Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, casa do SPFW 2026
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A passarela virou casa: o que a SPFW 2026 ensina sobre o jeito de morar

Entre 13 e 18 de outubro, a moda brasileira desfila dentro de um prédio de Niemeyer no Ibirapuera. Não é coincidência: nunca estivemos tão interessados em quem desenha o espaço ao nosso redor

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A edição de 30 anos da São Paulo Fashion Week, batizada de Imaginários, acontece de 13 a 18 de outubro no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera. Serão 38 marcas e criadores, com as voltas de Ronaldo Fraga, Flávia Aranha e Amir Slama e a estreia de Uó por Marcelo Sommer. Mas antes do primeiro look cruzar a passarela, o cenário já diz muito: um edifício dos anos 1950 assinado por Oscar Niemeyer, tombado, de 11 mil m², cercado pelo paisagismo de Burle Marx.

É o mesmo pavilhão que, entre março e abril, recebeu a primeira Bienal de Arquitetura Brasileira. Em poucos meses, o prédio hospedou arquitetos discutindo o futuro da casa e, agora, estilistas apresentando as coleções de 2027. A fronteira entre as duas conversas está cada vez mais fina.

Moda e arquitetura sempre se vestiram juntas

Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, casa do SPFW 2026
Foto: Divulgação
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Quem acompanha desfiles sabe: o espaço é parte do look. A escolha do Pavilhão das Culturas Brasileiras como casa da SPFW não é logística, é discurso. Concreto, pé-direito alto e vãos livres funcionam como uma alfaiataria para a cidade — estrutura limpa que deixa o conteúdo aparecer.

E o movimento acontece nos dois sentidos. Coco Chanel dizia que a moda é arquitetura: uma questão de proporções. As passarelas de 2026 estão cheias de silhuetas construídas, materiais honestos e cores que vêm da terra — o mesmo vocabulário que você encontra nas revistas de decoração deste ano. Não por acaso, a marca que encerra a semana de moda no domingo se chama Apartamento 03.

O look que você veste e o espaço em que você acorda contam a mesma história sobre quem você é.

O que a CASACOR disse antes da SPFW

A maior mostra de arquitetura e decoração das Américas encerrou sua edição paulistana em agosto com um tema que soa quase terapêutico: Mente e Coração. A proposta era pensar a casa como lugar de reconexão, bem-estar e regeneração, isto é, uma resposta às angústias de quem vive conectado o dia inteiro.

Junte isso ao clima das coleções que desfilam agora e o retrato fica claro. Depois de anos de excesso de estímulo, o desejo é por ambientes que acalmam, peças que duram e escolhas que fazem sentido. Na moda, isso virou slow fashion e tingimento natural. Em casa, virou cozinha integrada, luz natural e menos parede.

Da passarela para a planta

Aqui mora a diferença entre inspiração e resultado. Dá para sair de um desfile com dez referências salvas no celular e, mesmo assim, não saber por onde começar a reforma do apartamento. Pinterest não derruba parede. Quem traduz um universo estético em metros quadrados, orçamento e cronograma é o arquiteto ou o designer de interiores.

O problema é que escolher esse profissional costuma ser mais difícil do que escolher a roupa: indicação de amiga, orçamento que não chega, portfólio que não combina com o seu estilo. É um pouco como comprar um vestido sem provar.

Foi por isso que plataformas como a Archsplace passaram a tratar essa escolha com a mesma lógica de um bom match: você descreve o projeto, informa estilo, região e faixa de preço, e recebe profissionais que combinam com a sua personalidade — minimalista, escandinavo, industrial, clássico. São mais de 8 mil arquitetos, designers e paisagistas em todo o Brasil, com portfólio real e avaliações de clientes. Para quem contrata, não custa nada; o pagamento acontece por etapa, só quando você aprova.

Encontrar o arquiteto certo deveria ser tão natural quanto encontrar a marca que veste você.

Três lições da SPFW 2026 para a sua casa

  1. Estrutura antes do enfeite. O prédio de Niemeyer prova que, com proporção e luz resolvidas, qualquer coisa fica bem em cima. Em casa, isso significa resolver planta, iluminação e circulação antes de pensar em almofada.
  2. Materiais com história. As marcas que mais conversam com o público hoje trabalham algodão, fibras e tingimento natural. Madeira, pedra e fibras em casa seguem a mesma lógica: envelhecem bem e não entram na moda porque nunca saem.
  3. Autoria, não tendência. O tema Imaginários é sobre criar o próprio repertório. Seu apartamento também não precisa parecer um mostruário, pois um bom profissional desenha a partir de como você vive, não do que está em alta.

A casa é o look mais longo que você vai usar

A SPFW passa em uma semana. Mas a sala, o quarto e a cozinha ficam com você por anos. Se o desfile deste mês despertar a vontade de mudar o espaço em que você vive, o primeiro passo não é a loja de móveis: é a conversa com quem sabe transformar referência em projeto.

Na Archsplace, você descreve o que quer em poucos minutos, de graça, e conhece arquitetos e designers de interiores perto de você, escolhidos pelo seu estilo e pelo seu bolso. Da passarela para a planta, sem intermediários.

Conteúdo publicitário em parceria com Archsplace.

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