Barreiras-Ba: O plano “B” do folião

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Para quem não pode ir ou assustou-se com a violência do carnaval do Rio de janeiro com 2164 ocorrências policiais seguido por Salvador com 1952. Ainda existe um lugar onde dá para curtir com certa tranqüilidade. Muito mais que o ziriguidum do carnaval este lugar apaixonante é repleto de atrações que vão bem além da folia.

Barreiras é o nome desta cidade situada no oeste da Bahia. E os nativos moradores de lá são baianos, por enquanto. Não estranhe o “por enquanto” é que eles andam lutando para conseguir sua independência e tornar-se um novo estado brasileiro. Ali é uma Bahia que desconhece as expressões “meu rei”, “painho ou mainha” e também não faz parte das suas tradições os vatapás e acarajés. Sua comunidade além dos baianos, é claro, abrigam muitos japoneses e sulistas, quase todos envolvidos nas plantações de soja e outros grãos. O agro-negócio é que move a economia por lá.

Fazem parte das atrações naturais rios de águas muito cristalinas, o Rio de Ondas, onde se passeiam de bote ou bóia. Para os mais aventureiros há um rio bastante furioso próprio para rafting, o Rio das Fêmeas. Uma das cachoeiras mais bonitas – o nome assusta: Cachoeira do Acaba Vida – mas, é fabulosa e sua queda tem mais de 30 metros de altura. Nos municípios vizinhos existem grandes paredões de pedras calcárias. Só a vista destas muralhas já valeria a visita, mas há ainda grutas repletas de arte rupestre e lagos submersos. A temperatura local beira os 35 graus e significa que não há rio ou cachoeira de águas geladas.

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Voltando ao plano “B” do folião, os trios elétricos não ostentam as estrelas de Salvador, nem os globais são vistos por lá. Mas, a diversão é garantida. São pelo menos sessenta mil foliões movidos a drinques capeta, guaranás e caipirinhas feitas com todas as frutas exóticas – e deliciosas – do lugar. Não se presencia brigas mesmo com toda ferveção. Não chegou por lá os arrastões e a paquera rola solta. Há blocos bastante divertidos como “As Raparigas de Outrora” que são homens travestidos, eles arrancam boas e muitas risadas. Há também um curioso e exclusivo, dizem eles, costume local: na quarta feira de cinzas forma-se a turma atentada do Nazaro, o grupo se veste de branco inclusive com capuz, e saem pelas ruas lançando fubá, ovos e farinha pregando sustos em quem cruzar pelas ruas.

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Talvez a grande dificuldade de Barreiras seja mesmo a falta de vôos diretos para lá. Mas acredite, o passeio vale a pena!!!
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Por Vinícius Moura

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