Muito se fala sobre a importância do corpo vestido na socialização dos indivíduos e das motivações psicológicas que impulsionam o consumo de trajes moda.
As ciências humanas têm debruçado seus estudos sobre a importância das aparências como um elemento sinalizador para a aglutinação de pessoas, em torno de objetivos comuns. Esta visão está muito bem elaborada, em pensamentos como os de Hume, Simmel, Mafesolli, Baudrillard.
Sou uma historiadora de Moda e Vestuário e tenho usado o viés da história das aparências para mostrar e, demonstrar a função da moda como geradora de riquezas, e de demanda de mão de obra que a cultura das aparências proporciona nas sociedades modernas. Tal condição gera produtos e uma necessidade psicológica que induz ao consumo de bens.
Filósofo contemporâneo Alain de Botton
Aqui, através do pensamento de Alain de Botton, jovem filósofo contemporâneo, quero apontar a importância da aparência do traje modalizado, como um sinalizador comum para a inserção das pessoas que ocupam posições importantes na sociedade.
A moda como sinalizador comum para a inserção das pessoas que ocupam posições importantes na sociedade
Botton fala daqueles que ocupam posições sociais importantes como “alguém” e os seus opostos, como “ninguém”. O que este autor traz de novo para um tema que já está tão visitado, é a associação dos conceitos de “alguém” ao da conquista de status e amor, e o de “ninguém” ao estado de solidão e da posse de baixa auto-estima.
Kidults são tema de artigo no Portal UseFashion
Presentes há alguns anos nos estudos sobre comportamento de consumo, os kidults são adultos que conservam elementos infantis no dia a dia. O termo, neologismo em inglês que une kids e adults (crianças e adultos), foi criado pelo sociólogo britânico da Universidade de Kent Frank Furedi em artigo intitulado The children who won’t grow up em 2003, e desde então tem sido usado para caracterizar esta tribo típica do século XXI. Neste mês de janeiro, a equipe de pesquisa da UseFashion traz para seus clientes a mais completa análise sobre kidults disponível na internet brasileira.
O texto, permeado com imagens de pesquisa de moda do Portal UseFashion, traz as origens desta tribo, seus estilos, seus referenciais artísticos, suas músicas e, claro, como as empresas de moda podem se apropriar de sua linguagem para vender mais. Dois exemplos claros são a Comme des Garçons, em seu desfile de inverno 2008 e Vivienne Tam, na coleção de inverno 2009.
Leia também Tribos Urbanas – O Movimento Hippie (Parte 1/4)
Wilhelm Reich, psiquiatra austríaco, que havia sido perseguido por Hitler, foi expulso do partido comunista, preso na década de 50 pelo macartismo, vindo a morrer na prisão em 57 com parte de seus escritos queimados.
Reich foi considerado maldito e proscrito dos círculos oficiais, criou a sexpol, fincada na idéia de que há uma necessária ligação entre a saúde psíquica, a vida sexual e a consciência de classe. Não acreditava na possibilidade de saúde e liberdade num quadro sufocante como o do capitalismo das sociedades industriais de consumo. Pregava que sexo é corpo e mente. Como para o psiquiatra, o capitalismo escraviza o corpo e condiciona a mente, acaba sendo um entrave para a saúde psíquica plena. A revolução seria necessária para uma profilaxia eficaz das neuroses.
Calça skinny, All Star, camisetinhas de banda e muitos acessórios incríveis. A CAPRICHO te apresenta a From UK,tribo que mistura estilos e arrasa no visual
Se você é do tempo em que ser from uk significava ter nascido em algum dos países britânicos (United Kingdom ou Reino Unido = Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte), você certamente não acessa o Myspace.
O site de relacionamento é hoje o grande disseminador da tribo dos from uk, um novo estilo que mistura comportamento desencanado, exposição da própria imagem no mundo virtual e muita, muita moda, importada dos jovens britânicos e seus visuais moderninhos.
Leia também: O Movimento Hippie e a Influência do LSD (Parte 2/4).
Movimento de juventude que nasceu na Califórnia, na América do Norte em 1966. Hip significa zombar e melancolia. Pacifista, pregava a filosofia do amor (filosofo significa amigo do saber). Jovens estudantes reuniram-se para expor ao ridículo a guerra do Vietnã. Foi um ato de zombaria que revelou o desencantamento de uma juventude sem ideal.
O traje desse movimento era composto de calças de jeans, pantalonas com boca de sino, e no lugar de camisas e blusas, ambos os sexos usavam batas indianas, como apego a culturas distantes deste mundo massificado e corrompido pela guerra e pela sociedade de consumo. A estética hippie é também conhecida como a estética da flor e do amor.
PARIS – O museu Christian Dior em Granville, cidade natal do estilista, no norte da França, abrirá na quinta-feira, 1, a exposição Dandismo 1808-2008, de Barbery d’Aurevilly a Christian Dior, que percorrerá as diversas interpretações do dandismo na moda.
Caracterizado por trajes aristocráticos, de extrema elegância e alguma excentricidade, o dandismo teve no escritor francês Jules Barbey d’Aurevilly (1808-1889) um de seus primeiros divulgadores. Em 1845, o escritor publicou Du Dandysme et de Georges Brummel, obra de referência considerada o manifesto dândi.
Cartas manuscritas, textos originais e quadros como o retrato de d’Aurevilly pintado por Emile Levy, além de acessórios e objetos vindos de coleções privadas e de museus tentam recriar a atmosfera dândi do passado e do presente nos espaços do museu de Dior.
Saiba mais sobre os dândis no Fashion Bubbles:
Leia o artigo completo no Estadão Online.
SÃO PAULO - Meninas maquiadas, com shorts da última coleção da Miss Sixty, brincos H. Stern ou Tiffany’s, bolsa Louis Vuitton e sapatos italianos são o que mais se vê numa tarde de sábado no Shopping Iguatemi. Na maior parte das vezes, elas nem têm idade para tanta produção. Afinal, poucas ali já passaram dos 13 ou 14 anos. Mas o que importa mesmo é ser fashion. A tendência também persegue as mais velhas, com a diferença de que a concentração delas nos corredores do shopping não se restringe aos finais de semana.
As jovens patricinhas ainda estão presentes em grande número no Pátio Higienópolis. Mas elas têm algumas características próprias. Em vez de aproveitarem apenas os sábados no shopping, elas também freqüentam nos dias de semana, à tarde. E toda a produção das ‘primas’ do Iguatemi dá espaço para uniformes de tradicionais colégios do bairro, como o Rio Branco e o Sion. Sempre, é claro, com algum detalhe para fazer a diferença.
Leia o artigo completo no Estadão.
(BR Press) – Deu no suplemento de moda de primavera da revista Time: a nova tendência em estilo é a roupa e acessórios sem marca. No Japão, um fértil celeiro de cultura pós-moderna, a “no logo generation” já pode ser identificada. Não é o caso de apagar totalmente aquela imagem de hordas de japoneses atrás de suas Louis Vuitton na Galeries Lafayette, em Paris. “Marcas dizem cada vez mais sobre individualidade ao invés de logos”, diz Kenji Ikeda, 33 anos, designer de bolsas que deixou a Givenchy para criar sua própria marca – sem etiqueta, diga-se –, em ascensão desde 2003.
Do Flickr: Street fashion no Japão
“Ninguém precisa de grandes e brilhantes logos no que está usando para ser associado a luxo e status”, acredita Jason Lee Coates, diretor da H3O, empresa de relações públicas em moda sediada em Tóquio. Usar produtos sem marca – aparente, pelo menos – e de extrema qualidade, segundo os “papas” do movimento sem logo, é o verdadeiro sinal de bom gosto e, claro, poder aquisitivo.
Versão romântica do século XX, beats e existencialistas foram a primeira cultura jovem a mostrar no seu vestuário o luto por um estado de guerra em que não viam sentido e do qual não queriam participar.
Surgiu na América do Norte, dentro das comunidades estudantis da costa oeste durante os anos 50. Nasceu da tenção existente dentro do próprio tecido social, do protesto contra a opulência de uma sociedade que saíra da Segunda Guerra bombardeando Hiroshima e se preparava para investir contra a Coréia. Protestava contra condições da própria civilização americana, contra o “American Way of Life”.
Beat significa beato e denominava uma geração que se tornava jovem no pós-guerra. Largamente perturbada, protestava contra o progresso tecnológico que produzia bombas atômicas, propondo uma renovação cultural que se manifestou através do catolicismo de Thomas Merton e de um culto marcado pelo esoterismo e pela influência da religiões orientais.
A exaltação dos sentimentos empregados pelos emotivos agora é algo do passado, a nova moda é louvar o Reino Unido e ser alternativo.
Funeral for a Friend, uma das bandas From UK
Mesmo sendo controverso, o Emo espalhou-se rapidamente pelo Brasil e fez a cabeça de muitos adolescentes. Uma verdadeira cruzada teve início a partir do momento em que surgiu o movimento, capaz de dividir diferentes setores da sociedade. Odiados por uns e amados por outros, os jovens de franjas gigantes e maquiagem continuaram a causar polêmica por onde transitavam, porém, os costumes utilizados mudaram e novas posturas foram adotadas com a criação do From UK, que agrega conceitos diferentes e abandona a melancolia, a tristeza e o sofrimento típico da antiga moda para abranger um visual inspirado na juventude britânica.
Cabelo desfiado com gilete, tingido de diferentes cores e levantado em algumas partes através do uso de laquê, roupas coladas e uma postura desleixada, indiferentes ao mundo, são características que os diferenciam das demais tribos. Outra peculiaridade é a utilização de piercing nas mais variadas regiões da face. Múltiplos objetos de adorno perfuram lugares distintos da boca, nariz, sobrancelha, tendo mais de um enfeite em algumas ocasiões, ou qualquer outro espaço disponível na pele para completar a exótica aparência.
Pré-Guerreiros do Século XX
Curiosamente, os movimentos de moda jovem do século XX estão, na sua maioria, associados ao conceito de sobrevivência que precede os momentos de guerra ou de grande recessão econômica onde o gozo do prazer fica limitado. Este talvez seja o motivo pelo qual, todos tenham seu maior significado no traje masculino, mostrando um desejo do jovem em não assumir sua responsabilidade jurídica e civil de guerreiro e a responsabilidade social de provedor em época de penúria.
Tal condição talvez seja a responsável por uma estética de tribos urbanas amplamente hedonista e erótica que procura parcerias para relações efêmeras, onde o vínculo matrimonial não tem chance de acontecer pela impossibilidade de estes jovens machos assumir a função provedora que a sociedade lhes delega.
As modas femininas, que acompanham estes movimentos de estilo, aparecem com fortes traços andróginos, e carregadas da mesma efemeridade que as masculinas. Pouco eróticas, as garotas são apenas parceiras e solidárias da visão de mundo que os rapazes apregoam. Também não veêm no casamento uma solução para seus destinos e não pensam na relação homem /mulher como projeto a longo prazo, querem apenas “ficar”, experimentado parcerias e vivenciando experiências até que a idade adulta chegue e possam então se envolver com o mundo do trabalho, em geral, nas áreas de criação ou com atividades artísticas. Grande parte dessa juventude está envolvida com o mundo da moda, do espetáculo, das áreas de produção de imagem e comunicação.
O Red Hat Society é um grupo de mulheres com mais de 50 anos que se reúnem com o único e exclusivo fim de se divertirem. Elas não tem nenhum objetivo “elevado”, tipo voluntariado, caridade ou levantamento de fundos para caridade. Reúnem-se apenas para interagir socialmente e se divertirem! Talvez por isso, definem-se como um “des”-organização!
A única regra é que seus membros devem ser mulheres de mais de 50 anos, que devem sempre usar um chapéu vermelho (daí o red hat) e roupa lilás nos eventos do grupo. Boás, broches, camafeus e outros acessórios nada discretos são bem-vindos! Mulheres de menos de 50 anos também são aceitas, mas devem usar chapéu rosa e roupas lavanda (que diabo de cor é essa?) até que completem 50 anos. Continue
Começo hoje a escrever aqui no Fashion Bubbles e vou iniciar falando daquilo que mais sei e gosto: comportamento do consumidor.
Mudanças sociais, tecnológicas e comportamentais criam novos tipos de personalidade, mas principalmente novos hábitos, atitudes e novos tipos e perfis pessoais. Nas últimas décadas vimos surgir novos grupos de comportamento e novas tribos de afinidade. Em torno dos novos interesses, práticas e valores nascem novos estilos de vida e perfis psicográficos.
Convivemos diariamente com estas mudanças. Elas são cada vez mais constantes, múltiplas, instáveis e aceleradas. As escolhas e experimentações alargam nosso campo de ação e o peso da tradição ou do costume já não nos impede de circular em frêmito pelos múltiplos corredores dos supermercados de estilos.
Novos grupos de indivíduos e consumidores surgem e ganham força no cenário atual. Ron Rentzel em seu recente livro Karma Queens, Geek Gods & Innerpreneurs, nos relata um pouco do universo de práticas e valores de nove tipos estratégicos de consumidores.
O que caracteriza os novos consumidores é sua capacidade de se conectar com outros a partir de certos elementos e valores comuns. Os segmentos se formam a partir de interesses ou práticas compartilhadas, objetos ou marcas comuns. Chamo estes pontos de conexão de pontos C (pontos de conexão). Eles podem ser um valor ou idéia, uma prática ou interesse, um meeting point ou lugar, um produto ou marca. Eles demarcam intersecções, unem pessoas de perfis sócio-econômicos e demográficos muitas vezes bem diferentes entre si. Os pontos C são as fronteiras de encontro, interação e identificação entre indivíduos e grupos na vida contemporânea.
Os movimentos de cultura de moda, que envolvem o vestuário dos adolescentes nas cidades contemporâneas, têm sido identificados como movimentos que se reconhecem como Tribos Urbanas.
Veja a seguir as matérias que o Fashion Bubbles já publicou sobre tribos urbanas:
“Os movimentos de cultura de moda, que envolvem o vestuário dos adolescentes nas cidades contemporâneas, têm sido identificados como movimentos que se reconhecem como Tribos Urbanas.
São pessoas inspiradas pelo estilo dos dandies Vitorianos( homens do século XIX, com senso estético apuradíssimo, a lá Oscar Wilde).
Como o dandismo era um movimento contrário ao exagero de po-de-arroz e uma crítica sutil a nobreza, trouxe uma nova forma de beleza masculina. A preocupação com a perfeição dos trajes estavam acima de tudo.Podemos notar ainda o uso de calças mais ajustadas. As roupas eram usadas tambem como revolta aos valores da sociedade da época.Imagem era tudo.
Veja mais fotos do estilo Dandy no blog Fashion n´Roll.
Leia mais sobre os Dandys na matéria Moda e Tribos Urbanas e Sobre Dândis e antimoda masculina.
Aqui nas ruas da Europa, la nouvelle vague (a nova onda) é o Tecktonik que começou como uma marca de roupas e agora é um conjunto de moda e dança.
Tudo começou em Paris com uma marca de roupas e energéticos chamada Tecktonik Killers realizando noites de música no clube noturno Le Metropolis em 2000, porém foi em setembro de 2007, depois da Techno Parade que a dança foi parar no Youtube e está fazendo o maior sucesso.
A dança (para mim ainda estranha) mexe muito mais os braços que as pernas, a moda está sempre associada: é indispensável uma calça ultra-skinny (mega-justa), jaqueta curta estilo biker e cabelos com moicanos mais largos que o usual na cabeça.
Mas essa não é uma dança de danceteria, a dança está nas ruas, cada vez mais vê-se o povo TCK (Tecktonik) nas ruas nas sextas-feiras à noite realizando círculos de ‘batalhas’ de dança, ganha quem tiver a maior torcida.
Yelle, uma cantora francesa descoberta através do MySpace, lançou seu último videoclipe “A Cause des Garçons” com uma galera dançando Tecktonik, ela está abrindo os shows do Mika na Europa neste final de ano. Para entender mesmo o que é o Tecktonik veja o video.
A música utilizada para dançar Tecktonik é uma mistura de hip-hop, techno belga, hardstyle e house.
O mais engraçado de tudo isso é ver que quem está vestido de forma TCK nunca consegue ficar parado, sempre está dançando pelas ruas, como se fosse uma roupa mágica que os fizesse ficar movimentando. Eu? Ainda não me agrada, tenho medo!
Visual kei (visual kei/bijuaru kei?, “linhagem visual” ou “estilo visual”), ou visual rock, é um movimento musical que surgiu no Japão na década de 1980.
Consiste na mistura de diversas vertentes musicais como rock, metal e até música clássica. Uma das peculiaridades desse movimento é a ênfase no visual de seus artistas, muitas vezes extravagante, outras vezes mais leve, mas quase sempre misturada com a androginia, e shows chamativos. No visual kei a música anda sempre ao lado da imagem e vice-versa. (Leia mais na Wikipedia – http://pt.wikipedia.org/wiki/Visual_kei). Continue
Para a publicitária Marisa Toma, que mantém há dois anos o blog Objetos de Desejo –em que reúne gagdets e acessórios–, ter amigo nerd, que sabe ligar roteador e colocar Wi-Fi, passou a ser o máximo após a popularização da internet. E isso se reflete na moda.
“Não é vingança dos nerds, de menino babão cheio de canetas no bolso. A gente está falando de uma molecada que é antenada com o que acontece em tecnologia, que curte design e que valoriza os primeiros passos da computação”, diz.
Para quem quer começar sua coleção nerd, Ematoma, como é conhecida entre os blogueiros brasileiros, indica o www.geek.com. E, na falta de lojas brasileiras, avisa: “Nerd que é nerd não se intimida com isso, importa camisetas. O nerd 2.0 customiza as páginas dele, não vai customizar o look?”
Leia o artigo completo na Folha Online e conheça os sites preferidos de moda nerd.
E, claro, visite o site da Ematoma, Objetos de Desejo!