Toda casa tem aquele momento do ano em que se faz uma limpa nas coisas guardadas, e nessa hora muitas famílias só pensam uma coisa: por que guardamos tanta coisa?
Embalagens vazias, objetos quebrados, documentos antigos, tudo isso já tem destino certo. Mas e aqueles objetos que talvez possam valer alguma coisa? Aí já vale olhar com mais calma para descobrir se é só mais um item que pode ir para a doação ou reciclagem, ou se há algum valor financeiro ali.
Pode ser uma caixa de joias que você não usa há anos, algumas moedas no fundo de uma gaveta, um relógio que não funciona mais, aquele item de coleção que já não tem valor sentimental. Dependendo do que você encontrar, uma avaliação mais cuidadosa pode evitar que algo interessante seja vendido por qualquer preço ou simplesmente jogado fora.
Neste artigo, vamos te mostrar alguns itens que merecem uma avaliação antes de deixarem a sua casa. Também vamos explicar o que pode fazer alguns deles valerem mais e dar algumas dicas para descobrir se aquilo tem procura ou é só mais um objeto ocupando espaço no seu armário.
1. Moedas e cédulas antigas
Moedas são campeãs em ficar esquecidas. Às vezes sobram de uma viagem, vieram de algum parente ou simplesmente foram saindo de circulação e acabaram dentro de um pote que ninguém abre há anos.
Aqui já é importante desmistificar a crença de que uma moeda antiga sempre vale muito. A quantidade produzida, o estado de conservação e a procura por aquela emissão são fatores que pesam no preço de cada peça.
Encontrou algumas e ficou curioso? Comece identificando o país, o ano e o valor da peça e procure exemplares iguais antes de criar grandes expectativas. Uma dica legal é procurar grupos de pessoas que colecionam e pedir ajuda em uma avaliação rápida sobre a raridade da moeda ou cédula.
Ah, e uma dica: resista à vontade de pegar um produto de limpeza e deixar aquela moeda velha brilhando de novo. Muitas vezes isso pode tirar parte da “originalidade” da moeda e fazer ela valer menos.
2. Relógios antigos ou que já não funcionam
Relógio é outro objeto que passa anos na gaveta sem incomodar ninguém. Pode ser uma herança do avô, presente de alguém ou simplesmente aquele relógio que você comprou, estragou e o conserto ficou para um depois que nunca chegou.
O mercado de relógios é algo mais específico, pois o visual não quer dizer nada. Marca, edições limitadas, materiais usados, estado de conservação e outros fatores são o que ditam o valor desses itens, que podem chegar a cifras absurdas.
Se você tem um relógio parado em casa, procure saber sobre ele. Pesquise sobre o modelo, marca e, se possível, faça uma avaliação profissional.
3. Joias quebradas, antigas ou que perderam o par
O caso das joias esquecidas do armário é algo mais “engraçado” que os outros itens desta lista, pois muitas vezes olhamos o item e pensamos: “está velho, arranhado, quebrado, não deve valer mais nada”, mas com joias isso não quer dizer nada!
Obviamente existe um mercado para comprá-las em boas condições, mas onde realmente há busca é pelos materiais das joias. Tem um colar quebrado, mas feito de ouro?Ele ainda pode ter valor justamente pelo material, pois o que importa é sua matéria-prima!
O mais complicado aqui é que as joias precisam de uma avaliação profissional. É muito difícil definir algo apenas por fotos, pois é necessário avaliar grau de pureza, peso, tipo de material, entre outros fatores.
Se você encontrou peças de ouro e não sabe exatamente quanto elas valem, procurar uma empresa especializada na compra de ouro é a melhor escolha. A VO Comercio de joias, por exemplo, informa que avalia peças inteiras, quebradas, antigas e até sem par, levando em consideração o teor e o peso do ouro.
Então não precisa esperar encontrar uma joia perfeita dentro de um porta-joias antigo. Aquela corrente que ninguém consertou, um anel amassado ou até os brincos separados que ficaram anos em gavetas diferentes podem ser a renda extra que você está precisando.
4. Talheres, bandejas e peças de prataria
Talvez você tenha aquele faqueiro bonito que só saía do armário no Natal, uma bandeja antiga que veio dos seus avós ou até um castiçal que ninguém sabe muito bem como foi parar na família. Essas peças merecem um pouco mais de atenção e uma avaliação especial.
Existe um mercado de colecionadores de prataria antiga, e essas pessoas avaliam tudo: integridade da peça, material de construção, raridade, fabricante, época de fabricação, design, entre outros pontos.
O lado bom é que nem precisa ser o jogo de jantar completo para ter valor. Peças individuais também são colecionadas, enquanto determinados padrões de talheres possuem seu próprio público.
Tire fotos dos seus itens e procure grupos de colecionadores ou pessoas especializadas na avaliação. Confira a raridade do que você tem e veja se está com algo valioso em mãos.
5. Discos de vinil
Aqui temos um ótimo exemplo de como duas coisas que parecem iguais podem não valer a mesma coisa. Você pega dois discos do mesmo artista, com a mesma capa e as mesmas músicas, mas um deles pode ser de uma prensagem bem diferente da outra.
Isso acontece porque um álbum pode ter sido lançado várias vezes, em países diferentes, por fábricas diferentes e em anos diferentes. Algumas versões acabam ficando mais difíceis de encontrar e passam a interessar mais aos colecionadores.
É um mercado que envolve muita paixão e vontade de completar uma coleção, por isso determinados discos podem valer uma verdadeira nota! Quem coleciona costuma olhar também informações do selo, ano, país e até códigos gravados naquela parte lisa próxima ao centro do vinil.
Se você tem discos de vinil antigos guardados em casa, faça uma busca de seus valores no mercado de usados. Objetos em bom estado de conservação são ainda mais valiosos e podem ser os itens que faltam para algum colecionador completar sua estante.
6. Câmeras e lentes antigas
Quando os celulares começaram a tirar fotos cada vez melhores, muitas câmeras acabaram aposentadas antes da hora, mas uma tendência que está voltando é a de fotos com câmeras antigas.
Não importa se a qualidade é inferior, a nova geração busca algo mais “aesthetic” e está encontrando justamente nesses modelos que podem estar na gaveta dos millennials.
As câmeras analógicas são as mais buscadas e, se estiverem em bom estado de conservação e com pleno funcionamento, podem valer uma boa grana. Os acessórios dessas câmeras também possuem mercado, afinal alguém já pode ter o aparelho principal em casa, mas com um conjunto de lentes manchadas ou trincadas.
Tem alguma câmera parada aí? Descubra qual é o modelo exato e faça uma busca em sites de aparelhos usados. Modelos de marcas famosas como Canon ou Nikon são ainda mais valiosos e possuem uma alta busca.
7. Livros
Você era adolescente, comprou todos os livros de uma determinada série, mas hoje já nem gosta tanto mais deles. Isso acontece com todo mundo e é super normal, por isso o mercado de livros usados segue bastante movimentado.
Faça uma triagem de toda a sua coleção e separe alguns livros que não possuem mais valor para você. É fácil encontrar se há mercado para eles na internet, e pode ser que você não só faça a vida de alguém mais feliz, como também ganhe um dinheiro extra com algo que talvez não tenha mais nenhum valor intelectual ou emocional.
Versões especiais ou de colecionador, boxes completos e livros com uma tiragem baixa podem valer ainda mais dinheiro. O estado de conservação também é importante para agregar valor ao item, mas tome cuidado para não se frustrar: livro antigo não quer dizer livro caro.
Ah, e quer uma dica legal para talvez conseguir melhores avaliações? Esse é um mercado que acompanha o hype do momento. Foi anunciada uma nova série de Harry Potter? Com certeza a busca pelos livros crescerá. Game of Thrones vai ganhar um spin-off? Hora de ver o quanto vale aquele box fechado na edição de colecionador que você guarda há anos.
8. Brinquedos e bonecos que sobreviveram à infância
Se você teve a sorte de sua mãe não doar todos os seus brinquedos quando saiu de casa, talvez seja hora de descobrir se o que sobreviveu tem algum valor no mercado.
Bonecos, carrinhos, brinquedos de franquias famosas e playsets antigos possuem um mercado movido muito pela nostalgia. Quem brincou com aquilo há 30 ou 40 anos cresceu, começou a colecionar e, em alguns casos, quer justamente recuperar o brinquedo que teve quando era criança.
Aqui estamos falando de um segmento movido pela “emoção”, mas que é muito exigente quanto à autenticidade e estado dos itens. Por isso, se tem brinquedos guardados que acha que podem ser valiosos, tome cuidado para não estragá-los tentando limpar ou algo do tipo, o público-alvo é extremamente criterioso e um arranhão pode depreciar o valor final.
Novamente recomendamos a busca de grupos e comunidades especializadas nesses tipos de brinquedos, mas uma boa busca na internet também ajuda a situar se você tem algo valioso em mãos, ou ficará apenas como uma boa lembrança da infância. A graça desse mercado está justamente nisso: uma caixa que para você é só nostalgia pode ter exatamente a peça que outra pessoa procura há anos.
Por que fazer uma boa avaliação é importante?
Fazer uma boa avaliação nos seus itens é importante para que você consiga encontrar o real valor deles no mercado. O ponto-chave aqui é entender que em alguns objetos o que lhes traz valor é algo que, para quem é de fora do “nicho”, pode passar despercebido.
Enquanto uma jóia é valiosa por sua matéria-prima, um livro pode ser valioso por ser uma edição especial, ou pelo estado de conservação. Já um relógio pode ter seu valor muito mais ligado à marca do que necessariamente outros fatores.
A boa notícia é que atualmente é mais fácil fazer boas avaliações até de forma online, a depender do produto. Uma pesquisa na internet ajuda bastante, mas o olhar crítico de um profissional será sempre a recomendação final para que você não venda lebre pelo preço de gato.