Morre Oliviero Toscani, fotógrafo famoso por suas campanhas de moda polêmicas
O artista deixou um legado marcado por trabalhos provocativos e mensagens sociais impactantes. Saiba mais sobre Oliviero Toscani
O mundo da moda se despediu do renomado fotógrafo Oliviero Toscani nesta segunda-feira, 13 de janeiro. O artista faleceu aos 82 anos, após uma longa luta contra a amiloidose, uma rara doença que o debilitou significativamente nos últimos anos. Inclusive, o fez perder 40 quilos em apenas um ano.
Amplamente reconhecido por utilizar seu talento para desafiar padrões e provocar reflexões sobre questões importantes, marcou a história com sua parceria com a marca italiana Benetton. Afinal, suas campanhas abordavam temas como racismo, desigualdade social, a epidemia de AIDS e os conflitos globais, rompendo com os tradicionais moldes da publicidade de moda.
Quem foi Oliviero Toscani?
Nascido em Milão, no dia 28 de fevereiro de 1942, Oliviero Toscani cresceu em um ambiente cercado pela fotografia e pela arte, graças à influência de seu pai, que era fotojornalista. Assim, estudou fotografia e design gráfico em Zurique, na Suíça.

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Ao longo de sua carreira, trabalhou com algumas das marcas de moda mais prestigiadas do mundo, como Chanel e Valentino. Além disso, teve suas imagens publicadas em revistas icônicas como Vogue e Elle. No entanto, foi sua parceria com a Benetton, iniciada em 1983, que o colocou no centro das atenções globais.
Com uma abordagem inédita, ele transformou campanhas publicitárias em poderosas narrativas visuais que exploravam temas sociais muitas vezes negligenciados pela indústria da moda.
Mesmo nos últimos anos, já afastado do mercado publicitário, Toscani permaneceu uma referência tanto para fotógrafos quanto para publicitários. Assim, é lembrado como um dos primeiros a usar a arte como uma ferramenta de provocação e reflexão.
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Trabalhos polêmicos de Oliviero Toscani
Polêmicas são o que não falta na carreira de Oliviero Toscani. Um de seus trabalhos mais icônicos foi a campanha de 1989. Nesse sentido, retratava uma mulher negra amamentando uma criança branca, um símbolo poderoso de união racial.

Uma de suas primeiras campanhas polêmicas para a Benetton trouxe a imagem de um padre e uma freira se beijando, gerando indignação entre líderes religiosos. A iniciativa foi considerada uma “ofensa particularmente séria aos católicos”, segundo declarações da época.
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Ademais, outra controvérsia surgiu com uma campanha que fazia referência à AIDS, trazendo uma fotografia de uma nádega com a tatuagem “HIV Positive” (HIV positivo). Assim, diversos grupos criticaram a campanha, alegando que ela violava a dignidade humana dos portadores do vírus.
Além disso, um trabalho muito comentado foi o que exibia três corações humanos identificados por etiquetas com as palavras “Branco”, “Preto” e “Amarelo”. Essa representação crua e impactante buscava reforçar a igualdade racial, mas também enfrentou severas críticas em alguns países.

A ousadia de Toscani continuou com a campanha de 2007 que retratava a comediante francesa Isabelle Caro, anoréxica, nua, em uma tentativa de alertar sobre os perigos da obsessão por padrões de beleza irreais. A seguir, confira esses e outros trabalhos polêmicos do fotógrafo.
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