regula relações e define hierarquias, define gostos e estilos de vida. Os produtos e serviços são investidos de significados socialmente compartilhados usados para expressar categorias e princípios, construir e sustentar estilos de vida, enfrentar mudanças e criar padrões de comportamento. O consumo é a arena definidora de questões ligadas à identidade, pertença, poder, status e diferenciação.

As relações dos consumidores com produtos e marcas são impregnadas de significações simbólicas que formam uma complexa teia de sentidos e ‘regras’ que passam a animar, mas também regular o sistema de vida das pessoas. Esta teia de significados simbólicos do consumo cria um padrão de cultura, que constrói e anima as relações entre os homens. As promessas publicitárias se tornaram fonte essencial para a felicidade e realização pessoal, e apoiado pelas seduções publicitárias, os bens associam consumo com sedução, poder e sucesso.

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Comunicação de Marketing: Modificando e Reforçando Atitudes e Comportamentos

Publicado em 18 Aug 2008 at 4:18pm

Ninguém pode negar: as mídias se fragmentaram e se multiplicaram, seu impacto sobre as atitudes e o comportamento social é cada vez maior.

Diversos pensadores já analisaram os efeitos dos meios de comunicação sobre as relações sociais e sobre a própria subjetividade. Na área específica de marketing tem se tornado comum estudos e experimentos para analisar a influência da comunicação nas atitudes dos consumidores.

A comunicação alcançou um patamar de poder de influência nas percepções, valores e nos padrões de comportamento humano difícil de diagnosticar, uma vez que a comunicação é onipresente em nossas vidas e se estendeu para todos os campos da vida social. Hoje tudo é cenário, plataforma e veículo de mídia.

A globalização das tecnologias, das telecomunicações e a revolução comunicacional, por sua vez, estabeleceram uma nova dinâmica nas relações interpessoais.

Todas as instituições, grupos e pessoas usam das estratégias e ferramentas de comunicação para se relacionar com seus públicos de interesse. Mas a comunicação mercadológica, mais do que qualquer outra, não apenas quer informar, mas persuadir, seduzir, chamar atenção, criar memória e reconhecimento, criar aproximações, fortalecer relacionamentos e reforçar ou alterar atitudes, comportamentos e imagens pessoais.
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Design e Consumo

Publicado em 05 Aug 2008 at 4:18pm


Hoje, boa parte das coisas que utilizamos, vestimos e até comemos são “designed”. O design faz parte do cotidiano de todos nós e está presente nas coisas mais triviais do dia-a-dia. Como afirmam os próprios designers: são objetos que entram em nossa existência para resolver problemas e apresentar soluções, para transmitir idéias ou para fazer as coisas parecerem mais bonitas e atraentes.

Quando uma pessoa diz “Eu gosto do design de tal objeto”, ela não está dizendo apenas que gosta ou concorda com as formas, cores, materiais, textura e estilo; funções ou praticidade do que vêem, mas estão expressando um juízo estético: estão demonstrando o impacto e os estímulos sensoriais, emocionais e estéticos que este “design” exerce em termos psicológicos sobre ela. Quando eu digo que gosto do design de algo, expresso que me identifico ou desejo “ser” ou “ter” as expressões de estilos e as características visuais ou signícas daquela coisa para mim. O design é um carregador de sentido e estilo, e também, convencionalmente, de bom gosto e estilo artístico. Usa-se o design para expressar o gosto pessoal, dizer quem se é, e para criar uma auto-expressão diferenciada, ‘original’ e particular.

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Terceira Turma do Curso de Criação e Gestão de Marcas da Faculdade Belas Artes

Publicado em 29 Jul 2008 at 1:52pm

O universo das marcas movimenta milhões. Cada vez mais é preciso saber desenvolver estratégias criativas e saber posicionar sua marca para o consumidor.

Cada vez mais o mercado busca profissionais especializados na criação e gestão estratégica de suas marcas.

Poucos profissionais ainda são especializados nesta área, que cada vez mais contrata e valoriza aqueles que tem em seu currículo este diferencial. Os profissionais que querem estar capacitados a trabalhar com branding, devem aprender técnicas e processos criativos aplicados a construção de conceitos e identidades de marca, estar amparados por uma sólida visão estratégica do mercado e equipados com as novas abordagens e ferramentas da comunicação e do marketing. Só assim, podemos construir marcas fortes e uma carreira de sucesso.

A Belas Artes abre sua terceira turma agora com o curso reformulado e a presença de professores especialistas na área e profissionais de grandes agências e consultorias de branding. O curso tem início 06/09/2008, com aulas aos sábados das 9h as 14h e tem duração de 64 horas. Quem fez, avaliou o curso como ótimo e excelente.

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Porque Eu Mereço…

Publicado em 07 Jul 2008 at 3:17pm

Gastando mais com a casa e utilidades domésticas, com entretenimento e conforto no lar, setores importantes das classes médias buscam realçar suas diferenças na pirâmide social e cultural e ao mesmo tempo assumem que querem desfrutar, no seu escasso tempo livre, das experiências exclusivas, individualmente ou junto àquelas pessoas importantes para eles, transformando o prestígio em experiência emocional.

Não se trata de uma classe ociosa. Muito pelo contrário. Trabalham mais e sobram-lhes pouco tempo para a família e sua vida afetiva emocional. Por isso gastam mais com a residência, com lazeres, restaurantes e viagens, carros e aparelhos eletrônicos, vestuário, cuidados pessoais, embelezamento e rejuvenescimento. Eles estão preocupados em aumentar o tempo para se dedicar aos seus interesses individuais, se cuidar e se gratificar através do uso de produtos, serviços e conveniências. Os cuidados de si vão do rejuvenescimento físico às cirurgias plásticas de correção, da redução do stress através dos lazeres, aventuras e esportes radicais, apreciam viagens exóticas e flertar com o perigo, alguns buscam a meditação, terapias corporais ou cuidados espirituais.

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Os Emergentes e as Novas Classes Médias

Publicado em 01 Jul 2008 at 3:08pm


A economia capitalista é cíclica, dinâmica e permite, de tempos em tempos, a mobilidade social, a emergência de novos consumidores e a transformação dos hábitos de consumo e dos estilos de vida de outras parcelas já incorporadas à democracia do consumo e das inovações.

Assistimos atualmente a ampliação da base de consumidores nas sociedades emergentes e novos grupos de classe média e ricos emergentes. Não vou teorizar aqui sobre os diversos perfis que surgem nas mais diferentes regiões do planeta. Isso exige um estudo mais localizado e minucioso. Vou falar de uma macrotendência ou de um novo ethos do consumo em voga: aliar sofisticação material e cultura, conforto e bom gosto, prazer e arte.

Parcelas crescentes das classes médias, se tornam grupos de status mais preocupados com a preservação e intensificação de seu presente estilo de vida, esforçando-se para manter a distância social e encerrar as oportunidades de consumo de certos bens e inovações aos outsiders ou arrivistes – os de fora. As novas classes C emergentes.

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O pensamento capitalista, o futuro do consumo e o equilíbrio entre desejo e necessidade – Parte 2/2

Publicado em 25 Jun 2008 at 4:26pm

Importante retrocedermos um pouco na historia do pensamento filosófico capitalista e extrairmos daí algumas reflexões sobre o tema do consumo utilitário e do consumo do supérfluo e procurar entender como o pensamento mercadológico e a própria sociedade de consumo passou a interpretar o consumismo moderno.

O pensamento filosófico liberal estabelecia as bases para o desenvolvimento de uma sociedade baseada no livre interesse pessoal. O indivíduo é enaltecido e seus desejos, valores pessoais e escolhas refletem sua liberdade. Os indivíduos procuram satisfazer seus interesses privadamente, baseados na ação e escolha racional, agem sabendo o que querem e têm preferências pré-definidas que precisam ser satisfeitas.

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O pensamento capitalista, o futuro do consumo e o equilíbrio entre desejo e necessidade – Parte 1/2

Publicado em 24 Jun 2008 at 11:46am

Um perfume pode durar em média dois anos para ser criado: seis meses para definir o conceito, um ano para elaborar, selecionar e testar a fragrância, definir o design do vidro e embalagem, fabricar e testar o produto e mais seis meses para construir um plano de comunicação e testar a campanha. Muitas vezes o ciclo de vida do produto é menor que seu tempo de pesquisa e desenvolvimento, uma novidade persegue e substitui a outra e esta política de obsolescência programada determina a própria lógica do luxo e da moda.

A indústria criou inúmeros bens que facilitaram a vida das pessoas e solucionaram problemas da vida cotidiana. O que seria de nós sem as benesses da tecnologia e dos bens de consumo? O consumo não gera felicidade, mas com certeza está na base do hedonismo e da satisfação pessoal do mundo moderno.

Mas, neste momento o consumo passa por uma revisão ética e a necessidade de sermos mais responsáveis nas nossas decisões de compra e consumo é urgente. Não vamos deixar de produzir, comprar e consumir, mas certamente iremos mudar muitas de nossas atitudes e hábitos. A indústria ainda produz muita parafernália e ainda compramos muito por compulsão ou impulso.
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Lonely Sweet Home – Nanofamílias: Singles, Dinks e Cia

Publicado em 12 Jun 2008 at 4:56pm

Individuais, tecnológicos, dinâmicos e portáteis. Não se trata de um novo gadget ou uma nova marca de produtos hi-tech. São as categorias que definem os novos arranjos familiares, as novas nano-famílias, os novos domicílios contemporâneos.

Estas novas famílias exigem mais conforto, praticidade, personalização nos projetos e sofisticação nas suas escolhas. Uma nova sensibilidade estética mudou nossas motivações de consumo, e a demanda pela categoria de produtos básicos já se esgotou. Novos perfis de consumidores vão às compras. Não se trata de comprar algo novo, mas de substituir o modelo ‘antigo’. Grande parte de nossas necessidades de consumo já foram satisfeitas, agora chegou a hora de desejar o último lançamento superpremium. Não foi só a tecnologia que permitiu esta mudança na nossa escala de necessidades.

O consumidor se tornou mais exigente, escolhe com mais critério, valoriza estilo e bom gosto e leva em conta a satisfação pessoal. Estes novos perfis de consumidores são mais sofisticados, escolarizados, hedonistas e ‘boêmios’.

Compram menos itens, mas de melhor qualidade e com maior valor agregado. Esta é a tendência batizada de trading up. Fatores demográficos e culturais se combinaram para promover o trading up – o refinamento dos gostos e estilos de consumo.

Hoje nos lares americanos e nos lares de milhões de famílias de classe média e média alta, pelo mundo, se tem mais riqueza discricionária do que no passado para ser gasta com produtos superiores. Nestes lares que tem particularmente mais mulheres, solteiras ou casadas com melhores empregos, salários mais altos e dispostas mais do que nunca a gastarem consigo mesmas.

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O Shopper e o Promotor

Publicado em 22 May 2008 at 9:38pm

O ponto de venda é onde o consumidor realmente acaba decidindo o que levar. Muita gente afirma que as decisões são na sua extensa maioria tomadas na frente das gôndolas e prateleiras. Não é um fato. Boa parte dos nossos hábitos de consumo são tradicionais. Compramos pela força do hábito, diversas categorias de produtos básicos.

Se queremos entender um pouco mais sobre a ciência do shopping, como diria Paco Underhill, necessitamos observar e analisar o comportamento do shopper, isto é, do nosso consumidor no ponto de venda.

Segundo Kotler, o ponto de partida para a estratégia promocional é compreender o comportamento do consumidor e seus diversos processos de decisão de compra. Você precisa compreender quais são os principais fatores situacionais e psicológicos que atuam sobre o consumidor. Quanto melhor entendermos o que o motiva e o influencia, o que promove a compra, como podemos melhor abordar, comunicar e nos relacionar com o cliente, melhor será nosso desempenho e potencial de sucesso profissional.

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Tipos de consumidores e empresários sob a ótica do empreendedorismo (Parte 2)

Publicado em 15 May 2008 at 11:34am

Continuaremos a falar sobre os consumidores e empresários, mas sob a ótica do empreendedorismo.

No artigo anterior, comentamos sobre os tipos de clientes, mas do lado empreendedor é para pensar: porque será que eles entrariam em sua loja? Porque eles escolheriam o produto que você desenvolve? Você como consumidor já parou para pensar mais profundamente porque entra, lembra ou freqüenta determinado estabelecimento?

Aparentemente podemos ir a qualquer lugar. Mas entre um e outro supermercado você acaba desenvolvendo, por um em especial, uma preferência. E esta predileção pode partir de inúmeros quesitos: a proximidade, a disposição, o preço, a aparência, o serviço, o atendimento…

Outras vezes os lugares são escolhidos por serem opções práticas: apesar do preço ser um empecilho, você vai porque tem certeza que encontrará o que procura. Em outra situação, apesar de ser longe, você pode preferir determinado estabelecimento porque lá eles entregam o produto instalado. Tal local não tem estacionamento fácil, mas tem produtos com a sofisticação que procura…

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