Sou de Algodão e Ronaldo Fraga transformam memórias afetivas em roupas no SPFW N61

Técnicas artesanais e silhuetas românticas dão vida à coleção apresentada pela Sou de Algodão no SPFW N61, celebrando os sentimentos preservados pelas roupas

Foto: Ze Takahashi/ @agfotosite

O desfile da Sou de Algodão no SPFW N61 transformou lembranças em moda. Em parceria com Ronaldo Fraga, o movimento celebrou seus 10 anos com a coleção “Cartas de Algodão”, apresentada em 15 de outubro, no Pavilhão das Culturas Brasileiras (Pacubra), no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

Desse modo, a proposta foi explorar o algodão como uma folha em branco, capaz de registrar histórias e sentimentos que resistem à passagem do tempo. Com estampas de cartas e referências ao cotidiano, as peças mostraram como as roupas podem guardar lembranças e expressar aquilo que nem sempre conseguimos dizer. Continue lendo a fim de saber mais!

Cartas de Algodão: moda que conta histórias

Foto: Gustavo Scatena/ @agfotosite

“Há cartas que, mesmo nunca tendo sido enviadas, nunca deixam de chegar.” A frase resume o conceito da coleção, que marcou o retorno da Sou de Algodão à Semana de Moda de São Paulo ao lado de Ronaldo Fraga.

Antes do desfile, uma narração apresentou a visão do estilista: “Eu tenho fascínio por tudo aquilo que sobrevive ao desaparecimento”. A ideia orientou a criação, que encontrou na moda uma maneira de comunicar sentimentos e preservar histórias.

As estampas de cartas reforçaram essa narrativa, transformando assim as roupas em registros simbólicos de experiências pessoais e coletivas.

Varal na passarela recria quintal de casa

Foto: Ze Takahashi/ @agfotosite

Um varal foi instalado na passarela, com diversas peças brancas penduradas. Ao atravessar a instalação, as modelos afastavam as roupas com as mãos e interagiam com os suportes, criando uma atmosfera descontraída, inspirada nos quintais domésticos.

Como resultado, a proposta aproximou o desfile de cenas familiares e cotidianas, reforçando a conexão entre vestuário, afeto e memória.

Tons neutros e técnicas artesanais se destacam

Foto: Ze Takahashi/ @agfotosite

A coleção apostou principalmente em branco e marrom, cores que acompanharam a atmosfera nostálgica do desfile. Entre os destaques estavam mangas bufantes, babados, saias volumosas, detalhes em balonê e golas vitorianas.

As camisas ganharam modelagens diferenciadas e abotoamentos não convencionais, enquanto os bordados feitos à mão evidenciaram o trabalho artesanal. Tie-dye, patchwork e barras desfiadas também apareceram, assim como peças que pareciam montadas a partir de retalhos.

Essas técnicas reforçaram o conceito de reunir fragmentos e criar novas narrativas, em uma coleção que valorizou tanto a matéria-prima quanto os detalhes de cada peça.

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Foto: Ze Takahashi/ @agfotosite

Com “Cartas de Algodão”, a Sou de Algodão celebrou seus 10 anos por meio de uma apresentação que uniu moda, artesanato e memória afetiva. A parceria com Ronaldo Fraga deu forma a uma reflexão sobre as histórias que permanecem mesmo quando o tempo passa.

Mais do que apresentar tendências, o desfile destacou o potencial das roupas de preservar lembranças e conectar gerações, reafirmando o algodão como matéria-prima de criações carregadas de significado.

Laís Rodrigues: Laís Rodrigues é jornalista e produtora de conteúdo. Já trabalhou como redatora e editora de revistas de Decoração, Beleza e Comportamento e agora é pós-graduada em marketing digital e se dedica a escrever para a Internet.

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