Cheongsam / Qipao – Conheça a história do Vestido Chinês Clássico. Veja variações e inspiração

Cheongsam / Qipao   Conheça a história do Vestido Chinês Clássico. Veja variações e inspiração

Por Eduardo Lou

Sabe aquele vestido chinês justo, com uma gola Mao e abotoamento diagonal? Pois é, ele tem uma história longa e movimentada, como a do país onde ele nasceu.

O Cheongsam, como ele é chamado em cantonês, ou Qipao (pronuncie tchipau) em mandarim, começou sua epopeia em 1644 quando os cavaleiros da Manchúria tomaram o poder na China, derrubando a dinastia Ming e com ela os seus robes folgados e confortáveis. Os uniformes militares dos conquistadores são a base do Cheongsam, que no início eram exclusivamente masculinos e depois viraram unissex.

Mas o modelo que conhecemos hoje, moldando o corpo, só surgiu nos loucos anos 30, entre as duas grandes guerras, quando Shanghai era conhecida como a Paris do extremo-oriente, aberta e cosmopolita. Nessa cidade fervilhante, onde se falava inglês e francês e se dançava jazz e outros ritmos ocidentais em clubes art decó, as mulheres chinesas, inspiradas pelas muitas ocidentais que viviam na cidade apertaram o corte dos Cheongsam e passaram a usá-los sem calças por baixo como os homens, criando um ícone visual que persiste até hoje. Nessa mesma época os homens chineses abandonaram as túnicas tradicionais e adotaram os ternos ocidentais.

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Ilustração antiga de jovens usando o Cheongsam, como ele é chamado em cantonês, ou Qipao (pronuncie tchipau)

O grande “achado” do Cheongsam é que ele alonga a silhueta, deixando a mulher com uma postura elegante e altiva e a obriga a gestos bem pensados, cuidadosos, que criaram no imaginário dos ocidentais a imagem da mulher oriental como sensual e misteriosa.

Esse estilo de vestir se espalhou para a também ocidentalizada Hong-Kong e para o resto da China, até que foi reprimido nos anos da ditadura de Mao Tsé Tung, após 1949, com a obrigatoriedade do uso dos  uniformes folgados da Revolução cultural. Isso vigorou até os anos 80, com a abertura iniciada com Deng Xiao Ping e que hoje faz da China o país que mais cresce no mundo.

A redescoberta, pelos chineses, de sua própria cultura, fez os Cheongsam ressurgirem com força, seja nas criações dos designers famosos como Vera Wang ou Shanghai Tang, que os expõem em suas lojas em Paris, Londres e Nova York, ou nas muitas butiques do bairro francês de Shanghai, especialmente na Changle Road , entre as ruas  Shaanxi e Maoming, onde novos criadores reinventam o Cheongsam em cores pós-modernas e bordados de última geração.

Cheongsam / Qipao   Conheça a história do Vestido Chinês Clássico. Veja variações e inspiraçãoO grande “achado” do Cheongsam é que ele alonga a silhueta, deixando a mulher com uma postura elegante e altiva e a obriga a gestos bem pensados, cuidadosos, que criaram no imaginário dos ocidentais a imagem da mulher oriental como sensual e misteriosa.

Cheongsam / Qipao   Conheça a história do Vestido Chinês Clássico. Veja variações e inspiraçãoO vestido chinês clássico, o Cheongsam/ Qipao  foi revisitado e volta com estampas mais modernas e combinações inusitadas, mescladas a referências ocidentais como o new look

Cheongsam / Qipao   Conheça a história do Vestido Chinês Clássico. Veja variações e inspiraçãoCheongsam/ Qipao O  modelo que conhecemos hoje, moldando o corpo, só surgiu nos loucos anos 30

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O qipao / cheongsam em 1932 China. O qipao moderno (ou cheongsam em cantonês) foi desenvolvido em Xangai, em meados de 1920. O qipao moderno, em contraste com o qipao folgada original, era muito mais revelador. Foi popularizada por socialites ricos em Xangai na década de 1920 e ainda é uma peça de vestuário popular para ocasiões formais

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A redescoberta, pelos chineses, de sua própria cultura, fez os Cheongsam ressurgirem com força

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Os Cheongsam ressurgirem com força e tem sido constantemente revisitados

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 Modelo de Cheongsam

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Esse estilo de vestir se espalhou para a também ocidentalizada Hong-Kong e para o resto da China, até que foi reprimido nos anos da ditadura de Mao Tsé Tung, após 1949, com a obrigatoriedade do uso dos  uniformes folgados da Revolução cultural

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Por Eduardo Lou

Publicação: 6 de maio de 2015

AUTOR

Existencialista inveterado, publicitário por formação e sinófilo por opção.

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