Uma das artistas mais reconhecidas e influentes da vanguarda japonesa, Yayoi Kusama morreu aos 97 anos, em 14 de agosto de 2026, em um hospital de Tóquio. Dona de uma trajetória marcada por uma produção artística que transitou entre pintura, instalações, performances, ficção e poesia, Kusama dedicou sua vida à criação e tornou-se conhecida mundialmente por suas obras com cores ousadas e estampa de bolinhas.
Com o objetivo de celebrar seu legado e a maneira singular como ela enxergava a vida, a arte e o mundo, o Fashion Bubbles reuniu 10 frases que ajudam a compreender seu pensamento e sua sensibilidade. Confira a seguir as mensagens que revelam uma artista que acreditava no poder transformador da arte e, sobretudo, na capacidade do amor de trazer esperança e força para o futuro.
- Sem dúvida, você vai gostar de Poá é tendência: como usar a estampa de bolinhas em 23 looks
Qual a doença de Yayoi Kusama?
Durante toda a vida, a artista conviveu com problemas de saúde mental, incluindo transtornos obsessivos, ansiedade, alucinações visuais e auditivas. Ela relatava ver pontos, luzes, flores e padrões que pareciam se espalhar pelo ambiente e então transformou muitas dessas percepções em elementos recorrentes de sua arte.
- Siga o Fashion Bubbles no Google News! É só clicar aqui e, logo depois, na estrelinha lá no News
Frases famosas de Yayoi Kusama
1) “Minha vida é um ponto perdido entre milhões de outros pontos.”
2) “Se as pessoas aproveitassem o brilho da vida por meio da arte e da moda, elas poderiam parar de brigar ou de sentir raiva.”
3) “Criei a arte para curar o meu próprio eu.”
4) “Esqueça a si mesmo. Torne-se um com a eternidade. Torne-se parte do seu ambiente.”
5) “Sempre que tive um problema, enfrentei-o com o machado da arte.”
6) “Embora brilhe ao longe, fora do alcance, continuo a rezar para que a esperança possa resplandecer.”
7) “Afinal, bem, a Lua é uma bolinha, o Sol é uma bolinha e, então, a Terra onde vivemos também é uma bolinha.”
8) “Minhas ideias e minha criatividade são minhas fontes de inspiração.”
9) “Acho que, no fim, conseguirei me elevar acima das nuvens e subir as escadas até o Céu, de onde contemplarei minha bela vida.“
10) “Meu destino é fazer arte para meu próprio réquiem: uma arte que dê significado à morte, traçando a beleza das cores e do espaço no silêncio dos passos da morte e do ‘nada’ que ela promete.”
Relacionadas
Onde assistir aos filmes do Oscar 2026? Veja em quais plataformas de streaming os indicados estão disponíveis
Além de O Diabo Veste Prada 2: 10 filmes de moda para assistir em 2026
Martha Medeiros leva algodão brasileiro à exposição Art Basel Miami Beach
Qual é a história de Yayoi Kusama?
A artista japonesa nasceu em 22 de março de 1929, em Matsumoto, na província de Nagano, em uma família ligada ao cultivo de plantas.
Yayoi Kusama começou a desenhar e pintar ainda criança, pois encontrou na arte uma maneira de lidar com as experiências que vivenciava. Apesar de sua família ser contra sua escolha profissional, estudou pintura tradicional japonesa em Kyoto e realizou suas primeiras exposições no Japão durante os anos 1950. Nesse período, já desenvolvia os motivos de bolinhas e redes que posteriormente se tornariam sua assinatura.
Em 1957, ela decidiu deixar o Japão e se mudar para os Estados Unidos, chegando à Nova York em uma cena artística extremamente efervescente. Nos anos 1960, tornou-se uma figura da vanguarda, abordando temas como sexualidade, nudez, pacifismo e a dissolução dos limites entre o indivíduo e o ambiente.
De volta ao Japão em 1973, Kusama continuou produzindo intensamente e, logo depois, passou a viver voluntariamente em uma instituição psiquiátrica em Tóquio. Ainda assim, manteve uma rotina dedicada à arte, trabalhando diariamente em seu estúdio.
Ao longo das décadas seguintes, consolidou sua carreira internacional com pinturas, esculturas, instalações imersivas e as célebres Infinity Mirror Rooms, além de obras marcadas pelos polka dots e pelas abóboras. Yayoi morreu em 14 de agosto de 2026, aos 97 anos, em um hospital de Tóquio, deixando um legado que ultrapassa a arte e alcança também a moda, a cultura pop e o imaginário contemporâneo.