Moscow Fashion Week: onde a inovação encontra a tradição
A identidade cultural é mais importante do que nunca no cenário atual da moda. As tendências globais estão mudando: o mundo se afasta da uniformidade…
A identidade cultural é mais importante do que nunca no cenário atual da moda. As tendências globais estão mudando: o mundo se afasta da uniformidade e abraça a individualidade. E nesse contexto vibrante, as marcas locais estão conquistando seu espaço — aquelas etiquetas únicas que antes se perdiam entre as grandes casas de moda agora reivindicam com confiança o seu destaque, exibindo originalidade e estilo.
A Moscow Fashion Week tornou-se um exemplo brilhante dessa tendência, oferecendo a designers de toda a Rússia — assim como a marcas independentes de destaque da América Latina, África, Ásia, Europa e Estados Unidos — uma plataforma inspiradora para apresentar sua visão criativa.
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Como foi a Moscow Fashion Week 2025?
Na temporada mais recente da Moscow Fashion Week, realizada no início de setembro, mais de 350 marcas participaram, demonstrando a impressionante escala e diversidade do evento. Designers russos e internacionais apresentaram 110 desfiles, muitos celebrando as culturas e identidades nacionais de seus países. A Moscow Fashion Week continua a se consolidar como uma plataforma vibrante e influente que destaca a criatividade global e serve como um destino de destaque para novos talentos. Sua energia dinâmica e espírito inovador reforçam ainda mais sua reputação como uma das semanas de moda mais empolgantes do calendário internacional.
Vale destacar que a marca brasileira Artemisi escolheu o evento para apresentar sua nova coleção “Into the High”, com formas tridimensionais, estampas hiper-realistas e detalhes artesanais que transformam as peças em verdadeiras obras de arte.
A dupla de designers indianos Shantnu & Nikhil estreou nas passarelas de Moscou com sua primeira coleção de alta-costura feminina, inspirada na sensualidade dos anos 1930.
A marca russa JS Sense apresentou uma coleção noturna sensual que explora a dualidade da feminilidade — vestidos longos com caudas majestosas, bordados com penas, aplicações volumosas, silhuetas sereia e detalhes metálicos.

Já Lena Karnauhova optou por tons simples e naturais, com tecidos fluidos e drapeados únicos como elementos centrais da coleção. Enquanto isso, Lesel impressionou pelo jogo de contrastes — jaquetas estruturadas combinadas com tecidos leves e drapeados, linhas geométricas contrastando com assimetrias suaves.


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Muito além da semana de moda
Paralelamente, realizou-se o BRICS+ Fashion Summit — o maior evento de negócios do gênero. O encontro reuniu presidentes de associações de moda, designers, executivos, educadores e outros especialistas de 65 países. Líderes da indústria conduziram painéis e discussões, compartilhando assim percepções valiosas e abordando os temas mais urgentes que moldam o panorama atual da moda.
Acima de tudo, um tema recorrente foi a identidade cultural e a preservação das tradições artesanais. Os participantes exploraram como o patrimônio cultural, o artesanato tradicional e a produção local podem se integrar de forma harmoniosa à moda contemporânea, criando modelos de negócio sustentáveis e éticos.

O Brasil teve destaque especial, com uma sessão dedicada a apresentar sua criatividade e patrimônio cultural — demonstrando desse modo como o país inspira a moda global. A sessão também explorou oportunidades de colaboração entre as indústrias de moda brasileira e russa no contexto econômico atual.
“O BRICS+ Fashion Summit é uma plataforma de comunicação muito importante para os países emergentes, pois propõe novas e diversas visões sobre como a moda pode prosperar e ser uma ferramenta transformadora para todos. Acreditamos na moda como um soft power, capaz de aproximar diferenças e promover diversidade e oportunidades”, afirmou Paulo Borges, Fundador e Diretor Criativo da São Paulo Fashion Week.
Nos últimos três anos, o BRICS+ Fashion Summit recebeu representantes de 109 países, com designers de mais de cinquenta deles apresentando suas coleções em Moscou. Essa troca cultural tem gerado resultados concretos — muitas marcas conseguiram novos compradores em diferentes mercados.
A indústria da moda brasileira continua a expandir ativamente suas colaborações dentro e fora da aliança BRICS, abrindo novas portas para exportações, parcerias e uma presença global mais forte.
Autora: Ana Silva

















