Bubbles in the City – Um mico e um livro

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jornalismo

Gen-te! Tão dizendo que o jornalismo está em extinção! Sim, porque, com a intêrrrrnéti, “qualquer um” pode escrever e divulgar o que bem quiser, levando “informação” a zilhões de pessoas. Me senti um mico-leão dourado!!!

Tem gente a favor de que o acesso aos conteúdos on line passe a ser pago. Outro povo acha isso meio absurdo e defende a idéia de que ninguém vai querer pagar pelo que já tem de graça – ou pelo que pode ter de graça em outro lugar (site, literalmente!).

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Enquanto isso, eu fico aqui bem na minha, escrevendo no Fashion Bubbles. Sou do tipo que assina jornal – não saio de casa sem ler o Quiroga (me dá azar, ô!). O Toco diz que sou a única pessoa que ele conhece que ainda compra CD. Tudo bem: ele é o único sócio de produtora de vídeo que faz bico de jardineiro que eu conheço. Então, “tamu quites”.

Pra ser bem sincera, minha opinião sobre o assunto é zero. Nem sei porque tô escrevendo sobre isso… Às vezes penso que o jornalismo tá total em crise. Me preocupo com o futuro, que não me parece muito promissor: os universitários mal conseguem escrever uma frase decente, que dirá uma matéria inteira. Na última vez que precisei contratar um estagiário, quase desisti.

Por falar em estagiário, outro dia ouvi de uma pessoa dizer que faculdade “boa” é tudo num currículo. Lembrei que a pior estagiária que tive nessa existência era da USP… Sei lá, devo ter tido uma má sorte do cacildis. Os astros me mandaram justamente a pior aluna que passou num dos vestibulares mais concorridos do Brasil. Mistééério…

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Aí lembrei que não tenho MBA, né? Imagina! O cara do RH recebe meu currículo e vê que, no alto dos meus “x” anos de carreira e idade, eu não fiz um emibieizinho???!!!! Sem chance, né? E pior: não tenho a menooor vontade de fazer MBA. Prefiro ler um (bom) livro. Mas é que eu sou estranha mesmo. E tô em extinção!

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E por falar em livro… Sabe essas listas de “mais lidos, mais vendidos”??? Eu olho, olho… Folheio, folheio… Leio a orelha, o prefácio… E coloco de volta na prateleira. Num sei o que me dá, mas sei o que não me dá: vontade de ler o dito cujo.

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Acho que livro é que nem o amorrrr, né? Aparece quando você num tá nem aí. De repente. Cai na sua mão. Você nem tava procurando…

E estava eu de bobeira no aeroporto (que, ultimamente, é onde eu mais tenho estado: aeroportos). Em Buenos Aires (outro lugar onde eu mais tenho estado ultimamente). Tinha uma espécie de banca de jornal, bem minúscula e bagunçada. Me deu “cinco minutos” e fui lá. Olhei, olhei… Tinha uns livros do Garcia Márquez – o que é covardia, porque eu sou aaaapaixonaaada por tudo que ele escreve. Peguei o menorzinho… Um que nunca tinha visto antes… O tiozinho disse que era uma boa escolha. Mas eu disse que Garcia Márquez já era “complicado” de ler em português, imagina em espanhol! Ele riu e insistiu: se você não conseguir ler ou não gostar, volta aqui na próxima viagem e eu devolvo seu dinheiro. Combinei: se eu conseguir ler e gostar, compro outro livro do senhor.

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Nem preciso falar, né? Na próxima viagem, vou lá deixar mais uns dólarezinhos na banca minúscula e bagunçada do tiozinho.

maquina-de-escrever-jornalismo

Imagem:  Comunicação Chapa Branca

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