Continuaremos a falar sobre os consumidores e empresários, mas sob a ótica do empreendedorismo.
No artigo anterior, comentamos sobre os tipos de clientes, mas do lado empreendedor é para pensar: porque será que eles entrariam em sua loja? Porque eles escolheriam o produto que você desenvolve? Você como consumidor já parou para pensar mais profundamente porque entra, lembra ou freqüenta determinado estabelecimento?
Aparentemente podemos ir a qualquer lugar. Mas entre um e outro supermercado você acaba desenvolvendo, por um em especial, uma preferência. E esta predileção pode partir de inúmeros quesitos: a proximidade, a disposição, o preço, a aparência, o serviço, o atendimento…
Outras vezes os lugares são escolhidos por serem opções práticas: apesar do preço ser um empecilho, você vai porque tem certeza que encontrará o que procura. Em outra situação, apesar de ser longe, você pode preferir determinado estabelecimento porque lá eles entregam o produto instalado. Tal local não tem estacionamento fácil, mas tem produtos com a sofisticação que procura…
Enfim, os consumidores são atraídos, por quesitos objetivos como a praticidade, a facilidade, etc. Mas são igualmente motivados por questões subjetivas (veja os sete tipos de clientes na última matéria).
Sobre a subjetividade do empreendedor estão algumas questões curiosas como a qualidade. Muitos amigos empreendedores me escrevem declarando que é imprescindível a qualquer negócio a qualidade. Também acredito nisso e concordo. Mas o que é a qualidade? É um número medido numa fita métrica? Um peso conferido na balança? Na verdade ela é também uma medição subjetiva.
Este é um item começa no íntimo da pessoa empreendedora. Vamos exemplificar pensando num restaurante. E vamos associar a qualidade ao seu preço, os consumidores fazem exatamente isso. Na periferia os almoços podem começar por 4 reais, nos shoppings por 15, na av Paulista por 35, num restaurante mais transado por 100, um lugar sofisticado por 400, e por aí vai…




