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Liderança – Atitude: modo de usar e utilidade prática

Você é capitão de um time e dois jogadores estão a sua disposição. A princípio, nenhum dos dois é o ideal ou imprescindível para a…

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Você é capitão de um time e dois jogadores estão a sua disposição. A princípio, nenhum dos dois é o ideal ou imprescindível para a função. Entretanto, neste momento, é o que se tem, e você deve escalar apenas um. Qual será o escolhido? “Tanto faz!“ , você diz, já que nenhum estava realmente pronto para a função.

Você, capitão, disse “tanto faz” se afasta e o que acontece? Podemos pensar que um dos dois jogadores é um pouco mais competitivo e empurra o outro para trás dizendo “vou primeiro!”. Pode ser também, que os dois estejam indecisos e que prefiram não ofender um ao outro, cordialmente, eles se colocam de frente e tentam a sorte no “par ou impar?”. E assim um deles entra no jogo para fazer o que foi designado.

O que resta a este jogador? O que se espera dele? Qual meta ele vai perseguir? Sob qual expectativa vai jogar? Você pode ter vivido uma situação assim e pode ter pensado: “vou dar o melhor de mim, esta é a minha chance”. Parabéns. Mas talvez o jogador não tenha conseguido se sair tão bem, isso é bem possível, já que nenhum dos dois era definitivamente o “craque” para a função. O que acontece agora? É possível que você se lembre da frase inicial do capitão dizendo “tanto faz!”. E você pode se conformar porque “poderia ter sido o outro que por alguma razão não entrou no jogo, enfim, tanto faz, poderia ter sido ele”.

De que outra forma poderia ter agido o capitão, o líder, o responsável? Se ele tivesse convocado os dois com uma palavra franca: “tenho a função tal, não tenho certeza de qual dos dois é mais apto. Quem se sente a altura do desafio?”. Ao ouvir os dois jogadores, o capitão não se exime de sua responsabilidade, a escolha continua sendo dele e o resultado é também fruto desta escolha.

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Agora que ele tem um escolhido, diz exatamente o que espera dele naquela função. Valoriza o motivo pelo qual ele se sentiu mais apto ao jogo: pode ter demonstrado mais confiança, pode ter relatado uma passagem nesta função num outro time, etc.

O que acontece agora? Este jogador agora tem expectativas, tem um objetivo claro e tem a responsabilidade. Não foi escolhido ao acaso, foi devidamente escolhido. Ele entra no jogo com o mérito que tem e não porque um acaso (ou sorte) o escolheu.

Assim se valoriza a pessoa e o profissional. Dá a devida importância aos dois jogadores e o que foi escolhido, agora com critério, também te reconhece como alguém que consegue enxergar algo que facilmente passaria despercebido. Por incrível que pareça, é justamente o que “passa despercebido”, que torna a pessoa um ser único e especial.

Ele vai jogar com motivação, vai jogar porque foi reconhecido, porque alguém acredita nele quando ele mesmo não acreditava. Pode até se sair mal, ele ainda não é o craque da posição, mas ele agora será outra pessoa, e você para ele também será uma pessoa especial.

Tanto se fala de ser diferente, de se destacar, usamos as roupas mais caras querendo assim alcançar esta diferença, o tênis mais exclusivo, o camarote mais desejado. E justamente uma coisa subjetiva que chamamos de ATITUDE  é o que nos transforma, encanta e apaixona.

Este jeito especial de resolver e conduzir pequenos entraves, isto que muitas vezes não conseguimos nomear, é o que destaca uma pessoa da multidão. A beleza se revela não simplesmente pela beleza, mas por este jeito que de alguma forma, quando o encontramos em alguém, desejamos nos apropriar.

Quem já não foi surpreendido por alguém que em poucas palavras nos rouba o olhar com sua atitude, destacando qualidades e adjetivos que sequer sonharíamos para ela?

ATITUDE, coloque isso na sua vida.

Por Vinícius Moura

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