Dia Internacional da Mulher – Origem, história e o futuro do feminismo

Dia Internacional da Mulher é uma data comemorada ao redor do mundo com flores e chocolates. Mas não é apenas isso! Descubra as origens e mais

Historicamente, esse dia existe por conta da luta de por direitos, e tem sua origem em uma série de ações femininas ao longo de muitos anos.

Portanto, conheça um pouco da origem e os fatos mais marcantes deste dia consolidado com muita luta ao longo dos anos.

 

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O que significa o dia 8 de março?

 

No dia 8 de março, se comemora o Dia Internacional da Mulher. Fonte: Canva (adaptado)

 

Pelo contrário, o dia 8 de março possui raízes históricas profundas. O motivo para a data ser tão importante é que, nesse mesmo dia, no ano de 1917, mais de 90 mil mulheres russas fizeram uma manifestação em prol de melhores condições de trabalho e vida.

Dessa forma, a seguir, você irá encontrar um pouco mais sobre a origem do Dia Internacional da Mulher e sobre a luta das mulheres ao longo dos anos! Leia mais!

 

 

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Qual a origem e história do Dia Internacional da Mulher?

 

 

 

Sem dúvida, o incidente ocorrido em 25 de março daquele ano marcou a trajetória das lutas feministas ao longo do século 20, mas os eventos que levaram à criação da data são bem anteriores a este acontecimento.

 

 

 

Entre os marcos que originaram o Dia Internacional da Mulher está a grande passeata das mulheres em 26 de fevereiro de 1909, em Nova York.

Naquele dia, cerca de 15 mil mulheres marcharam nas ruas da cidade por melhores condições de trabalho. Pois na época, as jornadas para elas poderiam chegar a 16h por dia, seis dias por semana e, não raro, incluíam também os domingos.

Ali teria sido celebrado pela primeira vez o “Dia Nacional da Mulher”. Ou seja, com o maior número de mulheres que trabalhavam e sustentavam seus lares, mais elas procuravam aumentar suas vozes em busca de direitos.

Enquanto isso, na Europa também crescia o movimento nas fábricas. Em agosto de 1910, a alemã Clara Zetkin propôs em reunião da Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas a criação de uma jornada de manifestações.

 

Por que 08 de março?

 

Pois com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) eclodiram ainda mais protestos em todo o mundo.

Mas foi em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro no calendário Juliano, adotado pela Rússia até então), quando aproximadamente 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II.

Elas lutavam contra as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra – em um protesto conhecido como “Pão e Paz”.  Assim, essa data se tornou mais tarde o marco do Dia Internacional da Mulher, em 1921.

O Dia Internacional da Mulher já era celebrado desde o início do século 20. E se hoje a data é lembrada como um pedido de igualdade de gênero e com protestos ao redor do mundo, no passado nasceu principalmente através da luta por melhores condições de trabalho.

Ou seja, as mulheres começaram a sentir que poderiam ter voz ativa, a partir de quando começaram a ganhar seu próprio dinheiro. Mas não se engane, as mulheres sempre trabalharam fora de casa.

Porém somente no século XX começou a haver uma organização feminina dessa forma, pensando como iguais em busca de direitos.

 

Mulheres trabalham na linha de produção da fábrica de armamentos Brewery Road Works, em 1916, na Inglaterra. Via G1

Fonte: G1

 

Oficialização da data

 

Você sabia que somente em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres?

E isso foi possível pela grande representatividade feminina nos campos de trabalho durante a Segunda Guerra. Os homens foram para a frente de batalha, as mulheres para os postos de trabalho.

Inclusive, aquela famosa imagem da mulher com um lenço no cabelo e mostrando o braço em sinal de força, vem dessa época. Você sabia? Bem interessante!

 

Fonte: Pinterest

 

E mais tarde, nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo.  Então, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher, e em 1977 o “8 de março” se torna oficial pelas Nações Unidas.

Porém o objetivo de oficializar esta data não é somente a homenagem e a comemoração. Pois todo ano ocorrem diversas reuniões e debates onde as pessoas discutem os papéis das mulheres na sociedade.

Assim, são pensadas maneiras de acabar com o preconceito, a violência, o desprestígio e a desvalorização, também são pautas desses encontros realizados em diversos países pelo mundo inteiro.

 

Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo

  

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O que se celebra no Dia Internacional da Mulher?

Fonte: Pinterest

 

Apesar de ser um dia de muita luta, o Dia Internacional da Mulher também celebra as vitórias conquistadas pelas mulheres nos mais diversos âmbitos, seja no contexto étnico, cultural, socioeconômico e político.

Dessa forma, nesse dia, é preciso refletirmos sobre alguns pontos importantes da data, para que assim, tenhamos determinação para continuar ajudando a redefinir essa história.

 

Tradução da imagem: “Marchamos por: Vidas Negras, Direitos das Mulheres Imigrantes, Sonhadoras, LGBTQIA, Liberdade Religiosa, Mudanças Climáticas, Saúde, Controle de Armas e Decência Humana Básica”. Fonte: Pinterest

 

A luta por direitos iguais:

 

 

Desigualdade salarial:

 

A desigualdade salarial entre homens e mulheres que desempenham a mesma função é um problema que ocorre no mundo todo.

 

Violência contra as mulheres:

 

No Dia Internacional da Mulher, é preciso ressaltarmos a importância da denúncia contra os crimes de violência contra a mulher. Afinal, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2021, houve um aumento de mais de 8% na quantidade de feminicídios no país.

 

Celebração das conquistas:

 

Bom, além de lembrarmos que a luta das mulheres ainda não acabou, também preciso celebrar as vitórias que conquistadas ao longo dos anos.

 

Conquistas das Mulheres Brasileiras 

 

Então, podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira.

 

 

Marcos das Conquistas das Mulheres na História 

 

  • 1788 – o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.
  • 1840 – Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.
  • 1859 – surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.
  • 1862 – durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.
  • 1865 – na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.
  • 1866 – No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas
  • 1869 – é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres
  • 1870 – Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.
  • 1874 – criada no Japão a primeira escola normal para moças
  • 1878 – criada na Rússia uma Universidade Feminina
  • 1901 – o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres

Via Prefeitura de Itacaré

 

Qual a relação entre o feminismo e o Dia Internacional da Mulher?

 

Fonte: Pinterest

 

Ao longo dos anos, diversos grupos femininos lutaram para instituir um dia em homenagem às mulheres. Mas foi apenas em 1975, que a ONU reconheceu esse dia como uma sororidade.

Isto é, a Organização das Nações Unidas, enfatiza que neste dia “mulheres de todos os continentes, separadas por fronteiras internacionais, diferenças étnicas, linguística, culturais, econômicas e políticas se unem para reivindicar seus direitos a cada 8 de março”. 

Dessa forma, o Dia Internacional da Mulher é marcado pela lutas feministas por igualdade e liberdade.

 

Fonte: Pexels

 

Com isso, precisamos lembrar, antes de tudo, que o feminismo era conhecido como um “grupo anarquista” que reivindicava melhores condições de trabalho. Logo depois, nas décadas de 1920 e 1930, o movimento das sufragistas ganhou força e garantiu o direito do voto à mulher.

Então, com o passar dos anos, foram incluídas as discussões acerca da igualdade de gêneros, sexualidade e saúde da mulher.

Em 2006, ocorreu um grande avanço no contexto de violência doméstica: A Lei Maria da Penha, que visa coibir e prevenir violências domésticas e familiares contra as mulheres, foi criada.

Dessa forma, o feminismo contemporâneo está em uma constante busca para a equivalência de direitos entre as mulheres e os homens.

Sendo assim, o Dia Internacional da Mulher é uma data que além de ser um símbolo pelos direitos das mulheres, também dá a essas pautas uma voz maior a cada ano.

 

Fonte: Pinterest

 

O Futuro do Feminismo

 

 

Assim, mesmo com a aprovação de leis que as defendam ou avanços no mercado de trabalho, a posição da mulher brasileira ainda é ambígua. Pois ainda há feminicídio, piores condições de emprego, violência, estupro ainda são uma realidade.

As mulheres lutam, o Dia Internacional da Mulher é para lembrar disso. Fazem questionamentos sobre seu lugar e papel na sociedade.

Elas se organizam em grupos sejam feministas ou para buscar o sagrado feminino. Vão a seminários e continuam lutando, não apenas por seus direitos, mas também por uma sociedade mais justa no que se refere à natureza, às minorias…

Pois muitas vezes presos em armadilhas machistas, eles se perdem em toda essa gama de transformações. Por exemplo, depressão, suicídio e o aumento do assassinato e de violência contra mulheres são sintomas de que o modelo de virilidade entrou em falência.

Assim, para a francesa Olivia Gazalé, o futuro do feminismo depende da reinvenção da masculinidade. Então, deve-se repensar e atualizar o papel do masculino na sociedade.

Mas quais modelos estão sendo sugeridos e construídos para esse homem? E eles também precisarão de apoio e reflexão para encontrar seu lugar nessa nova ordem.

Então, grupos e discussões que tratem deste contexto podem pensar e buscar respostas a estas grandes questões sobre a virilidade. E cada vez mais se fala sobre masculinidade tóxica, e como ela se desenvolveu na sociedade.
Para finalizar, lembramos do que dizia Foucault: sempre que existir repressão haverá algum tipo de resistência.

 

 

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Revisado e Editado por Thamyres Barbosa

Denise Pitta: Denise Pitta é digital influencer e empreendedora. Uma das primeiras blogueiras de moda do país, é idealizadora do Fashion Bubbles, e também CEO do portal que já recebeu mais de 110 milhões de visitas. Estilista, formada em Moda e Artes Plásticas, atuou em diversas confecções e teve marca própria de lingeries, a Lility. Começou o blog em Janeiro de 2006 e atualmente desenvolve pesquisas de Moda Simbólica, História e Identidade Brasileira na Moda e Inovação. Além de prestar consultoria em novos negócios para Internet. É apaixonada por filosofia, física quântica, psicanálise e política. Siga Denise no Instagram: @denisepitta e @fashionbubblesoficial