Babe Paley: a socialite fashionista que foi uma das favoritas de Halston

Sendo que as socialites têm um grande peso como divulgadoras de moda, conheça a história de Babe Paley, a queridinha do estilista Halston.

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Em um mundo no qual Paris Hilton, as Kardashians e outras tantas socialites seguem tendo um grande peso quando se fala no lançamento de tendências e da moda, conheça quem foi Babe Paley (1915-1978), uma das queridinhas do estilista americano Halston (1932-1990) que marcou o mundo fashion dos anos 60 e 70.

Explorando a sua história pessoal, a vida do enigmático designer é o tema de Halston, série da Netflix dirigida por Ryan Murphy. Afinal, ele construiu um verdadeiro império dentro da moda mundial, passando do extremo luxo até ao consumo mais popular.

Desse modo, na minissérie é retratada a badalada vida do estilista, incluindo-se as suas relações pessoais e profissionais. Dentre elas, uma das mais chamativas é sem dúvida a que manteve com a socialite Babe Paley, que aparece no primeiro capítulo da série, sendo interpretada por Regina Scheneider.

Assim, conheça quem foi Babe Paley e qual a sua relevância para o mundo da moda.

 

Babe Paley em 1946, posando para a Vogue.
Babe Paley em 1946, posando para a Vogue. Crédito: John Rawlings. Fonte: Elegancepedia.

 

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Juventude

 

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Babe Paley.
Babe Paley. Fonte: The Focus.

 

Barbara Cushing, conhecida a maior parte da sua vida apenas como Babe, nasceu em Boston, no estado americano de Massachusetts, no dia 5 de julho de 1915. Ela era filha do neurocirurgião Harvey Cushing, que foi professor nas universidades John Hopkins, Harvard e Yale, e de Katherine Stone.

Assim, vinda de uma família de prestígio e muitos recursos, ela e suas irmãs se casaram com pessoas do mesmo patamar social – uma delas, Betsey Cushing, inclusive se casou com James Roosevelt, filho do presidente Franklin D. Roosevelt.

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Aliás, por conta do seu charme e reconhecimento social, elas eram conhecidas como “as fabulosas irmãs Cushing“.

Babe teve o seu baile de debutante em Boston em 1934 (mesmo ano em que se formou), o qual contou com a presença dos filhos de Roosevelt. Como resultado, esse evento fez com que ela chamasse a atenção da sociedade, lançando o que seria sua trajetória como figura social de destaque.

 

Babe Paley em 1946.
Babe Paley em 1946. Crédito: Horst. Fonte: Elegancepedia.

 

  • Veja aqui 20 das socialites mais conhecidas internacionalmente.

 

O início da carreira de Babe Paley

 

Babe Paley.
Babe Paley. Fonte: Wikimedia commons.

 

Babe começou a sua carreira dentro da moda em 1938, quando passou a atuar como editora na Vogue americana, em Nova York.

Acima de tudo, esse trabalhou possibilitou a que ela tivesse acesso a roupas feitas pelos estilistas então de maior renome. Afinal, era uma troca interessante tanto para a revista como para os designers: eles a concediam espaço e peças inovadoras, e ela por sua vez lhes emprestava a sua imagem e fama.

 

Babe Paley com seu marido e Wallis Simpson, a Duquesa de Windsor, 1955.
Babe Paley com seu marido e Wallis Simpson, a Duquesa de Windsor, 1955. Crédito: Getty Images. Fonte: Tatler.

 

Em 1941, a revista TIME posicionou Babe Paley como a segunda mulher mais bem-vestida do mundo, ficando atrás apenas de Wallis Simpson (1896-1986). Essa outra socialite americana se casou com o Duque de Windsor (1894-1972), ex-Rei Eduardo VIII da Inglaterra – se não conhece essa história, ela aparece em detalhes em outra série premiada da Netflix, The Crown.

Babe ainda foi nomeada a mais bem-vestida nas listas de 1945 e 1946.

Ela deixou o seu trabalho na Vogue após o seu segundo casamento, em 1947.

 

Babe Paley em 1946 para a Vogue britânica.
Babe Paley em 1946 para a Vogue britânica. Crédito: Clifford Coffin. Fonte: Elegancepedia.

 

Vida Pessoal

 

Babe em seu casamento com Stanley Mortimer, em 1940.
Babe em seu casamento com Stanley Mortimer, em 1940. Crédito: John Rawlings / Condé Nast /Getty Images. Fonte: Tatler.

 

Enquanto trabalhava para a Vogue, em 1940, Babe Paley se casou com Stanley Grafton Mortimer Jr. (1913–1999), membro de uma importante família nova iorquina. Eles tiveram dois filhos antes que se divorciassem, em 1946.

Apesar de ter se tornado mãe, a relação de Babe com os seus filhos não foi das mais próximas. Afinal, eles ficavam à margem em virtude do seu interesse em manter e alimentar certo status social e estilo de vida.

Em 1946 ela conheceu William “Pasha” Paley (1901–1990), um homem rico e com um interesse especial pelo mundo das artes e em participar do grupo seleto da high society de Nova York.

 

Babe Paley em 1953 com o seu marido William Paley.
Babe Paley em 1953 com o seu marido William Paley. Crédito: Getty archive. Fonte: Elegancepedia.

 

As importantes conexões que Babe tinha dentro da sociedade nova iorquina despertavam o interesse de Paley.  Por outro lado, ele trazia a ela a riqueza e segurança que precisava – ou queria.

Assim, os dois se casaram logo em 1947, tendo tido nos anos seguintes mais dois filhos.

Contudo, o segundo casamento tampouco foi tranquilo. Como resultado, em meio a traições e muita pressão por parte da mídia, que não a permitiam sair do seu papel de referência fashion, a saúde de Babe Pailey foi se deteriorando.

 

 

Estilo Babe Paley

 

“Nunca a vi não chamar a atenção de ninguém, o cabelo, a maquiagem, a firmeza. Você nunca estava consciente do que ela vestia; você notava a Babe e nada mais”. (Bill Blass, estilista, Elegancepedia).

 

Babe Paley.
Babe Paley. Fonte: Elegancepedia.

 

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Babe Paley criou ao seu redor uma imagem que projetava para o mundo. Desde o design de sua casa, aos lugares que frequentava e o seu estilo pessoal, tudo era pensado ao pormenor.

Assim, tendo sempre mantido um círculo de amizades importante dentro da alta sociedade, ao longo de sua vida ela e seus maridos organizaram diversos eventos sociais e festas.

Entre os seus principais amigos estava o famoso escritor Truman Capote (1924-1984), de quem posteriormente se distanciou após esse escrever um livro sobre as socialites de Nova York. O livro nunca publicado, ‘Answered Prayers’, explorava a figura das “cisnes de Truman Capote”, mulheres da elite de sua época que casaram bem e tinham uma situação privilegiada.  Babe Paley era uma delas.

 

Babe Paley em 1950.
Babe Paley em 1950. Crédito: John Rawlings. Fonte: Elegancepedia.

 

Ícone fashion

 

“A aparência de estar muito deliberadamente vestida, com tudo cuidadosamente combinado, sempre me aborrece.” (Babe Paley, AZ quotes).

 

Antes de mais nada, além de ter tido uma vida social muito agitada, ela foi também um importante ícone fashion do período. Em total, Babe Paley foi inserida 14 vezes na lista das mais bem-vestidas do mundo.

Como resultado, em 1958, ela também foi incluída no Fashion Hall of Fame.

O seu armário incluía coleções de Valentino e Givenchy, além de peças do famoso estilista americano Halston.

Todavia, Babe não apenas consumia o que de melhor havia na alta-costura como também era muito inovadora nas suas composições. Com um estilo pouco convencional, ela influenciou novas tendências como, por exemplo, o uso de um lenço amarrado à bolsa.

 

Babe Paley, em 1963.
Babe Paley, em 1963. Crédito: Tony Palmieri. Fonte: WWD.

 

Filmes e minisséries

 

Retrato de Babe Paley feito por Kenneth Paul Block em 1964.
Retrato de Babe Paley feito por Kenneth Paul Block em 1964. Fonte: Elegancepedia.

 

Considerando as suas importantes amizades e a fama que conquistou e manteve, ao longo dos anos Babe Paley foi representada em diferentes produções:

 

A atriz americana Regina Schneider interpreta Babe Paley na série Halston de 2021. A atriz também participou de episódios de Frasier, The Agency, Rescue Me, The Blacklist e, em 2020, God Friended Me.

Outras atrizes que fizeram o papel de Babe Paley no cinema foram Sigourney Weaver (em Infamous, 2006), Michelle Harrison (em Capote, 2005) e Joan Severance (Life of the Party: The Pamela Harriman Story, 1998).

 

Últimos anos e morte

 

Babe Paley a fumar.
Babe Paley a fumar. Fonte: Elegancepedia.

 

Sendo uma ávida fumante, Babe Pailey foi diagnostica com câncer de pulmão em 1974. Com o veredito de que não viveria por muitos mais anos, ela inclusive chegou a planejar o seu próprio funeral e como familiares e amigos deveriam receber algumas de suas joias e outros pertences pessoais.

Ela morreu no dia 6 de julho de 1978, um dia após o seu aniversário de 63 anos.

Apesar da sua morte, ela continuou sendo uma grande influência para o mundo da moda, figurando como uma das principais referências fashion dos anos 60 até aos nossos dias.

 

Babe Paley na série Halston da Netflix

 

Regina Schneider como Babe Paley na minissérie Halston.
Regina Schneider como Babe Paley na minissérie Halston. Fonte: Bustle.

 

A plataforma Netflix lançou no último dia 14 de maio a série Halston. Protagonizada por Ewan McGregor, Bill Pullman e Rebecca Dayan, a minissérie é uma adaptação do livro sobre a vida do estilista intitulado Simply Halston, escrito por Steven Gaines e publicado em 1991.

A produção aborda desde o início da carreira do estilista até o seu declínio. Como descrito pela Netflix: “Seu nome construiu um império. Seu estilo uma era. A carreira do estilista de moda Halston decola, mas sua vida logo foge do controle”.

Sendo fruto de uma colaboração do diretor Ryan Murphy com Christine Vachon e Pamela Koffler, da Killer Films, a minissérie Halston conta no total com 5 episódios: 1. Nasce Halston; 2. Versalhes; 3. A doce fragrância do sucesso; 4. A festa acabou; 5. Críticas.

Mostrando a agitada vida do estilista e o badalado mundo da moda de Nova York do qual ele fazia parte, parece que o público tem aprovado o resultado.

Por fim, nem que seja apenas para ver como Babe Paley aparece retratada, vale a pena dar uma olhada nessa nova super produção!

 

 

Por Mariana Boscariol.

 

Em seguida, veja também a série Grandes Estiistas da Moda Europeia:

 

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