Cortar para produzir imagens. Está é a intensão da artista Rosangela Dorazio, que utiliza a gravura como meio de realizar imagens que não se repetem, são únicas. A artista utiliza fotografia e trabalha sobre  esta, como numa matriz de xilogravura.

O resultado final, são paisagens que não apresentam imagens explicitas. Tudo o que não é céu e chão, é  eliminado. Surge assim uma nova paisagem, repleta de brancos e cinzas, formada pela falta. É isso que o visitante irá encontrar a partir de 3 de abril na Gravura Brasileira, permanecendo até 28 de abril.

Nesta série a maioria das paisagens aparecem invertidas. O resultado é que ali a inversão da imagem que na gravura tradicional ocorre na impressão, aqui aparece no reflexo. A imagem refletida é permitida ao expectador, enquanto é vetada a visão original: Esta, já não está.



A série apresentada pela artista é um escalavro. Resultado de muita pesquisa. Elementos da gravura tradicional são subvertidos. Rosangela corta,  faz a impressão e inversão da imagem, sendo que a ordem das operações é outra.

Via Solange Viana