Novos valores geram novas fibras

- Continue depois da Publicidade -

fibras4out07.gif

Os novos valores que estão na base do desenvolvimento de fibras têxteis apelam para produtos que privilegiam o equilíbrio ambiental e a saúde. Na linha da frente estão diversas empresas japonesas com as mais variadas soluções.

Os produtores japoneses estão cada vez mais empenhados no desenvolvimento de fibras e têxteis destinados ao bem-estar pessoal, à higiene, ao conforto e à ecologia. Muitos destes novos materiais são revestidos ou tratados com substâncias que derivam de químicos naturais, obtidos a partir de plantas e animais.

A Omikenshi, empresa com sede em Osaka, desenvolveu diversas fibras de viscose com propriedades que promovem a saúde. Uma destas fibras, designada comercialmente por Sundia, possui propriedades desodorizantes que são activadas após a exposição da fibra à luz solar durante cinco horas. Os tecidos fabricados a partir da fibra Sundia possuem também propriedades anti-bacterianas e ajudam a proteger contra a radiação ultravioleta. A empresa também comercializa uma fibra de viscose designada por Crabyon, a qual é revestida com quitina, fabricada a partir da casca do caranguejo, fornecendo protecção contra os germes.

Outro desenvolvimento da Omikenshi é a sua fibra Kishu Binchotan, produzida a partir de um compósito de viscose e carvão derivado de carvalho. De acordo com a Omikenshi, as partículas de carvão geram iões negativos que criam uma sensação de bem-estar, absorvem odores e humidade, ajudando a circulação sanguínea através da libertação de radiação infravermelha.

- Continue depois da Publicidade -

Para além destas fibras, a Omikenshi desenvolveu fibras de viscose que contêm um composto de esqualeno, substância derivada do fígado do tubarão. De acordo com diversos estudos, o esqualeno desempenha também um papel fundamental na promoção da saúde.

A Daiwabo, empresa também sedeada em Osaka, desenvolveu uma nova fibra desodorizante designada por Deometafi. A fibra tem a capacidade de neutralizar uma larga gama de odores, incluindo os gerados pelo corpo humano. Para conseguir esta propriedade, a Daiwabo criou enzimas artificiais que são capazes de formar ligações iónicas com as fibras.

Você também pode gostar!

- Continue depois da Publicidade -

- Continue depois da Publicidade -

As preocupações ambientais são também uma força condutora na base de diversas inovações nas fibras japonesas. Seguindo esta linha, três empresas japonesas (Asahi Kasei, Teijin e Toyobo) desenvolveram materiais em poliéster para concorrer com as espumas de poliuretano nos assentos usados nos meios de transporte e no mobiliário doméstico. A espuma de poliuretano tem a desvantagem de ser difícil de reciclar, para além de originar derivados tóxicos quando é queimada. Os novos materiais de poliéster eliminam estes inconvenientes.

A necessidade de protecção ambiental é cada vez mais importante, face a consumidores cada vez mais preocupados com a sustentabilidade e aos danos causados no ambiente. Para responder à necessidade de protecção ambiental, a Teijin Fibers desenvolveu o Ecocircle, um sistema para a obtenção de fibras sintéticas a partir da reciclagem de vestuário. A Toray e a Teijin desenvolveram, em separado, técnicas para a reciclagem de garrafas de polietileno, transformando-as em fibras de poliéster para fins têxteis.

No campo das fibras biológicas, a Teijin desenvolveu uma alternativa ao poliéster tradicional, recorrendo ao ácido poliláctico, enquanto que a Toray desenvolveu um tapete de automóvel biológico, também à base de ácido poliláctico.

- Continue depois da Publicidade -

Outra aplicação ecológica resulta da combinação desenvolvida pela Mitsubishi Motors em cooperação com a Aichi Industrial Technology Institute para o fabrico de peças para o interior de automóveis, utilizando poli(succinato de butileno) reforçado com fibras de bambu. A NEC Corporation e a Unitika desenvolveram em conjunto um material plástico biológico reforçado com fibras de kenaf (planta da família da juta) para a utilização em dispositivos electrónicos. Também a Fujitsu possui um polímero biológico derivado de óleo de castor, enquanto que a Honda possui um tecido à base de plantas para aplicação no interior de automóveis.

Matéria do site PortugalTextil.

Site rico em informação de qualidade sobre a cadeia produtiva da moda. Vale a pena conferir!

- Continue depois da Publicidade -

você pode gostar também

“Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência. Ao utilizar nossos serviços, você concorda.” Tudo bem Mais detalhes