Casamento de Marina Gold tem vestido inédito de Elie Saab e decoração luxuosa inspirada na Bahia. Veja fotos!

A celebração do casamento da cantora Marina Gold com o empresário Ítalo Trombini reuniu cerca de 400 convidados em festa à beira-mar

Foto: Divulgação

Marina Gold conhece casamentos de dentro para fora. Há quase dez anos, ela atravessa o país cantando em algumas das cerimônias mais disputadas da elite brasileira, acompanhando de perto histórias, famílias e emoções em cenários que ajudaram a moldar sua própria percepção sobre amor e celebração. Já testemunhou entradas de noivas inesquecíveis, pistas que atravessaram a madrugada, músicas capazes de silenciar salões inteiros e um tipo de luxo que raramente aparece nas redes sociais.

Talvez justamente por transformar casamentos em seu escritório, quando chegou a sua vez de subir ao altar, percebeu que estava diante de um desafio inesperado. Depois que viu tantas cerimônias grandiosas de perto, não conseguia imaginar o próprio casamento.

A resposta acabou voltando para um lugar afetivo. Foi em Trancoso que Marina Gold conheceu o empresário Ítalo Trombini, há cinco anos, durante uma viagem entre amigos. Também foi na Bahia, em um jantar intimista à beira-mar, que aconteceu o pedido de noivado. Então, casar na região parecia menos uma escolha estética e mais uma continuação natural da história dos dois.

A cerimônia e a festa aconteceram no Rio da Barra, um dos cenários mais reservados e emblemáticos da região. Cercado pelo encontro entre rio, falésias e mar aberto, o espaço foi escolhido principalmente pela vista ao mar que Marina procurava para o casamento. “Tinha uma conexão muito emocional com a nossa história. A gente queria que o lugar tivesse significado de verdade pra nós”, conta a noiva. Continue lendo a fim de saber mais!

Casamento de Marina Gold teve paisagem como destaque

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Planejado em menos de um ano, o casamento reuniu cerca de 400 convidados entre familiares, amigos e nomes próximos ao casal, como Marina Diniz, Juan Moraes e Amanda Cassou, padrinhos dos noivos, assim como outros nomes frequentes no cenário da moda como Lelê Saddi, Paula Drumond, Saide Mattar e Bianca Corona. A construção visual da celebração foi desenvolvida ao lado da decoradora das celebridades, Nathalie Bacellar, conhecida pelo olhar sofisticado e artesanal em grandes eventos.

A decoração apostou em uma releitura contemporânea da cultura baiana, dialogando assim com a vista cinematográfica do mar e das falésias do Rio da Barra. Os detalhes em crochê ganharam protagonismo em diferentes pontos da cenografia em lustres inteiramente bordados à mão, grandes painéis de crochê com mais de cinco metros de altura pendurados do teto ao chão na estrutura que conectava cerimônia e festa.

O mobiliário, selecionado pela 100% Eventos e transportado especialmente de São Paulo para a Bahia para a celebração, ajudou a construir uma atmosfera sofisticada, mas profundamente conectada à paisagem local.

As flores de feltro assinadas por Vanessa Lazzari apareciam mescladas a espécies regionais da Bahia, criando arranjos que equilibravam delicadeza artesanal e exuberância. O buquê desenvolvido por Katia Criscuolo seguiu a mesma proposta, reforçando a intenção de valorizar referências locais dentro de uma construção extremamente pessoal.

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Sabores e luxo discreto

A experiência gastronômica do casamento de Marina Gold ficou sob comando do Restaurante Amado, um dos nomes mais tradicionais da gastronomia de Salvador, conhecido por reinterpretar ingredientes e sabores baianos a partir de uma cozinha moderna.

Os doces e bem-casados foram assinados pela Petit Fleur, enquanto parte da mesa trouxe sabores desenvolvidos por uma doceria tradicional de Trancoso, reforçando ainda mais a presença da Bahia na experiência dos convidados.

Entre os detalhes pensados para a festa, Marina escolheu wedding favors inspirados nas clássicas sandálias Chanel, reinterpretadas artesanalmente por Anna Barroso com aplicações de camélias.

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A trilha sonora mais emocionante da vida

Talvez um dos capítulos mais pessoais do casamento tenha sido justamente a música. Cantora, Marina construiu parte da própria trajetória dentro desse universo, cantando em casamentos. Por isso, admite que escolher a trilha sonora da cerimônia foi uma das tarefas mais difíceis e curtidas de todo o processo.

“Eu vivo disso. A música sempre foi, além do meu trabalho, minha maior paixão. Mas na hora de decidir a trilha da minha própria cerimônia de casamento, simplesmente travei. Precisava de melodias que me emocionassem e letras que conversassem com a nossas histórias. Foram meses pensando na trilha capaz de traduzir aquele momento, que no final contou com clássicos de Burt Bacharach, Beatles, Cat Stevens e Aretha Franklin”, conta.

Todos os musicistas presentes na cerimônia são amigos pessoais de Marina e tocam com ela há mais de quase 10 anos. A banda do casamento reuniu oito músicos e um maestro, todos escolhidos pela relação afetiva construída ao longo da carreira da cantora. “No fim, percebi que não fazia sentido chamar ninguém além das pessoas que fizeram parte da minha história até aqui – minha banda. Após tanto tempo me acompanhando como cantora, hoje me acompanharam como noiva”, diz.

Além disso, os DJs da festa também carregam um significado muito especial. São amigos e artistas que Marina admira profundamente, como sua madrinha Marina Diniz, além do talentoso Milton Chuquer e Gui Pimentel.

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O vestido histórico de Elie Saab

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Para o grande dia, Marina Gold apostou em dois vestidos de alta-costura internacional, ambos escolhidos pessoalmente em Paris. O primeiro deles, criado pela maison Elie Saab, acabou se tornando um capítulo à parte na história da noiva. Marina se tornou a primeira noiva do Brasil a usar um modelo da coleção Bridal Fall 2026 da maison. Como manda a tradição do ateliê, o vestido não foi desenhado do zero. A peça parte de um modelo original da coleção e passa por adaptações sob medida, só que sem descaracterizar a estrutura criativa.

O modelo aposta em linhas limpas, decote reto e alças largas, com uma saia volumosa construída em mikado, tecido tradicional da alta-costura conhecido pela capacidade de criar imponência sem perder fluidez. O volume Mikado ballgown nasce de maneira escultural. Há grandiosidade, embora nada pareça excessivo. As costas profundamente decotadas em formato bailarina e a longa cauda criam um contraste delicado entre a pureza refinada e o impacto visual, como a própria marca descreve.

Para Marina, construir algo com a maison fazia parte de um imaginário antigo muito antes do casamento existir. Ela sempre acompanhou a trajetória de Elie Saab dentro da alta-costura e a maneira como suas criações atravessaram décadas no corpo de mulheres como Beyoncé, Celine Dion e Halle Berry. Durante a última prova em Paris, Marina encontrou o próprio Elie Saab no ateliê e os dois conversaram sobre o processo artesanal e a relação emocional que muitas noivas desenvolvem com os vestidos da marca.

“Apesar de ser amante da moda e de me encantar por peças extravagantes, especialmente pra cantar, eu me imaginava casando com algo minimalista, atemporal e delicado. Principalmente após a escolha de casar em trancoso. Queria um vestido que tivesse presença, porém de forma sutil. Em paralelo, sempre admirei profundamente a trajetória do Elie Saab na alta-costura e a maneira como suas criações conseguem ser grandiosas sem perder leveza e feminilidade. Então foi uma felicidade imensa encontrar ali exatamente o vestido que eu sonhava. E, além disso, ainda ter a oportunidade de conhecer o próprio Elie tornou toda a experiência ainda mais especial e inesquecível para mim.”, diz Marina.

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O segundo look que chegou de última hora

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Quando finalmente se sentiu realizada com o vestido principal, surgiu uma dúvida que ela nunca tinha imaginado ter: faria sentido um segundo look? O vestido da cerimônia, assinado por Elie Saab, tinha presença, volume e, principalmente, uma longa cauda, o que fez com que esse questionamento surgisse, já que queria viver a festa intensamente, dançar leve, livre, sem pensar no vestido. Marina jamais havia se imaginado como uma noiva de dois vestidos, até cruzar, quase por acaso, com um modelo no atelier de Georges Hobeika, em Paris.

Em meio a um verdadeiro mar de bordados, pedrarias e peças deslumbrantes, encontrou um vestido que parecia resolver todas as dúvidas de uma vez. Viu originalmente o modelo na coleção prêt-à-porter, em rosa, e se apaixonou imediatamente pela combinação da saia plissada, algo de que sempre gostou, com a parte superior inteiramente bordada à mão, como uma joia sobre o corpo.

Pediu então que o ateliê recriasse o vestido em branco, com algumas alterações pessoais, e o resultado ficou exatamente como imaginava. O processo aconteceu quase inteiro à distância. As medidas foram tiradas em Paris, mas o vestido foi decidido tão em cima da hora que acabou chegando ao Brasil apenas um dia antes da viagem para a Bahia. Para seu alívio, e felicidade, vestiu como uma luva.

“O vestido de noite foi confeccionado em cetim off-white plissado, com corpete em tule de seda bordado com pérolas e fios de prata. O bordado exigiu dois dias de trabalho manual meticuloso conduzido por dois artesãos especializados, enquanto o plissado e a construção do vestido levaram cinco dias para serem finalizados por dois alfaiates do ateliê”, detalha a maison Georges Hobeika.

Laís Rodrigues: Laís Rodrigues é jornalista e produtora de conteúdo. Já trabalhou como redatora e editora de revistas de Decoração, Beleza e Comportamento e agora é pós-graduada em marketing digital e se dedica a escrever para a Internet.

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