Pintura “A Primavera” de Botticelli – padrão estético Renascentista
Quando apreciamos obras de arte medievais ou do renascimento, ficamos admirados de como eram gordinhas as modelos que pousavam para os quadros. Bem rechonchudas, representavam, à época, o padrão de elegância, tão diferente do atual. Explica-se: somente a partir do século XX é que a tecnologia agrícola, aliada a outras, tornou fácil o cultivo de alimentos, fazendo pela primeira vez, desde que o mundo é mundo, com que houvesse fartura e a busca por comida deixasse de ser problema prioritário. Anteriormente só os ricos podiam ser gordos e as mulheres com formas opulentas representavam um padrão superior, portanto eram vistas como símbolos de beleza e elegância.
As Três Graças de Rubens no séc. XVII e a Top model Gisele Bundchen, ideal de beleza contemporâneo
“As três graças”, obra-prima de Rubens no séc. XVII, hoje estariam mais para “as três desgraças”, por termos atualmente um ideal estético feminino que se aproxima das formas esguias e com músculos definidos da arte greco-romana. Mesmo as madonas gorduchas, ostentando seus bambinos, estão desatualizadas, pois logo após darem à luz, as mulheres contemporâneas se esforçam para retornar à forma anterior.
A maquiagem é uma das mais antigas formas de ornamento do próprio corpo. Motivos religiosos, sedução, demonstração de status e posição social ou simplesmente, por pura diversão, pintar o rosto e até partes do corpo tem sido feito a milhares de anos.
O registro mais antigo do uso de produtos de maquiagem foi no Egito, onde as mulheres maquiavam os olhos de verde escuro logo abaixo da pálpebra de baixo e, com kohl, escureciam os cílios e as pálpebras superiores. Judeus e romanos também eram fãs do kohl… Na Renascença italiana, pós especiais eram usados para cobrir o rosto – um deles, a Acqua Toffana, era feito de arsênico! Aliás, não faltaram outros venenos na história da maquiagem: muitos produtos utilizavam mercúrio, chumbo e ervas venenosas. O resultado imediato devia ser fantástico, mas a longo prazo surgiam estragos na pele, dores e até a morte.
Com o passar dos tempos, a maquiagem se tornou um trabalho profissional e com o avanço de novas tecnologias industriais, a maquilagem ganhou uma gama de novas cores, texturas, cheiros, e virou um item indispensável a todas as mulheres de hoje.
Ediorial de Maquiagem
Por Aline Marques
Em 2007 foram realizados quase 1,5 milhão de preenchimentos com ácido hialurônico nos Estados Unidos, de acordo com a ASAPS (Sociedade Americana de Cirurgia Estética e Plástica). O procedimento já o segundo mais realizado por lá na área estética, atrás apenas da aplicação de BOTOX®.
Dermatologistas e cirurgiões plásticos do Brasil revelam que por aqui este cenário não é diferente. O preenchimento é um dos procedimentos mais indicados e utilizados para o tratamento de rugas profundas e reposição de volume e 100% dos especialistas que opinaram sobre o tema utilizam a substância em seus consultórios.
Segundo eles, cerca de 80% das pessoas procuram o preenchimento para tratar os sulcos nasogenianos (o famoso bigode chinês) – tirando o aspecto de “rosto entre parênteses” – e aumentar o volume dos lábios. A idade média varia de 30 a 60 anos, mas cada faixa etária com necessidade e objetivos diferentes.
Pele excessivamente esticada, olhos muito puxados e lábios volumosos não são resultados da toxina botulínica tipo A.
Desde que foram descobertas suas funções rejuvenescedoras, a aplicação de toxina botulínica tipo A tornou-se um dos procedimentos estéticos mais realizados no mundo. Hoje, porém, ela – principalmente o BOTOX, marca produzida pela Allergan, é muitas vezes culpada por resultados que é incapaz de oferecer.
Personalidades como a primeira dama Marisa Letícia, Marta Suplicy, Donatela Versace e Sylvester Stallone, entre outras, são comumente criticadas pelo “excesso de Botox” ou por suas “caras botocadas”. Mas a dermatologista Carolina Feijó, de Porto Alegre (RS), afirma que em 95% dos casos, os maus resultados que as pessoas criticam não são decorrentes de aplicação de Botox. “No início, o tratamento era pouco individualizado e a substância era aplicada exatamente nos mesmos pontos, independente do paciente. Mas o procedimento evoluiu muito, está mais personalizado e os resultados, cada vez mais naturais”, explica.
Segundo a especialista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o que é apontado como resultado da aplicação de Botox é, na verdade, efeito de outros procedimentos, como liftings e preenchimentos definitivos, como o metacril.
Donatella Versace e Sylvester Stallone
A toxina botulínica age relaxando a musculatura e amenizando as rugas de expressão de forma natural. “O Botox não dá volume, não estica a pele, não é capaz de oferecer os resultados que muitas vezes são atribuídos a ele”, completa.
Como a ciência transformou um inimigo mortal em aliado
Na Inglaterra do século XVII, houve certa feita um evento social num clube, onde foram servidos sanduíches diversos, entre eles, alguns rechados com patê de ganso. Poucas horas depois, algumas pessoas apresentavam visão dupla (diplopia). Tais pessoas julgavam que era apenas um mal estar e iam dormir. Para não mais acordar.
Em pouco tempo instalou-se o pânico, e não demorou muito para se estabelecer um elo comum entre as pessoas.
Sabia que tinha alguma coisa errada naquele lanchinho de ontem!
Eram exatamente as que escolheram o patê de ganso como recheio. Quando se deram conta que o banquete na verdade tinha sido uma roleta-russa, várias outras manifestavam sintomas de diplopia, e horas depois, estavam mortas. Não havia o que fazer na época.
O vilão do caso, atendia pelo nome de Clostridium botulinum, uma bactéria anaeróbia (que só existe na ausência de oxigênio), parente da bactéria do tétano. Vocês vão perguntar, ‘Se ela só existe na ausência de oxigênio, como isso acontece?’ Porque na presença de oxigênio, ela se encontra na forma de esporos, que são muito resistentes, e eclodem em condições apropriadas.
“Depois de tantas cores de esmaltes e do excesso de sandálias e sapatos que deixaram marcas e calosidades, é necessário deixar o pé respirar, hidratar”, garante Marly das Graças Fernandes, calista e pedicure.
Com a chegada do inverno, muitas mulheres abandonam seus pés pelo fato de utilizar sapatos fechados e meias, mas esse é o momento para tratá-los. Segundo a calista e pedicure Marly, que há 18 anos atua na área, o inverno é a estação ideal para deixar a unha respirar e realmente cuidar dos pés. Com esse intuito, o Mmeilus Studio, centro de beleza, desenvolveu os tratamentos Pé das Deusas em que há opções como pé de Afrodite ou Hera.
No caso de Afrodite, a deusa do amor e da beleza, são usados sais de eucalipto, lavanda ou hortelã em água quente. A mistura relaxa os pés e libera o aroma que acalma e limpa as vias respiratórias. No tratamento representado pela Hera, deusa da força vital e da vaidade que tinha como objetivo ser mais bonita que Afrodite, é feita a esfoliação dos pés, hidratação, massagem e fortalecimento das unhas com óleo de cravo.